Sagas de A a Z
23 O Plano de Raquel
Notas iniciais
Assim que todos saíram correndo pela escola, acertando comensais com suas armar ou poderes, Raquel me convenceu a chamar Gabi e Gato para ajudar no plano dela.
Não foi muito difícil leva-los para um canto longe de Ana. Ela estava muito entretida procurando Peter no meio da multidão, sem nenhum sucesso.
–Gato, Gabi a Raquel quer a ajuda de vocês- digo.
–Eu sabia! Vocês precisam de mim- diz Gato- vão ter de implorar para ter a minha presença...
–Se você nos ajudar- diz Raquel- você vai ganhar uma ratazana enorme e suculenta.
–Estou dentro- diz Gato lambendo os beiços.
–E você?- pergunta Raquel, se virando para Gabi.
–Não quero uma ratazana, muito obrigada- diz Gabi
–Estou dizendo do plano- diz Raquel- precisamos de sua ajuda!
–Eu ajudo sim- diz Gabi cruzando os braços- adoro ir contra os líderes!
–Perfeito!- diz Raquel- tenho certeza que a profecia se refere a vocês!
Gabi estende a mão, como se tivesse uma dúvida. Ela mantinha um sorriso irônico no rosto.
–Não que eu esteja reclamando do seu plano... mas você não nos disse o que precisamos fazer- diz Gabi.
–Ah, é muito simples! Vocês...- diz Raquel calmamente- tem alguém trancado naquela sala.
Raquel apontava para uma porta perto de nós. Ficamos em silêncio, então conseguimos ouvir gritos de socorro.
Gabi anda a até a porta meio gingando, provavelmente iria usar seus poderes para fazer algo estúpido e heroico.
–Se afaste da porta- grita Gabi.
Escutamos passos, como se a figura recuasse. Mas os pedidos de socorro não cessaram por completo.
Gabi fechou sua mão direita e socou a porta, como toda a força que ela tinha. Eu pensei que ela gritaria de dor, ou que pelo menos tivesse quebrado a mão, mas a porta se arrebentou e voou para dentro da sala.
–Você sabe que eu poderia ter usado um feitiço para destrancar a porta, não é?- pergunto
–Sei- diz Gabi- mas eu nunca uso meus poderes que envolvem o elemento Terra, então resolvi usar.
–Mas...-tento dizer
A porta, que estava caída no chão começa a se mexer. Como se tivesse alguém em baixo, tentando se levantar.
–Meus deuses- diz Raquel- me diga que você acabou de acertar a porta na pessoa que você estava tentando salvar!
O Gato corre até o garoto e levanta porta, usando as patas dianteiras. Pude notar o esforço que ele fez para aguentar o peso da porta, mas quando ele soltou a porta, fingiu que era o mais forte de nós.
–Viram só? Acho que tenho sangue de Hercules por parte de pai- diz Gato imitando as poses que Hercules faz nas capas dos dvds da Disney.
O garoto caído chão era Aleck, ele estava com os olhos fechados e estava coberto por pó de gesso.
–Acho que você matou ele- digo
–Cale a boca Stark- diz Gabi- não me faça sentir remorso!
O Gato olha para o lado e vê Aleck caído.
– O Japa vai dar um ataque- diz Gato- vai afogar a Gabi com purpurina.
Aleck geme baixinho e se vira para a direita, ele parecia sentir muita dor. Mas pelo menos não estava morto.
–Ele não morreu!- diz Raquel correndo até o garoto e o levantando- Chamem ajuda.
Gabi sai correndo atrás de alguém que pudesse oferecer alguma ajuda médica ao garoto.
Gato anda até Aleck e dá um tapa em seu rosto, fazendo Aleck acordar de repente com um salto.
–Acorda- diz Gato- queremos saber se você vai morrer.
–Não vou morrer- diz Aleck se sentando- só estava meio zonzo. A última coisa de que me lembro é de ver a porta me atingindo na cara.
Nesse momento Gabi entra correndo seguida por Sabrina Kane, a garota loira que tinha mechas coloridas, vivia de coturnos pretos e tinha olhos azuis.
–... Estávamos fazendo a patrulha, quando apareceu um comensal e bateu no Aleck com a porta- diz Gabi rapidamente em quanto arrastava Sabrina, que estava confusa para dentro da sala- tentamos impedi-lo, mas ele fugiu.
Ele seguro o riso. Comensal? Sério?
–Sah- diz Raquel- você pode cuidar dele? Temos um... assunto para resolver.
