Sacrifice
16 Começa o jogo...
Notas iniciais
Tudo ficou vermelho, senti gosto de sangue no fundo da garganta. Fechei os olhos com força para recuperar o equilíbrio, a bola estava em minha mão, eu já estava treinando a uma semana, e era perfeitamente capaz de pega-la agora, mas não quando aquela coisa bate no seu peito.
Olhei para cima, nicolae parecia preocupado, reuni minha força e lancei a bola para frente, impulsionando-a ate nicolae, que a pegou com as duas mãos.
- você esta bem? – ele gritou de lá de cima.
- sim – respondi secamente – lança de novo.
Nicolae pareceu meio em duvida, mais mesmo assim lançou a bola. Em meio a essa semana, e ele havia tentado me persuadir a desistir, e tentado convencer a princesa a desfazer esse desafio, alegando que que era totalmente ridículo e sem nem uma utilidade, mas não deu muito certo, eu nunca me daria por vencida e Denise nunca deixaria de me torturar.
- Amanda já chega.
Olhei para cima, ele já estava descendo as escadas.
- não – praticamente gritei – acabamos de começar.
Nicolae verificou o relógio – já estamos nessa a quase 2 horas e meia.
Ele se aproximou de mim e me entregou um lenço.
- sua boca está sangrando.
Franzi o cenho, não me lembro de ter machucado a boca hoje.
- obrigada.
Ele balançou a cabeça de leve.
- sabe, eu sei que vocês não se dão, mas preciso que fique com a princesa hoje, a rainha não está se sentido bem e quer que eu vá vela.
Tai uma coisa não muito normal.
- tudo bem –limpei a boca – pego ela depois do treino.
- leve uma roupa leve.
- por que?
Ele sorriu de leve.
- porque vai passar a noite com ela.
Merda.
- isso é piada? – controle-se Amanda – desculpe, tudo bem.
- você esta melhorando – nicolae parecia impressionado – gostei disso.
Sorri amarelo, sentia que estava fingindo, mais era meu dever proteger aquela criatura insuportável, e deveria aproveitar o máximo de tempo esse ano, porque quando me formasse, passaria vinte e quatro horas da minha vida ao lado dessa garota mimada.
- arrume- se agora, e nos encontramos no quarto dela, não a deixe sair por nada ok?!
Concordei com a cabeça, seria legal proibi-la de sair caso ela tentasse.
Fui para o quarto, havia sido uma semana puxada, Denise vinha quase todos os dias para ver como estava meu treinamento, ela estava tão convencida de que eu fracassaria que mandará cancelar meus outros treinos em grupo, para que eu pudesse treinar somente o seu desafio.
Quase senti vontade de gritar, mais ela não valia a pena, era o que eu repedia para mim mesma todos os dias, em que ela chegava com aquele olhar de deboche agarrando nicolae, e beijando-o como se quisesse que eles entrassem um dentro do outro.
Tomei um banho rápido, e vesti uma roupa mais quente para minha futura noite de vigia, escovei os dentes e quase levei um susto quando vi minha boca, estava inchada, com um hematoma roxo quase preto, me assustei, realmente não me lembrava de ter batido a bola no rosto. Peguei a maquiagem e escondi o hematoma completamente, depois disso fui direto ao quarto dela.
Sempre que me deparava com aquela porta ficava admirada com a beleza dos detalhes. Bati na porta de leve.
Uma garota baixinha, de cabelos muito pretos veio abrir, ela seria claramente menor se não fossem os saltos enormes que ela usava. Seus olhos castanhos tinham a mesma aura mimada que todos da realeza possuíam.
Denise estava sentada na cama acompanhada de outras três meninas. Elas estavam cada uma sendo arrumada por uma criada, e nicolae estava em pé, encostado na parede de um jeito soturno.
- princesa – abaixei levemente a cabeça.
Ela nem sequer se virou para mim, continuou prestando fixa atenção em suas unhas que eram feitas na sua frente.
Nicolae veio ao meu encontro.
- tome cuidado, não faça bobeira e tome cuidado.
Concordei fraquinho.
- elas vão ficar aqui? – perguntei baixinho.
- vão – ele levantou uma sobrancelha – tudo bem?
- claro.
Eu estava presa em um quarto com uma garota que eu odiava e outras quatro garotas amigas dela, durante uma noite inteira, e em menor numero. Com certeza, esta tudo bem.
