Sad love.

1 Just another sad love.


Notas iniciais
Bom esta estória foi escrita devido a um desafio, onde de tempos em tempo estaremos incumbidos de escrever sobre determinado casal, e o deste mês é: Nalu (Natsu Dragneel e Lucy Heartfilia), desafio lançado é desafio aceito e cumprido :D Espero que gostem do resultado. Créditos do desafio :D, participem lá no Face (y): https://www.facebook.com/groups/980581442015576/?fref=ts

Eu sei que prometi estar sempre ao seu lado, nunca lhe deixar sozinha, ou sofrer novamente, sei que prometi ser aquele que faria a diferença, porém eu sinto lhe informar que falhei com minha promessa, não sendo de hoje que isto ocorre, mas sim desde aquelas madrugadas, onde ouvia seu baixo soluçar abafado pelo travesseiro fofo, desde o momento em que encarar seus olhos vermelhos e inchados ao me questionar onde estive? Que roxo era aquele em meu olho? Ou que marca de batom era aquela em meu pescoço? Se tornou algo normal em minha rotina.

—Que inferno, já disse que estava trabalhando.

E então apenas lhe empurrava para longe, lembro-me claramente de no dia seguinte perceber um leve arroxeado por sobre seus ombros magros, não precisei ao mínimo perguntar o que havia acontecido, ou quem tinha feito aquilo, pois sabia que eu havia lhe marcado mais uma vez.

—Tenha um bom trabalho...

Dizia sempre ao ver-me pegar minha pasta preta sobre a mesa e me encaminhar para saída, mesmo que me dissesse isso eu nada lhe respondia, apenas dava-lhe as costas e seguia porta a fora, para qualquer lugar, menos para a empresa que meu pai era dono, onde eu apenas tinha um cargo em nome, pois nunca se quer pus meus pés naquele lugar.

Sabia que o que estava fazendo era errado, porém naquela época a única errada no meu ponto de vista era você, quantas vezes não cogitei a ideia de apenas te deixar, ou coisa pior...que Deus me perdoe por meus pensamentos.

—"Por favor, não chore”.

É tudo que eu posso dizer hoje, porém com a certeza de que não me ouviria.

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Ainda lembro-me de uma das noites que eu fui aquela casa, escolhi três entre as varias garotas que estavam ali, as quais o único objetivo era dar prazer para os clientes.

—Está vindo com muita frequência.

Olhei para uma das garotas, das quais apenas serviam drinks e distribuíam camisinhas para os clientes.

—Isso não é da sua conta não é mesmo?

—Claro que não.

E deu-me um sorriso triste, de fato ela tinha motivos, pois além de funcionária daquele prostíbulo, ela era sua amiga.

Fiquei com as jovens de corpos esculturais porem tão sujos, por varias horas, percebendo que não me sentia como nas primeiras vezes que tinha ido ali.

Encaminhei-me para meu carro, não tardando a chegar em casa e como sempre encontrar a luz da sala ligada e você lá, olhando de forma fixa para a xícara de café em suas mãos.

—Estou em casa.

Disse sabendo que era desnecessário, pois você sempre sabia quando eu estava chegando.

—Bem vindo.

Ergui uma de minhas sobrancelhas ao notar que não me perguntou onde estive, talvez por estar cansada de sempre obter a mesma resposta.

—Irei me deitar, seu jantar esta na geladeira.

E se arrastou pelo corredor até nosso quarto, não éramos casados ou algo do tipo, apenas estávamos juntos, sabia que esperava algo de minha parte, algo que naquela época nunca poderia lhe dar.

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—"Desculpe"

"Olhei para o sofá a minha frente, podendo apenas falar com o nada."

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Mais um dia como os outros me encaminhei para prostíbulo, logo escolhendo outras meninas, esperando que desta vez pudesse me sentir bem.

—O que esta olhando? — Disse antes de subir as escadas daquela casa velha de luzes vermelhas ao notar o olhar de sua amiga, que mesmo que estivesse a secar um copo de forma empenhada, permanecia com o olhar fixo em mim, de certo esperava que eu iniciasse alguma conversa com a mesma.

—Fale logo o que tanto esta olhando.

Disse ao apertar o corrimão de madeira da escada e me inclinar perigosamente para frente.

