Saint Seiya: A Batalha da Tríade Divina!
15 Confronto de Ideais!
Notas iniciais

TEMPLO SUBMARINO
No pilar do Ártico, Isaak olha para Hyoga que está no chão e parece sucumbir.
- Você tinha uma dívida comigo e agora a quitou com sua morte. Você queria mesmo se sacrificar por conta dessa dívida. Nunca pensei que um dia chegaríamos a uma situação dessas, Hyoga...
- Hyoga!
Kiki chega gritando com a urna com a armadura de Ouro de Libra nas costas. Isaak o encara.
- Ah então você é o garoto que está levando a armadura de Libra nos pilares para os cavaleiros os partirem. Vou destruir essa armadura para ninguém se atrever a derrubar mais nenhum pilar.
Isaak vai em direção a Kiki andando calmamente.
- Vamos, moleque, me entregue essa urna!
- Jamais entregarei a armadura de Ouro para você! – Responde Kiki. – Hyoga só foi derrotado por você porque ele já estava ferido da sua luta anterior.
- Se não me entregar, a tomarei a força. Você sendo inimigo não me importa ser uma criança. Irá sofrer por ficar no caminho.
Kiki usa sua telecinese para erguer pedras e lançar contra Isaak. O general marina detém com facilidade, debocha de Kiki e lança as pedras de volta contra Kiki.
- Pronto, garoto. Agora pegarei essa urna e... O que?
Kiki se atira em cima da urna e a abraça para impedir Isaak de pegá-la.
- Solte a caixa, moleque!
- Não vou soltar ela mesmo que eu morra. – Grita Kiki.
Isaak da um murro em Kiki que é lançado longe, mas não larga a urna.
- Não posso permitir que ele pegue a urna... Argh...
Isaak pisa em Kiki que grita. Ele começa a dar sucessivos pisões no garoto.
- Renda-se, sua criança. Vou acabar triturando seu corpo.
- Não, futuramente quero ser um cavaleiro. Eles se arriscam e eu também vou me arriscar, jamais decepcionarei meu mestre Mu!
Isaak ergue seu pé para dar um pisão ainda mais forte e matar Kiki.
- Pois bem, receba então as honras dos cavaleiros e morra sendo destruído junto a essa armadura.
- Espere, Isaak!
Isaak se vira e avista Hyoga de pé com seu olho sangrando.
- Ainda está vivo?
Hyoga se aproxima de Isaak o encara. Ele pega Kiki machucado no colo.
- Hyoga, eu não o deixei pegar a armadura de Libra... Não deixei... Argh... – Diz o menino quase inconsciente.
- Eu sei. Descanse um pouco, Kiki, tenho que terminar minha luta contra Isaak. – Responde Hyoga.
- Disse que quer lutar comigo, Hyoga? – Pergunta Isaak.
O cavaleiro de Cisne volta a se encaminhar em direção ao general marina.
- Sim, Isaak. Você um dia me acusou de querer ser cavaleiro por interesse pessoal, que era ver o corpo de minha mãe no fundo do mar. Mas quando você me salvou também foi por um interesse pessoal. Eu sou muito grato por isso, mas seu objetivo vai contra tudo o que um cavaleiro acredita. Eu tenho que proteger a maioria, que são os seres humanos, e para isso então eu terei que derrotá-lo aqui.
- Acha que tem condições de me derrotar, Hyoga?
- Sim, eu usarei os ensinamentos do nosso mestre Camus em lutar com frieza. E levantarei agora meu punho contra você: “Pó de Diamante.”
- Han? Aaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhh...
Isaak é lançado longe com o poder do ar frio. Ele percebe como Hyoga evoluiu e sente uma forte energia.
- Que energia é essa? Nosso mestre Camus. Sinto como ele estivesse vivo...
- Também sinto isso, Isaak. Sinto que o mestre Camus me protege, ele deixou todos os seus ensinamentos para mim após morrer no nosso confronto no Santuário! E agora darei o seu castigo por tomar esse caminho: “Turbilhão de Gelo.”
- Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhh...
Isaak volta a ser golpeado. Ele cai sangrando.
- Parabéns, mas apenas isso não irá me derrotar. – Isaak se levanta. – Camus nos dava lições, dizendo para sermos frios com o inimigo, mas no fim ele não foi e acabou sendo derrotado por você quando houve a rebelião do Santuário e ele ficou ao lado do Grande Mestre. Ele foi derrotado por seu próprio discípulo, por isso não o considero mais meu mestre, ele é fraco! E você também disse que ia lutar com frieza, mas não quis me atacar mortalmente, e isso te levará a morte. Morra de vez com a minha “Aurora Boreal.”
Hyoga bloqueia o ataque de Isaak o surpreendendo. Logo, ele percebe que a armadura de Cisne está brilhando.
- Ele deteve meu golpe e sua armadura tem um brilho dourado igual uma armadura de Ouro.