Me apoiei na parede que perto da janela, de modo que podia velas perfeitamente bem, e ainda conseguia me manter distante. As horas foram se passando e o tratamento de beleza acabou, as serventes pediram licença e se retiraram, as meninas se prontificaram a permanecer na cama falando mal do que me pareceu ser o resto de toda a realeza. Meu corpo estava rígido, mas não me movi, liguei o modo automático permanecendo com meu olhar para janela artificial.
- ... ah...Amanda — a voz de Denise saiu quase doce – será que você poderia pegar algum lanche para nós?
Respirei fundo.
- claro.
- ótimo – uma menina ruiva claramente falsa sorriu – quero um espumante e alguns docinhos, menos de amendoim, sou alérgica.
- então pode ser isso pra todas não é meninas? – a princesa perguntou soprando as unhas.
- pode – quase responderam em uníssono.
Me prontifiquei a ir a despensa do quarto. Sim ela tinha uma despensa particular, coloquei numa bandeja, algumas caixas com trufas, e taças de cristal para a bebida.
Coloquei tudo em cima de uma plataforma, e depositei ao lado da cama, voltando para o meu lugar.
- espera – Denise chamou – não vai servir?
Não, não sou sua empregada minha mente gritou.
- tudo bem – sorri.
Preparei a plataforma em quatro, para que cada uma tivesse sua própria plataforma contendo as trufas e o espumante. E empurrei levemente em direção a cada uma.
Elas recomeçaram a conversar e me ignorar o que era realmente bom, voltei para meu lugar, minha barriga estava doendo com o encontrão que havia dado na bola. Me mexi meio desconfortável.
- droga, meu pé esta sujo de chocolate, quem fez isso – a baixinha que atenderá a porta questionou.
Ninguém respondeu, de repente todas começaram a rir, como se tivesse uma piada particular naquilo.
- como ainda se lembra disso? – Denise perguntou rindo – está tudo bem, Amanda pegue um pano e limpe o pé de Ámber.
O Que? Isso era uma piada, só podia. Continuei no meu lugar. Ela deve ter se referido a mim umas duas ou três vezes mais antes de se levantar e vir ao meu encontro.
- Amanda? – ela estralou os dedos em frente ao meu rosto – está me ouvindo?
Virei o rosto em direção a ela.
- sim, majestade.
- então obedeça – ela notou minha mão sobre a barriga – ou ainda não esta forte para ficar se mexendo muito? O que foi? Está meia fraca por causa do treino.
Minha visão se escureceu completamente, tive a vaga impressão de ter algo sobre meus dedos.
- não sei princesa, o que você acha?
Minha visão voltou como um tapa na cara, eu estava a uns 100 metros da onde estava a 2 minutos atrás, segurando Denise pelo pescoço a 30 centímetros do chão, eu a sustentava com uma única mão. Ótimo estou estrangulando essa vaca, ai meu Deus, estou estrangulando a princesa.
Eu a soltei, e ela caiu no chão tossindo violentamente. Tentei chegar perto dela, mais senti mãos me segurando com força. Havia três guardas dentro do quarto, e as amigas dela estavam na porta, denunciando quem os havia chamado.
- soltem ela – Denise disse com a voz rouca – agora.
Eles me soltaram. droga, não era assim que planejava me vingar.
- Denise – sussurrei – foi sem querer.
- se ajoelhe – ela ordenou.
Já estava no chão antes dela terminar a frase, não por livre e espontânea vontade, um dos guardas golpeou meu flanco, me fazendo cair.
- pelo que me parece, você é realmente forte não é – sua voz estava arranhada – parabéns você passou no desafio.
O que? Eu tinha estrangulado ela, e o que Denise notou foi minha força?
- Você passou no meu desafio, porque além de soldado, você faz o que eu mando, se eu quiser que você limpe meu quarto você obedece, se eu quiser que me de comida na boca, você obedece, se eu quiser que você salte pela janela você obedece – a cada nova condição sua voz aumentava – saiam – ela disse para os guardas.
Eles hesitaram um pouco, mais se foram.
- não vou contar isso para nicolae, se essa é sua preocupação – Denise bebeu o resto do espumante – Só que a cada dia, a cada hora que você estiver comigo, vou ter o prazer de mostrar para você a nossa diferença, eu sou da realeza, você é da ralé, esse é o grande abismo que nos separa, que me torna incrível, e te torna uma empregada. Sabe por que? – ela se abaixou e sussurrou no meu ouvido – porque você obedece.
Passei a noite inteira Denise e as amigas continuaram a me ignorar, ar meninas se ocuparam a cuidar do pescoço dela, que estava avermelhado, mais eu tinha certeza, que essa historia não iria acabar tão rápido.
