Sandra entrou em casa, puxando a mala com uma mão e fechando a porta com a outra. Chamou por Caio, esperando ouvi-lo correr até ela como sempre fazia, mas estranhou o silêncio. Ela avançou pela sala e então viu Mauro. Ele estava sentado no sofá, as mãos entrelaçadas e o olhar fixo nela, como se estivesse esperando há horas.

— Mauro? Oi… — Hesitou, sentindo a tensão no ar. — Onde está o Caio?

— Na casa da sua mãe. — Sua voz era gélida e cortante.

Ela piscou, confusa.

— Na minha mãe? Por quê? Ele pediu para ir?

— Achei melhor que ele ficasse lá hoje — respondeu, sem desviar o olhar penetrante. Ela, claramente percebendo que tinha algo errado, tentou desconversar.

— Bom, vou tomar um banho e depois a gente conversa, ok? — E deu um passo em direção ao corredor, mas a voz dele a deteve.

— Como foi a viagem, Sandra? — A pergunta veio com um tom que a fez parar no lugar, o coração disparando.

Virou-se lentamente, tentando controlar o tremor na voz.

— Foi produtiva... Cansativa, mas... deu tudo certo. — Forçou um sorriso.

Mauro levantou-se do sofá, calmamente. Seus olhos, normalmente calorosos, agora estavam duros, o que a fez sentir medo dele.

— Produtiva? — Repetiu, sarcástico. — Imagino que Luis tenha achado o mesmo.

O corpo de Sandra ficou rígido. O pânico subiu como uma onda.

— Mauro... — começou, e ele a interrompeu.

— Quer saber como eu descobri, Sandra? Ou você prefere finalmente ser sincera comigo?

Ela abriu a boca para responder, mas as palavras não saíram. Sua mente girava, tentando encontrar uma forma de explicar.

— É verdade, não é? Você... e ele. Vocês dois.

— Mauro, por favor, me escute. — Sandra levantou a cabeça, lágrimas começando a se formar. Deu um passo na direção dele, mas ele levantou a mão.

— Eu não quero ouvir suas desculpas! Não quero explicações. Eu só quero saber uma coisa: foi isso que você escolheu? — Seus olhos queimavam de dor e raiva.

— Foi um erro. Um terrível erro, Mauro. Mas eu estou aqui porque escolhi você, a nossa família. — Disse com dificuldade, as lágrimas escorrendo agora livremente.

— Família? — Ele soltou um riso curto e amargo. — Que tipo de família é essa, Sandra? Uma em que você precisa ir para os braços de outro homem para decidir o que quer?

Ela não tinha resposta para aquilo. Apenas baixou a cabeça, sentindo o peso das palavras dele.

— Como você pôde fazer isso, Sandra? — Gritou e saiu em direção ao quarto. — Não consigo mais te olhar.

— Mauro, por favor… — Implorou, chorando, enquanto o seguia. — Eu... eu estava confusa. Eu nunca quis te machucar. Nem ao Caio.

— Não quis? E o que você achou que ia acontecer? Que eu simplesmente aceitaria? Que eu iria fazer vista grossa enquanto você dorme com outro?

— Foi um erro, Mauro!! — Falou mais alto, em desespero, soluçando.

— Um erro, Sandra? — Virou-se para ela. — Esquecer uma data importante é um erro. Trair a sua família é uma escolha. Uma escolha consciente! Não tente amenizar o que você fez.

Sandra tentava encontrar algo, qualquer coisa, que pudesse dizer. Mas só podia contar com as lágrimas incessantes.

— Mauro, por favor! Me dê uma chance. Eu vou consertar tudo. Eu juro. — Suplicava, segurando o braço dele. — Eu te amo. Eu amo o nosso filho. Por favor, escute o que eu tenho para falar…

Ele a soltou com um gesto brusco, pegando uma mala e abrindo o armário de roupas.

