Sabores

3 Amargo - Pipabeth


Notas iniciais
ATENÇÃO! Essa é minha primeira vez com Pipabeth ♥ Mas o negócio tá com um feels bem forte, então, por favor, vão com calma -q Em todo caso, eu espero que gostem ♥

— Droga! — praguejou apoiada contra a parede enquanto encarava os pingos vermelhos caindo de seu pé para o chão, sangue misturado com pó e outras sujeiras, como o caco de vidro em que havia pisado.

Mancando, passou por montes de pilhas de papéis e pacotes de alimentos industrializados. Entre tosses e espirros, quase escorregando nos restos de uma pizza borrachuda e mofada, abria caminho em meio aos detritos criados por ela na própria casa; o eufemismo físico de como estava seu interior.

Curvando-se após abrir a geladeira, encarou as opções que tinha a frente e pegou um menu de comida mexicana; o telefone ficava no armário. Dessa forma teria sempre uma piada irônica para mostrar para a Vida que não precisava de ajuda para morrer no fundo do poço ao qual fora arremessada brutalmente.

Piper McLean estava morta.

Havia sido assassinada na quarta quinta-feira de Novembro do ano que era pra ter sido o melhor de sua existência; o melhor dia de toda sua vivência. Mas o Destino, cruel carrasco, mancomunado com a Vida, de humor sádico, resolveram festejar o Dia de Ação de Graças desgraçando-a.

Homicídio doloso, triplamente qualificado. Motivo fútil, dificultação de defesa e meio cruel.

Os assassinos foram elegantemente flutuando pelo ventos outonais, resolvendo detalhes entre risos sarcásticos. O Dia da Piper Morta seria o novo feriado celebrado por eles e, quem sabe, por mais soberanos metafísicos condescendentes a tal maleficência.

Annabeth Chase fora, e não sem motivos, a pessoa mais importante para Piper – que tinha um botão dentro de si, brilhante e vermelho, e que a atraia feito uma mosca. Uma armadilha interna, a bomba que a explodiria em menos de um minuto e que apenas a Chase possuía a capacidade de desarmar. Melhor amiga, irmã, confidente e amante. Paciente e curandeira, base para os primeiros pensamentos que iam além do amanhã e que preenchiam a descendente de Cherokees de algo que ela pouco conhecia: doçura.

Destino e Vida, contudo, não gostavam dela. Em algum momento entre sua concepção e seu aniversário de um ano, ambos criaram um jogo, Amargure, que consistia em tirar de Piper cada e qualquer grão de felicidade.

E Annabeth não fora exceção.

Na quarta quinta-feira de Novembro do ano que era pra ter sido o melhor de sua existência; o melhor dia de toda sua vivência, foi a jogada final de Amargure. Um acidente que levara de Annabeth as memórias, mas de Piper, a alma. Atualmente ela apenas existia, talvez menos que isso.

Amargure enfim havia chegado ao fim, Vida e Destino pareciam ter se cansado de ditar regras ao jogo. Contudo, Piper estava descontente com o final e, em algum momento entre acordar aquela manhã e debruçar-se sobre o parapeito da varanda segurando o menu mexicano, decidiu que chegara a vez dela de brincar.

— Ninguém precisa saber… — murmurou apoiada no ferro frio enquanto encarava os pingos vermelhos que pintavam a rua.

Ninguém precisava saber que na quarta quinta-feira de Novembro daquele ano, Piper McLean havia convidado a Morte para um jogo.

Notas finais
Talvez possa ter ficado levemente confuso, não sei, qualquer coisa me avisem! Como eu disse, foi muito feels :c Eu tava com essa vibe de escreve algo um pouco mais pesadinho, por conta do sabor que eu escolhi pro casal (na real ia ser algo fluffy no final, mas acabou não rolando -q) Então é isso pinguinsmeu, espero mesmo que tenham gostado ♥ Se curtirem mais Yuri de PJO/HdO, leiam "Valentonas também amam", minha OS ClarissexSilena. É isso, se curtiram não esqueçam do joinha ai embaixo e se inscreva no final... Não, pera.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!