Saga Starion - Os Quatro Elementos
9 Chapter VIII
Surgi em outro pop a dois metros do chão em meio a uma multidão. Sem ter como parar, caí de cara no chão.
Pop. Pop.
Marcela caiu a minha esquerda e Carla a minha direita.
— Aí._reclamou Marcela._.
— Gente, desculpa não era para eu ter tocado naquele holograma..._ disse Carla._.
— Está tudo bem._ disse, passando a mão na cabeça._ O importante agora é saber onde a gente está.
Olhei em volta, havíamos caído no fundo de uma multidão que gritava: abre, abre, abre... A multidão era composta principalmente por famílias completas. Levantei e ajudei as meninas a levantar.
— Onde estamos?_Marcela, tirando a poeira da roupa._.
Passamos em volta da multidão até um panfleto na parede. Era um fundo azul com um enorme palhaço gordo sorridente com a seguinte frase:
"Venha para um mundo de aventura e diversão. Venha para a casa de brinquedos BilyBomp!"
E embaixo tinha o endereço de tinta arco-íris.
— Em Manhattan ainda, eu acho._respondi._ Aqui é uma loja de brinquedos.
— Então estamos no lugar certo._ disse Marcela, que olhou em volta e perguntou._ Cadê a Carla?
Dei de ombros, estava concentrada em um grande relógio que sinalizava o horário do momento. 07:29... 07:30. Uma buzina alta soou e uma voz grossa disse:
— ENTÃO, VOCÊS QUEREM ENTRAR NA INCRÍVEL LOJA BILYBOMP?
— SIM!_ Gritou a multidão.
— NOSSA QUE DESANIMO. QUEREM MESMO?
— SIM!_ gritaram com mais força._.
— É DISSO QUE EU ESTOU FALANDO!
Então o relógio, que antes sinalizava as horas, começou uma contagem regressiva. 10... 09... 08... 07... 06... 05... 04... 03... 02... 01... Uma sineta de escola soou e os portões de ferro, que antes continha a multidão, se abriram. A multidão saiu correndo para o prédio à frente e sobraram do lado de fora apenas eu, Marcela. De repente, Carla surgiu ao lado de Marcela.
— Onde você estava?_Perguntei._.
— Desculpas por sumir._ disse Carla._ O sinal para o meu telefone é horrível aqui, tem muita interferência. Enfim, resumindo, Ana e os meninos foram parar em Connecticut. Ela vai nos encontrar no Brooklin, quando acabar.
— Então é melhor irmos, quanto mais rápido entrarmos mais rápido saímos._ eu disse por fim._.
***
A palavra que descreve a loja Bilybomp é: incrível.
Havia um saguão do tamanho do jardim do internato, no fundo do saguão havia um palco de uns cinco metros e o resto eram prateleiras e mais prateleiras de brinquedos.
— Uau._ disse Carla._ Agora eu sei por que aquelas crianças queriam entrar.
— Vamos começar logo._ Olhei em volta._ Hãn, alguém sabe onde começar?
— Que tal pelo palco,_disse Marcela_ parece que todos os corredores seguem para lá.
Seguimos até o palco, que de primeira vista não tinha nada de impressionante. Era um palco normal com chão preto.
— Bom, estamos._ disse Carla._ E agora o que fazemos?
"Atenção nos detalhes vocês devem ter"
— Vamos olhar em volta do palco. Prestem atenção nos detalhes.
Elas assentiram e foram procurar pelos lados. Eu procurei na parte da frente. Procurei por todo palco e não achei nada. Levantei a cabeça e olhei para Marcela, ela entendeu e balançou a cabeça negativamente. Ela também não havia encontrado nada. Então...
— Achei!_ Gritou Carla._.
Imediatamente corremos até ela. Ela estava de joelhos parada ao lado do palco.
— O que você achou?_ perguntou Marcela ajoelhando ao lado de Carla, e como eu não sou burra fui também._.
— Achei uma Flor de Torins._ Disse._.
