Safe and Sound
6 Seu filho de uma mãe
Notas iniciais

Ele me abraçou e sussurrou no meu ouvido.
– Também gosto de você como amiga – sussurrou e beijou a minha bochecha, se separou do abraço e entrou na casa dele.
Eu fiquei parada lá, com um sorriso. Podemos dizer que Soluço mexe um pouco comigo. Bem, ele é lindo, divertido. Estava lá fora, sorrindo ainda, estava com os meus braços me envolvendo. Escuto a porta sendo aberta, olho lá e é o Soluço.
– Eli, não vai entrar? – falou Soluço vindo na minha direção
– Vou sim – falei sorrindo para ele, ele me abraçou de lado – Soluço?
– Oi? – falou olhando para mim
– Você gosta da Astrid? – perguntei e ele ficou calado, eu abaixei a cabeça
– Na verdade, Eli – entramos em casa e eu fui em direção ao meu quarto, não queria escutar mais nada. – Elisabeth
– Oi – falei parada na porta do quarto
– A resposta é não sei – sorri para ele
– O.k, vou dormir
Entrei no meu quarto e me joguei na cama, porque eu estou tão decepcionada? Não demorou muito e eu adormeci.
Acordei de manhã com alguém batendo na porta, nem tomei banho, pensei, fui até a porta e a abri, era Soluço.
– Vamos sair? – falou ele com um sorriso
– Hoje eu não vou, vou ficar em casa
– Aquela historia ainda?
– Não, só não quero ir – falei
– Ah, serio, que chato
– Talvez eu vá falar com Gabriel
– Ah, por isso – falou cruzando os braços
– Ei, estou cansada, por isso também
– Está com raiva de mim?
– Se tivesse nem abriria essa porta para você
– Ta bom, mas eu volto mais cedo para falar com você
– O.k
Ele me deu um beijo na bochecha e saiu. Me deitei na cama e tentei dormir não conseguia. Fui até o banheiro, me despi e tomei meu banho, sai enrolada na toalha, vesti uma roupa.
Sai de casa, e fui até onde Gabriel provavelmente está. Entrei lá e o vi, ele estava falando com uma garota, fiquei parada esperando ele terminar de falar. Ele terminou e a garota saiu e esbarrou no meu ombro. Gabriel veio na minha direção.
– Oi, nem te vi ai
– Claro, estava ocupado, né? – falei revirando os olhos
– É uma amiga
– Aham, ta bom
– Serio, isso, não faz nem dois dias que a gente se conhece e crise de ciúmes
– Ciumes? – comecei a rir – Só que não
– Tudo bem, o que você quer?
– Nada, uma coisa chamada tédio me mandou aqui
– Elisa, você está linda – falou e eu corei – Nossa, você cora muito fácil
– Ah, eu vou embora – falei saindo e ele segurou o meu pulso
– Fica, estou só brincando com você
– O.k – falei e ele soltou meu pulso
– Então, o Soluço estava com muito ciúmes de você ontem
– Ah, eu descobri uma coisa, ele gosta da Astrid
– De quem? – gritou Gabriel e eu ri
– Da Astrid, uma loira
– Eu sei quem é, muito linda – falou sorrindo e eu revirei os olhos – Agora você está com ciúmes
– Eu? Não estou – falei e me sentei no chão encostando na parede
– Olha, se o Soluço não quiser, eu estou aqui disponível – falou e eu ri
– Idiota – falei
– Então vamos fazer algo
– Tipo o que?
– Pera, tive uma idéia – falou e eu fiquei esperando ele falar, que não se pronunciou
– Gabriel, fala a idéia – falei pulando em cima dele
– Que tal a gente fazer ciúmes no Soluço – sai de cima dele e o encarei
– Por que diabos eu faria isso?
– Porque sim, para nos divertir
– Topa?
– Topo
– Isso aí...
– Mas sem beijos – vi a careta que o Gabriel fez
– Serio? A graça seria os beijos, mas o.k
– Vamos logo
Gabriel me contou o plano e fomos andando até a arena. Chegando lá, Soluço me viu e sorriu, ele foi na minha direção e me abraçou.
– Você disse que não viria – falou
– Elisa, daqui a pouco preciso voltar – falou Gabriel entrando na arena
– O que ele está fazendo aqui?
– Ele veio comigo
– Eai, Soluço
– Oi – falou e Gabriel me abraçou de lado
– É, Elisa, vamos ficar na minha casa – falou Gabriel
– A gente chegou agora – falei
– Elisabeth – falou Soluço
– Oi – falei indiferente e ele me puxou para longe do Gabriel – Que foi?
– Ele é seu namorado?
– Não, por que?