Na manhã seguinte havia quatro garotas dormindo numa cama, e eu estava contando os segundos para ir embora.
Nicolae chegou parecendo abatido, podia jurar que seus olhos estavam vermelhos e quase triste. Mais assim que ele me viu me olhou tão friamente, como sempre.
- bom dia, ocorreu tudo bem?
- sim, claro – sorri amarelo – posso ir?
- pode – ele olhou para Denise – tire o dia para descansar.
Concordei e sai. Eu realmente precisava fazer uma coisa legal.
Quando dei por mim, estava na frente do quarto de connor, esperei abrir, ele estava deitado na cama, sem camisa, e eu tinha que admitir, ele até que era bonito. Mais do jeito dele.
- você dorme sem camisa?
- só pro caso de duas gatas virem me visitar na mesma manhã.
Gabriella saiu do banheiro secando as mãos numa toalha e foi direto pra cama dele deitando em seu peito, tirei o casaco e o tênis e a acompanhei, era meio que um ritual nosso, quando queríamos ficar em silencio, ou só brincando, nós deitávamos na cama, connor no meio, Gabriella de um lado e eu no outro.
Deitei no peito dele, e Gabriella sorriu para mim do outro lado.
- então, me contem por que estão griladas?
- eu vou esganar meu protegido, ele é um canalha.
- ei – connor fez cocegas em Gabriella — ele é o marido da minha protegida.
- serio? – franzi a testa – vocês protegem um casal.
Gabriella concordou com a cabeça.
Droga, eles são sortudos, se veem todos os dias.
- e você maluquinha o que ouve?
- esganei a princesa ontem de madrugada.
- tipo... o que?
Connor se levantou fazendo com que eu e Gabriella caíssemos na cama – conta isso direito.
Eles se sentaram de frente para mim, e contei a historia toda, eles ficaram em silencio só ouvindo, quando terminei Gabriella veio e se sentou no meu colo.
- Vamos nós vingar dessa pirua.
- não, não mecham com isso, ela tem uma implicância nata por mim, não quero ela em cima de vocês também.
- ei – connor pegou meu rosto– somos uma equipe meu anjo.
- é isso ai – Gabriella me abraçou com força.
Sorri para eles, eu amava esses dois malucos que me tiravam do serio, mas se eu precisasse de ajuda, sabia com quem contar.
- vamos tomar café? – propus.
- café ? – connor sorriu – a ala de alimentação não me parece uma caverna sombria e negra para que possamos organizar nossa plano do mal.
Soquei o ombro dele com força.
-cala a boca, passei a noite em claro, preciso de um café duplo.
- então fica ai e eu busco alguma coisa pra gente que tal? – connor se levantou e uma mão robótica vinda do teto lhe deu uma blusa cinza.
- ótimo. vamos esperar – Gabriella saiu do meu colo e deitou na cama — vai logo.
Ele saiu rindo, quase apagando a memoria ruim da noite passada.
Acho que nos duas já estávamos contando a decima piada quando connor chegou com uma bandeja e um sorriso enorme no rosto.
- se vocês queriam um motivo para se vingar, eu acabei de achar um.
- connor não vamos fazer nada – peguei o café e uma torrada com uma grossa camada de chocolate por cima – só estávamos brincando.
- claro que não – ele ofereceu uma salada de uva para Gabriella – eu tenho o motivo perfeito.
- fale – ela comeu uma uva enorme.
- acabaram de informa para todos que estavam nos corredores e alas inferiores que semana que vem – connor bebeu café — será o aniversario da maravilhosa princesa, e ela dará uma festa de 22 anos.
- e? – limpei a boca.
- e o que você acha que aconteceria se 3 pessoas da ralé invadissem uma festa da realeza?
Arregalei os olhos, não seria uma transcrição grave, mas com certeza faria Denise pirar.
- é perigoso.
- por isso – Gabriella sorriu – vai valer a pena.
- e temos uma semana – connor riu – vamos nessa.
Eles olharam para mim, quase implorando, eu não deveria fazer isso, eu trabalhava para proteger a princesa, treinei minha vida inteira para chegar esse momento, para cuidar dela, corria o serio risco de sofrer bastante caso fosse pega, e tinha ua grande chance de eu estar apaixonada pelo namorado dela o que já me complicava o suficiente.
- vamos nessa – sorri. – vai ser divertido.
Notas finais
miellymilena...kkkkkkkk
beijooos ate a proxima!
comentem...!
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