Sacrifice

12 Ninguém encosta na minha pequena!


Notas iniciais
Minhas lindas leitoras fantasminhas, pooor favor, preciso saber o que vocês acharam desse capitulo em especial tá?! bj!

Eu estava no céu, flutuando, me sentia leve e bem. Não, bem não, eu sentia dor, muita dor, minha cabeça latejava, e não flutuava, apenas não conseguia sentir meu corpo. Mas sabia que estava no céu, pois tinha um anjo me chamando, só que ele estava triste, ele estava gritando comigo, chamava eu nome... e sacudia meu corpo. Por que o anjo estava aflito? Não gostava de vê-lo assim.

- Amanda – ele gritava – por favor acorde.

Meus olhos estavam embaçados, minha cabeça girava, abri os olhos.

- nicolae? – perguntei baixinho

Ele estava debruçado sobre mim e sacudia meu ombro, o que piorava a situação.

- que ouve? – ele murmurou – está machucada? O que ouve com sua boca? Está sangrando. Por favor está me deixando preocupado.

Grunhi baixo, não conseguia falar.

Ele me puxou, pelos braços, Tentando me colocar de pé. Gritei alto e minhas pernas cederam no momento em que colocou a mão em minhas costas.

- Amanda?

Minha cabeça estava zonza de novo, não gostava de parecer fraca, ou vulnerável.

- Amanda – sua voz estava diferente, doce – quem fez isso com você?

Tentei umedecer minha boca seca, mais isso apenas trouxe o gosto do sangue de Vincent para minha boca, me enojando mais ainda da situação.

- eu vou mata-lo – a voz de nicolae estava carregada ódio.

Abri os olhos rapidamente, o que fez a sala se agitar um pouco. Mais não entendia, será que ele podia ler mentes.

Antes que conseguisse proferir uma única palavra, ele se levantou e saiu.

Não, gritei na minha cabeça. Nicolae não podia falar com ele, ou poderia acabar mal.

Rangi os dentes e forcei meu corpo a se levantar. Abri a segunda porta, me apoiando na parede.

Cai assim que entrei na sala de treinamentos.

Era impressão ou a sala estava mais escura? Talvez fosse minha visão.

- Vicente – nicolae rugiu – que merda foi aquela?

Olhei para cima, Vicente estava em um dos bancos, com uma menina loira, uma aluna.

Ele levantou a cabeça e sinceramente parecia amedrontado.

- saia – nicolae apontou para a porta – agora.

Tive um leve vislumbre dela saindo.

- o que foi nicolae? – a voz de Vicente saiu meio nervosa – precisa de algo?

- preciso- falou furiosamente – quero saber por que tocou na minha aluna?

- por que? – perguntou Vicente debochado – você queria tocar nela primeiro? Pode deixar eu não fiz muita coisa não, pode ficar com ela a noite toda.

Senti meu coração se quebrar e partir. No exato momento em que vi o punho de nicolae indo em direção ao rosto de Vicente, ele caiu no chão com a força com que ele bateu. Ele foi para cima de Vicente quase descontroladamente, ele não queria conversar, então simplesmente Nicolae foi para cima dele com puro ódio, batendo uma, duas três vezes com uma força quase animal, mais é claro que não deixava de ser sensual, mesmo com o punho sujo de sangue do homem quase desacordado a sua frente.

- encoste nela de novo e arranco sua cabeça com minhas próprias mãos seu violador – gritou se preparando para uma nova sessão de murros.

- nicolae – gritei – pare.

Senti as lagrimas encherem meus olhos, por que ele estava agindo assim?

Ela pareceu me notar quando falei com ele, estava ficando escuro de novo.

Tive a sensação de ter sido levantada. Um grunhido escapou dos meus lábios antes que pudesse me deter.

Acordei sentindo algo gelado em minha testa. Abri os olhos, nicolae estava sentado do meu lado na cama, seus olhos eram gentis e preocupados, sem qualquer traço da raiva anterior.

Olhei em volta, esse lugar era idêntico ao meu quarto, mais havia algo diferente.