—Tens mulher, porque continua a vir aqui? Foi você que a escolheu.

Dei uma risada nervosa, ao imaginar que ela falaria isso cedo ou tarde. Voltei a minha postura reta, colocando uma de minhas mãos no bolso de minha calça social.

—Não é porque ela é uma conhecida sua que tem que dar palpite na minha vida ou na dela.

—Eu sou amiga dela seu animal, mas tenho que pagar minhas contas e você é um dos melhores clientes, infelizmente, mas só me diga, por quê? – Ela aumentou a voz frustrada, enquanto largava o copo sobre o balcão, talvez para evitar a vontade que estava lhe corroendo de apenas arremessar o objeto de vidro em minha direção.

—Quer mesmo saber? Não suporto olhar para a face dela, para aquele corpo e saber...saber...

—O que? Que ela não pode te dar um filho, como seu pai sempre quis que tivesse? Faça-me um favor e pare de ser egoísta, você acha que ela escolheu isso? – A mulher fez cara de nojo, enquanto arremessava o pano levemente úmido por sobre os ombros.

—Mas escolheu esconder de mim.

Então a face que eu imaginei que não podia ficar mais fechada, tornou-se mais rígida, enquanto a mesma crispava os lábios e recitava xingamentos em voz baixa, até que por fim em um suspiro disse em alto e bom som.

—Você não a conhece mesmo, uma pena, nunca chegará a conhecer de qualquer jeito.

Olhei-a de forma acusadora e interrogativa, porem antes que eu cogitasse dizer algo fui puxado escada acima por uma morena que não lembro e nem me importo com o nome.

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Naquela noite cheguei em casa e notei que as luzes da sala, as quais independente da hora estavam sempre ligadas, desta vez não assim estavam.

—Estou de volta.

Disse ao adentrar o hall e encarar a escuridão que estava aquele lugar, andei até a sala, porém ela estava vazia, segui pelos corredores chegando até nosso quarto vendo que estava deitada.

—Esta acordada?

—Hm...

Permaneci no batente da porta encarando suas costas e seus longos cabelos espalhados pelo lençol branco, lembro-me da decepção e dos inúmeros sermões que levei de meu pai ao saber que era uma maldita de uma infértil, não sei por que ainda permanecia com ela ao meu lado, pena talvez fosse à resposta.

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—"Pena de mim mesmo"

Disse ao colocar a cabeça entre as mãos e abafar um gemido de dor que vinha com as lagrimas quentes.

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Meses se seguiram, e nunca mais vi-te na sala a me esperar, por algum motivo aquilo começou a me incomodar, talvez por ser apenas naqueles momentos que de certa forma trocávamos algumas palavras, mesmo que não fossem carinhosas.

Acordo no meio da madrugada, virando-me e me deparando com seu lado na cama vazio, ergo-me não me importando com o frio e com o fato de estar usando apenas uma bermuda velha.

Ando pelos poucos cômodos, logo chegando à sala e me deparando com você sentada e com uma xícara de café em mãos, ergui uma de minhas sobrancelhas e cocei a nuca antes de me aproximar.

—O que diabos esta fazendo?

Olhei para suas vestes finas que sem duvidas não a estavam protegendo do frio.

—Esperando.

Olhei interrogativo para a mesma, porém não obtive nenhuma resposta, em um momento desisto de te chamar e apenas segui para o quarto, pensando comigo mesmo que hora ou outra você iria para a cama. Porém aquele comportamento estranho continuou por todas as madrugadas que se seguiram.

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—"Desculpe Natsu, eu sei que era tudo que você mais queria, mas não posso lhe dar aquilo que mais deseja".

Ainda lembro-me como aquela frase me atingiu.

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—Ei.

Sai de meus devaneios para olhar a mulher a me encarar de forma nervosa.

—Que?

—Estava te chamando há tempos, escolha logo uma dessas malditas para sair logo da minha frente.

Franzi o cenho, socando o balcão, fazendo com que a mesma desse um pulo para trás.

—Não estou com cabeça para isso.

—...O que foi?

Encarei-a de forma surpresa, digamos que ouvir meus problemas não era a coisa mais sensata a se fazer, porém contei-lhe o que estava acontecendo e então ouvi o que a mesma nomeou como: tudo que ela queria dizer em anos, mas que ficou calada por sua causa.

