Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!

2 O Confronto de Aldebaran e Sorento!


Notas iniciais
Olá galera. Hoje vamos ao segundo capítulo da nossa história, nessa versão que a ameaça de Hades e Poseidon na Terra ocorrem em paralelo. Espero que gostem. Quem puder, favorite a história e deixe um comentário, me ajuda demais e serei muito grato. Boa leitura




ATENAS – GRÉCIA

HOSPITAL DA FUNDAÇÃO GRAAD


Saori está olhando os cavaleiros pela janela do quarto do hospital quando avista alguém se aproximando.

- É você... Aldebaran!

- Sim, Athena. Aioria regressou ao Santuário, pois precisamos ter uma reunião muito séria com o Mestre Ancião, mesmo ele se mantendo nos Cinco Picos. Ele nos disse que o verdadeiro inimigo está prestes a ressurgir.

- Aldebaran, uma comandante de Poseidon veio até mim...

- Jà soubemos, senhorita. Por isso estou aqui para fazer sua guarda, já que você não quer regressar ao Santuário nesse momento por causa dos cavaleiros de Bronze. Temos que verificar se isso é de fato verdade, embora as chuvas não cessem. Por que o seu inimigo na verdade tem sido nos últimos séculos outro deus terrível...

Saori resolve ir descansar em sua mansão ao lado de Aldebaran. Naquela noite, o quarto de hospital é invadido.

- Então são esses os garotos que Athena protege? Os matando a atrairei para cá. Então é momento de dar um fim a vida deles.

Sorento, que foi quem invadiu o quarto do hospital, começa a tocar sua flauta. Ele é interrompido.

- Contenha-se, homem.

Sorento avista Aldebaran se aproximando.

- Que interessante. Um cavaleiro de Ouro aqui. Cadê Athena? É com ela que quero falar.

- Como é audacioso. Quem é você?

- Sou Sorento de Sirene, um dos sete generais marinas de Poseidon. Saibam que os que escutam essa canção não escapam da morte certa.

Sorento toca a flauta, paralisando Aldebaran. Ele ataca o pescoço de Aldebaran, e arranca seu capacete.

- Essa é a força dos cavaleiros de Ouro, os mais fortes que servem Athena? Muito fracos. Eu Sorento, acabo de arrancar a cabeça do cavaleiro de Touro!

Sorento se aproxima das camas dos cavaleiros de Bronze e os olha.

- Agora matarei os chamados cavaleiros de Bronze. Eles estão entre a vida e a morte. É só desligar os aparelhos, nem preciso me esforçar. E levarei Athena comigo!

- Espere, Sorento. Você acha que eu vou deixar alguém fazer isso? Eu, Aldebaran de Touro, estou aqui para protegê-los. – O corpo de Aldebaran responde, assustando Sorento.

Sorento se vira e olha para o corpo de Aldebaran. Ele não entende.

- Mas como? Eu acabei de arrancar a sua cabeça!

- Você deveria prestar atenção. O que você arrancou foi apenas meu capacete. Isso não é nada bom para você! – Aldebaran mostra que escondeu sua cabeça por dentro de sua armadura. Ele eleva seu cosmo.

- Entendi. Você encolheu a cabeça no momento do meu golpe. Nem parece um Touro, parece mais uma tartaruga! – Ironiza o general.

- Você é muito atrevido, general de Poseidon! – Grita Aldebaran.

Sorento volta a colocar a flauta na boca e a tocar uma canção.

- Que tal ouvir um pouco mais da minha melodia, cavaleiro Aldebaran de Touro?

- Negativo. Agora será você quem sentirá o efeito do meu golpe: “Grande Chifre.”

O golpe de Aldebaran lança Sorento contra o teto. Logo o general some das vistas de Aldebaran. Sorento surge nas costas do cavaleiro de Touro, intacto e com a flauta novamente na boca.

- Como você conseguiu sair ileso do Grande Chifre?

- Você é muito poderoso. Sem dúvidas eu teria sido derrotado pelo seu golpe, mas você só consegue alcançar um terço de sua força real. – Revela Sorento.

- Do que está falando?

- Após ouvir a minha canção a primeira vez os seus cinco sentidos e seu cosmo foram enfraquecidos.

Aldebaran recua, surpreendido.

- Você está querendo dizer que acertou meu cosmo e eu nem percebi?

- Dessa vez acertarei seu corpo e o deixarei em pedaços, cavaleiro de Ouro! – Ameaça Sorento. – Escute a “Sinfonia Final da Morte.”

Aldebaran aprecia a bela canção, mas logo tampa os ouvidos, pois sabe que é um truque de Sorento.

- Essa bela canção é a mesma que as sereias usavam para atrair os marinheiros que cruzavam o Mediterrâneo. Eu não posso ouvi-la, senão será meu fim.

Aldebaran não consegue evitar a canção e resolve agir radicalmente. Ele usa seus dedos indicadores para enfiar dentro do seu ouvido, os perfurando.

- Argh... Foi necessário, mas eu sou um cavaleiro e para vencê-lo perfurei meus tímpanos e agora sua canção não poderá mais me incomodar. Eu não posso mais ouvi-la.