- Isaak, eu sou protegido não só pelo meu mestre Camus. como por todos os cavaleiros de Ouro, em especial Milo de Escorpião. Esta armadura foi restaurada graças ao sangue dos cavaleiros de Ouro.
Isaak olha fascinado para a armadura de Cisne brilhando igual uma de Ouro.
- Agora entendo porque sua armadura resistiu tão bem a todos os meus golpes.
O pescoço de Hyoga começa a sangrar. Sua ferida anterior se abriu após o choque da Aurora Boreal de Isaak.
- Isaak, reveja sua posição. Você seguindo as vontades de Poseidon vários inocentes irão morrer. Você deve seguir a justiça como sempre disse que faria.
- Negativo. Esse agora é meu ideal, purificar o planeta. Mesmo sua armadura brilhando dourada, você não irá resistir a outro ataque da Aurora Boreal.
Hyoga nada diz. Ele só levanta seus braços e entrelaça suas mãos sobre a cabeça.
- Essa posição dos braços... Essa é a postura que o mestre Camus usava para disparar seu principal golpe... Esse golpe não é seu, você não o domina, ele não havia nos ensinado. Com mais um ataque meu tudo estará acabado. Adeus. Hyoga: “Aurora Boreal.”
- “Execução Aurora.”
O ar frio de Hyoga supera em muito o de Isaak. O general marina é acertado fatalmente indo ao chão. Hyoga também se fere, mas se mantém em pé.
- Isaak! – Hyoga corre em direção a seu antigo amigo.
- Que golpe incrível, Hyoga. Você enfim conseguiu ser frio diante do inimigo.
Isaak perde a consciência. Hyoga sabe que não tem muito tempo, abre a urna da armadura de Libra e a tonfa de Libra se desprende.
- Mestre Ancião, eu usarei a sua tonfa! Permita-me, por favor.
Hyoga lança a arma contra o pilar e o estrondo é grande. O pilar é destruído. O tremor na Fortaleza Submarina ocorre novamente. Hyoga se aproxima de Kiki.
- Kiki. obrigado. Eu consegui destruir o pilar do Ártico!
- Hyoga!
Isaak chama Hyoga que vai em direção a ele.
- Hyoga, eu preciso te dar um último conselho. E é o conselho de seu antigo amigo. Não é só com Poseidon que você deve se preocupar. Por trás de tudo isso... Argh...
Isaak sangrando começa a sucumbir. Hyoga pede para ele reagir.
- Hyoga você precisa prestar atenção no homem que provocou toda essa guerra.
- Mas do que está falando? Diga Isaak!
Isaak cochicha algo no ouvido de Hyoga, que fica assustado. Isaak perde a consciência.
- O que? Mais isso de novo? Esses combates só servirão para levar todos os combatentes à morte. Essa é a intenção de quem está por trás disso. Estará ele manipulando Poseidon? Eu preciso avisar os meus amigos... Mas agora que meu sangramento abriu, eu estou perdendo minhas forças.
Hyoga desmaia ao lado do corpo sucumbido de Isaak. Kiki também está inconsciente um pouco atrás.
SANTUÁRIO – GRÉCIA
No jardim das árvores gêmeas, Shaka começa a levitar. Camus sofre no chão.
- Se você não lutar a sério não me vencerá, Camus. Por que está lutando dessa forma, só querendo me conter?
- Os cosmos de Hyoga e Isaak se confrontaram intensamente. Isaak estava mesmo vivo? Isso pouco importa agora, não posso recuar. – Pensa Camus se levantando.
Saga nesse momento se coloca na frente de Camus, que estava se levantando.
- Basta, não tem o porquê só ficarmos olhando.
- Saga...
Shura fica ao lado de Saga balançando a cabeça positivamente.
- Concordo, Saga. Receba isso Shaka: “Excalibur.”
O ataque cortante acerta Shaka, que já estava sem sua barreira e o joga em cima dos galhos de uma das árvores.
- Argh...
Saga também investe elevando seu cosmo.
- “Outra Dimensão.”
Shaka começa a ser tragado. Conseguindo se movimentar na velocidade da luz, Shaka consegue escapar usando muita energia, mas cai no chão e vê Camus diante dele.
- Camus...
- “Pó de Diamante.”
- Aaaaaaaaaahhhhhhhhh...
Camus ataca e abaixa a cabeça. Ele parece um tanto abalado. Shaka se levanta.
- Argh... Estou dolorido e com o joelho congelado. É mesmo muito difícil lutar contra três cavaleiros de Ouro, mesmo eles estando feridos.
- Então nos deixe passar. – Pede Saga.
Shaka fica em silêncio. Saga olha para os dois companheiros e faz sinal.
- Vamos seguir em frente. Shaka já se deu conta que não pode nos impedir.
Quando o trio avança, Shaka investe.
- “Rendição Divina.”