— Não diga isso! Você ama apenas a si mesma. E o Caio, Sandra? Você pensou nele enquanto agia como uma…? — A olhou com nojo, balançando a cabeça. — Escute bem: eu vou sair da cidade e vou levar Caio comigo!

— Não, Mauro, por favor. Não tire o Caio de mim. Ele precisa de mim.

— O Caio precisa de pais que sejam exemplos. Eu não posso mais ser isso com você.

— Eu vou consertar as coisas, por favor, Mauro, me dê uma chance — chorava desesperadamente, tentando impedi-lo de colocar mais roupas na mala.

— ACABOU, Sandra! — Esbravejou. — De você só quero o divórcio. E vou pedir a guarda do Caio. Ele não merece ser arrastado para essa bagunça.

— Não… — Sussurrou entre soluços, cobrindo o rosto com as mãos, enquanto ele ia até o banheiro pegar algumas coisas.

Sandra voltou para a sala, chorando. Alguns minutos depois, ouviu o som de uma mala sendo arrastada. Mauro passou por ela e parou para dizer:

— Eu ligo para o Caio mais tarde. Diga que precisei viajar a trabalho. Por enquanto, isso é o melhor para ele.

— Mauro, por favor... — Pediu, mais uma vez. — Não vá. A gente pode resolver isso. Por favor…

— Não tem mais "a gente", Sandra. Você tomou suas decisões. Agora vai viver com as consequências. — Disse ele, apontando um dedo para ela, antes de sair, batendo a porta com força.

Sandra permaneceu no chão, os braços ao redor dos joelhos, as lágrimas molhando o rosto. A casa estava agora em completo silêncio, mas na mente dela, as palavras dele ecoavam como uma sentença irrevogável.

_*_


Luís atravessou a porta de sua sala na Arctos e imediatamente notou Arnaldo de pé, olhando pela persiana aberta. A postura rígida e as mãos no bolso entregavam sua inquietação.

— Algum problema, Arnaldo? — Perguntou, fechando a porta atrás de si.

O amigo se virou devagar, a expressão severa.

— Onde você estava com a cabeça, Luís? — Sua voz soava incrédula, com um tom de reprovação. Luís franziu a testa, percebendo que ele já sabia de algo.

— Você está ciente de que o marido de Sandra esteve aqui te procurando? — Ao escutar isso, Luís largou a pasta sobre a mesa tentando controlar a inquietação e a preocupação crescente.

— Mauro? O que ele queria?

— Queria falar com você. E sabe o que ele descobriu? Que você estava em Curitiba. Acredite, ele entendeu muito mais do que eu pretendia.

Luís passou a mão pelos cabelos, um hábito que revelava sua tensão.

— Você acha que ele sabe que eu estava com a Sandra?

— Sem dúvidas. Ele não veio aqui por acaso, Luís. Veio confirmar o que já suspeitava. E agora, ele provavelmente está planejando algo. — Fez uma pausa antes de continuar. — Por que você foi atrás da mulher dele em Curitiba? Isso é loucura!

Luís encarou o amigo, a mandíbula tensa.

— Porque eu precisava, Arnaldo. Foram os três melhores dias da minha vida. — seu tom misturava nostalgia e pesar. — Sandra resistiu no início, mas... foi mágico. Foi como se o mundo inteiro desaparecesse. Mas no fim, decidimos que era melhor voltar para nossas famílias.

Arnaldo soltou um riso curto, cheio de incredulidade.

— E você acha que essa decisão de vocês resolve tudo? Que Mauro vai simplesmente aceitar? Ele foi traído, Luís! Está com raiva, e com razão. Você não está apenas brincando com fogo, está se jogando nele.

Luís pegou o celular no bolso, os dedos trêmulos.

— Preciso ligar para Sandra. Saber se ela está bem.

Arnaldo deu um passo à frente, segurando a mão do amigo.

— Não. Você não vai fazer isso. Não complique ainda mais a situação.

Luís olhou para ele, perplexo.

