Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
13 Lembranças de Ikki: O Teste do Leão!
Notas iniciais

Ikki surge no pilar do Oceano Antártico e começa a punir Kasa, que enganou Shun, Seiya e Hyoga se passando por entes queridos. Quando Ikki foi acudir os cavaleiros, Kasa se transformou em Shun.
- Ikki, sou eu, seu irmão Shun. Desculpe, Ikki, mas eu precisarei te matar.
Ikki olha para Shun caído a seus pés e para Kasa transformado em Shun na sua frente. Kasa ataca a corrente que criou em Ikki, ferindo seu rosto.
- Você não só imita a aparência e a voz dos outros, você também imita a personalidade. É por isso que eles foram derrotados por você. Eles baixaram a guarda tamanha é a sua capacidade de enganação. Parece de fato o Shun que está falando comigo.
- Perdão, Ikki, eu vou ter que te matar!
Kasa, na aparência de Shun, volta a atacar Ikki. Ikki fecha os olhos, desvia e perfura o peito de Kasa com seu punho. Kasa, ainda na aparência de Shun, trava. Logo ele volta a sua aparência normal.
- Idiota, você me atingiu transformado em seu irmão sem ter a menor piedade.
- Esse seu truque é inútil perante mim. Eu já abandonei meus sentimentos há muito tempo. Meu verdadeiro irmão está aqui caído aos meus pés. – Diz Ikki.
- Nunca alguém havia conseguido me atacar quando eu assumi a aparência de um ente querido. Você parece não ter sentimentos... Argh...
Ikki se lembra de quando renunciou a seus sentimentos. Kasa tenta em seus últimos suspiros descobrir o ponto fraco de Ikki enxergando o fundo de seu coração.
- Se eu conseguisse enxergar o fundo do seu coração. Ele deve ter alguém... Argh... Espere, eu consigo ver... Quem é essa garota?
Kasa consegue avistar Esmeralda no fundo do coração de Ikki. Kasa se imagina tomando a aparência de Esmeralda e perfurando Ikki fatalmente com uma faca. Ikki não teve resistência e o deixou matar. Logo, Kasa pensa que se tivesse descobrido Esmeralda antes venceria Ikki. Kasa perde todas as forças.
- Você diz ter renunciado a tudo, a todos os sentimentos, a todo o amor, mas isso é mentira. Antes de morrer pude ver isso.
Kasa morre. Ikki respira fundo pensando em Esmeralda. Nesse momento, Kiki surge com a urna da armadura de Libra nas costas.
- Ikki! Você está vivo!
- Kiki? Sim, eu sobrevivi. É uma longa história.
- Isso é ótimo. Pegue a armadura de Libra, Ikki.
Kiki entrega a Ikki a armadura de Libra e conta sobre os pilares. Ikki abre a urna e pega o tridente de Libra.
- Compreendo. Mestre Ancião, permita-me usar o tridente de Libra!
Ikki ataca com o tridente e derruba o pilar do Antártico. O Templo Submarino volta a sofrer terremotos. Ikki volta a olhar para Kasa.
- Talvez você poderia ter me matado se visse Esmeralda antes escondida no meu coração, mas no momento em que te acertei o Golpe Fantasma, você já estava derrotado. Você disse que o amor e os sentimentos são os pontos fracos dos homens. Mas graças ao amor que os homens podem se tornar mais fortes. Eu já tinha até me esquecido disso...
Ikki devolve o tridente de Ouro para Kiki e se vira de costas a ele. Ikki fixa seu olhar no caminho da sala do trono de Poseidon.
- Não me interessa ficar destruindo pilares. Vou direto até onde está Poseidon.
- Mas, Ikki, o Seiya, o Shun e o Hyoga estão morrendo...
- Deixe-os aí. Eles não podiam abaixar a guarda e foram superados pelo inimigo. Eles falharam como cavaleiros. Se morrerem é porque não eram mesmo capazes de seguir em frente e cumprir suas missões.
Kiki olha angustiado para os três cavaleiros.
- Mas ainda podemos salvá-los.
- Kiki, eu atingi seus pontos vitais e o sangramento parou. Agora a sobrevivência deles dependerá de seus respectivos cosmos. Eu creio que eles vão reagir.
Kiki segue angustiado. Ikki vira de costas e fecha os olhos.
- Até mais, Kiki.
- Ikki, espere. Onde você teve esse tempo todo?
De olhos fechados, Ikki relembra tudo o que passou.
