Sacrifices of a Lord

15 O Sacricífio de Dalila


Notas iniciais
Disclaimer: Inuyasha não me pertence. :D
Ficwriter: Shiia-chan
Este capítulo é uma dedicatória toda especial à Rayane Luzes que deve está na sala de cirurgia nesse momento. Minha flor, boa sorte! Que Deus esteja te protegendo! *o*
Uma boa leitura a todos.

Olhar a paisagem melancólica da varanda do terceiro andar do castelo era realmente nostálgico. Tudo ao seu redor era monocolor numa mistura harmônica entre cinza e o branco, as cores predominantes daquele inverno. – Incrivelmente triste e dramático.

Desde que pisara seus pés ali, sentiu-se incapaz de reunir forças para ir embora. Fugir, é claro, para longe, para as Terras do Leste a fim de derrotar Lorde Yuri. Agir como uma grande guerreira e preservar seu orgulho, desafiando as leis yokais e humanas e fazendo o diferencial com sua nova espada Toukijin. Mas, para isso, teria que sair debaixo dos olhos atentos de Sesshoumaru. – Uma coisa quase que impossível.

Um eclipse. – disse baixinho. – Logo chegará pela vila. – suspirou e saiu da varanda indo para o quarto em que estava hospedada.

Satori-sama, a mãe de Sesshoumaru, havia achado o ponto fraco do Imperador Imagawa, mas por mais que Jaken insistisse, ela mantinha o segredo e dizia que na hora certa iria desvendar tudo e pelo andar da carruagem, logo, logo seu querido filho se tornaria o próximo Imperador do Japão. – Bem, esse era os planos dela e não os de Sesshoumaru.

Mais confiante, Sesshoumaru treinava nas madrugadas frias longe das Terras e voltava assim que amanhecia o dia. Seu exército havia ido a outra batalha com as Terras do Leste e logo, ele, o jovem daiyokai, se faria presente a meio a luta, antes do eclipse é claro. – Sempre bem preparado, com sua Bakusaiga muito mais forte!

Por mais que todos soubessem que entre Rin e Sesshoumaru havia algo um pouco instável, ninguém ousava comentar. – Embaralhado de fios vermelhos pelo castelo não eram um problema! – Entre um olhar e outro, dormindo em quartos separados e trocando poucas palavras, fazia todos terem uma pequena alusão. Uma frieza sem tamanho pela parte dos dois, como se eles não se importassem um com o sentimento do outro, e de fato, era uma dura realidade, pois naquele momento o que prevalecia não era os sentimentos e sim a razão, porque estavam em luta, em guerra e isso era uma prioridade naquele momento.

Entre um suspiro e outro e uma virada de olhos, Rin seguiu para fora do castelo. Olhando todos os guardas a vigiando dia e noite. – Droga! Será que não tem nenhuma brecha? – pensou a pobre moça em apuros. Até que ela teve uma idéia genial e com todo o prazer alargou seu sorriso para os guardas... Ela ia brincar um pouco.

Deu as costas em um lindo giro angelical e saiu a passos largos dali! – sorriu triunfante.

Depois de rodear o castelo, Rin viu que alguns servos de Sesshoumaru colocavam alguns barris secos dentro de carroças a fim de ir para o vilarejo para pegar mais água para o castelo. Todos os trabalhadores estavam bastante ocupados e distraídos para perceber que Rin estava se aproximando.

Mas não seria fácil passar por todos e principalmente pelos guardas sem ser percebida, até que teve outra idéia.

Nas entranhas da cozinha Rin conseguiu sem muitos esforços um balde com água benta e alguns trapos que algumas lavadeiras usavam. Primeiramente molhou-se com a água benta para disfarçar o seu cheiro e afastar os yokais de si, já que a água benta incomodava as narinas sensíveis daqueles guardas, depois vestiu os trapos indesejáveis e guardou em outra sacola seu quimono e assim também fez com sua espada.

Como já era noite era muito mais fácil de passar entre eles sem ser notada e antes que colocassem os barris vazios dentro da carroça ela foi mais esperta e pegou um barriu aparentemente sem "dono" e colocou sua espada e suas roupas e cobriu com feno para que ninguém desconfiasse e deixou o mesmo no fundo da carroça. Quando tudo estava pronto, Rin foi puxando o cavalo e a carroça para fora do castelo antes que o verdadeiro dono do cavalo chegasse ali e a descobrisse.

Não foi tão fácil quanto Rin planejava, os guardas acabaram vasculhando tudo dentro da carroça, mas por sorte não viram sua espada e sua roupa, também lhe fizeram milhares de perguntas, porém ela conseguiu se esquivar e por fim sair do castelo sem ser notada.

Depois que estava bem distante dos portões grandes das Terras do Oeste, tirou o capuz que cobria parcialmente seu rosto e procurou pelo barriu com suas roupas. Trocou-se e colocou o capuz com o cheiro da água benta em si, aquilo certamente a ajudaria de alguma maneira. Colocou Toukijin na cintura e tratou de abandonar a carroça antes que a descobrisse.

