Sacrifice

21 Sacrífice !!!


Notas iniciais
Oie pessoinhas lindasss....eu estou postando hj por que acho que só vou poder postar de novo na quarta...mas vou tentar colocar antes...
Gente, de coração, agradeço os 66 comentarios, eu leio eles com muito carinho, eu queria só uma recomendação para ficar perfeito, mais como ainda não estou merecendo, beleza hahahaha booa leitura....

O sol entrava impiedosamente pela camada fina das minhas pálpebras tateei o colchão em busca de outro corpo, nada.

Abri os olhos, nicolae estava sentado de pernas cruzadas, reavaliando o mapa, ele estava apenas de calças, não tinha tido a oportunidade de ver suas costas, fiquei totalmente chocada com a enorme cicatriz que ia de seu ombro esquerdo ate a parte direita do seu quadril, me aproximei devagarinho e abracei suas costas.

- acordou cedo – murmurei.

- acho que nem cheguei a dormir – nicolae se virou para mim e beijou meu queixo.

- isso significa que já fazem três noites que você não dorme? – franzi a testa.

- alguém precisava ficar de vigia.

- eu poderia ter feito isso – briguei – também fui treinada para isso.

Ele me deu um sorriso torto.

- eu sei, só que você trabalhou muito a noite passada.

Senti meu rosto ficar vermelho imediatamente, e tive a plena consciência de que estava completamente nua, a noite ele me tocou mais não podia me ver completamente como agora. Peguei meu uniforme com a cabeça baixa, fazendo meu cabelo cair no meu rosto, mais fui detida no meio do caminho.

- fiquei assim – nicolae me olhou maliciosamente – se eu morrer, e um filme sobre minha vida passar na frente dos meus olhos, quero ver você assim.

Continuei com a roupa sobre o corpo, então ele me puxou para seu colo. Me senti bem ali, como se eu tivesse sido feita para encaixar exatamente entre seus braços.

- o que ouve com suas costas – murmurei.

Senti meu corpo se endurecer com a tensão, esse não era um assunto bem vindo, me arrependi imediatamente de ter feito a pergunta.

- não precisa responder se não quiser – acrescentei rapidamente.

Ele enfiou o rosto em meus cabelos.

- aconteceu quando eu era pequeno, na noite em que meu pai morreu.

Depois disso ele ficou em silencio, sabia que ele não falaria mais nada.

Me aninhei em seus braços, não sei exatamente quanto tempo passei ali, só me lembro de sair com um barulhinho constante avisando que a hora chegara.

Me vesti rapidamente, estava prestes a colocar a calça quando me virei e nicolae estava me olhando.

- pare com isso – ralhei.

Nicolae veio ate mim e me abraçou.

- você tem cheiro de tulipas, mais não qualquer tulipa, você tem cheiro de tulipa roxa.

- nunca senti o cheiro.

- não se preocupe – ele pegou a mochila – qualquer dia desses eu te mostro.

- isso supondo que sobrevivamos – sorri amarelo.

Nicolae se afastou e olhou em meus olhos.

- me dê sua paixão, me dê sua fúria e farei dela a arma que corta tudo que estiver em seu caminho, eu prometo que nada te fara mal, enquanto eu estiver entre eles e sua liberdade, pois você ficar segura é o que eu mais quero.

Um sorriso involuntário brotou de meus lábios.

- que lindo, de verdade.

- meu pai costumava dizer isso a minha mãe – ele me beijou de leve – acho que tinha um significado para eles, mas agora teremos o nosso.

Fiquei na ponta dos pés e puxei seu pescoço para baixo, ele rio e se abaixou dessa vez o beijei de verdade, sentindo sua língua na minha, mordi seu lábio inferior e puxei devagar.

- temos que ir – ele sussurrou na minha boca.

Me abaixei e peguei minha mochila sorrindo, desfizemos a barraca e subimos a duna novamente, o sol estava preguiçoso lá em cima, me deixando meia preocupada com as possibilidades, havíamos passado o mapa e concluímos que eles deixariam Denise na caverna de um dos chefões, que eram três de acordo com as contas de nicolae, então tínhamos três cavernas para checar e torcer para não chamar atenção.

Entramos no acampamento com armas a postos, havia fendas por todos os lados, e tinha sempre aquela impressão de ter olhos te observando.

- vamos nos separar – propus – assim teremos mais chance de encontra-la rapidamente.

- eu não acho uma boa ideia.

Olhei bem para ele, apesar da falta de altura, deixei bem claro que era tão treinada quanto ele.

- tudo bem — nicolae respondeu a contragosto – cuidado.

Entrei na primeira caverna devagar, parecia que cada mínima pedrinha era um estouro de fogos lá dentro, inverti meu capacete para modo noturno para que pudesse enxergar melhor no escuro.

Prendia a respiração, a caverna era enorme, e no fundo dela, uns quinze a vinte leviatãs, estavam deitados, dormindo. Não dava para ver daquela distancia se Denise estava ali, não queria me aproximar então subi numa das pedras para ter uma visão mais ampla do local. Fiquei feliz e decepcionada ao contatar que ela não estava ali.

- eu a encontrei – a voz de nicolae encheu o capacete me assustando – vamos sair pelo desfiladeiro, nós encontre lá.

Já? Mais seria rápido assim?

O que será que ele fez para conseguir tira-la de lá tão rápido. Estava descendo devagar quando meu coração parou de bater, nunca pensei que uma pedrinha pudesse fazer um barulho tão grande ao quicar dentro de uma caverna, ouvi os silvos sendo acordados, já era, comecei a correr, eu tinha que chegar a luz do sol.