- Era para eu ter morrido, mas...
Ikki se lembra de estar diante de Saga, controlado pelo espírito maligno, na sala do Grande Mestre. Seiya tentava seguir até o Templo de Athena, mas Saga partiu atrás dele. Ikki voltou a se colocar na frente de Saga mesmo ferido.
- Você de novo? Infeliz.
- Eu sou seu adversário. Seiya, siga caminho, eu vou detê-lo.
- Chegou o momento de te matar de vez, Fênix.
Ikki já sentia seu corpo no limite. O cosmo do cavaleiro de Ouro era muito elevado.
- Eu não suportarei outro ataque...
- Receba a técnica mais poderosa de Gêmeos, a chuva de estrelas: “Explosão Galáctica.”
- Aaaaaaaaaahhhhhhhh...
Ikki foi consumido pelo golpe. Ele se viu flutuando.
- Sinto um enorme vazio... O meu corpo foi pulverizado... Aonde minha alma vai parar?
Ikki abriu os olhos e se viu diante de uma dimensão aberta. Ele estranhou.
- O que? Caí de novo em outra dimensão? Será que o Saga... Seu cosmo parecia dividido entre o bem e o mal...
Ikki caiu entre escombros de um lugar e logo perdeu a consciência. Tempos depois, acordou em cima de uma cama.
- Han? O que? Onde estou?
- Despertou, jovem?
Uma jovem e bela mulher de pele morena e longos cabelos escuros encaracolados nas pontas e olhos cor de mel trajada de um vestido azul surgiu diante da cama onde Ikki estava. Ela tinha seu corpo atlético que mostrava imponência e era pouco mais velha que Ikki.
- Mas quem é você?
- Meu nome é Rebecca. Sei que você é um cavaleiro. Que bom que conseguiu despertar.
- Rebecca? Mas onde estou?
- Estamos na cidade de Micenas, na Grécia. Encontrei você caído aqui e muito ferido a cerca de vinte dias. Pensei que não sobreviveria.
- Vinte dias?
Ikki conta para Rebecca quem ele era e o que aconteceu. Ela revelou a Ikki que também era uma guerreira, mas ainda não era uma amazona, pois não concordava com as regras que tinha que seguir.
- Compreendo. Eu também não gosto muito de seguir regras.
Rebecca contou a Ikki sobre a vitória de Athena sobre o Grande Mestre usurpador, o que trouxe grande alívio ao cavaleiro. Logo, uma movimentação no local chamou a atenção de Ikki, que se levantou.
- O que foi isso?
- Deve ser a visita de um homem que ajuda muito a população daqui, que é sua cidade natal. Ele é um cavaleiro igual você.
- Cavaleiro?
- Sim. O nome dele é Aioria.
Ikki se agitou e foi para fora da casa onde estava. Ele encarou o cavaleiro de Leão que abraçava algumas crianças.
- Aioria?
- Você é... Ikki de Fênix? Impossível, Ikki morreu na luta contra Saga.
- Pelo visto eu não morri.
Aioria olhou sério para Ikki. Começou a chover forte. Rebecca o chamou para entrar.
- Entre aqui, Aioria, senão vai se molhar.
- Não, Rebecca, eu agradeço a cortesia, porém tenho algo a tratar com Ikki.
Ikki não entende. Rebecca se aproxima de Ikki.
- Encontrei esses destroços com você quando te encontrei. Acho que era da sua armadura.
- Sim... São restos da armadura de Fênix. Ela foi lançada comigo para outra dimensão... Te agradeço, Rebecca.
Aioria pegou Ikki e puxou pelo braço. Ele o jogou em um terreno baldio.
- Quem você pensa que é para me puxar assim?
- Diga logo quem é você. Será você mesmo o Ikki ou algum seguidor de Poseidon que está causando essas chuvas?
- Poseidon? Enlouqueceu? Parece que o golpe mental que levou de Saga afetou sua mente.
Aioria desferiu um soco na cara de Ikki. Os dois trocaram socos e a velocidade de Aioria era impressionante.
- Mas como é ágil. Não nega ser um cavaleiro de Ouro.
- Escute bem, rapaz. Acabei de fazer a escolta de Athena no Japão. Agora Aldebaran é quem vai protegê-la e também ajudar a cuidar dos cavaleiros de Bronze que seguem em coma no hospital. Não tenho tempo para perder com um farsante. Se você é mesmo o Ikki, prove para mim.
- Não preciso te provar nada.