– Bobos! Acharam mesmo que me prenderiam àquele castelo. – sorriu e logo depois suspirou cansada – Sinto muito, Sesshoumaru-sama, mas preciso fazer isso sozinha!

-x-

No meio da floresta, Inuyasha corria desesperado procurando quase que desesperado pelo cheiro de Kagome. Mas era em vão. Por mais que procurasse, por mais que perguntasse de alguém se haviam visto a Kagome passar ninguém sabia de nada. O cheiro dela não estava no local era como se ela tivesse realmente desaparecido e sumido de vez. – Não, ela não podia ter desaparecido.

– Kagome... Onde você está? – perguntou em delírios.

Por mais que ele procurasse, todos os dias, Inuyasha não conseguia nenhuma pista. Ele chegou ao ponto de ir até o Poço Come Ossos para ver se ela estava lá, mas... Nada encontrava. Sango e Miroku, por suas vezes, preocupados talvez com seu amigo, deixaram seus afazeres de lado na vila e vestiram suas antigas roupas de luta, da época de Naraku, e fizeram de tudo para ajudar Inuyasha em sua busca, Shippou e Kirara também se uniram ao grupo e todos puderam seguir a trilha que levava para as Terras do Oeste, onde o cheiro de Kagome esteve presente pela última vez...

Três dias se passaram e a busca por Kagome não progredia em nada. Ninguém sabia onde ela estava e nem entendiam como Kagome havia sumido tão de repente – logo depois de uma pequena discussão com Inuyasha...

– Inuyasha-kun, não se preocupe, nós vamos encontrá-la. – disse Sango passando a mão nos ombros de Inuyasha. – Tenho certeza que a onde ela estiver certamente ela estará bem.

– É verdade Inuyasha, a senhorita Kagome certamente está bem. Entretanto, vamos continuar nossas buscas. – falou o monge Miroku segurando mais firmemente seu cedro.

– É... Se Inuyasha não tivesse brigado com a pobre da Kagome, com certeza ela estaria aqui e nós não estaríamos passando por isso! – reclamou Shippou cruzando os braços e fechando os olhos.

– O que você disse moleque?! – grunhiu Inuyasha.

– É TUDO CULPA TUA INUYASHA! – gritou Shippou – AGORA KAGOME-SAMA ESTÁ PERDIDA NO MEIO DA FLORESTA.

– CALA A BOCA SEU MOLEQUE IMPRESTÁVEL! – bufou Inuyasha dando um cascudo em Shippou.

– Já chega Inuyasha! Pare de criancice. Estamos numa missão muito importante, que é salvar senhorita Kagome. – ordenou Miroku já um pouco alterado.

– Feh! – Inuyasha bufou mais uma vez, cruzou os braços e saiu andando na frente sem se importar muito.

– Vamos com calma. Talvez seja isso que no inimigo queira... – disse Sango. – Vamos Kirara! – e num gesto rápido, Kirara se transformou em uma enorme gata.

Não andaram muito, logo escureceu. Sango e Miroku aproveitaram para pegar um pouco de lenha, alguns peixes e um pouco de água. Quando retornaram, Inuyasha com ajuda de Kirara conseguiu montar uma fogueira e ali acamparam torcendo fervorosamente para que não nevasse naquela noite sem estrelas.

-x-

Um pouco longe da floresta onde Inuyasha e seu grupo estavam, encontrava-se o castelo sombrio das Terras do Leste. No inverno, a mansão ficava mais sombria principalmente pelos servos zumbis que Yuri mantinha como prisioneiros, porém naquele momento, o que chamava atenção para aquele local não eram os trabalhadores que cavam as redondezas até os confins da Terra e sim a grande fogueira que se fazia presente no pátio principal do castelo.

As correntes estavam pesadas assim com as algemas que prendiam suas mãos atrás de suas costas. Um grande capuz vermelho cobria seu rosto, além das correntes presas em seu pescoço e em seus tornozelos, o quimono não passava de um pedaço de trapo velho meio amarronzado que ia até metade dos joelhos, era uma roupa rasgada, remendada, velha e suja, deixando-a mais parecida ainda com uma prisioneira que ela era.

Um dos guardas a empurrou mandando-a andar de presa até seu encontro com a morte e assim que chegou a fogueira um dos guardas tirou-lhe as correntes e aprisionou-a no poste de madeira e vendou seus olhos. Aquela certamente não era uma noite muito boa, logo nevaria então todos teriam que ser rápidos e acabar logo com aquele sofrimento.

Mesmo tão escuro e sombrio Yuri fez questão de montar uma assembléia ali no pátio de seu palácio. O imperador Imagawa e seu conselheiro estavam lá, Yuuki e sua refém também assistia ao espetáculo além dos servos, Soounga e o próprio Lorde daquelas Terras viam e ouviam tudo que estava se passando ali. Não que a morte da moça era para acontecer, mas a traição era algo imperdoável e isso era irrelevante, podia ser frieza, mas era altamente necessário o sacrifício de Dalila.