- É o meu quarto – ele respondeu minha pergunta mental – você precisa de alguns medicamentos.

Concordei de levinho.

- consegue se levantar? – nicolae questionou.

Tentei colocar meu peso sobre o braço, para dar o impulso de me levantar, falhei miseravelmente. Com minhas costas me fazendo arfar.

- shiii... tudo bem – ele se levantou e desapareceu no banheiro – não precisa se levantar.

Voltou instantes depois, com uma pequena bandeja contendo um tubo preto, uma vasilha com água, uma tesoura e alguns panos brancos.

Franzi o cenho.

- o que é isso?

- fique quieta – ele ralhou – se não vai se machucar de novo.

Ele pegou um dos panos molhados e passou sobre meus lábios.

- não está machucado – nicolae se aproximou do meu rosto me fazendo prender a respiração – de onde veio o sangue?

Ruborizei- me.

- mordi Vicente – falei baixinho – ele tentou me beijar.

- ele fez o que? – suas narinas se dilataram.

Ele estava furioso, mas demonstrava uma frieza glacial. — se ele encostar em você de novo Amanda, não interessa o motivo, e fazer com que se arrependa de ter nascido.

Estremeci inteira, porque acreditava nele. Estava estampado em seu rosto. Marcado no seu tom de voz. Na energia que ele exalava e na sua determinação absoluta. Ele não era um moreno perigoso só por causa do visual. Nicolae era um homem que conseguia o que queria. A qualquer preço.

— Não vale a pena gastar tempo e esforço com ele.

— Por você, vale. E muito. O que for preciso.

- não se preocupe – falei rápido demais, com o coração acelerado, com a resposta dele – mordi ele de um jeito que não vai esquecer tão rápido.

Senti uma fisgada com o movimento. Ele notou no meu rosto.

- vou precisar que se sente – nicolae disse – tenho que cuidar das suas costas.

- como vai fazer isso?

- apenas deixe que eu cuide de você – ele sorriu de um jeito que faria qualquer garota se sentindo a pessoa mais sortuda do mundo.

Me levantei, com dor, com meus nervos gritando para mim, tirei meu cabelo do caminho, fechei os olhos pois tinha acabado de descobrir o motivo da tesoura, no momento em que minha blusa foi cortada. Meu rosto ficou em brasas quando ele desabotoou meu sutiã.

Senti a água alisando minhas costas, era quase como sendo um alivio para a queimação do corte.

- preciso te explicar uma coisa – nicolae falou roucamente atrás de mim – isso não é um corte comum como você já deve ter sentido, se fosse sarar naturalmente, poderia demorar até anos para melhorar totalmente por causa do veneno que contem na lamina, o proposito dela, é causar dor. Esse produto pode melhorar quase instantaneamente, mais vai doer, doer muito.

— tudo bem – concordei.

Ele passou o pano cuidadosamente em cima do corte, senti um calafrio me correr a espinha, mais sinceramente preferia me concentrar na dor, do que no fato de estar quase seminua no quarto, do homem mais gostoso do mundo.

Senti seu hálito quente soprando cuidadosamente em minhas costas, me dando uma sensação gostosa no corpo, como um fogo se alastrando em todo lugar que ele tocava.

- vai te dar uma sonolência – ele sussurrou.

Fechei os olhos feliz, nicolae me ajudou a deitar de lado, pude sentir seus braços se tencionando pra me colocar de lado, e me cobrir levemente, escondendo minha nudez. Ele pegou o que restava da minha camiseta.

- durma pequena, você precisa. Vou arrumar algo para você vestir. – em seguida ele saiu.

Sinceramente me senti inebriada, o cheiro dele estava em todo lugar, no colchão, nos travesseiros, no lençol, tudo cheirava a loção pós-barba e a nicolae, com seu jeito todo pessoal. Senti sua mão acariciando de leve meu braço, e sorri, ele era muito diferente do que eu imaginava, e gostei desse nicolae, mesmo que ele tivesse me assustado um pouco, gostava desse seu jeito carinhoso

Notas finais
E ai?
o que acharam??
me digam por favor... porque vem tempestade por ai. hahaha
Mil beijoos