SAVE-ME GIRL

19 Capítulo 19- Não ouça o coração


Jeon Suyin.

Encaro meu irmão.

Meu coração doía de tão rápido que estava batendo naquele momento. Faziam anos que não nos encontrávamos e era algo estranho que eu sentia naquele momento. A cada passo que eu dava em sua direção, parecia que ele estava mais longe ainda.

—Suyin...-Sussurrou enquanto eu me aproximava.

Ele se afastou lentamente, me fazendo parar na hora.

—Jungkook...-O chamo e ele desvia o olhar, olhando pelo cás.

—O que você quer?-Perguntou sem me encarar.

Ele...

—Porque está se afastando de mim?

—Tudo que vai volta ,geralmente na mesma intensidade.-Respondeu ríspido e eu engoli a seco, cruzando os braços totalmente sem graça.-O que você quer, Suyin?Eu tenho que trabalhar.

—Eu vi você na televisão...-Respondi e o encarei.- pensei que estivesse morto, Irmão.

—Primeiro que aparecer na televisão , eu sempre apareci , a única diferença que dessa vez não foi em um programa de fofoca.-Falou e me encarou.

Ele estava tão sério que nem parecia que era a mesma pessoa.

—Segundo...por mais que essa seja a sua prece de toda noite, eu ando tão ruim que nem Deus e nem o Diabo me querem e terceiro, eu não sou o seu irmão. Esse ai sim morreu.- Respondeu e me olhou de cima abaixo.

—Para de me tratar assim...-Pedi e ele respirou fundo.

—Olha Suyin, meu dia foi complicado, eu discuti com oficiais e eu tenho que ir atrás de uma pessoa agora, que no caso é mais importante. Vai para casa, é tarde, deu de tentar pagar de irmã mais velha boa...só vai pra casa.- Mandou e eu fechei os olhos, deixando algumas lágrimas escorrerem pelo meu rosto, depois os abri, o olhando.

—Você...realmente mudou muito.-Falo e encaro o porto depois ele.- Eu queria tentar..-Ele me interrompe quase no mesmo momento, me assustando.

—Você nem ouse terminar essa frase para mim, Jeon Suyin!-Exclamou e se aproximou de mim, me fazendo andar para trás.- Você não tem o direito de fazer isso comigo. Bota a mão na tua consciência e nota o que tu fez comigo.

—Jungkook!Eu tinha 18 anos!

—E eu 17, porra!-exclamou me calando.- Eu tinha 17 anos e fui jogado pra fora de casa, pelo teu egoísmo!Pela tua língua grande, e agora você me vem querer pedir desculpas?Na porra de um porto?-Ele exclamou exaltado.

Soluço e arqueio quando ele me segura pelos braços, me sacudindo levemente.

—Vai pra casa e me deixa em paz, avisa para mamãe e para o papai que o filho indesejado deles se jogou da ponte e usa isso de referencial. Me deixa em paz, Suyin.-Pediu e me soltou, se afastando de mim e passando a mão pelos cabelos.

Jeon Jungkook.

Escuto ela chorar e a encaro, negando com a cabeça.

—Vai embora, Suyin.- Mando e dou as costas a ela, andando em direção a viatura.

Meu coração praticamente gritava para que eu voltasse lá e desse um abraço bem forte na minha irmã, dizendo que eu sentia sua falta, que eu ainda a amava e que eu queria ela de volta.

Hoje eu não te escuto mais, coração.
Aprende a chamar a minha atenção direito.
Deixa de se entregar a emoção do drama
Que é protagonizado por uma das piores atrizes que eu já conheci.


Jeon Suyin.

—VOLTA AQUI JUNGKOOK!-Ela gritou e eu fechei os olhos, negando com a cabeça.

Você tem gente mais importante para se importar agora.
É...eu sei.

Entro na viatura e bato a porta com força. Olho pelo vidro do carro, vendo um senhor vestido de chofer a ajudando a se levantar.

Neguei com a cabeça e liguei o carro, dando partida.

Suyin era uma menina que ganhava tudo que queria, quando queria e como queria. Não é assim que funciona comigo, ela pode ter o dinheiro que for, saber falar em quantos mil idiomas, eu não estava nem ai.

Entro na via e coloco uma música no carro, aproveitando a batida enquanto dirigia.

Estava com o modo ''Fuck Yourself'' ligado a dias. Gostou?Não gostou?Que se dane.

—Ok...onde aquela pessoa deve estar?-Pergunto a mim mesmo e passo a mão no rosto.- Só tem um lugar que aquele ser conhece nessa cidade...pior que eu vou ter que andar, oh tristeza.- Solto um muxoxo e estalo o pescoço, dirigindo em direção a saída da cidade.

—Amandinha...-Cantarolo balançando a cabeça e franzo o cenho.

Cria vergonha na cara, Soldado.
Merda é essa?