- Então irá morrer.
O cosmo de Aioria se elevou e Ikki ficou assustado.
- Se ele me atingir eu vou morrer. Preciso elevar meu cosmo até as alturas...
- Receba isso: “Relâmpago de Plasma.”
- Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...
Ikki foi enterrado na parede. Aioria se virou.
- Era um farsante que não valia o tempo que perdi. O que será que ele pretendia?
- Espere, Aioria!
Aioria se vira surpreendido. Ikki está de pé trajado de sua armadura de Fênix, que novamente renasceu das cinzas.
- O que?
- Se quer que eu te prove que sou o Fênix, te provarei. Sinta o bater das asas da ave mitológica: “Ave Fênix.”
- Argh...
Aioria ergue as mãos e é arrastado. Ele bate as costas no outro lado da parede do terreno. Sua testa sangra.
- Admirável, Ikki de Fênix.
Ikki respira fundo e fraqueja.
- Argh... Despertei agora e você quase me mata.
Aioria se aproxima de Ikki, mas vira de costas e fecha os olhos.
- Isso é bom para mostrar sua evolução. Estará preparado para o que está por vir.
- O que? Está insinuando que já sabia que era eu de verdade?
- Digamos que você passou pela prova do leão. Agora, Ikki, eu creio que você deva voltar ao Santuário.
Aioria abriu os olhos e se virou. Ikki já não estava mais no local.
- Esse Ikki...
Ikki retornou a casa de Rebecca. Ela o avistou.
- Sua armadura é linda, Ikki. Então você é o cavaleiro de Fênix, portador daquela armadura que renasce das próprias cinzas.
- Te agradeço muito por tudo, Rebecca. Espero que volte a te ver um dia. Agora preciso partir.
- Para onde você vai?
Ikki virou de costas e sorriu.
- Um lobo solitário nunca diz aonde vai e segue seu caminho sozinho. Até mais.
Rebecca sorriu vendo Ikki partir.
Ikki relembrou de tudo e olhou para Kiki.
- Kiki, agora eu devo seguir. Não posso perder tempo.
- Será que eles vão sobreviver?
Kiki olha para Seiya, Shun e Hyoga sem consciência e caídos no chão.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
Shaka guia os renegados até o jardim que havia oculto próximo a casa de Virgem.
- Esse é o jardim das árvores gêmeas. – Avisa o cavaleiro de Virgem.
Shaka fica embaixo de duas árvores gêmeas em posição de meditação. Camus, que estava um pouco atrás, toma a frente dos companheiros.
- Deixem Shaka comigo. Por não estar ferido como você Saga, que enfrentou Mu, e você Shura, que enfrentou Aioria, irei lutar.
Shaka segue em silêncio e em posição de meditação. Camus ergue o punho.
- Espero que esteja preparado, Shaka: “Pó de Diamante.”
- “Kahn.”
- O que? Argh...
O contra ataque de Shaka fere Camus de frente. Ele vai ao solo sangrando.
- Achou que iria me ferir dessa forma, Camus? Como pode um homem que outrora treinou dois discípulos, trair Athena dessa forma?
Camus fica caído no chão ferido e pensativo. Saga e Shura observam.
TEMPLO SUBMARINO
Ikki volta a se virar de costas ao avistar novamente Seiya, Hyoga e Shun desmaiados.
- Já te disse, Kiki, deixe-os aí. Agora preciso ir.
- Ikki tem razão. Fomos derrotados por termos baixado a guarda. – Hyoga se levanta.
Kiki olha para Hyoga. Ikki segue de costas.
- Hyoga você...
- Pode ir em frente, Ikki, não se preocupe.
Ikki parte em retirada. Kiki fica o olhando de longe.
- Ikki, obrigado por tudo. Você agiu de forma fria como deve ser no campo de batalha e como meu mestre me ensinou. Eu falhei como cavaleiro. Eu tenho que aprender a controlar meus sentimentos. Que seja uma lição a partir de agora. – Diz Hyoga lamentando.
Hyoga arranca um pedaço do pano de sua camisa e amarra em seu pescoço ferido para cobrir o ferimento.
- Kiki, cuide de Seiya e Shun. Eu irei em direção ao pilar da região contrária daqui, que é o do Oceano Ártico.
- Não vá, Hyoga. Você está ferido.
- Não se preocupe, até logo.
Hyoga, pensativo, segue caminho rumo ao pilar do oceano Ártico. No caminho, ele começa a ter lembranças.
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