SS: Synchro Sirena
6 Capítulo 5 - A Donzela da Inglaterra Sangrenta III
– Venha! – Me posicionei firmemente, pronta para qualquer ataque que vier.
Apesar do Rei estar a mais de 100 metros de distância de mim, eu ainda estava bastante cautelosa. Após alguns instantes parados e posicionados um olhando pro outro, o Rei fez seu primeiro movimento se posicionando como se fosse avançar, imediatamente eu reagi a isso e comecei a materializar minhas correntes em volta de mim, porém...
Ugh... O que...
Não tive tempo nem de pensar, antes que me desse conta ela já estava na minha frente, me atacando, tudo que eu pude fazer foi deixar meus reflexos moverem meu corpo para o lado, esquivando por pouco do ataque da lança dela, uma dúzia de grandes cristais que estavam a alguns metros atrás de mim foram destruídos em pedaços apenas com esse movimento dela.
Se ela me atingir com isso... Não sairei ilesa!
Quando consegui recuperar minha posição na luta, comecei a controlar minhas correntes e mandei todas elas em direção ao Rei, atacando todas simultaneamente, porém foi inútil, pois ela estava se esquivando de todas elas, eu não conseguia ver os movimentos dela, tudo que eu conseguia ver era ela sumindo de um ponto e aparecendo em outro, apenas o intervalo que ela tinha antes de se movimentar novamente. Após se esquivar facilmente dos meus ataques, ela sumiu e apareceu novamente na minha frente, mas desta vez eu já estava pronta, eu estava segurando uma corrente com as duas mãos e a usei para me defender dos ataques dela. Ela começou a dar múltiplas estocadas com a lança, os ataques dela causavam bastante pressão nos meus braços.
Argh... Eu tenho que resistir mais um pouco, não posso perder aqui de jeito nenhum!
Ela não estava me dando nenhum espaço para contra-atacar, mas de alguma forma consegui materializar algumas correntes no chão e ataca-la por baixo, ela se esquivou mas também se afastou, me dando espaço ao menos para respirar.
Agora! É a minha chance!
– Synchro: Réquiem de Correntes!
Eu sabia que mesmo usando minha técnica Synchro com correntes que se movem a 300m/s não seria o bastante para pega-la, mas minha técnica não se resumia em apenas prender os alvos ao redor e corta-los ao meio, a verdadeira funcionalidade da técnica consiste na velocidade em que lanço e na velocidade em que puxo minhas correntes, a velocidade varia de acordo com a velocidade em que eu movo minhas mãos para fora ou para dentro, a minha maior velocidade até hoje faz as correntes alcançarem os 300m/s, mas se eu mover meus braços devagar, eu também posso fazer as correntes se moverem mais devagar.
Como o previsto, ela desviou facilmente de todas as correntes que lancei, as correntes se prenderam em quase todos os cristais dentro dessa sala e então eu fechei meus braços em uma velocidade relativamente baixa, fazendo com que as correntes voltassem, mas sem cortar os cristais e sim traze-los juntos das correntes, após isso eu comecei a controlar todas as correntes com os cristais amarrados e comecei a joga-los no Rei enquanto atacava diretamente com alguns dos cristais presos sem solta-los das correntes. O Rei continuava a desviar em alta velocidade, mas variando entre ataques de longa distância e de curta distância, de alguma forma eu consegui atingir um cristal que joguei por trás dela com uma corrente e derrubei-a no chão, logo após isso comecei a bater com os cristais presos nela, até os cristais se destruírem completamente.
– Não há nada lá, impossível! – Após a fumaça se dissipar, pude ver que o Rei já não estava mais lá.
No instante seguinte, instintivamente olhei para trás e próxima a mim, ela estava lá, com sua lança encravada no chão e sentada em cima dela com as pernas e os braços cruzados, sem nenhum ferimento.
Ela está tirando sarro de mim? Não pode ser... Essa coisa...!
Após ficar claramente irritada por um momento, eu respirei fundo e olhei fixamente para ela e então fechei meus olhos e logo após usei minha técnica mais forte.
– Synchro: Multi-Chain Combo!
Após ativar a técnica, milhares de correntes começaram a sair do chão de todo o lugar, centenas e centenas de correntes iam em direção ao Rei, porém no momento em que as correntes iam atingi-la, ela desapareceu da minha vista e antes que eu pudesse perceber, meu ombro estava sendo atingido por cima pela lança dela, que me levou direto ao chão, causando uma grande destruição no solo do local.
