SAVE-ME GIRL
4 Capitulo 4-O Comando

Jeon Jungkook.
No resumo geral de tudo que estava acontecendo era que essa tal de Aurora tinha chegado aqui a dois dias e essa delegacia tinha virado um inferno. Seokjin me ligando, agentes correndo de um lado para o outro, equipamentos vindo e voltando e Namjoom com uma leve suspeita de TPM masculina.
Vejam só como eu me dou bem.
Sento calmamente na minha cadeira e ponho o café lentamente sobre a mesa. Respiro fundo e no momento exato em que eu ia tocar no computador, Taehyunng arregaça a porta, me encarando ofegante.
—Qual é- Reclamo e cruzo os braços irritado.
—Os agentes chegaram.-Falou me olhando e eu o encarei confuso.- Todos da equipe lá, levanta e vem.- Mandou e eu me levantei, arrumando o uniforme. Estava vestido com o uniforme branco, tinha até duas medalhas de honra, uma por impedir um grande contrabando de bebidas no porto e a outra é porque a equipe protegeu o Presidente quando ele veio aqui e tipo, ele quase foi morto várias vezes.
Relaxo e saio da sala, indo rapidamente para o pátio. Vejo os carros pretos estacionando e fito os rapazes que estavam em fileira, o único não presente ali era o Namjoom. Uma mulher com os cabelos loiros desceu de um dos carros e se aproximou de todos nós.
Batemos a continência em respeito e ela sorriu batendo de volta.
Pelo Uniforme que usava, que era totalmente diferente dos nossos pois era como um macacão, mas tinha uma insígnia que mostrava as cinco estrelas.
Descansamos e vimos a outra equipe se aproximar. Tinham duas moças e um rapaz.
—Amanda!Vem logo!.-Mandou o rapaz e eu observei uma cabeleira negra que estava longe.
A moça com um nome estranho se virou e sabe quando parece que o mundo fica em câmera lenta?Foi essa sensação que eu tive.
Era a mulher mais diferente que eu tinha visto pessoalmente. Com um uniforme parecido com o da oficial, dava para ver perfeitamente que ela não era coreana. O rosto era diferente, os cabelos, o corpo…
Ela era linda.
Uma das mulheres mais bonitas que eu já vi.
Ela parou de frente pra mim e rente com a fileira dos agentes. Ela parecia ser nova demais para estar ali… era interessante. Bateram continência e depois o punho fechado sobre o peito.
Cada um com seu gesto de honra.
—Gostaria de saber quem é o delegado daqui?-A loira que parecia ser alguma general perguntou e eu dei um passo para frente.-Se apresente, meu menino.
“Meu menino”?
—Olá...Eu sou o Jeon Jungkook.- Falo a olhando e ela cruzou os braços enquanto andava perto dos rapazes, os vendo arrumar a postura.
Observo os agentes que pareciam nem respirar. Disciplinados ao extremo.
—Jeon Jungkook...quer dizer que você saiu de casa para seguir seu sonho?-Ela perguntou e eu senti meu rosto esquentar.- Gosto de pessoas determinadas, mas gosto de pessoas que tem a determinação certa para o trabalho certo.
A encaro por um tempo. A sensação de querer correr era enorme, eu ainda não conseguia tocar nesse assunto tão delicado.
Era tão doloroso.
—Mitsuri Sakama, ex-General e presidente do sistema de controle e defesa do S.F.I.S.K.- Falou me olhando e acenou de leve com a cabeça.
Wow.
—Como as regras da minha educação pedem, gostaria de ter sua permissão para o trabalho. Não que eu precise, mas acho que esse é o protocolo. Ninguém entra na casa dos outros sem pedir licença, não é mesmo?-Ela perguntou e eu ri sem graça.- Temos sua permissão, delegado do Norte?
—Com certeza.- falo a olhando e ela se vira.
—Descansar, agentes.
Ouviu-se um respirar fundo de cada um ali. A única que se manteve indiferente foi a moça que tinha me chamado atenção.
Ela era tão...instigante seria a palavra correta?
Não sei.
—Nós leve ao…
—MITSURI!-Escuto a voz da praga que me atormentou nesses dois dias. Aurora sorriu enquanto descia a escadaria de pedras do local.
—Minha moça amada.- Sorriu e as duas se abraçaram.- A equipe me parece ser boa.- Mitsuri olhou para nós e depois me olhou de cima abaixo.- Só temos que consertar algumas coisas. Onde está o centro de operação?
—No fundo do prédio, venham comigo.-Pediu e andou com eles, os acompanhando.
Encaro a moça que me olhava desconfiada e arqueio a sobrancelha, vendo ela fazer cara de nojo, olhando para seu caminho.
Eu não acredito que eu vi isso.
Quebra Tempo.
Me sento calmamente em uma cadeira. Estávamos todos em uma tenda fechada que tinha um projetor ligado, mostrando os locais dos ataques. Vejo a moça que eu tinha visto antes pondo um óculos e pegando alguns papéis para ler.
Míope.
Vejo ela pigarrear e a observo atentamente, brincando com a ponta do uniforme.
