Safe and Sound
17 Jantar
Notas iniciais
Sarah estava terminando de se arrumar para o jantar, usava um vestido vermelho curto e rodado com uma meia calça preta e sapatos de salto pretos, seus cabelos presos em um elegante coque baixo e usava seu relicário com as fotos de seus pais. Estava terminando de se maquiar, passando um batom vermelho do mesmo tom to vestido quando ouviu uma batida na porta.
— Pode entrar! – disse a garota ainda aplicando o batom.
— Boa noite, linda. – disse Blásio sorrindo.
— Blásio! Como entrou aqui? – perguntou Sarah. – achei que os garotos não podiam entrar em nenhum dormitório feminino.
— Nem eu sei, acho que seu quarto não foi encantado. – respondeu o garoto. – tentei entrar e consegui. – disse ele sorrindo e abraçando Sarah.
— Isso pode ser perigoso. – riu Sarah.
— Muito – respondeu Blásio emendando com um beijo.
— Só que com esse batom vou te sujar inteiro. – disse Sarah rindo e limpando os lábios de Blásio.
— Verdade. – riu o garoto.
— E além do mais, temos um jantar para ir. – disse Sarah pegando uma pequena bolsa preta. – não quero chegar atrasada.
O casal deu as mãos e caminharam até a sala do professor Slughorn, que abriu a porta os recebendo entusiasmado.
— Srta. Black, Sr. Zabini! Que bom que vieram! – disse o professor animado. – entrem, entrem!
— Boa noite, professor. – disse Sarah simpática.
— Que bom que aceitaram meu convite, estou muito satisfeito! – disse o professor. – Vejam, Potter e Granger também estão chegando.
— Boa noite, professor Slughorn. – cumprimentou Hermione.
— Harry, meu caro! Que bom que esta aqui – disse Horácio. – por favor sintam-se à vontade, meus queridos!
— Obrigado, professor. – disse Harry.
— Querem algo para beber? Tenho cerveja amanteigada, whisky de fogo, hidromel... – disse o professor fechando a porta.
— Eu prefiro beber água. – disse Sarah. – Não bebo nada alcoólico.
— Claro, querida. – disse o professor.
— Todos sabem o motivo não é, Black? – disse Gina que acabara de chegar com Neville. – Algumas pessoas não sabem lidar com álcool.
— Sim, acredito que todos já leram o que Skeeter escreveu e sim, desde o acidente eu prefiro manter-me sóbria. – disse Sarah. – me pergunto o que alguém como você faz aqui. Vendo pela sua aparência, obviamente não é por bom gosto. – disse Sarah ríspida.
— Na verdade o professor Slughorn me viu azarar o Smith e viu que tenho potencial com feitiços. – disse Gina com ar de triunfo.
— Que lindo, ganhando fama por ser arruaceira, quanta classe Weasley! – disse Sarah irônica – Mas fazer o que, né! Ralé adora um barraco.
— Cale a boca sua vaca, metida e arrogante! – disse Gina empunhando a varinha.
— Eu não tenho medo de você, Weasley. – disse Sarah com um sorriso irônico.
— Deixe ela em paz, Sarah! – disse Harry.
— Eu deixar ela em paz? Não sou eu que estou com uma varinha em punho! Troque de óculos, Potter. – disse Sarah.
— Pessoal, por favor! – pediu Hermione. – será que vocês não podem deixar as diferenças de lado por algumas horas?
— Eu consigo manter a classe o tempo todo, já não sei quanto a esses dois aí – disse Sarah apontando para Harry e Gina. – Vamos torcer pro Sr. Subúrbio e a Sra. Caipirolândia conseguirem se conter.
— Vamos conversar com Neville, Gina. – disse Harry apontando para Neville que acabara de chegar e conduzindo Gina até onde o amigo estava.
— Dessa vez eu tenho que assumir que Gina começou, mas você pegou pesado, Sarah. – disse Hermione censurando a amiga. – na verdade você sempre pega pesado.
— Mi, eu não sei pegar leve com nada. – respondeu a garota. – E eu sou assim, se me atacar eu vou atacar! – respondeu Sarah.
— Mione, você vem? – perguntou Harry ao longe indicando com a cabeça para Hermione juntar-se a eles.
— Vai, conversamos depois. – disse Sarah sorrindo para a amiga que a olhava hesitante.
—Ok. –disse Herimione se afastando.
— Mandou bem com Potter e Weasley. – disse Blásio passando um braço em volta da cintura da garota. – mas não entendo sua amizade com a Granger, ela é nascida trouxa...
— Não me faça repetir para você o que disse para Draco. – disse Sarah séria. – Fui criada pela minha mãe que é trouxa e você sabe disso.
— Ok, não toco mais nesse assunto. – disse Blásio acariciando os cabelos de Sarah.
— Obrigada. – disse Sarah com um sorriso.
— Bom, vejo que todos estão aqui! Vamos jantar, meus queridos? – disse o professor Slughorn animado. – Senti um conflito entre vocês, algum problema? – perguntou olhando para Sarah Harry e Gina.