O barulho amentou, aqueles que estavam na caverna começaram a fazer barulhos ensurdecedores e mesmo não falando a mesma língua sabia que estavam pedindo ajuda, não demorou para a resposta vir. Pude ouvir os mesmo grunhidos e estalitos vindo praticamente de todo acampamento.

Cheguei ao lado de fora praticamente bufando, o ar entrava pesadamente em meus pulmões. Corri para perto das rochas quando lanças começaram a ser lançadas da escuridão da ceverna.

- Amanda você esta bem ?- nicolae perguntou pelo comunicador.

No fundo ouvi Denise gritar, e por incrível que pareça fiquei feliz ao ouvir a voz dela.

- estou bem – notei o caminho que eles haviam tomado, não era bom, eles iam precisar de uma pessoa ajudando por cima – vou subir o rochedo.

- o que? Não venha já para cá foi má ideia nos separarmos – ele ralhou.

Sua voz estava entrecortada, então sabia que ele estava lutando, aquela caverna na qual entrei poderia ser como uma casa de família, mas os guardas daqui se arriscariam na luz do sol, mesmo com o risco de se queimarem.

- vai precisar de ajuda pela retaguarda – comecei a subir — vou atirar aqui de cima, se eles já tiverem subido vocês dois serão alvos fáceis. Cortei minha mão sobe a luva varias vezes mais continuei subindo ate estar a uns vinte metros de altura, havia três guarda já se preparando para atacar nicolae, o desfiladeiro era o caminha mais curto para sair dali, mais fora uma péssima ideia, acabei com eles por traz, dois com a arma e o outro com um punhal que havia em minha cocha. Continuei correndo em direção ao desfiladeiro olhando para baixo, a procura deles, matei todos que estavam em meu caminho, sem perder muito tempo com eficiência, estava mais preocupada com a rapidez.

Quando finalmente os encontrei me deparei com Denise encostada contra a montanha e nicolae enfrentava doze soldados de uma única vez, eu nunca o tinha visto em ação, ele parecia uma pantera, sensual e veloz, não que seja hora de reparar nisso. Apontei minha arma em sua direção, tinha derrubado três quando senti uma presença pelas minhas costas, me virei rapidamente, com a arma preparada. Nada, caminhei devagar, meio agachada, havia pegadas perto de uma pedra meia curvada, que daria sinceramente para um leviatã ficar abaixado sem ser pego pelo sol, contornei a pedra e o que encontrei me intrigou, parecia ser um leviatã filhote, pois era bem menor do que os outros, ele estava abaixado e tremia violentamente com as mãos enormes sobre a cabeça. Apontei minha arma para sua têmpora.

- nunca te disseram que a curiosidade matou o rato garoto ?

- me...me desculpe....- arregalei os olhos, ele falava minha língua, fui pega de surpresa, a voz dele tinha chiado e estalitos profundos, mas ainda sim era minha língua – não estamos...eu não estou aqui por mal...eles só vão se defender.

Me peito doeu, meu dedo parecia ter travado no gatilho.

Nicolae me chamou pelo comunicador.

- mato você outro dia garoto.

Corri em direção a beirada da montanha me chingando internamente, ele iria me atacar por traz, voltei a pedra, o menino sumira. Eu estava prestes a continuar com meu ataque de cima quando tive a visão que me embrulhou o estomago. Duzentos ou duzentos e cinquenta leviatãs se aproximavam com lanças a postos, nunca pensei que eles fossem tantos, nicolae e Denise seriam encurralados, nunca sairíamos dali, eles iriam direto para o desfiladeiro...a menos.... meus coração começou a bater mil por segundo, era isso.

- nicolae vocês precisam sair dai – gritei – tem mais deles vindo.

- onde você esta?

- eu estou bem- respirei fundo – tem mais deles vindo, muito mais, não vamos conseguir, mais vocês dois podem.

Senti que queria chorar mais eu não seria fraca.

A resposta dele demorou a vir.

- nem pense nisso Amanda eu não vou sem você.

- escuta — gritei furiosa – Denise não me seguiria a lugar algum, eu provavelmente mataria ela no deserto, eles estão chegando — olhei de novo, agora pareciam mais – eles vão precisar de uma distração, serei essa distração, não se preocupe eu alcanço vocês.

- mentira.

Agora sim eu estava chorando.

Levantei minha arma para cima e deixei o gatilho apertado, riscando o céu com raios gama.

- Amanda não — ele berrou.

- esse é o meu sacrifício – murmurei – me dê sua paixão, me dê sua fúria e farei delas a espada que corta tudo em seu caminho, ninguém tocará em você enquanto eu estiver entre eles e sua liberdade.

Peguei as bombeadoras que estava na minha cinta e joguei no chão com força, senti meu dedo queimar sobre a arma e a larguei no chão, droga estava sobrecarregada, respirei fundo e peguei a adaga longa em minha cocha.

— Amanda – a voz de nicolae chegou para mim como um sino leve.

- leve-a embora nicolae – sorri ao constatar que eles estavam vindo em minha direção – corre.

Nós três não conseguiríamos sair daqui, mais eles sairiam, eu havia sito treinada minha vida inteira para proteger a princesa, esse era meu dever, meu legado, meu sacrifício.

- podem vir – gritei para o exercito a minha frente – vamos ver se vocês sangram.

Notas finais
E ai o que acharam?
não se esqueçam, eu acho que vou ter que viajar e se rolar só vou poder postar na quarta,:( não me abandonem!
Ai esse Capitulo é... ???