SAVE-ME GIRL

16 Capítulo 16- Prova de Fogo parte 1


Amanda Leal

Ando lentamente pelo corredor, encarando a porta escura que tinha ao fundo.

O que a Lyunn havia falado estava reverberando em minha mente e eu estava ultrapassando meu ego e orgulho para fazer o certo. Trabalhar em pé de guerra não auxiliaria em nada, infelizmente eu odeio admitir mas mesmo sem trabalhar em campo por um tempo -até onde eu sei- ele sabia agir diante de uma situação dessas, mas eu ainda precisava de uma prova.

Uma resposta do porquê dele ainda continuar insistindo nisso tudo.

Paro diante a porta e seguro na maçaneta, engolindo a seco e suspirando cansada. Giro ela e entro na sala, me assustando por ver ela vazia. Franzi o cenho confusa e me viro, voltando ao salão central. Encaro Yoongi que acabava de entrar e respiro fundo pondo as mãos na cintura.

—Ou do colarinho, onde é que tá o Jeon?-Pergunto e ele franziu o cenho- Tá pra cima- Aponto na direção do seu pescoço e ele pisca algumas vezes, abaixando logo em seguida.

—Não sei...deve estar no incêndio enorme que está tendo no centro, acabei de chegar de lá.- Respondeu e eu arqueei a sobrancelha.

—Incêndio?Desde quando ele tá no meio disso?

—Isso são coisas que não aparece nem na televisão e nem nos relatórios escabrosos do Namjoom.- Encaro Taehyung que entrava na sala.- Bom dia.

—Bom dia- Respondo e pisco algumas vezes.- Ele tá lá?

—Tá sim.- Respondeu enquanto entrava no corredor, sendo seguido por mim.- Procurando ele para humilhação do dia, Amanda?

Fiz careta e neguei lentamente.

—Qual é a sua?-Pergunto vendo ele pegar alguns papéis que estavam sobre a mesa de Jeon.

—Eu só fiquei estressado. Atearam fogo em um hospital e a minha mulher estava nele.- Falou enquanto organizava algumas coisas.- Minha mulher e um monte de criança doente, quem foi o infame que fez isso?Isso ultrapassa o nível da crueldade humana, uma pessoa dessas merece ser cimentado a uma parede pra morrer asfixiado.

O encaro por um tempo e ele sai da sala. O sigo novamente e coço a nuca.

Eu estava estritamente proibida de agir em qualquer caso que não fosse o de Sophia Pheobe, mas a vontade é tamanha que ultrapassa minha lealdade e obediência.

—Taehyung!-O chamo e ele me olha por cima do ombro.- Me leva contigo?

Ele deu risada e negou levemente.

—Sabe muito bem que não pode né?-perguntou e negou com a cabeça de novo.- Por isso que eu gosto de você, corre para viatura que eu já tô indo.

O encaro por um tempo e sorrio abertamente, fazendo o que ele pediu.

Jeon Jungkook

—Tudo bem , qual a situação?-pergunto para Namjoom que olhava o prédio preocupado com o tamanho do fogo.

—Os andares inferiores foram evacuados, mas as chamas podem comprometer a base do edifício. Os andares de cima estão lotados.- Falou e eu passei a mão no rosto.

—Quanto tempo para os bombeiros chegarem aqui?-Pergunto olhando para o fogo abismado.

—Meia hora- Falou e eu neguei com a cabeça.

—Não dá tempo, o que tem nos andares superiores?-pergunto e ele fica em silêncio, o encaro e preocupado.- Anda Namjoom!

—Oncologia Infantil.- Respondeu e eu arregalei os olhos.

Me viro rapidamente para os enfermeiros e enfermeiras que encaravam o prédio e o olho por um tempo, procurando algo que pudesse ajudar. Vejo uma plataforma aérea, usada para limpar prédios altos e balanço a cabeça.

—Hey- Chamo a atenção de todos e me aproximo mais ainda.- Eu tenho uma ideia, vai ser arriscado mas se formos rápidos, dá certo.

