Notas iniciais
Comecei agora! Bora ver até quando eu aguento escrever (ou quanto meus pais me deixam ficar no computador...)!

O homem andava por Londres com um temor no coração. A pasta preta que carregava em sua mão direita parecia estranhamente mais pesada. Ele sabia que não poderia falhar. A Sociedade do Destino estava de olho nele há meses e ele sabia disso. Se infiltrar nela era extremamente difícil, mas permanecer nela era pior ainda. Em todas as reuniões, eles esquadrinhavam a mente de seus membros. Se tivessem intenções contra a Sociedade do Destino, eram imediatamente levados para a Sala das Sombras, onde seriam torturados e mortos pelos espíritos malignos das trevas.

Mais uma vez o homem suspirou. Desceu para a estação de King's Cross e antes que embarcasse no trem, ele viu o homem de sobretudo vermelho, estampado no peito com o Olho de Hórus, vindo em sua direção. Em seu rosto estava uma expressão mista de fúria, determinação e selvageria. O rosto de um frio e calculista assassino

Atônito, o homem saiu da estação e correu até um ônibus e embarcou. Talvez ele ainda não tenha se teleportado pelas Portas, pensou ele. Quando olhou para trás, viu o outro sentado há oito poltronas de distância.

-Pare o ônibus! -gritou ele para o motorista.

O motorista parou, abriu as portas e gritou:

-Tá maluco, cara?

O homem nem respondeu e desceu correndo. Viu que o outro corria também atrás dele. O homem da pasta negra se virou e gritou, com a mão estendida para ele:

-Distraciono-te!

O de sobretudo vermelho girou no ar, envolto por um redemoinho vindo do nada.

O homem correu, grudou uma inscrição na pasta e a colocou na caixa de correio. Depois correu, até parar em uma praça lotada de pessoas.

Logo, o homem de sobretudo vermelho apareceu diante dele e indagou:

-Onde está a pasta? Onde estão os documentos?

-Eu nunca direi! -respondeu o homem da pasta.

-Porque traiu a Sociedade, Shaw? Porque? -indagou o de vermelho.

-Vocês são a doença que corrompe nosso mundo. Trazer o Eudanayeh à Terra? Ele irá destruir tudo!

-Ele é nosso senhor. Você jurou no Altar dos 13 Pilares. Bebeu do Sangue Sagrado. Obteve o poder do Destino! Como ousa agora desafiar nosso poder?

-Nunca pensei que tal mal pudesse existir. Sua Sociedade me enoja.

-Eu era seu amigo, Shaw. Defendi-o do Conselho Macabro. O livrei da Sala das Sombras. É assim que me retribui?

-Não queria ofendê-lo. Por favor junte-se a mim! Vamos livrar o mundo dessa ferida purulenta!

-Não posso. A Sociedade do Destino é implacável. Além disso, nada mais pode ser feito.

Um machado surgiu na mão do homem de vermelho. Horrorizado, o outro falou:

-Não! Malditos sejam, não!

O homem o encarou, com olhos negros e uma pele pálida.

-Sou um Executor. E, como autoridade na Sociedade do Destino, eu condeno você, Edward Shaw, à morte, por traição.

O homem lançou o machado que, num golpe seco, cortou Edward Shaw ao meio.

A população horrorizada viu o corpo cair, como um cometa. O sol incindiu sobre o cadáver partido, onde, na pele, runas de sangue se formavam ao redor do corpo, e ele evaporava.

O homem de sobretudo vermelho foi rápido. Atravessou a ensolarada praça e sumiu entre as sombras da manhã.

Notas finais
Mistérios, segredos, morte e sangue! Mal posso esperar pelo segundo capítulo...