– Diga, minha doce Dalila. Qual é o seu último desejo? – perguntou o imperador perante a acusada.

– Não façam nada com Hime-san! – suplicou. – Ela não merece esse ato de covardia! – completou em prantos. – O que vocês ganharão com isso? Por favor, não machuquem Hime-san! – ela chorou em piedosas lágrimas.

– Guardas... Corte-a cabeça! – ordenou o Imperador – E depois, queimem o corpo de Dalila.

– NÃO! – gritou Kagome – Por favor, não faça isso! Ela não merece sofrer tanto!

– Cale-te! – ordenou Lorde Yuri – Você não faz ideia do que Dalila fez. Ela nos traiu e se bandeou para o lado inimigo e isso é imperdoável.

– Não, não, não... – suplicou Kagome.

– Yuuki! Leve-a para o porão, para cela antiga de Dalila. – ordenou Yuri apontando o caminho.

– Sim, meu senhor! – respondeu o caçador de recompensas arrastando a moça pelos cabelos já que suas mãos estavam presas.

– Não, não! Eu fui enganada! O que vocês querem comigo? Solte-me Yuuki! Solte-me! Por favor, o que está acontecendo? INUYASHA! SOCORRO! SOCORRO INUYASHA! – gritava Kagome em pânico enquanto era levada até o porão.

Yuri voltou sua atenção novamente para Dalila que ainda estava com os olhos vendados e soluçava bastante. Agora era a vez dele se aproximar e saber qual era o último desejo de sua querida Dalila.

– Diga, o que uma yokai como você fez para se deixar levar pelos encantos, por ternura e meiguice de uma simples humana? – perguntou irônico Yuri – Qual é o seu último desejo?

– Lorde Yuri, eu sei que nada que eu diga fará com que eu fique impune sobre meus "crimes", também não lhe responderei em qual momento exato trai a confiança de todos, quando percebi que já estava envolvida na situação.

– Esse é seu sacrifício por deixar Rin-sama fugir? – perguntou Yuri. – Você não sabe fazer escolhas Dalila. Você não é confiável, traiu a mim e ainda por cima traiu a sua doce Hime-san no último segundo. – riu o Lorde – Seu destino é morte.

– Se for para morrer por Hime-san então pode arrancar minha cabeça e atear fogo ao meu corpo, eu não ligo... Qualquer coisa a gente se acerta no inferno, Lorde Yuri. – rangeu a cobra yokai.

– Que assim seja... – se afastou o senhor das Terras do Leste – Arranquem a cabeça! – ordenou ficando perto do imperador Imagawa. – E queimem o corpo!

Em um golpe rápido um dos soldados sacou sua espada e cortou sem dó e nem piedade a cabeça de Dalila deixando que a mesma caísse ao lado de seu corpo, logo depois jogou uma substância inflamável em algumas palhas que tinham ali e começou a fazer uma grande fogueira, saindo do local levando somente a cabeça da yokai cobra de nome Dalila, a princesa do Paraíso. Com muita rapidez a fogueira consumiu toda madeira e toda palha que ali tinha, além do corpo de Dalila sendo cremado no pátio principal do castelo.

O soldado aproximou-se de imediato do Lorde daquelas Terras e entregou-lhe a cabeça da moça que agora descansava em paz no inferno. Yuri por sua vez sorriu e pegou pelo cabelo a cabeça que ainda tinha sangue fresco em seu pescoço. Sem se despedir do Imperador e sem falar nada, Lorde Yuri seguiu até a escavação que estava tendo em suas Terras, olhou os operários zumbis que trabalhavam arduamente e sorriu maleficamente.

– Souunga, eis aqui um dos sacrifícios... – riu maleficamente soltando a cabeça de Dalila no meio da grande cratera que havia ali e de forma misteriosa a cabeça sumiu entre o barro e a lama que se tinha ali.

Não demorou muito, as nuvens cobriram o céu negro e bem lentamente os flocos de neve começaram a cair... Trazendo consigo uma brisa fria, apagando todas as fogueiras da floresta...

Rin olhou para o céu sem lua e sem estrelas, sua pequena fogueira havia sido apagada e torceria muito para que uma tempestade não acompanhasse aquela pequena nevasca – suspirou – não, ela não queria morrer congelada! Tratou então de ajeitar o quimono e o capuz em sua cabeça e saiu andando pela floresta apenas com uma tocha que acabara fazendo. Iria procurar uma caverna e quando amanhecesse voltaria para sua jornada e lutaria contra Yuri.

Me aguarde...

Notas finais
Nota da Autora: Mais de um mês depois... Eu resolvo aparecer... Desculpa meu povo eu estava com um bloqueio feio... Inicialmente era pra ter 15 páginas, mas o capítulo ficou horrível e fiz tudo de novo... Redução drástica! HAHAHAHAHA compensarei no próximo capítulo.
Se puderem, deixem reviews, se não...
Beijos & Abraços
Shiia-chan