SHINee Girl!
40 Between the Tragedy happened MY FIRST KISS!
Notas iniciais
Agora, quero agradecer muito ao comentário da Moonshine! Sua linda, obrigada pelas palavras! Fiquei muito feliz mesmo! Falo mais depois na resposta do comentário!
E Quero agradecer a todas vocês pela paciencia comigo! Por que a demora tem sido grande ultimamente :/ Amo vcs suas lindas!
E ESSE É O CAPÍTULO 40 DA FIC! 40 capítulos gente... a fic ta longa ein o.o... Acho que vem temporada por ai asuasauhsas ( ~~ le spoiler!)
Amo vcs fofas da Unnie/Dongs!
KEY:
Os médicos fizeram diversas perguntas que não pude responder. Primeiro por que não tinha ideia de como ele havia se machucado e segundo, bom, eu estava muito chocado com tudo aquilo. Nossa noona estava no hospital, MinHo estava no hospital, Sara estava um pouco mal e Taemin tinha sido levado à pouco para um quarto. O que eu devia fazer? Eu, Onew e Jong éramos os únicos em pé sem nenhum problema.
Lee Soo Man nim ficaria uma fera amanhã, não bastava MinHo e agora nosso melhor dançarino estava de cama.
– Aish, o que vou fazer?!- perguntei-me. Meu celular vibrou no bolso. O nome na tela acalmou-me um pouco e respirei fundo antes de falar.- Olá Isabelle.
– Você está bem, oppa?– perguntou docemente a menina.- Sua voz... Parece tenso.
– Eu estou bem, não precisa se preocupar.- falei baixando a cabeça e formando um meio sorriso. Nunca iria enganar Isabelle, continuar falando era perigoso, ela me conhecia muito bem e não deixaria passar se notasse que eu mentia para ela nesse momento.- Só cansado.
– Muitas coisas aconteceram, não é Oppa?– ela perguntou calmamente.– Sabe... pode estar difícil agora, mas vocês são fortes e vão conseguir superar todos os problemas. Conseguiram atingir coisas que deviam ser impossíveis, trouxeram Sara para o grupo novamente e a livraram daquele peso. Vocês estão cuidando um do outro, são uma família, superaram tudo juntos e vão continuar vencendo os desafios para permanecerem assim, como uma família.– ela disse e fiquei em silêncio.- Oppa, vamos sair hoje! Você vai se divertir comigo. Já faz um tempo desde a última vez, então vejo você daqui uma hora!
Ela desligou sem ouvir minha resposta.
Isabelle é incrível.
Ela consegue ser fofa e ao mesmo tempo encaixar-se como meu melhor amigo. Alguém para conversar sobre os assuntos que meninas geralmente odiariam, mas que para ela são comuns e até divertidos. Fora que Isabelle não fala nada sem entender do assunto.
Realmente uma menina boa demais para mim. Por minha causa ela vive escondida e nunca contou aos pais sobre nosso relacionamento, nem podemos sair com frequência sem usar disfarces ou ir a lugares simples, diferentes dos que eu gostaria de poder convidá-la para jantar ou tomar café. Mas ainda assim com todos os problemas que trago, ela nunca parou de sorrir ou cuidar de mim no nosso tempo juntos e como amigos. Isabelle nunca importou-se de ter várias meninas com quem me dividir.
Por isso ela é especial para mim e nunca permitiria aos fotógrafos ou minha fama de destruírem sua privacidade.
Entrei no carro cheios desses pensamentos sobre a menina que amava e com eles dirigi até em casa para me arrumar e sair.
Havia uma mensagem no meu celular quando sai do banho. Isabelle mandou eu não me atrasar ou perderíamos as reservas.
“ Reservas para o que?”, escrevi e enviei para a menina que respondeu com uma carinha rindo e a palavra “Segredo”.
Desisti e fui me vestir. Ela estava me deixando curioso, Isabelle sabia como fazer isso muito bem e provavelmente reservas para algo iriam ser o começo, principalmente se ela havia notado o quão mal eu estava me sentindo com tudo aquilo.
Procurando por algo encontrei uma calça jeans escura e o chão dentro de uma caixa intocada um par tênis novo que recebi de uma linha recém lançada para qual tinha servido de modelo semana passada. Procurei alguma coisa no armário e vesti uma camiseta branca com uma camisa xadrez verde com preto por cima.
Voltando ao banheiro arrumei meu cabelo, enquanto lia a nova mensagem.