Eu e Marcela franzimos a testa, já devíamos ter ouvido aquele nome milhares de vezes, mas não sabíamos o que era. Carla revirou os olhos.
— É o brasão oficial de Lonkbont, é uma espécie de flor.
— Interessante._ Disse._ Mas você sabe o que esse símbolo faz aí?
— Acho que é a entrada para algum lugar._ Ela disse, tocando o brasão._ Estranho, deveria abrir com meu toque.
Não sei o que deu em mim, mas eu fui lá e toquei o brasão, que brilhou azul. O chão tremeu e apareceu uma escadaria para o subsolo. Como parecia o caminho certo, descemos a escadaria.
A escada ia direto para baixo e dava uma curva para a esquerda na qual se abria para uma câmara e seguia em um corredor.
— Não posso passar daqui._Disse Carla na metade da câmara_ Os desafios a seguir são para os mortais dignos.
— Então sobrou pra gente, né?_ Falei olhando para Marcela._.
Ela sorriu.
— Vamos Kath. Temos desafios mortais para cumprir.
Então, entramos no corredor escuro.
***
A primeira coisa que veio em minha cabeça quando vi o primeiro desafio foi: Anos 80.
Na nossa frente estava uma daquelas pistas de dança de quadrados que piscam. Seguiam uma ordem: azul, amarelo, vermelho e rosa.
— Isso só pode ser brincadeira!_ falei._.
— Isso está fácil demais._ disse Marcela._ Devia ter algum desafio.
— O desafio é saber dançar, vamos._ disse puxando ela para a pista._.
— Não Kath._ Ela se soltou._ Não lembra os versos? "Cuidado com a água que surge das pedras soltas." alguns desses quadrados devem ser soltos, e eu não saber o que tem lá em baixo.
Respirei fundo.
— Então o que fazemos?
— Não sei._ ela disse olhando séria para a pista._ Queria ter visão de Raio-X.
Então eu me toquei, eu conhecia alguém com sentidos bons suficientes para ajudar.
— Eu acho que sei de alguém._ disse._.
Marcela sentou na escada que dava para pista e suspirou.
— Quem Kath? Ninguém pode vir aqui.
Eu me concentrei. Nunca havia chamado Kitty só pela mente, mas esperava que desse certo.
"Kitty! Kitty!
HM... HM...
Kitty acorda!
HM... HM...
Imaginei dando um tapa na cara dela.
Ai! Quem é?
Sou eu, aparece logo.
Tá... Já vou."
Então voltei à realidade e com Kitty comigo. Eu gostaria de dizer que Marcela aceitou numa boa a chegada de Kitty, mas eu estaria mentindo. A reação foi um pouco exagerada.
— AH!_ Marcela gritou e caiu de costas da escadinha onde tava sentada._ Fan... Fan... Fan...
— Por favor._ disse Kitty, revirando os olhos._ Isso não é necessário, eu não sou um fantasma.
— Como... Como... Como...?_ Marcela perguntou para mim._.
— Não sei, ela simplesmente aparece quando eu quero.
— Miau._Kitty bocejou._ Desculpe, mas não temos tempo para explicações. Esse lugar vai cair em menos de 1 hora.
Marcela respirou fundo.
— Okay. Você consegue ver o que tem aí embaixo?
— Mas é claro, isso aí é veneno de Hidra. Acaba com essa pele de vocês em um segundo de tão ácido._Disse Kitty._ Mas é claro que tem um caminho aí que é seguro.
— Você pode nos ajudar?
— Isso é um pedido ou uma ordem?
— Um pedido, mas pode contar como uma ordem.
— Tá certo, então.
Então assim, Kitty nos ajudou a passar pelo palco. Ela dizia qual quadrado deveríamos pisar e conseguimos passar sem tocarmos em ácido. Pulei do último quadrado para o chão, encharcada de suor.
— Ai, cansei._ e me joguei no chão._ Podemos parar um instante?
— Melhor não chefinha, essa câmara vai cair em meia hora no máximo temos que ir o mais rápido possível.
Então eu levantei, mal sabia eu que aquele primeiro desafio tinha sido o mais fácil.
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