–É claro- diz Sabrina piscando – podem sair.
Raquel nos arrasta para fora da escola. Seria mais difícil encontrar garotos tracados em salas fora da escola.
–Eu juntei vocês- diz Raquel- por que eu tenho meu próprio plano.
–Disso já sabemos- diz Gabi
–Temos que manter a capa da invisibilidade a salvo e também devemos salvar Dumplecof- diz Raquel.
–Dumplecof? O líder dos sulistas?- pergunta Gato
–Nortistas- digo sem paciência- não sabia que o tinham capturado.
–Ele mesmo- diz Raquel- emboscaram ele quando vocês saíram. Agora estão o fazendo de refém para sacrificá-lo na cerimônia das Horcruxes.
–Quer dizer que a festinha do Thomas ganhou um nome?- pergunto- Por que devemos salvar Dumplecof?
–Confiem em mim- diz Raquel com ar mandão- isso vai ajudar com a profecia!
–Tudo bem- digo- onde vamos?
–Vamos não- diz Raquel- Gabi e Gato vão salvar o Dumplecof, tenho outra tarefa para você.
–A dupla GG é demais- diz Gato- quem precisamos arrebentar?
–Aí é que está- diz Raquel- a tarefa de vocês é a mais difícil, encontrar e salvar Dumplecof.
–Moleza, se eu e Alex...- Diz Gabi, seu rosto perde o tom irônico de sempre. Imediatamente sinto pena dela, e vontade de dizer que Alex vai ficar bem, mas não posso dizer algo que não tenho certeza- conseguimos achar o Stark sem nem mesmo saber como e quem ele seria, podemos achar um velho gaga.
–Ótimo- diz Raque- John você vai para a casa do Snape para pegar um frasco de Felix Felicis, a poção da sorte.
–Mas eu não sei onde Snape esconde as poções- digo- como vamos achar?
–Não posso ir com você- diz Raquel- vou ficar aqui e manter Ana ocupada. Peça ajuda a algum de seus amigos, Kat, Luna, qualquer um, mas encontre o Lord das trevas.
–Vou tentar- digo
–Bem, partam logo- diz Raquel- já escureceu, vocês tem 13 horas para cumprir suas tarefas, antes que o massacre ocorra.
–Perfeito- digo- adoro fazer tarefas impossíveis com prazo.
–Nada é impossível- diz Raquel- tudo depende da força de vontade. E talvez de um pouquinho de sorte, mas Felix Felicis vai cuidar para que você tenha bastante sorte.
Raquel dá uma risada enigmática e corre para dentro da escola.
–E agora?- pergunto para Gabi
–Entre na escola e chame a maluquete para te ajudar- diz Gabi- O Gato e eu temos outra coisa para fazer.
Gato pula para o colo de Gabi e eles caminham para longe. Eu fico observando eles encolherem, até que eu não possa mais avistá-los.
Então eu me viro e caminho para dentro da escola, eu iria pedir ajuda para a Luana, ela era uma boa amiga. Com certeza me ajudaria a correr atrás da poção da sorte, sem me fazer perguntas e sem atrapalhar.
Sempre que a minha missão me vinha a cabeça ela parecia mais idiota e aleatória, Raquel precisava saber o que estava fazendo. Não podia sair por aí atrás de uma poção da sorte por nada.
Caminhei por alguns corredores, sem saber para onde ir. Não tinha a menor ideia de onde estava Luana. A escola estava um caos, tudo o que eu queria era que tudo isso fosse um sonho ruim.
Dou uma volta completa pela escola, mas não consigo achar a Luana, estava quase pensando que seria melhor sair dali e ir até a casa de Snape. Mas então eu me lembro que não sei onde a casa dele fica.
Uma garota tromba comigo, então eu caio no chão. Batendo a cabeça na parede e formando um galo do tamanho de uma montanha. Ótimo, hematomas para fechar a noite.
–Me desculpe- diz Sabrina me estendendo a mão- mas eu estava tentando passar e você estava no meio do caminho.
–Tudo bem- digo- mas onde está o Aleck?
–Levaram ele para o Acampamento- diz Sabrina
–Ah, ok- digo- você viu a Luana?
–Vi sim- diz Sabrina
Eu não intendi essa resposta, se ela viu por que não me disse onde a Luana estava, será que ela não notou que eu estava com pressa?
–Você pode me dizer onde ela está?- pergunto
–Posso- diz Sabrina- se você me dizer o que estão tramando.
–Ah, qual é?- pergunto irritado- Mais isso agora?