“ Você demora muito para ficar pronto!”, dizia. Isabelle era de longe a menina mais rápida e pratica para se arrumar que já vi na vida.
Dando uma última olhada e colocando alguns assessórios, decidi que estava pronto e faltando dez minutos sai do dormitório de carro.
Cheguei cinco minutos atrasado e não fiquei surpreso quando Isabelle entrou já dizendo para onde ir.
– Você demora mais que uma garota, como isso é possível?- perguntou. Comecei a rir.
– Tenho uma imagem para manter.- argumentei e ela bufou.
– Hoje você é apenas Kim Kibum, não Key do SHINee.- ela disse sorrindo e tirando meus óculos colocando-os em si.- Como estou?
– Linda!- respondi rindo de como ficaram grande para ela.
Observei o que podia da minha acompanhante, Isabelle conseguia ficar bonita com as coisas mais simples. O jeans com tons de cinza ficava bem nela e ficava muito bom com a regata branca escrito “Angel” em paete preto, que estava sob um bolero de renda preto com mangas até os cotovelos. Nos pés ela colocou um bota de cano curto marrom chocolate para combinar com o cinto que tinhas detalhes naquela cor.
Os cabelos castanhos soltos com as ondinhas nas pontas que eu adorava mexer e seus olhos tinham apenas uma fina linha de deliniador. Podia ver perfeitamente a suavidade de seu rosto quase livre de maquiagem. Ela não era paranoica com a pele e evitava por muito pó e frescurinhas.
– O que você está olhando tanto?- ela perguntou corando. Senti minhas próprias bochechas esquentando e fiquei nervoso sem razão.
– Você está muito bonita hoje...- falei nervoso. Ela riu.
– Obrigada e estacione logo ali!- ela disse.
Estacionei o carro e abri a porta para Isabelle. Ela não conteve um sorriso quando estiquei minha mão e não hesitou em segurá-la.
Antes de entrarmos no lugar chamado “ Beautiful Day”, Isabelle devolveu meus óculos para evitar que todos reconhecessem logo de cara quem eu era e as perguntas sobre Isabella começassem.
– O que é esse lugar?- perguntei e ela sorriu arrastando-me para dentro.
Assim que a porta se abriu comecei a rir, aquilo era incrível e eu não sabia que podia haver um lugar desses em Seoul. Seguimos pelo longo corredor de vidro, olhei para baixo e me admirei ao ver água.
– Que lugar é esse?- perguntei quando peixes passaram por baixo de nossos pés.
– Um lugar especial...- ela disse.- Um pouco longe do centro, mas apenas por que todo o barulho iria atrapalhar a calma do lugar.
Seguimos e entramos em uma sala enorme. Era como uma casa d’água, agora apenas o chão e parte da parede possuíam água, mas isso não diminuía a beleza de ver o fundo cheio de peixes.
– É um lugar permitido, por isso a diversidade de espécies.- explicou Isabelle.- Eles já ajudaram animais aquáticos abrigando-os aqui até voltaram para o habitat ou para o aquário.
– É incrível...- sussurrei.
– Você vive ocupado, eu poderia ter trazido você antes!- ela disse rindo e me puxou para uma mesa perto da parede. Observei os peixes que passaram ao nosso lado.
As mesas eram transparentes e de vidro, enquanto as cadeiras eram brancas e tinham desenhos de conchas. Um restaurante completamente ao estilo “aquático”, digamos assim. E o serviço era muito bom também, não serviam frutos do mar, obviamente por que seria estranho comer peixe vendo vários nadando ao seu redor, mas as comidas eram ótimas.
Isabelle pediu um prato de Onigiri para dividirmos, ao invés do formato tradicional eles eram divertidos e possuíam a forma dos peixes que vimos.
– Terminou?- perguntou Isabelle quando comi o último pedaço do meu onigiri.
– Sim.- respondi. Ela sorriu e levantou-se.
– Então vamos!- ela disse. Levantei e segui a menina parando ao lembrar-me de algo importante.
– Espere, temos que pagar!- falei.
– Não, meu pai é amigo do dono e eles me conhecem.- explicou.- Me deviam um favorzinho, então...
Ela parecia muito animada passando as coordenadas de nosso próximo ponto. Paramos em frente ao parque de diversões, Isabelle adorava aquele lugar aparentemente.
Fomos em várias atrações, mas repetimos o túnel do terror, apenas por que queria ver ela se assustar novamente.