Vejo uns aos outros se encararem e logo em seguida concordarem.

—Okay, Jimin!- O chamo vendo ele se aproximar e respiro fundo.- O prédio ainda tem energia?-Pergunto o encarando e ele concorda- Acessa as imagens das câmeras de segurança, preciso de todas que você conseguir.- Bati em seu ombro e ele correu.- Vamos.- Chamo os enfermeiros que me seguiram, junto deles estava Thalia que se pós ao meu lado, andando em direção ao prédio, aumentando a velocidade junto a mim.

Entramos no prédio que estava um puro caos e corremos em direção as escadarias.

—Vocês que conhecem o hospital, me levem até a Oncologia Infantil.- Falo e Thalia concorda, correndo na minha frente junto aos outros.

Meu coração batia rapidamente, me fazendo sentir uma pressão altíssima sobre minha cabeça. Minha adrenalina havia disparado logo após ouvir a palavra Oncologia sair da boca do Namjoom.

Seguia desesperado os enfermeiros, passando pelo fogo e tapando o nariz. A fumaça já dominava praticamente todo o local, e além disso tudo poderia ser tóxica. Estamos em um local que possui de tudo um pouco, isso sendo queimado e liberado no ar, podia muito bem deixar qualquer um inconsciente ou bem pior.

Encaro a porta da emergência que estava bloqueada por uma viga que havia caído e encaro os enfermeiros. Junto a mim tinham mais cinco, que me ajudaram a tirar a viga de madeira de frente da porta.

—É isso ai- Concordo com a cabeça e bato o dedo sobre o comunicador que estava em minha orelha.- Jimin, preciso de você agora.

—Depois dessa porta tem mais três alas, vá pela do meio e se separe, as outras duas estão bloqueadas.- Falou e eu concordei.

—Preciso que dê um jeito de trazer a plataforma até o nosso andar, tenho certeza de que já passamos dela faz tempo.- Falo e empurro a porta de uma vez, vendo a outra porta branca, com o nome Oncologia escrito nela.

—Seokjin está aqui.- Falou e eu suspirei cansado, enquanto avançava ainda mais, sentindo me puxarem para trás com , vendo a viga flamejante cair na minha frente. Encaro por cima do ombro a ruiva que me olhava irritada e concordo com a cabeça

—Obrigado. Mande o Seokjin fazer o trabalho dele e trazer os bombeiros para cá agora, eu não sou bombeiro nem super-herói e estou aqui dentro.- empurro a porta com tudo e ouço alguns gritos.-Okay, se separem e me encontrem aqui no meio, tragam todas as crianças, nenhuma fica para trás.- Falo vendo todos correrem. Corro para frente e me vejo perdido novamente.

—Vira a direita.- Escuto no comunicador e concordo, correndo rapidamente.- Eu não acredito que está dentro de um prédio flamejante.

—Nem eu, vou mandar currículo para me tornar um personagem da Marvel.- Falo tentando descontrair a tensão que estava sentindo.-Imagina eu contracenando com o Homem de ferro?-Pergunto e empurro outra porta.

—Isso se você sobreviver para contar história, seu louco. Ainda bem que a Hyuna se separou de você, se não ela estaria morrendo agora.-Falou e eu ri fraco.- Você é suicida, não é herói.

—É um risco ocupacional, esse é o meu trabalho.- Falo e empurro a porta, vendo uma sala cheia de leitos, com crianças me olhando assustadas.

Respiro fundo e vou para o meio da sala, vendo elas com medo.

—Quem quer brincar de filme de ação?-Pergunto os encarando.

Amanda Leal.

Saio da viatura e abro a boca incrédula, vendo o tamanho do fogo que estava consumindo aquele prédio. Era surreal aquilo tudo.

Ando na direção de Jimin que estava com um ipad em mãos e não acredito na cena que vejo naquela pequena tela.

—Jeon Jungkook?-Pergunto e JImin me encara.

