Sacrifice

3 Uma Droga de casa nova.


Notas iniciais
u.u

Me virei rapidamente, os músculos do meu corpo estavam tensos, com o susto. Olhei para o homem sentado confortavelmente na cadeira, me olhando divertido.

– que foi? – ele continuou sorrindo – só estava comentando.

– cala essa boca connor – falei enquanto colocava minha neceasse no lugar, e fechando tudo.

– esta pronto? — perguntei colocando a mala no chão.

– sim senhora – connor deu seu melhor sorriso – está pronta soldado St’clare ?

Olhei para meu melhor amigo, com seus 1,80 metia medo em qualquer um, mas suas feições de anjo, seu cabelo loiro cacheado que iam ate a altura dos olhos azuis gelo, era o que realmente o tornava tão bonito, mesmo com a pequena cicatriz que atravessava suas grosas sobrancelhas.

Bati continência.

– positivo comandante mason – voltei a normal sorrindo – vamos connor ou nos deixaram aqui.

Olhei em volta, eu havia passado toda minha vida aqui, era estranho deixar tudo de repente, e pior ainda ver que tudo cabia exatamente numa mala pequena. Meu minúsculo quarto parecia tão vazio me minhas coisas. Não que fossem muitas.

– Ei – connor me atirou algo pequeno, que peguei por reflexo – esqueceu isso.

Olhei para o pequeno dispositivo, um flops, que quando ativado poderia conter uma foto ou vídeo, acionei o botão, um holograma meu com connor e gabriella se projetou na minha frente, deveríamos ter uns 15 anos naquela foto, estávamos sorrindo e nos espremendo para que coubéssemos todos na foto. Nossa única foto.

– obrigada – murmurei, guardando o dispositivo no bolso –vamos.

Caminhamos em silencio pelos corredores do dormitório, eles eram imensos e todos marrons, numa tentativa vã de alguém para trazer um pouco de calor para dentro, mas eles estavam tão manchados pelo tempo e tão sujos que toda a aura alegre que eles poderiam ter um dia transmitido haviam ido embora. No caminho encontramos outros estudantes fazendo a mesma coisa que nos.com suas malas cinzas nas mãos. Olhei em volta.

– vou sentir saudades desse lugar – murmurei mais para mim do que para connor.

Ele colocou os braços em minha volta.

– é eu também.

Sabia exatamente porque me sentia assim, apesar de ser horrível e de todas as coisas ruins que ocorreram aqui, esse era o único lugar que realmente podíamos chamar de lar, sabíamos exatamente o que aconteceria se quebrássemos as regras ou não cumpríssemos os deveres, mas lá não, não sei como é ou o que vai nos acontecer, é como um tiro no escuro.

Passamos pelo jardim quem algum dia poderia ter tido flores e vida, agora ele era só um monte de terra seca e morte com aparência gótica e deprimente. Logo após nosso suntuoso jardim, havia a pista das agulhas, chamávamos nossas aeronaves assim pela sua forma esguia e metálica, elas eram enormes chegando a ter 26 entradas. Éramos divididos em ordem alfabética me despedi de connor que foi para a fila dele a “M” e eu fui me encontrar com gabriella na nossa a “S”.

Gabriella me esperava com um olhar impaciente.

Sorri.

– que foi dessa vez?- questionei.

– o connor foi te ver não foi ?- Ela franziu a testa – ele não passou no meu quarto.

Revirei os olhos.

– calma ruiva, no vamos para o mesmo lugar lembra?- coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha – vamos nos encontra no dormi...

“fila “S” por favor se dirigir a aeronave.” Uma voz mecânica me interrompeu.

Deixamos nossas malas no setor de bagagem e nos dirigimos a plataformas circulares que nos levaram direto para as enormes portas da aeronave. Sentamos na ultima fileira, esperando a entrada o resto do pessoal e dos professores, o silencio era perturbador, ninguém falava, o nervosismo era geral.

Quando a aeronave decolou olhei pela janela admira, sempre quis saber com era o mundo fora daqueles portões, assim que passamos pela placa de proteção nossa aeronave foi coberta por uma camada fuligem, ....... já ouvi historias sobre o mar, de suas varias tonalidades entre o verde e o azul, mas assim que olhei pela janela a única coisa que vi era negro, o mar inteiro, por toda parte estava preto, pelos anos sento violado e recebendo poluição, acho que já vi um único peixe, um livro de historia, eu acho, estava tentando me lembrar de suas cores, quando senti uma cotovelada.

– olha Amanda, – gabriella gritou apontando — Castelli.

Senti meu coração apertar, agora era totalmente inevitável dizer que uma nova vida estava a caminho.

Notas finais
até a próxima :)comentem pleace