Saint Mary

1 Prólogo


Notas iniciais
Minha primeira história original, espero que gostem.

O Sol nascia e mais um dia começava, não para mim. Em pleno janeiro, eu estava de férias e nada atrapalharia meu dia. Apesar de estar no quarto, conseguia ouvir murmúrios de minha mãe que mais uma vez, discutia com meu pai, por motivos desconhecidos. Depois de sair de meu mundo imaginário, ouço a porta abrindo, conseguia ver meu pai, com seus cabelos grisalhos e belos olhos verdes –quais eu não tenho– se sentar na minha macia cama. Ele tinha um ar preocupado, logo lhe dei um abraço e tenso, começou:

—Mary, tenho uma notícia não muito agradável para lhe dar. — Respirou fundo e continuou: – Eu recebi uma proposta de emprego em Saint Joseph, onde eu nasci e é irrecusável.

Saint Joseph era o interior dos interiores do Brasil, além de eu ter que mudar de país, iria para um interior, onde nem havia TV a cabo? Meu pai estava louco, se pensava que abandonaria minhas melhores amigas Marina e Carol, para morar num lugar que só tinha fazendeiras, com quem eu conversaria sobre aquela série com o gato do Dylan O'Brien? Com quem eu riria sobre os vídeos engraçados do YouTube? Francamente, ele decide ir morar lá, sem falar nada? Logo, quando eu e o Renato estamos bem.

—Isso é oficial ou pode ser cancelado? –Perguntei com ar esperançosa

—É oficial.

Aquelas palavras foram um choque para mim. Meu pai começou a dar mil e uma explicações e nenhuma delas me convenceram. Eu não entendia como minha mãe havia concordado com aquela loucura, por que diabos ela abandonaria a família dela para embarcar nessa doidice? Ambos, tinham ficado loucos. E se, quando eu completasse dezoito anos, eu poderia voltar? Mas, nesse tempo, minhas amigas e o Renato já irão ter me esquecido. Comecei a chorar, minha mente pensava em coisas horríveis, não queria me mudar, não quero abandonar minha vida e começar outra. Não estou preparada para me despedir. Continuei chorando e meu pai me deixou sozinha, peguei o celular, liguei para Carol, pedindo para colocar Marina e tivemos uma coisa que chamamos de reunião mágica, pois todas as decisões são tomadas nela. Houve bastante chororô, mas elas tiveram que aceitar.

Conversei com meus pais e pedi um prazo de um mês para me acostumar com a ideia. Infelizmente, esse tempo se passou depressa demais e quando percebi, minha casa que já não era mais minha estava completamente vazia, todas as coisas foram levadas num caminhão de mudança que foi com meu pai junto, enquanto eu e minha mãe fomos direto para o aeroporto, me despedi com um longo abraço de Marina e Carol e um beijo em Renato, pensamos em namoro à distância, mas não concordamos, então terminamos.

Agora, eu desembarcaria no avião que levaria para uma nova vida que eu nem conhecia, mas já não gostava. Como eu odeio mudanças!

— Mãe, por que você deixou isso acontecer?

— Seu pai vai ganhar o dobro e ele queria aproveitar o resto da vida de sua avó.

Minha avó já estava bem velhinha, então decidi entender e parar de culpar a todos, o sono acabou batendo e adormeci:

Eu me via mais velha, na casa da Marina, elas estavam com Sophie e elas me ignoravam, fingiam que me conheciam e a chata da Sophie namorava o Renato, todos os meus pesadelos tinham se tornado realidade.

Acordei desse pesadelo e vi minha mãe dormindo, então voltei a sonhar:

Umas garotas chegavam e com um sotaque do interior zombavam:

— Que roupas são essas?

— Que cabelo estranho é esse?

— Que palavras são essas?

— Quem é essa louca da cidade?

Eu não aguentei e dei um grito no meio do avião, todos me olharam, fiz um gesto e eles pararam, nesse mesmo momento, o piloto tornou-a falar que tínhamos chegado. Eu ainda teria que ficar em um carro, por mais algumas horas. Eu detestava mudanças, e ainda mais viagens de carro. Via uma placa se despedindo de nós com um "Volte Sempre". Eu tinha esperança em voltar, eu iria conseguir.

Não vou criar laços com esse interiorzinho, jamais.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Comentem, o que acharem.
Beijos, Pauli.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.