– Porque ele não parece ser uma boa pessoa
– Você nem o conhece – sai de perto do Soluço e fui para o lado do Gabriel
– Funcionou? – sussurrou Gabriel no meu ouvido
– Sim
– Ótimo, estou falando no seu ouvido, e o Soluço esta com uma cara nada amigável – sussurrou
– Como assim?
– Estou com medo dele pegar uma faca e me matar – sussurrou e eu ri
– Idiota – ele beijou a minha bochecha e se afastou – Soluço, eu não vi Stoico o dia todo, você sabe onde ele está?
– Está em uma viagem – falou
– Ah, ele nem se despediu de mim – fiz biquinho
– Não faz isso, se não eu te beijo – Gabriel sussurrou no meu ouvido e eu fiquei vermelha
– Idiota – falei alto, dessa vez
– Calma, Elisa – falou me abraçando de lado
– Bom, o amor entre os dois está obvio, vamos fazer alguma coisa – falou Melequento
– Tipo voar com dragões? – falou Astrid
– Sei lá – falou Melequento
– Podemos ir com duplas e fazer uma corrida – falou Soluço
– Pode ser – falou Perna de peixe
– Explica – falou Astrid se aproximando do Soluço
– Um dragão para cada dupla, um fica no controle do dragão e o outro fico atrapalhando a outra dupla.
– É uma boa idéia – falou Cabeçaquente
– Vou com a minha irmã – falou Cabeçadura
– Vou com Soluço – falou Astrid
– Vou com o Perna de peixe – falou Melequento
– Então, o.k, vamos Astrid – falou a chamando
– Ei, Soluço – o chamei e ele se virou para mim
– O que foi Elisabeth? – estremeci porque ele disse meu nome inteiro
– Boa sorte – sorri
– Obrigado – falou segurando o pulso da Astrid e saindo
– Que ódio – falei
– Ei, que foi?
– Ele agora ta com raiva de mim
– Fazer o que? – falou me puxando para onde ia ser a corrida – Vamos ver a corrida
E a corrida começou. Eu e Gabriel estávamos onde terminaria a corrida. Só conseguia olhar o Banguela, não os outros participantes. Melequento e Perna de peixe foram os primeiros a cair. Estava a corrida entre Soluço e Astrid e os gêmeos.
Faltava pouco para eles chegarem, quando Gabriel, me puxou e eu fiquei de costas para o corpo dele e ele abraçou a minha cintura. Soluço e Astrid ganharam, mas a cara do Soluço não tinha um sorriso, ele chegou até onde eu estava, eu estava com um sorriso. Soluço parou na minha frente e na de Gabriel, e deu um soco nele.
– Ei, Soluço, calma – eu o segurava, Gabriel ia vim para cima dele – Gabriel, por favor se acalma
– Calma, o caramba – falou Soluço, eu estava entre os dois
– Gabriel, fica calmo, não vou conseguir segurar os dois – falei
– Estou calmo, Elisa – falou levantando as mãos – Sabe, pelo menos eu não sou um medroso com medo de falar meus sentimentos
– Gabriel, não o provoca – Gabriel veio na minha direção e simplesmente me beijou, fazendo eu soltar o Soluço que pulou em cima dele
– Seu filho de uma mãe – falou Soluço, ele me empurrou e acabou batendo o cotovelo na minha boca, que sangrou um pouco
– Soluço, calma, por favor – eu chorava
– Ah, Elisabeth, vai o ajudar – falou Soluço sendo segurado pelo Melequento
– Isso foi ciúmes? Serio? – falei o encarando enquanto chorava
– Foi, idai? Ciúmes besta – falou e eu chorava – De uma garota que não merece e ainda fica com qualquer um
– Idiota, eu te odeio – falei chorando e eu despenquei no chão quando ele se soltou de Melequento e saiu
– Calma – falou Melequento me abraçando
– Tudo por sua culpa – falou Astrid
– Cala a boca, Astrid – falou Melequento e ela saiu atrás do Soluço
– Elisa, desculpa, eu senti um ódio quando ele me deu um soco – falou me olhando – Ele te machucou
– Não, isso foi sem querer – falei do corte
– Ele é um idiota – falou suspirando e me ajudou a levantar – E eu também
– Eu vou ali – falou Melequento
– Ele disse que eu era qualquer uma – chorei mais ainda, abraçando Gabriel
– Desculpa por ter te beijado – falou sorrindo – Mas foi bom
– Idiota – soltei um pequeno sorriso – Vou ficar aonde?
– Pode ficar na minha casa
– Vai causar mais confusão
– Problema é dele – falou – Você vem comigo para minha casa
– O.k
Sai com o Gabriel, ainda chorava um pouco. Chegamos na casa dele, e ele mandou eu tomar banho e eu fui e ele me deu uma roupa, a vesti e quando cheguei no quarto que eu iria dormir, era o do Gabriel, me deitei na cama e dormi no mesmo instante.
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