—Amanda Leal, preciso de você.- Falou e eu o encarei piscado várias vezes. Me entregou o Ipad e tirou o comunicador de sua orelha, o pondo em mim.- Preciso que me ajude.

O encaro por um tempo, sentindo o coração bater fortemente e concordo com a cabeça.

—Preciso que guie ele pelo o hospital.- Falou e eu encarei novamente o aparelho, vendo o mesmo ajudando algumas crianças saírem da sala em que estavam.-Eu preciso o ajudar, mas eu não posso fazer os dois ao mesmo tempo. Consegue fazer isso?-perguntou e eu concordei.- Eu confio em você.- Falou e se afastou, correndo rapidamente em direção ao prédio.

Sinto uma descarga de adrenalina correr pelo meu corpo e encaro a tela.

—Jimin?-Ouço ele perguntar e engulo a seco.

—Não, sou eu.- Respondo o vendo pela tela.

—Amanda?-Ele perguntou e passou a mão pelo rosto.- Sai desse comunicador agora, isso não é brincadeira de criança, Amanda!.

—E-Eu sei!- Respondo e engulo a seco.- Eu vou te ajudar.

—Se eu morrer junto a todas essas crianças e enfermeiros, a culpa vai ser sua, você me entendeu?-Perguntou e encarou a câmera.

—Entendi- Falo nervosa e olho novamente para o prédio, depois para tela.- Você é muito louco.

—Jura?-Perguntou ignorante enquanto ajudava a levar algumas crianças. Mudo de câmera e respiro fundo.- Pela esquerda, o acesso é livre.- Falo e ele concordou com a cabeça, andando rapidamente.

—Se vocês não são as crianças mais corajosas que eu já vi, eu não sei quem poderia ser.- Falou e eu pisquei algumas vezes.- Muito bom, gente, é assim mesmo.- Falou e eu o encarei por um tempo.

Eu nunca havia o visto dessa forma. Agindo de forma calma e controlada, mantendo o foco das crianças não na situação desesperadora que estavam passando mas sim na estranha aventura, podemos dizer assim.

Ele deixou as crianças em um local que tinham várias entradas, parecia um centro. Vejo alguns enfermeiros nas câmeras e respiro fundo.

—Okay, se você quer ajudar de verdade, vamos lá.- Falou e pós as mãos no quadril.- Olhe para mim, uma outra sala que tenha crianças.- pediu e eu concordei, passando as câmeras rapidamente.- rápido Amanda!

Respiro sentindo meu corpo inteiro tremer. Estava passando por uma crise de pânico e isso não era nada bom, fecho os olhos por um tempo e respiro novamente, tentando me concentrar.

—Primeira vez que faz isso?-Perguntou e eu abri os olhos, encarando o visor.- É a primeira vez que eu entro em um hospital em chamas, eu também tô nervoso.- Falou e eu abaixei, me ajoelhando no chão.

—A-ala 13, precisa passar por 4 portas e subir um andar.- Falo e o vejo concordar, correndo em direção da primeira porta.- Meu Deus, como isso foi acontecer…

—Eai, como está sendo seu dia?-Perguntou e eu ri sem emoção, não acreditando no que estava ouvindo.

—Está bem corrido, se assim posso dizer.- Falo e ele concorda com a cabeça, entrando na escadaria.

—O meu está um pouco frio, sabe?-Brincou e puxou a blusa que usava por baixo da jaqueta, tapando metade do rosto.

—Como consegue brincar numa situação dessas?-Pergunto e passo a mão pelo meu rosto, tentando controlar os meus nervos.

—Quando estou com medo, começo a falar besteira.- Se explicou e saiu da escadaria, entrando no outro andar.- WOW!-exclamou me assustando.- Tá quente igual a sua terra natal, senhorita Leal.

Falou e eu franzi o cenho.

—Como assim?-Pergunto confusa.

—Enquanto eu procuro a sala porque você não sabe guiar alguém direito, me responda, como consegue ser tão maquiavélica quanto o diabo, senhorita Leal?-Perguntou e eu sorri fraco, negando com a cabeça.

ele é um completo de um idiota, em uma situação suicida, fazendo uma ação nobre.