O corredor negro seguia e parecia nunca ter um fim, fomos perto um do outro. Havia só nós e mais um casal, no meio do caminho cada dupla seguia para um lado e como na primeira vez seguimos pelo da esquerda dessa vez pegamos a direita.
Esqueletos caíram ao nosso redor e Isabelle deu um pulinho, mas logo começou a rir e foi o mesmo com o maníaco que apareceu logo depois em um quarto totalmente branco. Ele ameaçou agarrar Isabelle e a mesma se segurou no meu braço enquanto corríamos para fora daquele quarto, passando para o próximo susto.
Algumas outras atrações e já estávamos quase na saída, eu conseguia ver a porta logo ali na frente, mas congelei com o grito de Isabelle. Ela me abraçou fortemente e enterrou seu rosto no meu peito. Fiquei congelado ao ver isso que nem liguei para a gaiola que caiu sobre nós, enjaulando-nos.
Das sombras surgiu um palhaço, ele tinha uma peruca e vestia roupas comuns do personagem, mas em sua boca havia sangue e o mesmo estava pelas suas roupas e na faca que segurava com a mão direita. Ele tinhas cortes e cicatrizes pelo rosto. Eu daria um premio para a pessoa que fez a maquiagem.
– Hahahaha!– ele riu com uma voz sinistra e Isabelle me apertou ainda mais.
– Você não teve medo de coisas piores e está com medo de um palhaço?- perguntei rindo. Ela nem mesmo olhou para mim e comecei a sentir seu corpo tremer. A preocupação tomou conta de mim e ignorei tudo o que o ator dizia para provocar medo.- Isabelle fique calma...
– Meu maior medo...- ela sussurrei e vi o quão apavorada estava.
Olhei para os lados procurando a saída.
– Hahahaha, daqui não sai até o próximo chegar e trocar de lugar! Hahaha, brinquedos novos pra mim! Hahahaha!- dizia o ator com uma voz perturbadora. Isabelle parecia muito assustada.
– Por favor, deixe-nos ir! Ela realmente não consegui lidar com palhaços, Isabelle está mal...- falei preocupado. O ator deu mais algumas voltas.
O ator olhou para Isabelle e avaliou a situação, mas sumiu na escuridão e a gaiola foi erguida.
– Vão logo, os próximos já vão chegar. Desculpe o susto menina.- disse o ator.
Isabelle nem mesmo moveu-se, começou a andar juntamente comigo e não soltou-me. Eu queria poder aproveitar a situação, mas ela parecia assustada demais e não consegui pensar em outra coisa.
Quando finalmente saímos da Casa do Terror ela me soltou, mas foi hesitante. Sentamos em um bando e compramos algodão doce, ela não me contou muito sobre seu medo, mas nem tentei precioná-la.
Depois de comer e Isabella ter recuperado sua energia fomos até o próximo lugar. Vimos pontos da cidade que eu visitava antes de toda a vida corrida e Isabelle tirou fotos comigo fazendo poses engraçadas. Ela não notou quando comecei a filmá-la pela estreita rua cheia de lojinhas baratas e simples. Isabelle parou em uma lojinha com vários modelos de chapéu e começou a colocar os mais engraçados fazendo caretas para mim.
– Por que não soltou essa câmera ainda?- perguntou tentando pegar o aparelho, mas ergui deixando fora do seu alcance.- Kibum oppa!- reclamou.
– Vamos continuar!- falei correndo um pouco.
Alguma coisa naquele dia estava diferente...
– Oppa, me espere!- ela chamou ficando para trás e arrumando as mercadorias.
Alguma coisa tinha quebrado minha rotina, não alguma coisa. Alguém. E ela estava li sorrindo para a vendedora e pedindo desculpas. Isabelle mudou meu dia fazendo-me voltar para as coisas que eu costumava fazer sempre com os amigos.
Aquela garota trouxe para mim algo que parecia perdido, mas que nunca esteve tão longe como eu pensava. Ela trouxe a vida normal de Kim Kibum para Key.
Notei que Isabelle não se importava com minha fama depois de conhecê-la. Mesmo depois de ter descoberto sobre mim, ela nunca mudou no modo como me tratava, na verdade, Isabelle tratou de tratar-me da maneira mais normal possível. Ela nunca me viu como uma estrela que deve ser venerada, ela sempre me viu como um garoto que estava buscando seus sonhos e lutando para realizá-los.