–Nossa- diz Sabrina- se não precisar da Luana eu posso ir embora...
Sabrina se vira e começa a sair.
–Espera- digo- Eu preciso ir até a casa do Snape e roubar a poção da sorte.
–Eu vou ajudar- diz Sabrina sorrindo
–Não mesmo- digo- só vou levar a Luana e...
–Pelo visto, a Ana não sabe dessa missão- diz Sabrina- ela não gostaria nem um pouco de saber.
–Como você sabe que ela não sabe?- pergunto em desespero
–Você é confuso, John Stark- diz Sabrina- Você está agindo como se fizesse algo errado, por tanto eu deduzi.
–Tudo bem- digo- se você souber bancar o Sherlock Holmes o tempo todo pode ser útil.
–Yes- diz Sabrina- odeio ficar por fora das missões de vocês.
Eu reviro os olhos, cada minuto que eu perdia conversando com a Sabrina, eu poderia usar para pegar a tal de Felix sei-lá-o que. E era um minuto a menos para salvar Jenny.
–Agora que você é uma membra honorária do nosso “clube”- digo- Poderia fazer o favor de me levar até a Luana?- então Sabrina começa a rir- Por que você está rindo?
–Eu não faço a mínima ideia de onde ela está- diz Sabrina- só falei aquilo para te convencer a me contar sobre a missão.
–Perfeito- digo- agora estamos os dois perdendo tempo, em quanto eu poderia achar a Luana e descobrir o endereço do Snape!
–É só isso que você quer?- pergunta Sabrina- o endereço dele?
–Como eu poderia invadir a casa dele se não sei onde é?- pergunto
–Eu sei onde ele mora!- diz Sabrina- e não estou blefando dessa vez!
–Então por que estamos aqui perdendo tempo como idiotas?- pergunto
Nós corremos até a porta da escola, mas acabamos trombando com uns dez comensais. Não tínhamos chance contra eles.
–Há-di- Gritou Sadie fazendo um gesto estranho, como se simulasse uma arma de ponta cabeça
A porta explodiu sobre eles, mas somente alguns deles foram atingidos por pedaços da porta.
–Estupefaça- Grito
O feitiço atinge um deles, mas muitos ainda andavam em nossa direção.
Sadie fecha os olhos e depois estende a mão, como se procurasse algo em um armário invisível. A mão dela desaparece, mas quando reaparece, segurava uma pistola.
–Uma arma?- pergunto- você vai atirar neles?
–É para isso que servem as armas- diz Sabrina com um sorriso no rosto.
Sabrina mira a pistola nas pernas dos comensais e começa a atirar, mas a mira dela é tão ruim quanto a minha. Sabrina erra todos os tiros.
–Me dá isso aqui- digo tentando pegar a arma da mão dela
–É minha- diz Sabrina sem soltar a arma- arranje uma para você.
Nós ficamos brigando pela arma, como crianças de 3 anos. Hora eu puxava a arma com força, hora ela tentava morder a minha mão.
–Expelliarmus- grita um dos comensais, fazendo a pistola voar para longe de nós- pronto, agora nenhum dos dois tem a arma.
Sabrina dá um soco na cara do comensal, ele cai no chão, desconcertado. E Sabrina sacode a mão freneticamente.
–Seu cara dura- diz Sabrina- eu queria te dar uma lição por atirar minha melhor arma longe, mas você quase quebrou a minha mão.
Eu fiquei perplexo, nunca ví ninguém ser tão imprudente antes, e olha que sou amigo de Peter James.
–Matem eles- diz o comensal se levantando e cuspindo os dois dentes da frente.
–Aquamenti- grita uma voz feminina atrás de mim.
Um jato de agua manda os comensais para fora da escola. A agua entrava pela boca e pelo nariz deles. Eles correram para bem longe.
Sabrina e eu nos viramos lentamente, mas damos de cara com Luana, que segurava a varinha com a mão direita e a pistola com a esquerda.
–Luana- digo contente- estávamos mesmo atrás de você.
–Estavam?- pergunta Luana esperançosa
–Sim- diz Sabrina- quer vir conosco em uma missão mortal e impossível?
–Tudo bem- diz Luana- qual é a missão?
–Precisamos invadir a casa do Snape e roubar a poção da morte- diz Sabrina.
–Da sorte- corrijo
–Vamos lá- diz Luana estendendo a mão
Eu seguro a mão de Luana e a mão de Sabrina, então aparatamos para a casa do Snape.
Estava prestes a provar da tese de Raquel, saberia se o impossível existe ou não.
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