—Eu posso ser bem pior que ele e você me respeite.- Falo e escuto ele dar risada.

—Viu? Sua crise acabou, agora trabalha direito e me ajuda.- Mandou e eu arregalei levemente os olhos.

Esse energúmeno havia acabado de me ajudar a sair de uma crise e estava parado no meio de um local que estava pegando fogo.

Eu não tô conseguindo absorver isso, Meu Deus.

—Como você…?

—Que se foda como eu descobri, faz logo o que eu tô mandando porque a minha vida tá prêmio aqui dentro!-Exclamou e eu arfei, estalando o pescoço.

—Tudo bem, vá pela direita e depois a esquerda, depois a esquerda novamente e vai ver uma porta, tem algumas crianças encolhidas no canto da sala.- Falo e o vejo concordar com a cabeça.

—É disso que eu tô falando. Boa, Amanda.- Falou e correu.

Encaro a tela por um tempo e sorri fraco.

—Obrigada…

—Por nada.- Respondeu e deslizou com os sapatos pelo chão, tendo algumas lâmpadas explodindo atrás de si por causa do calor.

Troco de câmera e solto um som de espanto.

—Confesso que nessa eu mitei, dava uma cena de filme.- Falou e eu concordei com a cabeça, sabendo que ele não veria.

Ele entrou na sala e bateu as mãos.

—Olhem quem chegou!- Falou e algumas meninas se levantaram, correndo na direção dele.- Vamos lá para fora, princesas.- Pediu e pegou duas no colo, as ajudando a sair da sala e sendo acompanhado pelas outras crianças.- Ai Amanda, criança se dá com criança, o que você tá fazendo ai fora?-Perguntou e começou a rir.- Não chora princesa, eu estou aqui.- Falou para alguma das garotinhas que o abraçavam.

—Eu juro que se isso não te matar, eu te mato.- Falo e nego com a cabeça.- Falta somente uma sala.- Falo ao ver ele descer as escadas rapidamente, voltando ao local onde ele havia deixado as outras crianças.- Mas qual é o plano?-Pergunto.

—Sabe aquelas plataformas aéreas para limpar prédio?-Perguntou.

—Andaime?-Pergunto e ele dá os ombros.- sim.

—Tem um fora do prédio, mandei o Jimin cuidar disso.- Falou e abri a boca, soltando som de entendimento.- Acho que ele te pos ai e foi resolver, isso é bom. Se for para morrer, pelo menos vou morrer ouvindo a voz de uma mulher.- Falou e eu neguei.- Eu sei que eu tô passando do limite, quando a minha adrenalina passar, isso passa também.

—Eu também tô nervosa.- Respiro fundo e o vejo sacar o revólver.

Andou em direção a uma das grandes janelas e disparou várias vezes, estilhaçando o vidro. Olhou para baixo e respirou fundo.- Amanda, olha o andar debaixo para mim.- Pediu e eu concordei, nao conseguindo acessar as câmeras, olho para o prédio e respiro fundo.

—Consumiu em fogo.- Falo e ele concorda com a cabeça.

Vejo Thalia se aproximar dele e os encaro atenta pelas câmeras.

Jeon Jungkook

—O que vamos fazer?-Ela perguntou e respirei fundo.

—Ainda tem uma sala, preciso que desçam as crianças no andaime.- Falo e ela me encara por um tempo depois anda em direção a janela que eu havia quebrado, olhando para baixo.

—Quer que elas pulem de um andar? e se isso despencar concosco?-Perguntou e eu neguei.

—Acredita em mim.- peço a olhando e respiro fundo.- ponha alguns enfermeiros para pularem no andaime primeiro, depois as crianças.- Falo e ela concorda, correndo em direção a janela e se jogando.

Arregalo os olhos e corro, olhando para baixo, vendo ela se erguer em cima do andaime, olhando para cima.

—SUA LOUCA!-grito e ela concorda com a cabeça.

