Notas iniciais
Eae leitoras, feliz ano novo atrasado e boa leitura ♡

Pov. Renesmee
Coloquei o básico em uma mochila e sai do hotel luxuoso, seguindo para o leste da cidade.
Eu havia caminhado pela rua ontem, indo de comércio em comércio, tentando saber de alguma coisa estranha que acontecia na cidade. Fiquei sabendo que ninguém se arriscava a ir para o leste da floresta que ficava em volta do grande município. Logo seguindo para lá.
Lembro-me de tia Alice me dizer para ir para a parte mais funda, que elas me encontrariam. E era o que eu estava fazendo enquanto observava a mata densa em minha volta, e agora, só se podia ouvir o som dos pássaros cantando logo de manhã e de animais vivendo suas vidas.
Observei mais atentamente as árvores enormes em minha volta e subi rapidamente em uma delas, logo me sentando em um galho no alto. E fiquei observando o chão em baixo. Logo percebi uma movimentação ao redor, parecia passos, só que estava muito rápido para ser humano. Quando de repente apareceu duas amazonas abaixo de mim procurando por alguma coisa. A primeira eu reconheci como Senna.
— Pensei ter ouvido algo por aqui.- ela disse. Dei um sorriso brilhante e pulei do galho onde estava, descendo graciosamente para o chão.
— Senna! — eu disse animada chegando perto dela.
— Não se aproxime! Quem é você?- elas ficaram em posição de ataque enquanto me olhavam ameaçadoramente. Parei instantaneamente, e me lembrei que ela só havia me visto quando eu era mais criança.
— Meu nome é Renesmee. Você não deve ter me reconhecido porque eu era bem criança da última vez que nos encontramos. — ela logo percebeu quem eu era e sorriu. Disse algo em outra língua para a outra amazona que saiu correndo para outra direção, e veio ao meu encontro.
— Como você cresceu!- ela disse, e logo sinalizou para que eu a seguisse na direção que a outra correu.

Pov Richele

Estávamos em Forks a quase duas semanas, e Seth e os garotos da reserva arrumaram nossa antiga casa para que pudéssemos ficar lá sem atrapalhar Sue e Charlie. Segundo Seth, a casa não estava favorável pra uma grávida, e ainda recusou minha ajuda quando eu disse que queria ajudá-lo. A pequena "reforma" foi bem rápida, eu fiquei o tempo todo na casa de Sue, claramente sendo paparicada por ela o tempo todo.
Agora que Seth estava de volta, os meninos sempre iam atrás dele para andarem juntos. Em uma dessas visitas acabei conhecendo o resto do bando, e percebi que havia meninos novos. Muitas vezes ele recusava, dizendo que queria ficar comigo, e eu tinha que chutá-lo para fora de casa, eu queria que ele aproveitasse além de tudo.
Desde o incidente no avião, Seth não perguntou nada sobre meu sonho, muitas vezes ele se segura muito para não falar nada que me irrite. Ontem á noite eu sonhei de novo com ela, não me lembro de ela ter falado alguma coisa, mas lembro do meu rosto sombrio sorrindo cinicamente pra mim. Lembrei que acordei ofegando, e quando olhei para Seth ele ainda estava dormindo. "Ainda bem...", pensei, era melhor ele não ficar sabendo disso. Então só me aconcheguei em seu corpo e voltei a dormir.
Na parte da manhã inteira Seth ficou comigo, assistindo alguns dos meus filmes preferidos de Heróis. E á tarde eu o mandei ir encontrar com seus amigos, não queria ele preso por minha causa. Depois que Seth saiu, fui direto para a televisão da sala, colocando um filme e me aconchegando no sofá. Quando escuto a campainha tocar, me levanto rapidamente, logo abrindo a porta e dando de cara com Leah.
— Leah? Por favor entre!- eu disse animada, logo dando espaço para que ela entrasse. Ela parecia diferente, não era como Seth e os outros a descrevera, um sorriso em sua boca a acompanhava.- Você estava de viagem, quando voltou?
— Acabei de chegar, vim direto pra cá quando soube que você estava aqui, e grávida.
— Oh! É mesmo?- eu exclamei surpresa, com certeza ela está mudada, talvez a viagem fez bem à ela.- Nós nunca tivemos a oportunidade de nos conhecer oficialmente, certo?
— Sim, quando você e Seth começaram a namorar eu estava de saída... Mas agora me conte, como é conviver com esse pirralho?
》 Passagem de Tempo《