Por isso sou apaixonado por Isabelle. Ela me vê por quem eu realmente sou.
Estávamos novamente no carro. Dessa vez Isabelle nem mesmo deu uma dica, ela simplesmente dizia: " Vire ali!", "siga reto", "dobre à direite" ou " à esquerda".
Já estávamos em um lugar de Seoul desconhecido por mim, mas aparentemente Isabelle sabia bem onde estava indo e não pareceu nem por um momento perdida.
– Pare!- ela disse com um enorme sorriso voando para fora do carro assim que parei.
– Isa!- chamei. Tranquei o carro enquanto corria atrás dela.
Parecia um tipo de praça, mas não estava muito ligada a cidade e havia o começo de uma cerca, provavelmente marcando até onde era seguro.
– Vamos!- chamou Isabelle. Havia um caminho que levava para vários lados e ela pegou o que eu descartaria primeiro.- Ninguém usa esse caminho e por isso é o meu lugar preferido...
Não entendi o que ela quis dizer até ver com meus próprios olhos aquilo que eu mesmo teria perdido...
– Nossa...- soltei e ouvi Isabelle suspirar.
– Bonito, não?- ela perguntou observando o belo lago assim como eu.
Andamos juntos até a beirada e sentamos no banco. Ele não parecia ter acomodado ninguém à um longo tempo. Agora sabia para onde Isabelle fugia às vezes quando não queria falar com ninguém.
– Lembra como me conheceu?- ela perguntou. Comecei a sorrir.
– Lembro...- sussurrei.- Você estava passando e eu confundi você com uma fã.
– Eu queria matar você por ter assinado naquele peixe!- ela disse rindo.- Era o presente do meu pai, saiu muito caro!
– Você me obrigou a voltar com você e comprar outro peixe. Até hoje não entendo por que dar para o pai um peixe.- continuei rindo. Ela deu de ombros.
– Ele queria muito aquele tipo de peixe, meu pai não comia aquele tipo desde pequeno e quando vi...- ela contou.- Não podia perder a chance e você assinou nele! Que pessoa assina um peixe?!
– Você não tem noção do tipo de coisas que já assinei...- falei em um tom baixo e serio. Os olhos de Isabelle se abriram assustados.
– Não precisa nem contar!- exclamou e depois desatou a rir.
Olhei para o céu, já tinha anoitecido. As estrelas brilhavam naquele céu límpido e iluminado pela lua.
– Melhor irmos...- Isabelle disse e levantou.
Naquela fração de segundos a menina escorregou na água sobre a estradinha de pedras.
– Ah!- gritou.
Levantei e segurei seu braço puxando-a, enquanto minha outra mão foi para suas costas. A respiração de ambos trancou, rostos muito próximos e lábios a centímetros. Ergui Isabelle sem afastá-la nem mesmo um centímetro.
Ambos os braços da menina estavam em meu pescoço e ela piscava lentamente. Estrelas eram refletidas por seus olhos castanhos e os lábios eram convidativos. Tão convidativos que me aproximei lentamente, acabando com cada centímetro... Um de cada vez. Ela soltou sua respiração ao mesmo tempo que eu e então fechou os olhos.
O primeiro toque foi breve e prestei atenção na sua reação, não queria assustá-la. Isabelle não se moveu, apenas sua mão subiu até minha nuca e esse foi o sinal que eu precisava. O beijo foi lento, mas continha toda nossa amizade e paixão.
Os lábios dela eram macios e parecia como mel para mim, eu tinha vontade de nunca mais deixá-los, mas o ar uma hora iria faltar e no ritmo que começamos a ir isso aconteceria logo.
Um breve espaço para respirar e ela abriu os olhos. Olhamos um para o outro tentando entender aquela sensação.
Estávamos juntos? Sim, mas esse foi nosso primeiro beijo.
– Kibum...- ela disse sem formalidades. Isabelle tinha minha completa atenção.- Faça isso novamente...
Dei um meio sorriso breve e tomei seus lábios mais uma vez.
– Eu te amo...- ela sussurrou quando ficamos abraçados.
– Eu também amo você...- sussurrei entre seus cabelos.
Tudo estava perfeito naquele momento, mas a felicidade tem durado pouco ultimamente.
Quando eu disse que felicidade dura pouco não estava brincando...
Assim que voltamos para o carro notei meu celular tocando e havia várias chamadas de todos os membros. E também da pessoa que eu mais temia ouvi nesse momento... Lee Soo Man-nim.
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