- Sua ação foi inútil, Aldebaran de Touro. O som da minha melodia atinge diretamente o cérebro, por isso não adianta fazer isso. Agora você está totalmente paralisado por conta da canção e seu cosmo foi ainda mais reduzido.

Sorento volta a tocar a flauta e Aldebaran sofre com a melodia.

- Argh... Aaaaaaaaahhhhhhhhh...

- Chegou o momento de morrer, cavaleiro de Touro.

- Eu estou preparado a sacrificar minha vida para salvar os cavaleiros de Bronze e para proteger Athena!

- Que assim seja. O golpe final: “Clímax Final da Morte.”

Aldebaran grita e seu corpo explode.

- Aaaaaaaaaahhhhhh... “Grande Chifre.”

Um grande estrondo ocorre. Sorento avista na sua frente apenas a armadura de Touro montada.

- Agora você está morto, cavaleiro de Ouro. Com isso poderei matar esses cavaleiros de Bronze e atrair Athena... O que? Meu corpo está totalmente paralisado. É o cosmo de Aldebaran... Mesmo morto ele persiste em proteger esses rapazes...

Saori surge no quarto do hospital nesse momento. Sorento arregala os olhos.

- Que cosmo grandioso... Você é... Athena!

- Diga-me a intenção de Poseidon, general...

- Argh... Me sinto inofensivo diante de tamanho cosmo... Athena, o Imperador Poseidon quer purificar a Terra causando um dilúvio. Para um possível acordo ele exige sua presença em seu Templo... Argh...

O cosmo de Athena praticamente arrasta Sorento. Ele é obrigado a recuar. Saori chora diante da armadura de Touro e logo avista Aldebaran na porta.

- Aldebaran, você sobreviveu...

Aldebaran estava de olhos fechados. Saori volta a chorar.

- Não... Ele sucumbiu... Mas sua poderosa presença protegeu os cavaleiros de Bronze... Obrigada, Aldebaran...


TEMPLO SUBMARINO


Se passam algumas horas. Julian Solo, já tomado das vontades de Poseidon, é coroado o Imperador dos Oceanos. Todos os seus guerreiros marinas o reverenciam.

- Com essas chuvas eu prevejo que a Terra estará submersa em 30 dias.

- Imperador Poseidon, é melhor não contar vitória ainda. Athena poderá se intrometer nos seus planos. Não só ela... Hades, o Imperador do Submundo, aquele que vem travando guerras há séculos com Athena, também pode interferir, pois deve estar para regressar. – Diz Thetis.

- Se Athena tem seus cavaleiros, Poseidon tem seus generais marinas. Athena está com um cavaleiro a menos nesse momento para ajudá-la.

Quem diz é Sorento, que está com o elmo da armadura de Touro em mãos.

- Sorento, você matou o cavaleiro de Touro? – Questiona Thetis.

Sorento balança a cabeça positivamente fechando os olhos. Poseidon fica diante dele.

- Sorento, então você conseguiu trazer Athena? – Questiona Poseidon.

- Imperador Poseidon, diferente de contra o cavaleiro de Ouro, eu não consegui fazer nada contra Athena. E nesse momento ela já sabe o plano do senhor.

Todos ficam surpresos. Thetis se aproxima.

- Eu entendo bem, aquele cosmo...

- Eu não tive como capturá-la. Eu havia sido travado pelo golpe do cavaleiro de Touro, que em um primeiro momento não me abalou. Admito que eu senti um medo mortal dela. E quando regressei ao Templo Submarino, pude perceber que já não estou com a bússola de ouro.

O Dragão Marinho, que estava quieto, se coloca na frente de Sorento.

- O que está dizendo Sorento? Você teve a irresponsabilidade de perder a bússola de ouro?

- Não a perdi. Foi Athena quem a tomou no momento em que eu estava travado. Aquela bússola aponta a direção das chuvas e dos movimentos dos sete oceanos...

O elmo de Aldebaran brilha e a imagem de Athena é refletida.

- Athena! – Grita Sorento.

Poseidon olha para a imagem de Athena invocada pelo elmo e se aproxima. Saori e Julian ficam surpresos ao verem que o outro é a reencarnação de seu inimigo de Eras.

- O que? Você é Athena, senhorita Saori Kido?

- “E você é Poseidon, senhor Julian Solo?”

Poseidon, com as vontades de Julian, se sente incomodado.

- Marinas, retirem-se todos. Quero falar a sós com Athena.

Todos os comandados de Poseidon se retiram da sala do trono. Poseidon mede Athena com o olhar.

- Incrível que você seja Athena. Então toda aquela atração que já sentia por você...

- “Julian... Eu também estou muito surpresa que você seja Poseidon. Mas tudo o que está acontecendo me faz não ter tempo de discutir sobre isso. Quero lhe pedir para parar com essas chuvas e tempestades. Vários países estão sofrendo inundações.”