Ficamos a tarde inteira conversando, ela havia me contado que a viagem fez muito bem à ela, e que havia conhecido novas pessoas em outras tribos. Ela parecia bem feliz agora, e em nenhum momento ela tocou no assunto de imprinting com alguém, deduzi que ela ainda não teve um e decidi não perguntar.
Senti meu estômago revirar e uma ânsia subiu pela garganta, me levantei rapidamente e sai correndo para o banheiro no corredor de cima, com as mãos tampando a boca.
Cheguei no banheiro e abri a tampa do sanitário desesperada, colocando para fora tudo o que eu havia comido no café da manhã e almoço.
Nem percebi que Leah havia me seguido, muito menos que ela segurava meu cabelo para não sujar e acariciava minhas costas. Ah como eu odiava essa parte da gravidez, eu ficava acabada depois de vomitar, e isso era horrível. Leah me ajudou a levantar depois que eu terminei e me segurou para que eu não caísse de fraqueza enquanto eu lavava minha boca. Me ajudou a ir pra cama e me cobriu com um olhar preocupada.
— Eu vou ligar para o Seth.- ela disse de repente enquanto pegava o celular.
— Não!-eu disse subitamente, senti minha cabeça latejar e respirei fundo.- Deixe ele lá, por favor. — falei enquanto abraçava um dos travesseiros na cama. Ouvi a porta da casa bater e passos subindo rapidamente as escadas. E logo Seth apareceu na porta do quarto, chegando perto de mim preocupado.
Ele olhou pra Leah e ela olhou de volta, sorrindo minimamente para ele. Como se com um mínimo gesto eles já se entendessem. Ele passou as mãos em meu cabelo, acariciando-os, eu sorri com o gesto e fechei os olhos aproveitando o carinho. Logo depois caindo no sono.
Pov. Nessie
Eu estava á duas semanas morando com as amazonas e aprendendo sobre a cultura delas, e a cada três dias eu voltava para o hotel e ligava para mamãe e papai para avisar que eu estou bem e eles me mantinham atualizada sobre o que acontecia lá em casa e com Jake. Eu já havia pedido várias vezes para que mamãe parasse de falar de Jake, que eu estava tentando tirar férias de problemas, mas ela me ignorava e continuava a falar que Jake ia todo dia para saber de notícias minhas, o que minha mãe contava sempre.
Como hoje era dia de ligar pra eles de novo, eu seguia pelo caminho que eu já havia passado milhares de vezes, chegando perto da parte suburbana da cidade. Hoje a manhã estava mais calorenta que as outras, logo prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo baixo enquanto andava pelas ruas despreocupada, eu estava só com um shorts jeans que ia até o joelho, uma blusa verde musgo simples e um tênis para caminhadas. Se tia Alice me visse assim ela ficaria desapontada. Acabei rindo levemente com o pensamento de tia Alice ali, com toda aquela pose de realeza.
Era sempre assim nesses dias, eu saia de manhãzinha da clareira da tribo e seguia para a cidade, mas hoje foi diferente. Decidi ir em algum lugar para tomar um café, eu adorava tomar café, principalmente o daqui, era o mais forte de todos. Eu estava em um quarteirão antes da rua do hotel que eu estava, quando vi um comércio abrindo, era uma lanchonete e logo senti o cheiro de café sendo preparado lá dentro. E logo fui pra lá, entrando e me sentando em um dos banquinhos que ficava no balcão. Observei o local e ele era bem bonita e aconchegante, abaixei a cabeça e comecei a ler o cardápio da manhã.
— Bom dia, o que a moça vai querer?- Ouvi uma voz familiar me perguntar e logo me surpreendi ao levantar a cabeça e ver Luiz com o uniforme do local, olhando pra mim surpreso do outro lado da bancada.
— Oh! Luiz!- exclamei e sorri.- Bom dia, eu vou querer só uma xícara de café, por favor.
— Pode deixar Renesmee.- e ele piscou pra mim e logo entrou em uma porta aue dava para a cozinha.
Fiquei surpresa ao vê-lo ali, e ainda mais surpresa por ele lembrar meu nome. Ele logo voltou com o meu café, um potinho com açucar e colher e um sorriso radiante que eu logo retribui.
— Aqui está. — disse depositando a xícara em minha frente.
— Estou surpresa que ainda lembre meu nome.- eu disse enquanto colocava uma colher com açúcar no café e mexia.
— É difícil esquecer quando fica pensando nele toda hora.- ele jogou e eu arqueei uma sombraselha, sentindo minhas bochechas corarem logo em seguida. Ele estava me cantando?
Acabei dando uma risada e depois uma bebericada no café quente.
— Você também não esqueceu o meu.- ele disse normalmente.
— É um nome fácil.- eu disse dando de ombros. Eu realmente não sei reagir a flertes.
Ouvi a porta do estabelecimento abrir e ele olhar para as pessoas que haviam entrado.
— Tenho que ir.- ele disse e deu mais uma piscadela pra mim enquanto caminhava para o pequeno grupo de adolescentes que se acomodavam em uma das mesas.
Percebi que havia um pequeno papel recortado embaixo do potinha de açúcar, puxei-o e logo soltei uma leve risada ao ler o conteúdo. Procurei o garoto pelo local e vi que ele estava entrando na cozinha de novo, deixei a quantia de dinheiro exata em cima do pires e sai do estabelecimento rapidamente, seguindo meu caminho para o hotel e guardando o papel no bolso do shorts.
