Saga Novo Sol - Silêncio Da Noite
2 Capítulo 2 - Ateara
Notas iniciais
- Porque você se transforma em lobo, qual é a sua ligação com esse mundo? — Esta era a duvida que me incomodava.
— Meu bisavô era um lobisomem, herdamos isso dele.
— Como seu bisavô se chamava?
— Ian Ateara.
— Ateara? — Fiquei surpresa ao ouvir esse sobrenome, um sobrenome não muito desconhecido.
— Sim, por quê?
— Seu avô era um Quileute!
— Sim, ele era! Você conhece os Quileutes? — Ele me olhou surpreso.
— Claro que eu conheço, eu vivia em Forks, uma cidade ao lado de La Push. Sou muito amiga dos Quileutes.
— Por isso você não ficou surpresa ao me conhecer aquela noite, a maioria dos vampiros não sabem da existência de nós!
— Mas por que você vive aqui?
— Meu bisavô veio para o Brasil depois que brigou com o irmão, então conheceu minha bisavó, mas o sangue lobisomem continuou em nossas veias.
— Seu avô foi um lobo?
— Não, ele não chegou a ser, nem meu pai. Morávamos em uma cidadezinha no interior, não recebíamos muito visitas de vampiros. Quando viemos pra a cidade, ha cinco anos, eu me transformei, e logo depois o meu irmão também se transformou.
— Então aqui no Brasil, só tem vocês como lobisomens?
— Na verdade não, tem meu primo que tem 18 anos, ele também se transformou recentemente.
— Você conhece os Atearas de La Push?
— Não, só ouvimos falar, mas não nos conhecemos! Eu achei interessante a história, aprendi a gostar delas, quando Jacob me contou a história de seu povo. Olhei para o relógio do celular e eu já estava tarde para voltar para casa.
— Leandro, eu preciso ir. — me levantei da cadeira, onde estávamos sentados.
— Mas já? Pensei que fosse ficar mais um pouco.
— Edward não sabe que estou aqui, quer dizer, a essa hora ele deve estar vindo atrás de mim. — A campainha tocou.
— É ele, o cheiro esta vindo aqui. — Leandro foi abrir a porta. Eu fui atrás.
— É melhor me deixar abrir, fique aqui, ele deve estar nervoso. — Leandro esperou, eu abri a porta e Edward me fitou. Sai e fechei a porta, corri para o carro. Edward entrou no carro junto comigo. Chegamos em casa sem nem dizer uma palavra.
Minha mãe estava me esperando na sala.
— Nessie! Como eu estava preocupada com você. — Ela me abraçou.
— Não precisava! Eu já tenho dezessete anos, não sou mais uma criancinha.
— Por que você mentiu para gente?
— Vocês me deixariam ir procurar pelo Leandro? — Olhei para Edward.
— Você sabe que não, ele pode ser perigoso. — Ele falou alterado. — Ele podia ter atacado você.
— Você sabe que ele não faria isso.
— Podia ao menos ter nos contado. — Minha mãe segurou as minhas mãos. — Não precisa esconder nada da gente.
— Eu não farei. — Eu abaixei a cabeça.
— Não fique assim Nessie, só estávamos preocupados. — Minha mãe levantou meu rosto.
— Vocês sabiam que ele é um Ateara? — Perguntei lembrando-se do detalhe.
— Um Ateara? Aqui no Brasil? — Minha mãe ficou surpresa.
— Ele é bisneto de um, herdou a transformação do bisavô.
— Beatriz ligou, ela não a encontrou pelo celular. — Edward falou então. Agora sei como ele descobriu. Enquanto fui procurar Leandro, pensei em roupas, shopping e Beatriz. Acho que por um momento consegui enganar Edward. Fui para o quarto, e liguei para Beatriz. Contei sobre a tarde que tive, e como eu lidei com ela. Um Ateara no Brasil me fez parar para pensar. Os Quileutes sempre vão estar por perto.
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