— Eu só quero saber se ela está bem, Arnaldo. E se ele a machucou?

Arnaldo respirou fundo, o olhar mais suave, mas ainda firme.

— Luís, vocês dois fizeram uma escolha. Agora precisam cumpri-la. Deixe-a resolver isso sozinha. Se você a ama, dê espaço para que ela tenha a chance de salvar o que resta do casamento dela. E para você, salvar o que resta do seu.

Luís hesitou, mas sabia que Arnaldo estava certo. Colocou o celular sobre a mesa e afundou na cadeira, os ombros caídos sob o peso de suas ações.

Arnaldo voltou para sua mesa, mas ficou inquieto, lançando olhares preocupados para o amigo. Luís, por sua vez, ficou ali, o olhar preso ao celular, como se estivesse encarando um abismo. O silêncio da sala era cortado apenas pelo som distante do relógio.

_*_


Sandra estacionou o carro na casa dos pais com um nó na garganta. O sorriso no rosto era quase um reflexo automático; ela não queria que Caio percebesse a turbulência que estava vivendo. Assim que abriu a porta, ouviu os passos apressados do filho correndo ao seu encontro.

— Mãããe! — Caio gritou, pulando em seus braços.

Ela o abraçou com força, sentindo a leveza e a pureza que só ele conseguia trazer para sua vida. Fechou os olhos por um momento, absorvendo a energia dele, antes de se afastar para olhá-lo.

— Estava com saudades, meu amor. — Sorriu para ele.

— Eu também! Você trouxe alguma coisa da viagem? — Ele perguntou, com os olhos brilhando de expectativa.

Sandra riu baixinho e bagunçou os cabelos dele.

— Trouxe, sim. Um presentão! Mas só quando chegarmos em casa.

Caio bateu palmas, empolgado, mas logo franziu a testa.

— Ué, cadê o papai?

Sandra sentiu um aperto, mas manteve a expressão leve.

— Ele teve que viajar a trabalho, meu bem. Foi de última hora, mas disse que vai ligar pra você logo. — Ela afagou o rosto dele, tentando soar convincente.

Ele assentiu, mas logo se distraiu com a ideia do presente. Sandra levantou o olhar e viu sua mãe parada na porta, observando-a em silêncio.

— Caio, por que você não vai lá brincar com seu avô enquanto eu falo com a vovó um pouquinho? — Sugeriu ela.

O menino concordou, correndo animado para o quintal. Sandra subiu os degraus lentamente, sentindo o olhar de sua mãe.

— Então, o que aconteceu? — A mãe perguntou assim que Sandra entrou.

Sandra suspirou, tentando segurar as lágrimas que ameaçavam cair.

— O Mauro e eu… Não estamos bem, mãe. Já tem um tempo. E agora… acho que acabou tudo. Vamos nos separar.

A mãe deu leves batidinhas na mão dela, em sinal de cumplicidade.

— Sandra, todo casamento passa por momentos difíceis. Vocês têm um filho maravilhoso, uma vida juntos. Mauro é um homem muito bom. Será que não dá para tentar resolver as coisas?

Sandra desviou o olhar, incapaz de dizer a verdade completa. Não queria mencionar Luís, não agora. Apenas balançou a cabeça levemente.

— É mais complicado do que parece, mãe.

A mãe colocou a mão no ombro dela, apertando de leve.

— Eu só quero que você tenha certeza, filha. Às vezes, o que parece ser o fim pode ser um recomeço. Conversem. Eu sei que vocês se amam. E se há amor, o resto é mais fácil.

Sandra assentiu, mas ela não tinha mais certeza disso.


_*_


Ao chegar em casa, Caio correu para o sofá, ansioso pelo presente.

— Agora posso ver? — Ele perguntou, pulando no lugar.

Sandra riu, tentando mascarar a tristeza.

— Claro que pode. — Disse, pegando a sacola.

Ela entregou o embrulho, e Caio abriu rapidamente. Seus olhos se iluminaram quando viu o jogo.