{...}

Estaciono o carro e olho para cima, vendo a silhueta de alguém sentado na beira do penhasco.

Rio fraco e me olho no espelho do carro, passando a mão pelo cabelo.

—Né por que você não anda dormindo que significa que você tem que tá um trapo.- Falo pra mim mesmo e arrumo a jaqueta.-Se fosse outra até que podia mas isso ai é patente alta.- Falo e nego com a cabeça.- Tô lindo.

Respiro fundo e saio do carro, batendo a porta. Subo a ladeira devagar e a encaro, vendo ela olhando para cima. Encaro o céu e abro a boca, vendo o breu salpicado de pontinhos brilhantes.

Estava lindo o céu hoje.

Desco o olhar para ela e cruzo os braços.

—Senhorita Leal.- Engrosso a voz, vendo ela me olhar por cima do ombro e depois olhar para o céu depois.

—Oi.

—Quer voar, Amanda?-Perguntei enquanto me aproximava dela.

—Vai se catar.- Mandou e eu ri fraco, parando do lado dela.

—Está bonito...- falo e solto o ar pela boca.- Puxa...

—Jungkook?-Me chamou e eu a encarei, vendo ela olhar para cidade.- O que você tá fazendo aqui?

—Te pertubando.- Respondi e sorri fraco, vendo ela me olhar com a sobrancelha arqueada.- E também porque já é de noite, e mulher sozinha em um lugar desses de noite é perigoso.

—Eu estou armada.- Respondeu e eu concordei com a cabeça.

—Ainda é perigoso.-Falo e ela cruza os braços, me olhando.

—Preocupado comigo, Delegado?-Perguntou e eu pisquei várias vezes.

—N-não...longe de mim.-Respondi e ela sorriu de lado, estreitando os olhos.- Estou aqui somente porque Lyunn mandou.

—Aham.- Falou e riu fraco, encarando o céu novamente.- Obrigada...por se preocupar comigo.- Riu e eu a olhei negando com a cabeça.

—Eu te jogo desse penhasco.- Falei e ela gargalhou, parando na minha frente.

—Então me joga, eu deixo.- Falou e eu a olhei por um tempo, depois neguei ouvindo ela rir.- Viu?Você se importa.

—Você é o capeta em pessoa, sabia?-Perguntei e ela concordou dando os ombros.

—Capeta é bonito né?

—Si...Cala a boca, Amanda.- Mandei sentindo meu rosto esquentar e ela gargalhar alto.- Eu vou embora.

—Vai não, fica aqui.- Pediu e encarou a cidade.

Respiro fundo e ponho as mãos nos bolsos, encarando as luzes da nossa metrópole...era lindo ver aquilo.

—Sobre o Marcelo...eu sinto muito pelo o que ele disse.- Falou e eu a encarei.- Entende como é complicado?

—Entendo....é como se fosse oposição contra oposição....eu sei exatamente disso-Falo e olho para os lados, decidindo se iria falar algo a mais.- Sobre isso...não ligue para o que ele diz..você é totalmente o oposto do que ele falou.- Falo e encaro a cidade novamente.

Tenho a sensação dela me olhar e fico tenso.
Tava meio complicado conversar direito, fazia tempo que eu não conversava assim.

Você é um inútil mesmo.
Fique quieta, mente infame.

—Obrigada.- Falou baixo e eu a olhei devagar, piscando algumas vezes. Ela me encarou e bateu levemente no meu ombro.- Vamos embora.

Ela se afastou e eu pisquei novamente, tentando digerir aquilo direito. Sorri fraco e olhei pro céu, franzindo o cenho.

—Jungkook!

Desperto e ando rapidamente atrás dela, pondo os braços para trás.

—Você tá estranho.- Falou e eu sorri mostrando os dentes.- Não...você é estranho.- Falou e eu ri fraco, andando em direção a viatura.-Uh...eu tô com fome.

—Quer ir no negócio lá que eu te falei?-Perguntei a olhando e me virei, a encarando. Ela sorriu animada e eu pisquei pra ela, rindo fraco.- Entra ai, vamos lá.

Lyunn Wang


Passo a mão pelo o rosto e encaro Mitsuri que estava pensativa.

—Onde ela está?-Perguntou e eu suspirei.

—Eu não faço ideia, mas o delegado disse que se ela demorasse muito, ele mandava alguém atrás dela.- Falo e Mitsuri nega com a cabeça, massageando os olhos.

—Ele conseguiu fazer tudo que não podia se fazer em um dia só, esse cara me impressiona mais a cada dia-Falou irônica e me encarou-Você como responsável pelos dois não tentou intervir antes que o Marcelo falasse uma coisa dessas?

—Mitsuri, olha eu...

