Safe and Sound
8 Ele é um idiota
Notas iniciais

Acordei com um pequeno raio de sol no meu rosto. Meu rosto deve estar inchado. Sento na cama e escuto uma gritaria na sala. Levanto da cama e caminho até lá. Lá está Soluço e Gabriel. Caminho até Gabriel e coloco a minha mão em seu ombro e ele se vira para mim e da um sorriso.
– Oi – falei sorrindo para ele
– Oi – falou beijando a minha bochecha – Esse garoto queria falar com você
– Sai daqui, Soluço – falei
– Está a ouvindo? – falou Gabriel – Saia daqui
– Está bem, só queria falar com você
– Mas eu não quero
– O.k, tudo bem, Elisabeth – falou – Mas eu preciso dizer uma coisa
– O que?
– Desculpa – falou e saiu
– Elisa, você está bem? – falou olhando para mim, estava com os olhos marejados
– Sim – falei tentando não chorar
– Você está mentindo? – falou
– Estou – falei o abraçando e chorando – Ele piorou tudo
– Calma – falou me abraçando – Ele é um idiota
– Pelo menos ele pediu desculpa – falei me separando do abraço e limpando os meus olhos
– Bom, eu vou ver o Veloz
– Tudo bem, eu vou sair por ai – falei sorrindo para ele
– O.k, depois vejo você – falou me beijando na bochecha e saindo
Sai logo depois. Comecei a caminhar pela cidade, até que vejo o Banguela sozinho, acho que o Soluço está por perto. Que saudades do banguela, me aproximei dele. Que fez muita festa quando me viu, ele andou até onde eu estava. Ele me derrubou no chão e lambeu o meu rosto.
– Também estava com saudades – falei rindo e me levantando
Comecei a fazer carinho nele. Ele ficou de barriga para cima e eu alisei a sua barriga.
– Bom tenho que ir – falei e ele fez um barulhinho – Daqui a pouco o seu dono chega e não quero encontrar com ele – Banguela reclamou com outro barulhinho – É difícil para mim também, deixa eu ir – falei o abraçando, iria sair dali se não tivesse batido em algo e quase caído se não fosse a pessoa que me segurou.
– Cuidado – falou o garoto, reconheci a voz, era Soluço, abri os olhos que estavam fechados e olhei para o garoto – Bom saber que seu medo foi embora
– É... – falei me soltando dele – Como disse, tenho que ir
– Escutei tudo – falou ele olhando para o chão
– Hm... – falei lembrando da parte de que não queria vê-lo, vi uma lagrima escorrer pelo olho do Soluço e aquilo acabou comigo, um buraco negro abriu no meu peito
– Tudo bem se você não quer me ver – falou enxugando a lagrima rapidamente e levantando a cabeça com um sorriso no rosto – Eu entendo
– E você está bem com a Astrid – falei
– Oi?! – falou olhando para mim – Eu com a Astrid?
– Sim, vocês se beijaram naquele dia – falei olhando para baixo
– Ah, aquilo, ela que me beijou, mas pediu desculpa logo depois – falou sorrindo bobamente – Você ficou com ciúmes?
– Não, claro que não – falei ficando corada – Por que ficaria?
– Sei lá, foi você que ficou – falou sorrindo
– Não fiquei – falei
– Está bem – falou irônico
– É serio – falei ficando com raiva
– Se você está dizendo – falou rindo
– Ah, tchau, Soluço – falei saindo dali sem olhar para trás
– Tchau, Elisa – ele gritou e eu escutei a sua risada, o que fez eu rir
– Idiota – falei baixo
Eu sinto saudades do tempo eu que falava com o Soluço, de montar no Banguela. De Stoico, de tudo. Bom, isso acabou, Soluço daqui a pouco está com a Astrid. Ele parece feliz com ela. Escuto uma voz me chamando e olho para trás, Gabriel. Ele se aproximava.
– De hoje que eu te chamo – falou sorrindo e me abraçando de lado e começando a andar – Tudo bem?
– Tudo sim – falei sorrindo para ele
– Quando estava voltando encontrei com Stoico – falou
– Hm... e... – falei curiosa
– Ele quer te ver, quer que você vá na casa dele – falou – Mas só se você quiser
– Tudo bem, eu vou hoje a noite – falei e olhei para baixo.
Bom, e não demorou muito para ficar de noite. E já estava caminhando até a casa de Stoico, sozinha. Gabriel tinha que sair com a mãe, então estou indo sozinha. Cheguei na porta de Stoico e bati na mesma, e logo foi atendida pelo Soluço que ria, e ficou surpreso ao me ver.
– Elisa? – falou
– Oi, posso entrar? – perguntei e ele deu passagem – Obrigado
– Elisa – gritou Stoico e eu sorri para ele
– Oi – falei indo na sua direção e logo em seguida o abraçando, foi quando eu vi Melequento, Astrid, Perna-de-peixe e Cabeçaquente e Cabeçadura – Oi
– Eai, Elisa – falou Melequento vindo me abraçar e me levantando do chão – Nunca mais foi lá na arena
– É... – falei e ele me soltou do abraço e sorriu para mim – Não tive a oportunidade
– Oi, Elisa – falou Perna-de-peixe
– Eai – falou os irmãos
– Oi, Elisabeth – falou Astrid
– Bom, vamos voar? – falou Soluço
– Soluço, a Elisa acabou de chegar e vocês já vão? – perguntou Stoico
– Não tem problema, Stoico – falei
– A gente vai voltar, se ela quiser vim – falou Soluço
– Não, obrigada – falei
– Vai, Elisa, você nunca mais voou – falou Stoico me incentivando
– Não estou com vontade – falei
– Tudo bem, se ela não quer – falou Soluço
– Ela vai sim – falou Stoico me pegando no colo e andando até o lado de fora da casa enquanto eu gritava para ele me colocar no chão, e Soluço ria, até que ele me coloca sentada em um dragão, vejo que é o Banguela – Não saia daí
– Brincadeira – falei cruzando os braços e fazendo bico – Não quero
– Vamos – falou Soluço subindo no Banguela, ótimo, eu vou voar com o Soluço
– Tudo bem – falou Astrid subindo no dragão dela
– Stoico, não quero ir, não com ele – falei
– Para com isso, Elisabeth – falou Stoico – Faz tempo essa história
– Não, não faz, mas tudo bem – falei
– Pai, se ela não quer ir, ela não vai – falou Soluço, os outros já haviam voado
– Não, eu vou – falei cruzando os braços
– O.k – falou Soluço e Banguela começou a voar – Até eu não estou com raiva de você
– Mas eu estou, você exagerou, o porque eu não sei, e ainda me xingou – falei
– Eu já falei o porque – falou
– Qual era? – falei seria
– Eu estava com ciúmes – falou baixo e eu fiquei calada – Bom, eu falei isso para você
– Mas você me xingou
– Foi no momento de raiva
– Mesmo assim, quando estamos com raiva dizemos a verdade
– Sem sempre, nesse caso não – falou e pousou com o Banguela e de um modo ficou de frente para mim – Quer que eu fale a verdade?
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