—MANDA AS OUTRAS ENFERMEIRAS FAZEREM ISSO, SOMOS MAIS LEVES.- Falou e eu concordei.

—E SE ELAS NÃO QUISEREM?-Pergunto confuso.

—SÓ JOGA.- Mandou e eu a encarei incrédulo, ouvindo uma risada ecoar pela minha cabeça.

—Gostei dela- Ouvi Amanda falar e nego com a cabeça, voltando ao local de origem e falando com as enfermeiras.

Após um tempo já estavam todos no andaime, os encaro por um tempo e respiro fundo, fazendo sinal para Jimin que concordou com a cabeça, fazendo a plataforma descer.

—JUNGKOOK!-escuto Thalia gritar e me afasto, voltando aos corredores.

—Okay, menina prodígio, somos somente nós dois agora.- Falo enquanto vou em direção a porta que dava acesso as escadarias.- O que você tá fazendo aqui?

—Ah?

—Você não devia sair da delegacia, o que você tá fazendo aqui?-Pergunto novamente e subo as escadas de forma rápida.

—Estava...te procurando.- Falou e eu parei de uma vez.- Volta a correr, imbecil!-Mandou e eu balancei a cabeça, voltando a correr as escadas, saindo em um andar.- Está no andar errado, sai dai! É o outro andar acima!- Exclamou e eu concordei, sentindo minha visão ficar turva e voltar rapidamente.

Paro e me apoio na parede, respirando fundo, voltando a correr.

—M-me procurando? O que é tão importante para eu obter a honra de ter a menina prodígio de Mitsuri Sakama me procurando?-Pergunto e abro a porta de uma vez, vendo o fogo consumindo o local.

—Eu...acho que não vamos conseguir trabalhar direito agindo da forma que estamos agindo.- Falou e eu empurrei a porta, vendo uma menina chorando desesperada na cama. Ela estava com soros na veia e com a cabeça enfaixada.

—Hey….- Me aproximo da menina e a pego no colo, tirando o soro do gancho. A balanço lentamente, sentindo ela me apertar e passo a mão em sua cabeça.- Calma, vai ficar tudo bem, ta bom?-Pergunto e a sinto concordar. Saio do local e corro rapidamente, voltando a escadaria.

—Eu não acredito que está conseguindo se manter diante disso.- Falou e eu concordei.- Merda, perdi a sua câmera.- respirei fundo e apertei ainda mais a menina em meus braços.

—Continue falando comigo.- Peço e desço as escadas lentamente, ouvindo o choro baixo da menina.- Sh sh sh ….- a balanço enquanto olho por todo o local, sentindo meu coração disparar.

—Tudo bem, eu quero manter a paz contigo.- Falou e eu concordei com a cabeça.

—Eu também.- Falo e vejo um carrinho com alguns materiais. Pego uma tesoura e uma gaze, cortando o tubo do soro e molhando a gaze. Me afasto lentamente da menina e ponho a gaze contra seu nariz.- Calma- peço para a menina e tiro a via de seu braço, ouvindo ela chorar alto de dor.- Desculpa, me perdoa.- Peço a balançando devagar e fecho os olhos mordendo a boca.- Amanda….

—Hum?-Ela perguntou e eu abri os olhos.

—Me ajuda a salvar essa menina.- Peço e encaro a criança que chorava me abraçando.- Vai para perto do prédio, só não entra nele.

—Tudo bem.- Falou.- Vai ficar tudo bem?-Perguntou e eu encarei a menina depois respirei fundo.

—Eu garanto que com ela vai.- Falo e começo a andar, descendo as escadas até onde eu posso, saio e me vejo no local onde estava antes.

Ainda é muito alto.

Volto as escadas e continuo descendo, vendo até onde eu poderia. Quando vi as chamas em uma das escadarias me virei, entrando no acesso do outro andar.

Ajeito a menina em meu colo e ando em direção a janela, vendo a altura.

Era alto demais.

Procuro algo que possa ajudar e vejo um pequeno estabelecimento que parecia infantil que possuia um daqueles pula-pula na frente. Sorrio e ponho o dedo sobre o comunicador.