—Me escuta aqui, Lyunn.- Misturi falou e eu mordi a boca, a encarando.- Esse delegado é um péssimo exemplo para a Amanda, ela não obedece mais ninguém por causa dele, outra coisa é que para o Marcelo falar algo desse tipo é porque ele tem razão.

—Espera ai, como é?-Pergunto me levantando da mesa lentamente, a olhando incrédula.

—Tudo bem, não que ele está certo nas palavras que usou, mas se continuar assim é o que vai acabar acontecendo, e é nisso que eu errei, a Amanda deveria voltar para a base.

A encaro por um tempo e começo a rir levemente, pendendo a cabeça.

—Mas...o que você?

—Espera....ai Deus-Suspirei e passei a mão nos cabelos, a olhando com os olhos estreitos.- Tudo bem...-Me levanto lentamente e passo a língua nos lábios.- Okay...vou te contar uma história.

—Lyunn você...Quanto tempo não dorme?-Perguntou e eu ri, soltando os cabelos.

—Uma vez, me contaram sobre uma general- Falei e me sentei próxima dela, sobre a mesa.- Uma general que era boa, que pensava direito e que acima disso tudo, sabia sobre os direitos de todos e os respeitavam.

—Lyunn...

—Essa general tinha dois filhos, uma menina e um menino e eles dois eram tratados da mesma forma, com os mesmo direitos e com as mesmas oportunidades.

—Wang...por favor.

—Sabe qual é o problema de eu ter escutado essa história?-Perguntei e segurei seu queixo, vendo ela me olhar assustada.- O problema é que essa história não é real e na verdade essa general é uma lunática.- Falei e a soltei, me afastando.

—Você...- me encarou com ódio e eu me levantei, negando com a cabeça.

—Mitsuri, notou o quão ridículo foi o que você falou?-Perguntei e cruzei os braços- Mitsuri, Obedecer?...Obedecer é coisa que cachorro faz, outra coisa a culpa disso tudo estar acontecendo é sua.

—Minha?Eu passei a minha vida inteira cuidando dos dois para ela me retribuir assim?-Perguntou e eu ri fraco.

—Mitsuri, isso já passou!-Exclamei- Tudo bem, parabéns você fez uma ação muito nobre, mas agora por causa disso você vai querer que a Amanda seja totalmente Leal a você porque ela não tem o menor direito de ter uma vida de uma pessoa normal.

—Eu não falei isso.

—Não?-Perguntei e vi abrirem a porta, revelando Isobell e Aurora.- Entrem aqui as duas, por favor.-Pedi e encarei Mitsuri.-Meninas é o seguinte, estamos em uma questão aqui, a nossa querida General se recusa a admitir que controla a vida da nossa colega, Amanda Leal.

—Me mete no meio disso não, Einstein-Aurora falou e eu a encarei séria.- Mas em resposta, sim ela controla.

—Viu?-Perguntei e sorri sarcástica.- Só porque você adotou a Amanda, não significa que ela não possa ter uma vida normal. Meninas, a Amanda não fazia ideia de qual era o sabor de um refrigerante, um refrigerante minha gente!

—Faz mal!-Mitsuri falou

—FAZ MAL PARA VOCÊ!-gritei e ela se afastou-O QUE VOCÊ TÁ TENTANDO FAZER?UMA MÁQUINA?ME DIZ?-A segurei pelo colarinho e a sacudi.-Eu construo a merda da máquina perfeita que você quer, nem que eu morra fazendo ela, mas deixa a Amanda viver em paz!-Gritei e apertei seu pescoço- Eu devia matar você.

—LYUNN!-ouvi Isobell gritar comigo e a empurrei.

—LOUCA.-Grito a olhando e me afasto de perto delas, negando com a cabeça.

—Mulheres pelo amor de Deus.- Ouvi Aurora falar e a olhei.- Mitsuri, eu vou ser real contigo, você não deixa a Amanda viver.

—34?-Ela perguntou besta.

—Aurora, meu nome é Aurora.- Falou e passou a mão pelos cabelos curtos.- Isso ai já vem a tempos e eu não tiro o seu direito, o problema é que não tem como tirar porque você não tem ele.

—Aurora, vai seguir na paranóia da Lyunn?-Mitsuri perguntou e eu apertei o copo de agua que eu bebia, o fazendo se estilhaçar na minha mão.

—Paranóia não, Mitsuri. É a verdade.- Aurora falou e passou a mão pelo rosto.- Com o Marcelo, quem vai se resolver sou eu, a Isobell já me falou e eu só não explodo ele em bala porque ele é importante para minha melhor amiga.

—Infelizmente- Isobell comentou.-Mas qual é o motivo dessa discussão toda?

—O mesmo pelo qual o Marcelo estava brigando-Falei e me aproximei delas, negando várias vezes com a cabeça.