- Han? Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhh...
O ataque fere ainda mais os três renegados já muito feridos. Shaka também sente seus ferimentos e fraqueja. Os renegados se levantam.
- Vamos contê-lo e seguir em frente. – Pede Shura.
Mesmo em desvantagem, Shaka usa seu trunfo. Ele abre os olhos.
- O Shaka abriu os olhos!
- “Tesouro do Céu.”
- Aaaaaaaaaaaaaahhhhhhh...
Os renegados são arrastados pela grama do jardim. Shaka mira sua mão em direção deles.
- “Extração do Primeiro Sentido.”
O trio sofre. Muito feridos, eles não conseguem agir rapidamente. Shaka segue tirando seus sentidos.
- Tirarei um a um o sentido de vocês. Após perdem o segundo sentido, perderão mais um: “Extração do Terceiro Sentido.”
- Aaaaaaaaaahhhhhhh...
Shaka se aproxima dos três suportando seus ferimentos. Seu pescoço sangra.
- Agora vitimados pelo Tesouro do céu só há uma forma de me derrotarem. Se vocês se unirem em um único golpe.
- Está insinuando que devemos usar...
- Exatamente. A Exclamação de Athena!
Os renegados demonstram susto com o comentário de Shaka, que fala com o cosmo dos três.
- “Extração do Quarto Sentido.”
Os três renegados sentem como se caíssem no abismo. Cada um dos renegados tem apenas um sentido. Eles se levantam.
- Eu ainda consigo enxergar. – Diz Saga, através de seu cosmo.
- Eu posso falar. – Percebe Camus.
- E eu ainda consigo escutar. – Diz Shura.
- Ótimo. Enquanto estamos juntos, podemos nos orientar. – Avisa Saga.
Shaka volta a se aproximar deles. Ele se prepara para atacar.
TEMPLO SUBMARINO
Na sala do trono, Poseidon está sentado no seu trono. Ele fecha os olhos.
- Caiu mais um pilar, já são cinco. O que está acontecendo com meus generais?
Poseidon se levanta pensativo e olha para a cortina atrás de seu trono.
- Mas parece que apenas um cavaleiro está em condições nesse momento. Meus dois generais de confiança estão a postos e um deles deve dar cabo desse cavaleiro. Athena não deve resistir muito tempo, logo sucumbirá. Com isso, devo varrer da Terra os espectros de Hades junto aos cavaleiros restantes com o dilúvio. O Imperador do Submundo deverá recuar quando perceber que tem um novo soberano sobre a Terra, se não quiser ser derrotado. Ele ficará contente, pois enviarei muitas pessoas para o Submundo com o dilúvio.
As memórias de Julian Solo vêm na mente de Poseidon, que se senta no trono.
- Senhorita Saori Kido... É uma pena...
Um pouco distante dali, Ikki segue caminho rumo à sala do trono de Poseidon.
- Aqueles capitães marinas dessa região me fizeram perder tempo demais. Com Hyoga derrubando o pilar do Ártico agora só restam os dois pilares do Atlântico logo à frente. Mas antes disso eu já devo chegar até Poseidon e detê-lo.
O Dragão Marinho surge diante das escadarias que Ikki pretendia subir.
- Sinto muito, cavaleiro, mas você não tem a permissão de ver o Imperador Poseidon. Eu, o general de Dragão Marinho, o impedirei.
- Então você é um general marina? O que está fazendo aqui se este lugar não possui nenhum pilar?
- Eu não preciso proteger o meu pilar do Atlântico Norte. Você é o único cavaleiro de Athena que ainda tem condições de avançar por aqui. Por isso eu vim até aqui deter suas ambições.
Ikki fica tenso. Quanto mais ele olha, sente o cosmo e ouve o general, mais algo familiar ele sente.
- O cosmo dele, o jeito dele... Parece que eu conheço esse homem. Não é a primeira vez que sinto essa sensação...
- Mas o que foi? Por que está tão tenso? Sei que você é o cavaleiro de Fênix, então não perderei tempo e darei logo um fim a sua detestável vida!
Ikki arregala os olhos. Ele tem certeza conhecer o golpe que irá receber.
- Morra: “Explosão Galáctica.”
- Aaaaaaaaaaahhhhhhh...
Ikki é lançado com violência para baixo das escadarias, causando uma grande destruição. Ele está no chão. incrédulo.
- Essa técnica... Esse guerreiro parece ser quem eu estava imaginando... Mas isso é impossível!
Ikki se levanta e olha intensamente para o Dragão Marinho. O seu elmo cobre seu rosto.
- Já está de pé após receber meu ataque de frente? Como isso é possível?
- Eu já conheço esse ataque, por isso pude me defender. Revele sua identidade, Dragão Marinho. Qual o seu nome? Por que esconde o seu rosto?
O Dragão Marinho sorri encarando Ikki, que está atônito.
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