1804 – Okinawa Pantheon 1

Nesta ilha tão pequena, supunha-se haver poucos habitantes, considerando seu tamanho e o que sabiam, era que em casa uma das vilas haviam seus templos onde cultuavam suas divindades, no entanto, para chegar de uma vila a outra era necessário mais que força. Precisaria ser louco, suicida ou então, estar no mais profundo desespero.

Era sabido por todas as vilas que nas florestas haviam muitos monstros poderosos e quanto mais fechado fosse a mata, mais fortes seriam os yokais.

Nos templos das vilas, sacerdotisas rezavam e lutavam bravamente junto aos guerreiros com suas preces e mantras, formando assim barreiras que impediam a entrada destes seres ao ambiente onde moravam.

Dentre tantas vilas, Pantheon 1 abrigava um mercenário alto de cabelos brancos que embora fosse yokai, servia à vila, assim como toda sua família. Iruga tinha apenas 50 anos e desde pequenino já mantinha uma ideia fixa em sua mente. Sair da vila para saber mais do que havia afora. Uma vez fora da vila, jamais poderia retornar, sendo ele um yokai, seria repelido pela barreira quando tentasse adentra-la novamente.

“Não tenho nada que me prenda a este lugar. É uma viagem só de ida.” – Com esse pensamento, vendeu tudo o que tinha e que não fosse mais precisar, fez sua bagagem e levando todo seu armamento, tenda, muita roupa, e dois cantis de água, partiu levando consigo apenas isso para viver.

Ao sair da vila na calada da noite, deixou para trás todo seu passado e amigos, assim como familiares e pessoas surpresas e outras, temerosas, pois sabiam que fora da barreira o perigo a espreita era constante e o desconhecido era o maior medo.

Continua...

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