—Ah me desculpem mas vão se fuder todas as duas.- Aurora falou e eu a encarei.- Mitsuri, pelo amor de Deus, a Amanda com o delegado é melhor que com qualquer outra pessoa!

—Como?

—Pensa comigo, A Amanda e o Jungkook juntos, duas mentes daquelas trabalhando em conjunto é melhor que brigando!-Aurora exclamou e bateu as mãos nos quadris.

—Ele é má influência!-Mitsuri falou

—O máximo que ele pode fazer é traçar ela- Aurora falou e eu, Mitsuri e Isobell a olhamos incrédulas.- Nem é algo ruim, ele é bonito.

—Eu não acredito que eu estou ouvindo isso.-Mitsuri falou e revirou os olhos, se afastando.-Lyunn, eu devia te demitir sabia?

—Demite que eu quero ver se tu é capaz de cuidar disso aqui sozinha.-Falei e Aurora me olhou negando.-ainda por cima quer mandar a menina de Volta.

—Gente, vamos nos recompor-Isobell falou e cruzou os braços.- A Amanda vai continuar com o Delegado, querendo você ou não. Se duvidar os dois já estão juntos e se você não quiser isso, vai enlouquecer ou vai matar a menina.-Falou e me encarou- E você recupere o senso do ridículo que isso já tá feio.

—Obrigada, Isobell.- Aurora falou

—Vamos unir o útil ao agradável, Amanda vai continuar com o Delegado, Lyunn vai continuar trabalhando que era o que ela deveria estar fazendo e vamos aquietar o nosso facho.

—Ele vai estragar com essa menina- Mitsuri falou negando.

—ELA NÃO É ALGO PARA SE ESTRAGAR, SAI DO MEU GALPÃO MITSURI!-Grito a olhando.

—Deu de baixaria, suas duas lavadeiras.-Aurora mandou e eu a olhei incrédula- Fica calada na tua, Mitsuri, porque você não vem comigo tomar umas?-Aurora perguntou e passou o braço sobre o ombro dela.

—Me solte, Aurora.

—Vamos beber umas coisas, conversar sobre a bolsa de valores, sim?-Aurora perguntou e as duas saíram do galpão.

Respiro fundo e empurro as coisas de cima da mesa, as jogando no chão.

—Ajeita o óculos-Isobell mandou e eu o arrumei, passando a mão pelos cabelos.- Ficou bonita de cabelos negros.

—Fica quieta.- Mandei e arrumei o jaleco.

{...}

Jeon Jungkook.

Dei risada enquanto via Amanda andando meio torta por causa do sono.

—Você dorme ás 20:00?-Gargalhei vendo ela me olhar com uma cara de sono mais horrível do mundo.

—Vai se catar, Delegado.

—Seja assim comigo não, foca aqui.- A chamei e ri alto quando ela bocejou e se encostou na porta da viatura.- Tá satisfeita?

—Nunca comi tanto na minha vida- Respondeu me olhando e soluçou, me fazendo fazer careta.- Coca-cola, foi mal.- pós a mão sobre a boca.

—Pera ai...-Me apoiei na viatura e gargalhei.- Meu jesus mas que parece que você tomou todas as bebidas da cidade, sendo que você tomou somente coca-cola.

—Moço...foi a naftalina-Respondeu e eu ri mais ainda, sentindo as lágrimas descerem pelo meu rosto.

—N-naftalina?-Perguntei e ela começou a rir também.- Vem....deixa eu te ....meu deus do céu.-Dei risada e limpei o rosto.- Deixa eu te levar pra casa.

Abri a porta da viatura, esperando ela entrar e dei a volta, entrando e fechando a porta. Liguei o carro e dei partida, enquanto tentava parar de rir.

—A naftalina, Amanda?

—Eu tô com sono- Massageou os olhos e eu a encarei.

—Espera...você tá sem maquiagem?-Perguntei a olhando.

—Preciso disso para ser bonita não, se assim eu já dou trabalho, imagine maquiada.- Falou e eu ri concordando com a cabeça.

—Tá certo, então.

{...}

Encarei a porta da pensão e depois ela. Suspiro e vejo a porta abrir, vendo a Lyunn lá.

—Entregue sã e salva, como eu prometi.- Encarei Lyunn que sorriu sem mostrar o dentes e depois encarei Amanda.- Boa noite, Amanda.

—Boa noite, Jungkook.-Falou e eu me virei, descendo as escadarias e depois andando até o carro.- Delegado!

Me viro a vejo sorrir, levantando a mão e fazendo um gesto que eu não imaginaria a ver fazer para mim.

Sorri sem acreditar e bati a continência de volta, me virando logo em seguida e mordendo a boca.

—Meu Deus eu não acredito nisso.

Amanda Leal.

Mordi a boca enquanto fechava a porta e sorri fraco, me virando e encontrando Lyunn que me olhava séria.

—Precisamos conversar, Amanda.