Saga Novo Sol - Silêncio Da Noite
15 Capítulo Final - O silêncio da Noite.
Notas iniciais
Amanheceu, levantei-me rapidamente para me arrumar para ir à escola. Edward estava na cozinha. Peguei um copo de sangue na geladeira e tomei.
— Acho melhor você não ir à escola hoje. – Ele me fitou.
— Por que pai? – o perguntei tentando entender.
— Não sei. Mas algo esta me avisando para você não ir. – Seus olhos ficaram estreitos, atenciosos. Edward não era disso. Minha mãe costumava ter essas intuições, mas não Edward. O que será que estava acontecendo? Mas eu não podia faltar a escola, não na semana de provas. Arrumei-me, peguei a mochila e antes de sair notei a ausência de minha mãe.
— Edward onde esta minha mãe? – O perguntei enquanto rodava a casa a procura dela.
— Ela foi ao continente, mas tarde esta de volta.
— Como vou para a escola agora? – Perguntei já que ela estava com o barco.
— Eu resolvi esse problema. – Ela saiu e foi até o porto da ilha, eu o segui. – Comprei essas lanchas, assim quando o barco estiver ocupado, poderemos usá-las. – Ele descobriu as lanchas, apontou para minha que era rosa com branco. As lanchas estavam novinhas, embora seja um pouco cafona andar de lancha de um lado papa o outro eu gostei da minha. Edward me fitou como quem não gostasse do que eu acabei de pensar.
— Você sempre quis ter uma, não reclama. – Nós rimos. Liguei a minha lancha e fui até o continente. A manhã passou e o sinal escolar tocou, Beatriz me chamou para almoçar na casa dela.
Quando chegamos em frente ao portão da casa dela, a comida estava cheirando. Um delicioso cheiro de lasanha, a minha comida preferida. Bella nunca fazia, já que nos alimentamos de sangue, mas Charlie sempre fazia e eu adorava. A mãe de Beatriz estava na cozinha preparando o almoço.
— Olá meninas, que bom que vocês chegaram o almoço esta quase pronto. – Ela me cumprimentou.
— Ok mãe. Vamos ficar lá em cima esperando. – Beatriz me puxou para o quarto dela. Subimos a escada e entramos na primeira porta a esquerda, o quarto dela estava diferente desde a última vez que eu vim aqui. A parede estava pintada de roxo o que antes era branca. O quarto estava cheirando a lasanha também ou era eu que estava sentindo o cheiro da cozinha?
— Esta diferente seu quarto, gostei da cor da parede.
— Minha mãe que escolheu a cor, eu queria um amarelo fraco, mas quando vi, ela já tinha pintado assim, mas ficou bom também. – Ela sorriu. Não demorou muito e a mãe de Beatriz nos chamou para almoçarmos. A Comida já estava na mesa, nos sentamos e começamos a comer.
— Renesmee Querida! Qual carreira você pretende seguir depois que acabar o 3º ano?
— Eu ainda não sei, mas talvez eu possa seguir na área médica! – Meu avô Carlisle sempre cuidou de mim quando eu estava doente. Da mesma maneira que ele, eu sempre gostei de ajudar as pessoas. A comida estava uma delicia, enquanto almoçávamos, conversamos sobre vários assuntos, a mãe de Beatriz perguntou sobre nossas carreiras, namorados...
— Aaaaaaah! – De repente um grito de uma mulher nos assustou. Levantamos e corremos até o lado de fora da casa. Havia uma mulher encolhida no braço de um rapaz.
— Minha senhora o que aconteceu? – Aproximei-me dela.
— Quando íamos saindo de casa, havia um cachorro enorme no portão. – Respondeu o menino pela senhora.
— Não era cachorro, era um lobo. – A senhora virou-se corrigindo o rapaz. Pude sentir o cheiro, realmente era um lobo. O cheiro era desconhecido.
— Como era esse lobo? – Perguntei tentando encontrar respostas que me ajudassem a identificar o lobo.
— Era enorme, mais parecia um urso, tinha a pelagem escura. Estava sentado aqui na porta, mas estava com os olhos voltados para a casa da senhora. – A mulher referiu-se a mãe de Beatriz.
— Olhando para a minha casa? – A mãe de Beatriz estava confusa.
— Devia ser a lasanha mãe. – Beatriz respondeu a ela. – Mas o que um lobo esta fazendo aqui na cidade?
Eu estava me perguntando a mesma coisa. Seria apenas um lobo? Ou seria um transformador?
Voltamos para casa de Beatriz, peguei minha bolsa para ir embora.
— Mas já vai? – Beatriz me perguntou.
— Eu preciso ir, tenho que estudar para as provas. O almoço estava uma delicia. Obrigada. – Eu sorri.
— Eu que agradeço a sua presença minha amiga! – Ela abraçou-me. – Quando chegar em casa me liga ein!
— Pode deixar. Despedi-me da mãe dela e fui até o ponto. Não liguei para Edward porque eu queria ir sozinha, crescer um pouco.
Cheguei em casa e Edward estava na sala juntamente com minha mãe.
— Filha eu até entendo que você quer se sentir mais velha, mas eu ainda prefiro te buscar.
— Mas eu não quis te atrapalhar – Entrei e fui até o quarto. Ele me seguiu.
— E sobre o lobo você tem alguma idéia do porque ele estava lá? – Aquela altura ele já havia lido todos os meus pensamentos.
— Ainda não pai. – voltei para a sala. Sentei ao lado de minha mãe no sofá.
— Como foi o almoço? – Ela me perguntou, enquanto arrumava o meu cabelo.
— Foi legal, estava delicioso. Era lasanha, como o vovô Charlie fazia para gente! – Ela sorriu, provavelmente lembrando-se dos nossos momentos com o vô.
— O seu pai me falou sobre um lobo. Quem é?
— Eu não sei mãe, não consegui o reconhecer. – Fiz careta.
— Liguei para o Jasper, ele vai dar umas rondas pelo Rio para ver se acha esse lobo. – Era Edward entrando na sala.
Anoiteceu, e eu estava no meu quarto. Algumas coisas estranhas estavam acontecendo e eu não estava entendendo o porquê, os flashbacks, o lobo. O que isso queria dizer? Meus pensamentos estavam acabando comigo. Levantei da cama e fui até a areia da praia. O vento estava forte, as arvores mexiam de um lado para o outro. O céu estava estrelado, a lua era minguante. Eu gostava do silêncio da noite, sempre que estava confusa eu vinha até a areia para por as minhas idéias em ordem. Ouvi um barulho nas arvores atrás de mim. Senti um cheiro diferente, um cheiro de lobo. O lobo estava por perto. Virei-me para trás e então o vi.
Moreno, alto, forte. Era impossível ver o que eu estava vendo. Meu coração acelerou e tudo o que eu sabia sobre morte poderia estar errado. Edward e minha mãe apareceram, as palavras seguintes de minha mãe confirmaram o que eu estava pensando.
— Jacob?
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