Chegando no meu quarto, logo liguei para minha mãe e ela atendeu, contei o que havia acontecido nos últimos três dias, omitindo a parte de que alguém havia me cantado e me passado o número.
~ Passagem de Tempo (à noite) ~
Depois que a ligação com minha mãe terminou, eu voltei direto pra floresta, Zafrina havia me dito que hoje seria a noite de ouvir histórias antigas. Eu fiquei eufórica, amava ler e ouvir histórias. O jeito como elas se organizavam para a história me fez lembrar dos lobos de Forks, lembrei que a muito tempo atrás Jake me levava para ouvir as histórias dos quileutes.
Elas ficavam em volta de uma enorme fogueira, enquanto o mais velho dos vampiros, chamado Raoni, conduziria a história. Zafrina me disse que ele era o mais velho dali, mas não o lider por desobedecer as regras da tribo, e que por ser o mais velho ele tinha o direito de contar histórias antiga das tribos. Ela também me disse que quando as histórias são contadas, alguns instrumentos são usados para colocar mais emoção na história, e que hoje o instrumento usado seria uma flauta. A pessoa que a tocaria seria Niara, a novata no grupo, quero dizer, a recém- criada da tribo.
A flauta começou a ser tocada, o som era baixo e calmo, e Niara tocava como se tocasse à anos. E logo a voz de Raoni se fez presente.
— Hoje estamos aqui reunidos com a bênção de nossos deuses.- ele disse calmamente. Apesar de ser uma tribo tupi-guarani só de vampiros, eles ainda seguiam seus deuses.- E eles esperam que essa história sirvam de aprendizado para os mais jovens.
"A muito tempo atrás, a tribo foi ameaçada. Estranhas criaturas apareceram em nossas terras, diziam não querer conflitos entre os clãs. Nosso povo desconfiou, como nosso antigo chefe deixaria essas estranhas criaturas perambulando por nossas terras? Eles se perguntavam. Eram seres estranhos, não tinha cheiro de humano, nem vampiro, nem dos grandes animais do sul. O que mais parecia a líder do clã delas, pediu uma conversa em particular com nosso chefe para explicarem sua situação. Ele aceitou, levou-a para um lugar que ficassem a sós e lá eles conversaram por um tempo.
Quando o chefe voltou com a estranha, todos ficaram em alerta. O chefe chamou nossa tribo para uma reunião, e ele nos explicou o que tinha acontecido.
Na reunião o chefe disse :'São todas mulheres, estão fugindo de um grande mal que já enfrentamos. Não são humanas, muito menos vampiras, são seres que tem dons como alguns de nós, são do Clã Noituus, se intitulam bruxas.' Quando nosso chefe disse bruxas, todos se assustaram, como eles poderiam imaginar que haviam bruxas em nosso mundo?"
Raoni deu uma pausa, e observou cada um que estava na roda, percebi que todos estavam olhando para a fogueira, como se a história saísse de lá. Percebi seus olhos sobre mim, o olhar demonstrava que ele suspeitava de alguma coisa ao meu respeito. E logo continuou a história.
"... o chefe continuou ' Elas correm grande perigo, o Clã Volturi acha que são uma ameaça, por ser um clã fechado.' O chefe dizia ao povo. Concluiu que acolheria as mulheres bruxas por um tempo até que estivesses prontas para ir. O povo como sempre fiel ao chefe, aceitou a ordem de ajudarem elas a se aconchegarem aqui.
E o tempo passou... as bruxas, continuaram aqui por alguns meses, fizeram amizade com nossa tribo e ajudava no que podiam aqui, e não fazia mal à nenhum humano.
Até que em uma noite elas sumiram, não soubemos para onde foi, elas simplesmente apagaram seu rastro. Mas elas deixaram uma mensagem, para o nosso chefe, dizendo que elas não tiveram escolha e que se perguntassem, era para ter dito que não havíamos abrigado nenhum clã no nosso território. E assim se seguiu, por ordem do chefe paramos de pensar e falar nas bruxas, e depois de alguns dias os Volturi vieram nos fazer uma visita.
Perguntaram sobre moças estranhas, se haviam passado por aqui. Nos disseram que elas eram perigosas, que haviam feito coisas horríveis. Nos simplesmente negamos e eles foram embora.
Alguns anos depois, ficamos sabendo que aquele Clã foi massacrado, disseram que elas nem haviam lutado pela sua vida, e morreram como se não fossem nada.
Seculos se passaram, até que ouvimos falar de uma criança, descendente daquele clã morto, cujo os pais estavam também mortos, estava perambulando pelos continentes, descobrindo seus novos poderes. Não mantemos contato com essa pessoa, não sabemos nem mesmo seu nome. Mas sabemos que ele ou ela está por ai, e os Volturi sabe cada passo que ela dá."
E de repente parou, a flauta havia parado de ser tocada, e os outros saiam do transe.
Eu ainda absorvia a historia quando todos já se levantaram para fazer suas tarefas. Continuei sentada olhando diretamente para a fogueira no centro. E pensei no descendente do clã, em como ele ou ela seria, se ainda estivesse vivo ou se estava em perigo. E foi uma reação natural do meu subconsciente, a imagem da Richele veio em minha mente.

Notas finais
Espero q tenham gostado e até o proximo cap