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—"Porque não me contou que foi tudo culpa daquele maldito? Porque não me pediu ajuda?”.

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—Ela nunca me contou nada.

Disse ao tomar acento no bar e encarar minhas mãos que se encontravam entrelaçadas.

—Claro que não, quando ela ia falar algo você simplesmente foi até seu pai acusa-la de estar atrás de algo que ela nem sabia que você tinha.

Direcionei minha atenção para a jovem a minha frente, notando o olhar perdido que a mesma tinha voltado para meu rosto, porém ao mesmo tempo que me encarava a mesma parecia estar perdida em seus pensamentos.

—De alguma forma você não a tocar foi a melhor coisa a se fazer, porém não ouvi-la foi seu pior erro.

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Lembro-me de naquela madrugada ir até a sala e encontra-la sentada com a mesma xícara de café em mãos.

—Ainda esperando?

Sentei em sua frente, encarando seu olhar morto.

—Sim, tenho que contar a ele...não foi minha culpa.

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Muitas noites passei em claro conversando com você, que parecia não notar ao certo minha presença.

—Ele não vem...não é?

Subi meu olhar por seu rosto, até ver seus olhos repletos de lagrimas, ergui-me tentei abraça-la, porém sempre era repudiado por seu olhar.

—Estou aqui, quantas vezes terei que dizer isso?

Disse enquanto puxava meus fios rosados, talvez tentando substituir a angustia com a dor física, coisa a qual estava falhando miseravelmente, podia sentir meus olhos arderem, enquanto encarava sua face aflita em direção à porta, pude ouvir um barulho estranho, o qual só mais tardar reparei se tratar de soluços involuntários que me escapavam pelos lábios, soluços esses que eram acompanhados por uma sequencia de lágrimas quentes que se perdiam por meu rosto até encontrarem seu fim na manga de minha blusa, a qual eu usava de forma inútil para conte-las.

Procurei de todas as formas trazer-lhe de volta de sabe-se lá onde tinha ido, muitos diziam que aquilo era devido ao trauma, que em alguns casos se propaga com o tempo, em inicio a pessoa pode estar normal por fora porem por dentro esta tudo um caos que aos poucos vai transparecendo para o exterior.

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Abro os olhos encarando o despertador ao qual marcava três da manhã, retiro as cobertas e sigo para a sala, onde como sempre estava sentada, com o diferencial de não ser mais uma xícara de café, mas sim uma agulha fina e longa cravada em seu braço que destinava uma solução com vários remédios para sua veia.

Caminho até estar á sua frente, vendo seu olhar cair sobre mim, não sei se de fato me reconhecia, diziam que você estava melhorando, porem não era isso que eu via.

Abaixei até ficar na sua altura, vendo apenas seu olhar perdido sobre mim ser direcionado para a porta, olhei a forma como seus dedos se contraíram e seus olhos ficaram na expectativa de algo.

—Desculpe...

Fiquei a encarar seu rosto apreensivo.

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—"Ela precisa de você, ela esta se perdendo a cada dia, chegará uma altura que nem você poderá encontra-la”.

—"Ela foi estuprada violentamente, ela contou-me, tentou te contar, porém você só ouviu o que lhe convinha”.

—"Muitas vezes ela pediu sua ajuda, mas você não escutou”.

As palavras da sua amiga me atingiam a cada dia.

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—Ele não vai voltar?

Sai de meus devaneios, erguendo-me e caminhando até a mesa onde minha pasta a tempos abandonada estava a repousar, logo peguei-a em mãos e me direcionei para fora de casa, contando mentalmente até dez, porém tendo que recomeçar a contagem ao me ver perdido em ter que segurar o soluço e o grito de raiva que queriam me romper a garganta, ao notar o tempo que estava a permanecer encarando a porta da frente, decidi por empurrar a superfície de madeira.

—Estou de volta...

Olhei a forma aliviada a qual se apresentou, parecia que vivia presa aquele momento...sabia que muito provavelmente não me reconhecia ou se quer entendia de fato o que estava acontecendo.

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—"O único alivio dela é saber que você de alguma forma vai voltar"

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—Bem vindo.

Notas finais
Desculpem qualquer erro...espero que tenham gostado.Mata ne!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!