Sadic Heaven
1 Mistery
Notas iniciais
Confusa. Era assim que a garota se sentia desde que havia acordado em um cômodo completamente desconhecido, quando percebeu realmente que não sabia o que estava acontecendo; se levantou de forma desesperada enquanto fitava todos os cantos do quarto como se procurasse por algo.
– Oh, acordou – uma voz rouca ecoou pelo local – Pensei que havia lhe matado.
No momento a garota arregalou seus olhos de maneira apavorada enquanto encolhia seu pequeno corpo. Isso não foi um pesadelo? Pensou enquanto ouvia aquela mesma voz antes de adentrar aquela mansão incrivelmente assustadora.
– Demônio – Mai respondeu enquanto recordava-se do ruivo em sua frente atacando uma mulher e assim tendo seu rosto domado pelo sangue. – Você matou-a.
Recordava-se do momento que adentrava aquela enorme porta rústica. Não sabia o motivo de não ter sido atendida enquanto batia na porta, estava ensopada por conta do tempo no meio da chuva e então ela havia decidido entrar após perceber que aquela porta estava apenas encostada. Seus olhos passeavam pelo enorme salão, aquele lustre que parecia ser feito de diamantes enquanto no centro do salão possuía uma enorme escada digna de um filme de princesa. Será que não avisaram sobre minha chegada? Questionava-se enquanto subia aquela enorme escada.
Após finalmente subir toda aquela escada a garota observou que no segundo andar havia uma sala, tudo parecia tão deslumbrante e então a magia se foi no momento que encontrou dois cadáveres no chão; enquanto ainda existia outro corpo nas mãos de um ruivo que mantinha seus lábios no pescoço daquela mulher de cabelos negros. Logo em volta havia mais seis pessoas observando aquela cena com certo brilho no olhar, como se aquilo fosse de alguma forma excitante. Não conseguiu controlar seu pavor, acabou soltando um grito e nesse momento todos se viraram em sua direção. Sentiu uma corrente elétrica percorrer seu corpo quando aquela pessoa que mantinha seus lábios no corpo da mulher se virou, sua boca estava coberta pelo mais puro carmesim e seus olhos verdes totalmente aterrorizantes demonstravam desejo.
– Ei, estou falando com você – ouviu novamente aquela voz, dessa vez ela conseguia vê-lo sentado ao seu lado enquanto colocava uma mecha de seu cabelo para o canto e tocava seus lábios no pescoço da garota.
– O que é você exatamente? – perguntou enquanto sentia aquela corrente elétrica atravessando seu corpo novamente, após ter os lábios do rapaz contra seu pescoço nu.
Seus olhos estavam cerrados enquanto ela se preparava para resposta daquele garoto, mas então um silêncio domou o cômodo e isso de alguma forma deixava a garota ainda mais apavorada. Seus olhos se abriram nesse momento a única coisa que ela conseguiu sentir foram os dentes dele cravado em sua pele, enquanto uma dor tomava conta de seu corpo e assim fazendo-a soltar um suspiro. Ela sentia um forte dor, se fosse outra pessoa sem dúvidas imploraria para ele parar e para ela era totalmente o contrário.
– Oh, você parou – a garota falou um pouco decepcionada ao perceber que aquela dor havia parado. – Sou Karayami Mai.
– Interessante... – o ruivo deixou aquela palavra no ar. –– Ainda pouco você parecia totalmente assustada e agora me pergunta o motivo de ter parado de te morder?
– Eu não tenho medo de sentir dor – a garota respondeu um pouco mais calma enquanto deitava-se. – Eu sou masoquista, você é sádico. É a combinação perfeita.
Quando terminou de falar ela parou para fitar através daqueles penetrantes olhos verdes, ele observava cada movimento da garota em sua frente e agora ela parecia ousada; como se uma nova pessoa estivesse dominando aquele corpo. Ah, todas as vezes que Mai era estimulada de alguma forma, sua personalidade mudava e assim deixando uma garota totalmente atrevida.
– Eu não acredito que isso aconteceu comigo. Meu nome é Sakamaki Ayato.
– Ah, prazer em conhecê-lo Ayato – a jovem repetiu o nome do rapaz de forma pausada enquanto tentava chamar a atenção do mesmo. – Será que um pouco do meu sangue não pode melhorar seu humor?
Após ouvir tais palavras da boca da garota, o rapaz ficou tentando entender o motivo pelo qual a jovem lhe ofereceu o próprio sangue. Ah, isso é um pouco estranho e ainda sim bem divertido, pensou.
Ayato não hesitou no momento que a garota havia lhe cedido o sangue, fitou os belos olhos violáceos da morena em sua frente antes de subir por completo na cama; assim ficando em cima da garota que tinha um olhar que parecia transbordar ansiedade. O ruivo começou tirar aquelas mechas da frente, enquanto abaixava um pouco da alça da camiseta de Mai. Então finalmente cravou suas presas no ombro da garota, fazendo-a soltar um gemido de prazer acompanhado por risadas.
– Isso é tão bom – Mai respondeu mordendo os próprios lábios.
Que garota estranha, puta que pariu. Ayato pensava enquanto continuava tomando mais e mais do sangue da garota que parecia achar graça de toda aquela dor. Então depois de continuar no ombro o garoto mudou sua posição enquanto cravava suas presas um pouco acima dos seios da garota.
Antes de Ayato continuar sugando o sangue de Mai, ela saiu de seu transe e acabou voltando a si o mais rápido, assim percebendo tamanhas idiotices que havia falado para o rapaz de belos olhos verdes.
– Ayato-kun – gemeu um pouco baixo, atraindo a atenção do garoto. – Chega!
O rapaz não disse nada, apenas parou enquanto olhava nos olhos da garota; dessa vez demonstravam um pouco de medo enquanto ela voltava se encolher na cama. Ayato deu de ombros enquanto levantava-se, então caminhou em direção da porta e antes de sair; olhou nos olhos da garota enquanto contornava seus lábios com a própria língua para limpar os resquícios de sangue.
– Aproveite sua estadia – falou em um tom sedutor, assim causando um forte arrepio na garota de pele pálida.
O que acabou de acontecer? Questionava-se. É claro que a garotinha tinha ideia dessa sensação que sentia em relação de dor, mas não acreditaria que poderia chegar em ao extremo ao ponto de oferecer seu próprio sangue para sentir aquela dor; mas era algo diferente de tudo que havia sentido até hoje e de alguma forma, por mais que o medo dominasse seu corpo a menina desejava mais e mais.
– Eu estou ficando louca, não é possível – falava enquanto passava seus delicados dedos no local onde a presa estava cravada, então novamente seu olhar mudou e um brilho tomou conta de seus olhos. – Foda-se, eu tenho muito sangue nesse corpo.
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