— Apenas uma discussão saudável. – respondeu Sarah sorrindo enquanto sentava-se na cadeira que Blásio havia puxado para ela sentar.
— Ótimo! – disse o professor. – vamos ao banquete!
O jantar seguiu com Horácio Slughorn interrogando cada aluno sobre seus feitos, Gina estava lá pelo seu feitiço em Zacarias Smith, Harry por ser quem é, Córmaco McLaggen por ser sobrinho de um ex-aluno de Slugue, Neville por ser filho de dois famosos aurores, Hermione por suas notas, Blásio pelo dinheiro de sua mãe e Sarah imaginou que estivesse ali por pura curiosidade do professor Slughorn a respeito de sua família.
— E você, Srta. Black? O que sua família faz no mundo dos trouxas? – perguntou o professor curioso, fazendo com que as suspeitas de Sarah se confirmassem.
— Possuo uma companhia aérea. – respondeu Sarah. – Os trouxas usam um meio de transporte chamado ‘’avião’’ para se locomoverem a grandes distâncias pelo ar, é a forma que os trouxas voam. – respondeu Sarah.
— Possui? – perguntou o professor confuso.
— Quem fundou a empresa foi meu avô e como minha mãe que faleceu era filha única, todo o patrimônio agora é meu. – respondeu Sarah.
— E os trouxas usam muito estes tais aviões? – perguntou o professor.
— O tempo todo, minha companhia, a American Airlines é a maior do país e uma das maiores do mundo. – respondeu Sarah satisfeita. – tenho sorte de ter uma equipe confiável que cuida dos negócios por mim.
— Oh, claro. Esplêndido! Vi no artigo do Profeta que você e sua mãe tiravam fotos? – perguntou confuso.
— Ah, sim. Minha mãe trabalhava como modelo fotográfica e eu assumi a profissão. Os trouxas usam pessoas em fotografias para promoverem produtos, eventos e coisas do tipo. – respondeu Sarah. – inclusive, durante as férias de natal farei um novo trabalho como modelo, é uma algo que me faz feliz.
— Algo que exige muito intelecto, não Black? – perguntou Gina irônica.
— Exige coisas que nem todos são capazes de fazer, querida. – respondeu Sarah irônica.
— E como é Nova York? Ouvi dizer que a Wizzard School é dureza. – perguntou Slugue ignorando a troca de farpas.
— Lá apenas fama e sangue não bastam. É preciso ter cérebro acima de qualquer coisa. – respondeu Sarah. – ninguém idolatra qualquer idiota que se mete em problemas e precisa da ajuda dos outros para resolver seus problemas. – disse Sarah olhando para Harry.
— Realmente, seu histórico é impecável! – disse Slughorn. – Sei que fará coisas brilhantes no futuro.
O restante do jantar foi tranquilo, com Slughorn interrogando seus possíveis protegidos. Pela conversa Sarah percebeu que o professor perdera o interesse em alguns alunos como Neville e Marcos Belby. Sarah estava no corredor, indo em direção ao seu dormitório quando foi provocada por Harry.
— Você não sabe se controlar. – cuspiu Harry. – sempre tem que colocar as pessoas para baixo.
— Potter, eu não estou com paciência para brigar com você. Se você não consegue ouvir a verdade, a culpa não é minha. – disse Sarah calmamente.
— Você é a pessoa mais arrogante que já conheci! Não tem nada de Sirius- disse Harry.
— Não ouse falar o nome do meu pai perto de mim, Potter. – disse Sarah agressivamente. – aceite que você sempre vai perder, aceite que eu sempre vou me sobressair e sem depender da ajuda de ninguém para alcançar meus objetivos. Posso ser arrogante, mas ao menos sou verdadeira, todos sabem muito bem quem eu sou. Nós somos parecidos, só que eu não me faço de coitadinha pra ninguém, não me faço de boa moça órfã e depressiva para ganhar atenção. Agora se me dá licença, eu cansei de olhar para sua cara feia e quero dormir. Passar bem. – disse a garota dando as costas para Harry e saindo com Blásio, deixando Potter sozinho no corredor.
Sarah e Blásio foram até os dormitórios da Sonserina e estavam parados em frente a porta do quarto de Sarah despedindo-se com um beijo.
— Parece que Potter adora ser arrasado por você. – disse Blásio.
— Não aprende nunca! – riu Sarah.
— Sabe, estava pensando em passar a noite com você... – disse Blásio entrelaçando os braços na cintura da garota.
— Melhor não, podemos nos meter em um problema enorme. – disse Sarah. – e eu estou muito cansada, preciso dormir. – disse Sarah depositado um beijo suave nos lábios de Blásio. – Boa noite. – disse a garota antes de entrar no quarto e trancar a porta.
Sarah entrou em seu quarto e começou a preparar-se para dormir. Sentada na cama, já de pijamas acariciava sua gata.
— Aquele Potter é um pesadelo! – resmungou a garota antes de deitar-se para dormir.
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