Procuro Amanda e a vejo parada, encarando o prédio.

—Amanda. Psiu, foca aqui.

—Oi.

—Presta atenção, tem uma loja de criança perto de você, consegue puxar aquele pula pula até o local mais próximo do prédio?-Pergunto.

—Acho que sim.

—E se não conseguir?

—Eu dou um jeito, relaxa.- Falou e eu concordei com a cabeça.

—A gente sabe trabalhar junto, isso vai ser um sucesso.- Falei e ouvi ela rir nervosa.- Ok, menina prodígio, você consegue, vai lá.

A encaro, vendo ela correr e começar a arrastar aquilo pela rua.

—Wow, você é forte.

—Forte é o tranco da minha arma, seu idiota.- Respondeu irritada, me fazendo rir.- Jeon, quando você chegar aqui embaixo...

—Ta tão irritada ou tá preocupada comigo?-Pergunto e escuto ela grunhir de raiva- Ownt que fofa

—Eu te odeio.- Falou e parou de empurrar o pula pula.- O que você vai fazer?

—Olha pra cima.- Mandei e a vi olhar. Encaro a menina que se tremia e a aperto, me afastando e corro, me virando de costas e me tacando contra o vidro, sentindo ele quebrar e eu cair.

Aperto ainda mais a menina em meus braços e sinto meu corpo impactar contra o elástico, sentindo uma dor absurda nas costas. Me sento lentamente e encaro a menina que estava em meu colo. Ela abriu os olhos lentamente, me encarando e depois me abraçando forte.

Sorri a apertando e me empurro, saindo de dentro do brinquedo e parando em pé, vendo Amanda me olhando com a boca aberta e com os olhos arregalados. Vejo várias pessoas ao meu redor e escuto alguns gritos e uma salva de palmas, me fazendo encarar aquilo tudo assustado.

Vejo Thalia correr em minha direção e alguns outros enfermeiros com uma maca. Pus a criança ali e vi Amanda se aproximar.

—Obrigada.- Falei a olhando e ela concordou.

—Jungkook, estão faltando duas crianças.- Thalia falou me olhando desesperada e eu encarei Amanda, que me olhava sentindo provavelmente a mesma coisa que eu.

—AMANDA LEAL!-escuto um grito e vejo Mitsuri e Marcelo saírem da multidão.

Agi sem pensar duas vezes, pegando no pulso de Amanda e a puxando, correndo em direção ao prédio. Ela se soltou e correu na minha frente, entrando junto comigo.

—EU VOU MORRER!-gritou comigo e eu concordei, a puxando para as escadarias, vendo o fogo por toda parte.

—É MELHOR MORRER POR UMA CAUSA NOBRE DO QUE MORRER PELA MITSURI!-grito e a vejo me encarar assustada.- VAI ME DIZER QUE É PAU MANDADO DELA?

—Eu não sou!-exclamou e eu concordei.

—MUITO BOM! TEM DUAS CRIANÇAS LÁ EM CIMA.- Grito e ela puxou a gola do uniforme, tapando o nariz.-VAMOS LÁ.

Corro com ela em direção às escadas, disparando a subir rapidamente. Naquela altura havíamos subido 15 andares, parando para respirar e depois voltando a correr. Entro no décimo sexto andar e corro para a porta na nossa frente.

Vejo Amanda passar na minha frente e uma viga despencar do teto. A puxo pela cintura, a segurando por trás e respiro ofegante, ao ver o tamanho da estrutura que iria cair em cima dela se eu não houvesse a puxado. Encosto a cabeça em seu ombro e a solto.

— Não morre atoa, caceta.-Mando e me afasto, correndo em direção a porta novamente.-Vamos Amanda, pelo amor de Deus, menina!-Exclamo vendo ela correr junto a mim.

Empurramos a porta juntos, abrindo acesso e ouvindo os gritos desesperados das duas crianças.

Havíamos encontrado elas, agora como iríamos tirar elas dali?