Não pude ver... O momento em que ela se esquivou das correntes, retirou sua lança do chão, se moveu até acima de mim e me atingiu, não pude ver nada disso... Ela não estava usando toda sua velocidade até agora...?
Apenas quando ela retirou sua lança de mim, eu pude perceber que ela havia me perfurado, após retirar sua lança de mim, ela voou para longe e esperou eu me levantar.
– Nng... Não posso perder aqui...
Antes que eu me levantasse totalmente, ela novamente apareceu na minha frente me atacando, desta vez mirando diretamente no meu rosto, parece que ela finalmente parou de brincar e quer acabar com a luta de uma vez. De alguma forma eu consegui me esquivar por pouco, mas ainda fui atingida de raspão, após isso eu pulei para trás e criei novamente uma cúpula em volta de mim, percebi que estava sangrando no rosto devido ao último ataque dela, assim como estava sangrando na parte de trás do ombro. Me levantei com alguma dificuldade, desfazendo minha defesa e novamente joguei várias correntes em várias direções diferentes, o Rei desviou das correntes que foram em sua direção e partiu em alta velocidade atrás de mim, porém desta vez eu tinha algo em mente, as correntes que joguei em todas as direções se prenderam em cristais remanescentes e na parede, no teto e no chão da caverna, controlando as correntes eu conseguia força-las a me puxar na direção em que elas estavam presas e fazendo isso, pela primeira vez, consegui me esquivar dos ataques do Rei, ela me seguia rapidamente onde quer que eu fosse, mas ela ainda era mais rápida que a força das correntes me puxando, então ela conseguiu me alcançar e me atingiu diretamente no braço direito.
...Funcionou!
Eu havia enrolado alguns pares de correntes em ambos os dois braços justamente para essa ocasião, quando ela me atingiu, ela não esperar que ela não fosse conseguir me atravessar, eu consegui pega-la de surpresa e atingi-la no rosto em cheio com uma corrente se movendo na maior velocidade que eu consigo alcançar atualmente, minha intenção era matá-la num único golpe, mas o ataque apenas feriu o rosto dela, fazendo-a sangrar um pouco... Seu sangue era roxo, assim como o sangue do resto dos monstros que eu derrotei.
– Maldição... Ela parece muito zangada agora, preciso me afastar!
Comandei a corrente para me puxar a toda velocidade para longe dela, mas antes que eu pudesse perceber, meu outro ombro estava sendo perfurado pela lança dela, desta vez pela frente, o que resultou na inutilidade de um dos meus braços.
Não pode ser... Ela está ainda mais rápida que antes? Mesmo com as correntes me puxando a toda velocidade, ela me alcançou e me atingiu sem nenhuma dificuldade, ela já está ultrapassando a velocidade do som de longe...
Depois de rolar pelo chão por causa do ataque dela, eu já não conseguia me levantar direito, naquele momento eu percebi... Que aquela era uma luta sem nenhuma chance de vitória, mesmo minhas técnicas Synchros foram inúteis... Eu me lembrei naquele instante, do controle que Orsola havia passado para mim, se eu ainda quisesse viver, o momento de desativar o calabouço era esse.
Quando eu fui pegar o controle dentro do meu uniforme, antes mesmo de conseguir pega-lo, o Rei apareceu na minha frente em um piscar de olhos, estendeu seu braço que segurava a lança para trás e me atacou ferozmente.
Eu vou morrer aqui? No primeiro calabouço que eu entrei? Haha... Isso é patético... Eu não posso... Hã...?
Quando percebi, a lança dela havia parado... Não, o certo seria dizer que alguém parou a lança dela. Havia uma garota na minha frente, impedindo o Rei de avançar sobre mim
Aquele par de adagas... Ela é...
– Você não aprende mesmo, não é, plebeia? – Ela disse com uma voz irônica que me era bem familiar.
Esse jeito de falar... não faz nem uma hora atrás que eu estava discutindo com a pessoa que falava desse jeito, mas ouvir essa voz agora... Tudo que consegui fazer foi soltar um grande suspiro e me sentir aliviada.
– Você está atrasada, Orsola! – Eu respondi com um tom de voz igualmente irônico
– Eeh?? Agora a culpa é minha? Francamente! – Respondeu ela enquanto empurrava o Rei para longe.
– Muito bem, dona abelha, está na hora de voltar para sua colmeia! – Disse ela com um grande sorriso no rosto, um sorriso de quem está prestes a acabar com outra pessoa.
~Continua no capítulo 6~
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