S.O.S Storybrooke
8 Tensão.
Notas iniciais
Mary Margaret e David andavam em direção à mesa carregando dois pacotes gigantes de salgadinho.
Depois do choque Emma e Regina se viraram para encarar os dois.
—Por que meus pais estavam te ligando? — Perguntou Emma antes mesmo que eles pudessem dizer qualquer coisa. Não houve resposta, ao invés disso dois rostos em pânico contido.
—Vamos, eu quero respostas.
O Sr. Gold que estava sentado ao lado pareceu ouvir os gritos de Emma.
—A gente pode explicar, fica calma. — Mary sussurou.
Mais uma olhadela do Velhote e eles resolveram se sentar para evitar maiores transtornos.
Eles não tinham medo do cara, mas é melhor ficar quieto do que se expor na frente da escola toda.
—----
Algumas semanas atrás...
—David!!! -Gritou Charles do outro lado do corredor quando o garoto se virava para sair da Empresa.
Há muito tempo atrás seus pais foram amigos dele na escola (Muito tempo mesmo). Quando ele perdeu o emprego Seus pais conseguiram um cargo pra ele em uma das empresas que eram sócios.
—Fiquei sabendo que seus pais te colocaram em Storybrooke, aquele colégio interno no Maine. -Disse ele em tom de deboche.
—Sim, senhor. -Ele não sabia por que o cara estava dizendo isso, mas em um ambiente formal é sempre bom responder com educação. Principalmente quando a pessoa é mais velha que você.
—Estou pensando em colocar lá minha filha Emma, ela tem se mostrado muito Rebelde ultimamente e continua com as mesmas más amizades.
—Certo...
—É aí que você entra. Quero que você vigie minha filha. — Era uma proposta absurda.
—Por que eu?
—Você é o único jovem que eu conheço, tem quase a mesma idade que a Emma, e ainda por cima estuda nesse colégio. E eu confio em você, David. Você sabe que nós pais queremos apenas o que é bom para o futuro. -Charles não conseguia dirigir uma palavra ao garoto sem antes esfregar na cara dele que era um filho rebelde ou só dava tristeza para o outro casal.
—Eu posso te dar qualquer coisa. -Disse ele estendendo um envelope.
—Infelizmente não posso aceitar essa proposta, Senhor. Tenha um bom dia.
—Seus pais não vão gostar de saber disso.
—Eu não estou nem aí.
—É mesmo? -Disse Snow quando se juntou ao marido para intimidar o Garoto.
—E eu não tenho tempo pra isso, acho melhor vocês dois irem trabalhar.
—Pensa mais um pouco no caminho.
David se virou e saiu andando, abriu a porta e viu-se livre daquela empresa finalmente.
Mais tarde, em sua casa, seus pais chegaram mais tarde do que deveriam. E como ele podia imaginar, estavam bêbados.
—Andaram saindo com aqueles seus amigos idiotas de novo?
—Boa noite pra você também, filho. E está de castigo por... sei lá um mês, por ter desrespeitado os Swan hoje de manhã.
—O que? como assim? Eles que quiseram que eu vigiasse a filha deles no colégio. Eu sei bem como aqueles dois são, não vou aceitar proposta nenhuma.
—Eu não sei o que aconteceu mas acho melhor se acertar com eles.
—Cala essa boca. -Sussurou.
—Você disse alguma coisa?
—NÃO!
Uma mensagem chegou no celular dele. Eram os Swan. Como eles conseguiram seu número?
"E agora? Acha que da conta?"
a mensagem estava escrita com vários emoticons de dinheiro.
"Sim" Ele escreveu com relutância.
"Bom garoto" Foi a resposta.
—----
Emma saiu correndo do refeitório assim que ouviu a história.
Ela não pôde aguentar aquilo tudo.
COMO ASSIM?
Então seus pais eram mesmo uns Babacas com "B" maiúsculo.
Ela passou esse tempo todo se culpando e se achando o problema da história por nada.
Isso não iria ficar assim mesmo.
Regina veio logo depois dela.
—EMMA! Emma o que foi isso? Por que você saiu desse jeito?
—Por que eu sai? Parece que você não escutou a história.
—Sim, eu escutei, mas não é culpa deles que aconteceu isso tudo.
—Você sabia disso?
—NÃO.
—Me desculpa é so que... Eu preciso de um tempo pra pensar. Diz pra eles que eu sinto muito pelo que aconteceu, mas pra mim acabou.
POV David-
Depois que eu contei tudo, Emma saiu correndo do refeitório e Regina foi atrás dela. Eu e Mary nos olhamos. Ela provavelmente estava com raiva da gente agora. Mas não ouviu a história toda.
Tive que me controlar pra não mandar um VAI SE FUDER bem grande para o tal de Charles.
Liguei pra Mary que sempre me acalmava.
—É sério?
—Claro.
—Meu Deus, eles são mesmo uns canalhas. E coitada dessa menina. Como é mesmo o nome dela?
—Emma?
—Essa mesmo.
—Ela passa pela mesma situação que eu. É óbvio que eu não vou dedurar ela.
—Se quiser eu te ajudo a se livrar deles.
—A gente só vai arrumar mais problemas. E acho melhor eu desligar antes que os meus pais resolvam vir aqui.
—Tá tchau e boa sorte ai.
—Tchau.
Depois disso meus pais me deixaram mesmo de castigo. Sem sair de casa ou ir ver os amigos. Eu não tenho muitos amigos mesmo, então por mim tudo bem. O problema é quando resolvem cortar o wi-fi. Me senti um homem das cavernas sem nada pra fazer. Acho que as pessoas assistem televisão.
Depois eles foram viajar e eu fui encontrar a Mary no Starbucks, então a Emma apareceu, nós nos tornamos amigos e então eu desfiz o acordo com o Rumpelstiltskin do inferno. Ele disse que eu vou me arrepender disso, aí eu disse pra ele e a mulher dele irem se Fuder. FINALMENTE.
Emma nos ignorou em todas as aulas. Como era de se esperar fomos expulsos do Grupo de Whatsapp. Parece que ela encontrou outros amigos. Dois garotos.
Um deles eu nunca vi na vida, o outro eu conhecia muito bem. Infelizmente. Killian Jones
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