— O jogo dos Guardiões da Floresta! Mãe, eu adorei! — Ele gritou, correndo para abraçá-la.

Ela o segurou com força, o coração apertado ao ouvir as próximas palavras dele: — Vou esperar o papai chegar pra gente jogar juntos!

Sandra congelou por um instante, mas forçou outro sorriso.

— É uma ótima ideia, filho.

Caio olhou para ela com atenção, a expressão mais séria do que o habitual.

— Você está triste, mãe?

Ela afagou o peito dele, segurando as lágrimas.

— Não, meu amor. Só estou cansada.

Ele aceitou a resposta e saiu correndo para o quarto. Sandra suspirou, exausta, sentindo-se esmagada pela culpa e pela tristeza.

Alguns minutos depois, o telefone tocou. Ela pegou o aparelho rapidamente, o coração acelerado ao ver escrito “Amor”. Talvez ele quisesse falar com ela. Talvez ainda houvesse uma chance.

— Alô? Mauro?

— Passa para o Caio. — Disse ele, seco e direto.

Sandra hesitou, querendo dizer algo, mas ele a cortou antes que pudesse tentar.

— Por favor, Sandra. Só quero falar com meu filho.

Ela respirou fundo, entregando o telefone a Caio, que veio correndo.

— Pai! Quando você vai voltar? — Perguntou ele, animado.

Sandra observou o filho conversar com Mauro, tentando não chorar enquanto o peso da situação a consumia. Sentiu as lágrimas escorrerem silenciosas enquanto ouvia a alegria de Caio ao falar com o pai. E, enquanto o menino ria, uma pergunta ecoava em sua mente: Será que algum dia eu vou conseguir ter minha família de volta?

_*_


O som dos sapatos de Mauro ecoava pelo saguão da Arctos enquanto ele caminhava com passos firmes e os punhos cerrados.

A secretária olhou para ele com um sorriso educado.

— Posso ajudar, senhor?

— Estou aqui para ver Luís. — Sua voz soou cortante.

— O senhor tem horário agendado?

— Não preciso de horário. — Respondeu já avançando na direção do elevador.

A mulher tentou protestar, mas segundos depois, abriu, bruscamente, a porta da sala onde Luís e Arnaldo discutiam sobre o trabalho. Os dois se levantaram alarmados.

— O que está acontecendo? —Gritou Arnaldo, confuso com a invasão.

— Parabéns, Luís! Você conseguiu o que queria! — Mauro batia palmas de forma irônica, ignorando completamente Arnaldo. Seus olhos furiosos estavam presos em Luís, que tentou falar, percebendo a gravidade da situação.

— Mauro, você precisa se acal … — Mas não teve tempo de terminar a frase. O outro atravessou a sala em dois passos rápidos e deu um soco certeiro no rosto de Luís, que caiu contra a mesa.

— Você perdeu a cabeça? — Perguntou Luís, tentando se controlar.

— Não tanto quanto você perdeu a decência — rebateu, alterado. — Você destruiu a minha família, seu desgraçado! Era isso que você queria? Separar Sandra e eu? Bem, vim te dizer que você conseguiu!

Luís endireitou-se, a expressão de dor dando a algo mais desafiador.

— Eu não fui o único que errou, Mauro. Talvez você devesse se perguntar por que isso aconteceu em primeiro lugar.

— Não ouse justificar o que fez, canalha! — Avançou sobre ele novamente, puxando-o pela gola do terno e dando-lhe mais um soco.

Arnaldo fechou a porta, rapidamente, antes que os gritos despertassem os curiosos, e puxou Mauro de cima do amigo.

— Mauro, fica calmo! Aqui não é lugar para isso! — Pediu, Arnaldo, segurando-o.

Luís estava com os lábios cortados, limpando o sangue com a manga da camisa, mas não revidou. Ele apenas olhou para Mauro com um misto de culpa e raiva.