- Sério que veio me pedir isso? Essa chuva continuará por mais trinta dias, até o mundo ser totalmente inundado. Tudo acontecerá até pior que no primeiro dilúvio que causei, na época de Noé. Assim como naquela época, devo purificar esse planeta tão contaminado de gente ruim. Quando tudo acabar, serei o dono de toda a Terra, de uma terra purificada pelas águas. Você não entende?

- “Isso é um absurdo. Você não pode dizer nem fazer uma coisa dessas. De fato existem homens impuros, mas existem muito mais pessoas boas do que ruins, e tenho total certeza disso. Você não pode punir inocentes. Como um deus, isso não é coisa que se faça.”

Julian toca no rosto da imagem de Saori, como se quisesse acariciá-la.

- Gostaria de estar novamente na sua presença física nesse momento. Agora que sei que você é Athena e eu Poseidon meu pedido faz ainda mais sentido. Senhorita Saori Kido, mesmo me reconhecendo como Poseidon meus sentimentos não mudaram. Case-se comigo, senhorita Saori. Juntos dominaremos o mundo. Tanto o mundo terrestre como o mundo marinho.

- “Jamais eu me casaria com você, Julian... Poseidon... Eu já neguei uma vez como humana e agora nego como deusa.”

O olhar de Julian se transforma e ele demonstra a fúria de Poseidon no olhar. Ele se vira de costas.

- Muito bem. Então terei que te encarar como minha inimiga de séculos. Se você quiser evitar todas essas chuvas você terá que se sacrificar.

- “Me sacrificar?”

Poseidon pega o elmo de Touro e leva para o fundo de sua sala, onde ele abre a cortina e vai até os limites de seu templo.

- Veja isso, Athena. O meu Templo é sustentado por sete pilares que representam os sete mares e mais um pilar, o Pilar Principal, que se localiza abaixo do Mar Mediterrâneo, que é a base de toda a sustentação do mar acima do Templo, para que ele não seja inundado.

- “E com seu Templo edificado você está provocando as chuvas...”

- Se você não quer se unir a mim, eu irei direcionar toda a água destinada para a inundação da Terra para dentro do Pilar Principal e quando ele se encher, toda a água irá em direção ao seu Templo em seu Santuário terrestre, inundando toda a Terra e fatalmente você morrerá. Agora que você está em posse da minha bússola dourada, será ainda mais fácil encaminhar toda a água até você.

Saori fecha os olhos e respira fundo.

- “Se isso for conter as chuvas que estão trazendo grandes estragos na Terra eu aceito me sacrificar. Vou conter a força das chuvas com meu cosmo.”

- Mas você sabe o que isso significa, Athena?

O olhar de Poseidon é altivo. Athena mostra um olhar angustiado.

- “Sim, eu sei...”

- Tem certeza? Você ficará, enquanto concentra seu cosmo para evitar as inundações, totalmente vulnerável. Seu corpo é humano. O seu grande inimigo Hades, o deus do Submundo, já está para despertar junto aos seus espectros, as 108 estrelas maléficas. Você está com seu exército amplamente desfalcado. Além disso, você poderá ser morta antes de conseguir conter as chuvas até por um inimigo que não seja um deus. Agora se você se unir a mim, poderemos juntos conter a ambição de Hades, que irá querer mergulhar o planeta em escuridão e juntos iremos purificar a Terra.

Saori fica de olhos fechados convicta.

- “Pode concentrar as chuvas no Pilar Principal, Poseidon. Eu confio nos meus cavaleiros para conter todos os inimigos.”

- Pois bem. Você é muito tola. Irá se arrepender de sua atitude intempestiva...


SANTUÁRIO – GRÉCIA


Chove forte no Santuário. Mu está no cemitério diante do túmulo de Aldebaran. Suas lágrimas se misturam com a água da chuva. Aioria se aproxima.

- Mu, quem pode ter sido o homem que matou Aldebaran? Athena o disse algo?

- Aioria, Athena deixou claro que foi alguém ligado a Poseidon. Um general marina, como ela disse ao regressar ao Santuário.

- Ela te disse isso? Apenas Milo a acompanhou até seu Templo e ela disse que não quer ser interrompida por ninguém. Precisamos agir e procurar esse homem...

- O Mestre Ancião não nos deu permissão de deixar o Santuário nesse momento.

Aioria ergue o punho e da um soco no solo encharcado pela chuva.

- Ficar no Santuário enquanto um companheiro foi morto e Athena foi ameaçada? Somos cavaleiros, Mu, não podemos ficar de braços cruzados.

Mu fecha os olhos e passa por Aioria, deixando o cemitério.

- Aioria, resta agora nos unirmos ao Milo e ao Shaka nas doze casas. Devemos apenas aguardar.

- Aguardar? Eu não posso ficar parado.

- Venha comigo, Aioria.

Aioria está muito contrariado. De repente a chuva para.

- A chuva cessou... Senti o cosmo de Athena brilhar nesse momento? Foi você quem deteve a chuva, Athena?

Mu se aproxima das escadarias para a casa de Áries e olha em direção ao Templo de Athena.

- Athena...

Notas finais
Próximo capítulo de Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina: "A Dupla Ameaça Divina."