S.O.S

1 E isso é só o começo...


Notas iniciais
Espero que gostem!

Oi

Não sei exatamente como começar essa narração, que tal.... E então Lek?

Lek... Lek é uma palavra? Tenho certeza de que já ouvi alguém usando... Acabei de lembrar que foi um funkeiro, que pena.

Não que eu esteja desmoralizando os funkeiros, longe de mim, mas... ok, estou desmoralizando sim! — só um pouquinho — 97% dos funkeiros que já vi são meio babacas, e os outros 3% ainda não me foram apresentados cordialmente, como manda a etiqueta.

No entanto, não se engane, não estou querendo falar sobre funkeiros, nem desmoralização, estou aqui para falar dele: Matheus, meu melhor amigo, mas não apenas dele, não, de maneira nenhuma, vou falar também dela: Renata, a noiva.

Porém, para situa-los vou começar do inicio. Era maio de 2010, e nós éramos jovens que aproveitavam a hora do almoço na escola para ir à Avenida Paulista recarregar as energias em uma Starbucks com o bom e velhoFrappuccino, e um ou dois pães de queijo, nada demais, até que dois dos nossos resolveram se apaixonar, e da paixão pro amor foi um estalar de dedos.

Infelizmente como em todo bom romance, os amantes não poderiam estar juntos, minha boa amiga Camila vinha de uma família extremamente rígida, namoro só depois dos 17, era essa a regra, e como toda a boa menina ela obedeceu. Só que isso não impedia os dois de se amarem, mesmo não podendo estar juntos, os dois eram presentes, no dia dos namorados, ela recebeu uma rosa, e um cartão, com uma só frase “Te esperarei”. Ninguém precisou de assinatura para ler nos olhos dos dois quem havia mandado o cartão.

Tudo estava arranjado, ela tinha 15 anos na época, e ele 18, e os dois se completavam como feijão e arroz, feito frango e catupiry dentro da empada, e essa era a verdade universal.

Um mês depois do meu aniversário de 14 anos eu recebi uma proposta, e mesmo relutante, eu aceitei, fui estudar fora do país, no Canadá aperfeiçoei meu inglês, meu francês, perdi aqueles 15 kg que foram motivo de bullying na escola, desisti de vez da chapinha e assumi meus cachos, troquei o óculos de lente grossa pelas lente de contato, e perdi o peso de “nerd” que sempre me colocou para baixo, mas além de tudo isso perdi algo muito mais importante que isso.

Perdi contato.

Em meu último ano no Canadá, recebi através de um colega fofoqueiro, a noticia de que Matheus passaria dois anos na Rússia, deixando a sua espera uma noiva: Renata. Camila não quis me falar nada, e na única vez que eu forcei o assunto sua resposta foi “Pedi para ele desistir”. Procurei todas as fontes possíveis, a informação era a mesma: ela desistiu, ele desistiu, os dois ficaram arrasados por meses, até que no fim, a insistência venceu e ele começou a namorar a tal Renata, se viu apaixonado, e amando, pediu-a em casamento e ela aceitou, mesmo com a iminente partida.

O amor é uma faca de dois gumes. E em um momento de fraqueza, uma escolha errada pode acertar os dois lados com a mesma intensidade.

Voltei pra casa e tudo estava aos frangalhos, ninguém saia na terça-feira a noite para o boliche, as quartas-feiras não eram mais ocupadas com cinema, a sexta-feira era só mais um dia no calendário, e a Starbucks só uma cafeteria cheia de lembranças amargas demais para tragar.

Bem meus caros, é como todos dizem, toda história tem três lado: o dela, o dele... E a verdade. E esse é o meu papel aqui hoje.

Notas finais
E então? Continuo?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.