— Mauro, ouça… — Luís tentou falar, mas foi interrompido.

— Você é um grande covarde! Mas tenho que admitir, você venceu. Sandra é sua, pode ficar com o seu prêmio! — Disse com desprezo, e se desvencilhou dos braços de Arnaldo, saindo da sala com passos pesados.

— Meu Deus…— Arnaldo resmungou, passando a mão pelos cabelos. — O que foi isso, Luís? Desde quando estamos brigando com maridos traídos?

Luís apenas suspirou, passando a mão sobre o olho atingido.

— Já acabou, Arnaldo.

— Acabou? — Arnaldo balançou a cabeça, o tom cético. — Isso está só começando, meu amigo. Agora é lidar com as consequências.

— Eu mereci aquele soco.

— Talvez você mereça, mas o problema não é o soco. É o que vem depois disso. E, honestamente, Luís, você não vai conseguir sair disso sem encarar a verdade de frente.

Luís olhou para ele, confuso.

— O que você quer dizer?

Arnaldo cruzou os braços e sustentou o olhar.

— Você precisa falar com Mauro. Não para justificar ou defender o que fez, mas para ser honesto. Admita seus erros e tente, pelo menos, mostrar que Sandra não tem culpa nisso sozinha. Ele não vai ouvir agora, talvez nunca, mas você deve isso a ela. E, Luís... — Arnaldo fez uma pausa, o tom ficou mais grave. — Você também precisa contar para Larissa.

Luís congelou, arregalando os olhos.

— O quê? Não, Arnaldo. Não posso fazer isso.

— Você tem que fazer isso. Ela merece saber. Você não pode seguir em frente com isso guardado, cara. É injusto com ela, com seus filhos. — Arnaldo apoiou as mãos na mesa, encarando-o diretamente. — Se você realmente quer deixar isso para trás e recomeçar, tem que ser honesto, começando pela sua própria casa.

Luís balançou a cabeça, parecendo mais alarmado a cada palavra.

— Mas isso vai destruir a minha família, Arnaldo. Eu já causei dores suficientes. Não posso fazer isso.

— Eu entendo o seu medo, mas esconder a verdade só vai piorar as coisas. O que você acha que vai acontecer se Larissa descobrir por outro lado? Porque, acredite, essas coisas sempre vêm à tona. É melhor que ela ouça de você do que de alguém como Mauro.

Luís se calou, por um momento; a expressão tomada por um misto de medo e culpa. Ele sabia que o amigo tinha razão, mas aceitar isso era quase insuportável.

— E o que eu digo para ela? — Perguntou, meio perdido.

— A verdade. Sem rodeios, sem desculpas. Apenas a verdade. — Arnaldo respondeu, o tom firme, mas solidário. — E depois... depois você lida com as consequências, também. Porque é isso que pessoas maduras e responsáveis ​​fazem. Enfrentam o peso de suas ações.

Luís passou as mãos pelo rosto, sentindo-se esmagado.

— Eu não sei se consigo.

— Consegue, sim. — Colocou uma mão no ombro do amigo. — Você não está sozinho, mas precisa começar a colocar as coisas nos eixos. Por mais difícil que seja, é o único caminho que vai te permitir seguir em frente.

O outro fez uma pausa, pensativo.

— Eu sinto muito por tê-lo envolvido nisso, mas não sei se conseguiria se eu estivesse sozinho nessa.

— Você nem sempre me ouve. — O repreendeu de leve. — Mas eu sou seu amigo, e de Larissa. E eu não quero ver vocês se destruírem por uma mentira. Ela é uma mulher com um grande coração, mas se não for sincero com ela, Luís, a perderá para sempre da pior forma. Sendo honesto, talvez tenha uma chance.

Luís respirou fundo. Concordando com a cabeça.

— Vou contar a ela logo após o aniversário de Igor.


Notas finais
"O lobo que se afasta de sua alcateia carrega o peso da solidão; a águia que abandona o ninho enfrenta o vento sozinha."