Sad Girl

3 Best Kiss?


Querido diário, alguma coisa nessa noite mudou extremamente tudo. Tyler apareceu na minha vida não faz nem um dia, mas quando o beijei, senti que já o conhecia. Ao mesmo tempo que eu não sabia nada sobre ele, não sabia se queria saber algo ou não. Tyler é o contrário de tudo que eu sempre pensei sobre garotos, na verdade ele é um tipo diferente de garoto, ele não precisa de nenhuma menina dizendo para ele que ele é lindo, usava as melhores roupas e sempre é cheiroso, pois usa o melhor perfume francês. Eu realmente achei Tyler incrível, mas ele nunca saberá, seu ego já era grande demais e não iria querer fazê-lo crescer mais ainda, a pequena cidade Portland não era grande o bastante para um ego daquele tamanho.”

Coloquei a caneta dentro do diário e o fechei. Me levantei da cama e o coloquei sobre o travesseiro, me olhei no espelho e meu cabelo castanho escuro estava preso no mesmo rabo de cavalo que fiz no começo do fim de semana, como já era segunda feira passei a mão no cabelo e fiz um novo penteado. Olhei para o relógio e percebi que ainda faltavam duas horas para a minha primeira aula, peguei minha toalha, a roupa que pretendia usar e fui ao corredor em direção ao banheiro. No meio do caminho percebi que minha mãe ainda estava dormindo — ela ronca bem alto -, pensando no que aconteceu ontem, decidi preparar o café da manhã para pedir perdão. Voltei ao meu quarto, coloquei minha roupa e a toalha sobre a cama, desci as escadas e comecei a preparar tudo o que ela mais gostava, panquecas, touradas, frutas, café e suco, tudo o que tinha direito. Ao ver que tudo estava preparado fui até a escada e gritei:

– Mamãe! — sem resposta, gritei novamente. — Mamãe!

– O que foi garota? — disse ela ao bocejar.

– Levanta! Preparei o café pra você... E, eu também queria pedir desculpas por ontem. — disse ao me aproximar dela e dá-lhe um abraço apertado.

– Oh minha filha, obrigada! Eu amo muito você, não se preocupe, está tudo bem. — sorriu.

– também te amo mãe. — disse ao encher sua xícara de café.

– acho melhor você ir se arrumar agora, ta na hora da colégio. — disse ela ao olhar o relógio.

– meu deus! já? — disse eu ao olhar espantada para o relógio.

Fui até o meu quarto, peguei minhas roupas e a minha toalha para enfim tomar um banho. Após um banho de mais ou menos quinze minutos, me arrumei e fui para o colégio. Chegando lá, Kate estava sentada na escada com um sorriso malicioso no rosto, assim que pôs os olhos em mim, falou:

– Que cara é essa garota?! – disse em tom de reprovação.

– que cara? como assim?

– cara de quem provou e gostou.

– como você soube? — perguntei espantada. — Foi só um beijo eu juro, bem na verdade foram dois, mas foi só isso. Eu juro.

– bem, eu não sabia de nada, até que você me contou. — gargalhou Kate, orgulhosa de si mesma por sempre conseguir o que quer.

– Vadia! — disse ao olha-la de cara feia.

– Me conta tudo! Não acredito que você não disse nada nos email's que trocamos no fim de semana.

– Não achei importante. — disse após respirar fundo.

– você beija um mix de Justin Bieber com Calvin Harris e não acha importante? — disse ela ao me olhar como uma fanática. — Ele beija bem?

– E, eu beijo bem? — perguntou Tyler que estava atrás de nós e me deu um baita susto.

– É hora de ir embora. — disse Kate, um pouco sem graça com a situação.

– Você sabia que é feio ouvir as conversas dos outros? – argumentei constrangida.

– O assunto sou eu, acho que eu deveria saber. – disse ele, debochando, como sempre.

– Fofoqueiro. — disse ao me levantar para seguir Kate.

– Você não respondeu. Eu beijo bem? – insistiu o garoto dos olhos azuis.

– Por que você quer saber?

– Por que responde minhas perguntas com outras perguntas? — perguntou.

– Então me responde primeiro, você gostou? — nós dois sorrimos.

– Você quer jantar comigo? — disse ele ao segurar a minha mão.

– Pode me buscar as sete. — sorri. — Quer o meu endereço?

– Eu já sei aonde você mora. Estarei lá as seis e cinquenta e nove. — o sinal tocou e Tyler me deu um beijo antes de ir para a sua aula.

Algumas horas depois...

Eu estava no meu quarto e já havia experimentado todas as roupas possíveis para o encontro com Tyler, não queria demonstrar que estava muito interessada e ao mesmo tempo queria que ele percebesse que meche comigo. Depois de experimentar seis mudas de roupas cheguei ao veredito final, coloquei uma saia preta e uma blusa vinho – meu pai adorava me ver com essa blusa, ele havia me dado de presente no natal passado — , soltei o meu cabelo e dei meu melhor sorriso diante do espelho. A campainha tocou e corri para atender, ao abrir a porta Tyler estava como de costume, vestido todo de preto, com um boné que estava escrito bad e sua jaqueta de couro.

– Você está linda. — disse beijando minha mão, começamos a rir diante do gesto cavalheiro dele, que na nossa idade, não é tão comum assim.

– O que significa o bad no boné? Bad boy? — debochei.

– Não, o meu álbum favorito do Michael Jackson.

– Você é cheio de surpresas. — disse.

– Não curte o senhor Jackson?

– Claro que eu curto. Só não achei que você gostava.

– Por que achou? — questionou.

– Você só tem dezessete anos. — respondi.

– É, e você também.

– Desculpa, eu não estou acostumada com garotos dessa idade tão maduros. Você me surpreendeu.

– Ainda vai se surpreender muito comigo. — disse ele com convicção.

Nós seguimos em direção a sua caminhonete e ele abriu a porta para mim, entrei no carro e o esperei dar a volta e sentar-se atrás do volante, ao meu lado. Tyler não perdeu tempo, deu partida no carro e seguiu em direção à estrada. Para não ficarmos em silêncio, perguntei:

– Qual é o restaurante que estamos indo?

– Surpresa. — disse ele.

– Me fala, por favor. – pedi, toda fofa para ele.

– Não seria surpresa eu falasse. Deixa de ser curiosa, já estamos chegando. – disse, brincalhão.

– Tudo bem. — disse ao deixar minha expressão séria.

– Chegamos. — Só o que eu via era um bar caindo aos pedaços com um letreiro escrito Levy's Bar, Tyler saiu do carro e deu a volta para abrir a porta do carona, para mim. — Bem, chegamos. Está pronta para a melhor noite sua vida?

– Bem, se eu sobreviver até ela acabar, sim. — falei ao entrar no bar que estava cheio de homens velhos e bêbados jogando sinuca e pôquer.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.