Estava nervoso e inquieto, não entendia o porquê.
—Meu nome é Amanda Leal...Bom, esses são os locais de ataque por toda a metrópole. Vejamos que…
Eu não conseguia prestar atenção no que ela falava. Parecia que quando mais ela falava mais surdo eu ficava.
Observava a forma que ela mexia a boca, batia de forma delicada mas firme contra o mapa. Eu conseguia observar ela por completo, mas não conseguia ouvir uma palavra que ela dizia.
—...Delegado?-Uma moça me cutucou e eu me virei a olhando, vendo ela me olhar de forma doce(Diferentemente de muitos ali presente.) por baixo dos óculos redondinhos que pareciam ter bastante grau.
—S-sim?
—Você...concorda?
Encaro a...Amanda(creio que seja esse o nome.) que me olhava de forma fechada, parecia que me odiava naquele momento. Notei somente agora que estava sozinho na tenda com as duas moças, os rapazes tinham se retirado.
O que está acontecendo?
A olho novamente e me toco que deveria falar algo. Não tinha dito nada e nem escutado nada que ela tinha falado. Droga.
—Eu concordo.
Falei a olhando da mesma forma, vi ela sorrir de lado enquanto me olhava.
Tá brincando comigo...vamo brincar, eu sei brincar disso a mais tempo que você, eu tenho certeza.
—Então como ficará a divisão da equipe? porque como você concorda comigo…- Se debruçou sobre a mesa e o meu olhar desceu para seu colo que estava exposto.-...Eu que irei comandar a situação, então como vai ser delegado? Sua equipe nos meus comandos ou a minha equipe trabalhando e vocês na administração?Qual o Comando?
A encaro vendo o sorriso diabólico que ela mantinha nos lábios.
Desgraçada.
Maldita.
Imunda.
Sabia que eu estava de alguma forma em transe, desgraçada armou pra mim.
Engulo minha raiva e respiro fundo, pondo as mãos na mesa.
—Por que não fazemos do meu jeito…-Olho para baixo depois subo a vista até olhar dentro dos seus olhos.-E você faz o seu trabalho e eu o meu?
Ela me encarava, seu olhar era indecifrável
A forma que ela me olhava me deixava maluco.
Ela era uma grande...Uh.
Sorriu estalando a língua no céu da boca.
A desgraçada lambeu o lábio devagar, mostrando a língua vermelhinha e mordeu a boca levemente.
—Fizemos do seu jeito por três meses.-Moveu a cabeça e me olhou de forma mais misteriosa ainda.- Sabe o que aconteceu?
Perguntou e tombou a cabeça levemente para o lado.
Eu estava falando com o próprio demônio encarnado em um corpo tão lindo.
A forma que ela me olhava era como se ela soubesse exatamente como me olhar.
Não parecia ser mais velha que eu, essa menina era um...problema.
Contra a minha posição e contra a minha sanidade.
—O quê…?-solto o ar pelos lábios entreabertos.
—17 pessoas morreram.
Respondeu na lata e encarou a moça que tinha falado comigo anteriormente. A moça se retirou da tenda, me deixando sozinho com o diabo. A fitei e ela se apoiou na mesa.
O que essa mulher tava fazendo com o meu psicológico? Aliás como eu estava dentro de uma tenda fechada com uma pessoa daquela.
Não seja trouxa.
Tá sendo humilhado em casa,Jungkook?
Cria vergonha na cara moleque.
Mordo a boca e me debruço, cruzando os braços e a olhando.
—Eu posso te prender, sabia?
Ela riu negando e mostrou o distintivo.
—Eu não sou qualquer florzinha que é presa não, delegado.- Falou me olhando.
—As celas estão a sua disposição, agente.- A encaro vendo a mesma me olhar como se não gostasse.
Não gostava de ter o mesmo veneno?
É hoje que ela sai daqui chorando.
Não me levem a mal. Eu sou um delegado formado e tenho 23 anos na cara, não é a primeira garota que vai entrar aqui querendo ser alguém e que vai conseguir.
Não foi assim com ninguém.
—Eu fui chamada pra trabalhar aqui.- Falou me olhando.- Você nem olha na nossa cara...afinal, o que é que você faz?-Perguntou astuta.
Era muita coragem pra pouca pessoa.
—Você não conseguiu trabalhar direito, pessoas estão morrendo, a cidade está desprotegida e você fez o quê?
—Investiguei sem ao mesmo ser esse meu trabalho.
A encaro vendo ela arquear a sobrancelha.
—Eu sei muito bem o que aconteceu aqui.- Falo e me desencosto da mesa, vendo ela me olhar de cima abaixo.- Sei muito bem o que acontece.
—Então o que acontece?
—Nesse jogo…-leio o seu nome em seu uniforme.- Amanda...- Falo estalando a língua.
Ela estava me olhando como eu olhei ela.
Eu estava ganhando.
Bem feito, desgraçada.
—Nesse jogo as pessoas que morrem são as pessoas que estão pagando pelo o que fizeram. Cada um que morreu tinha uma ficha criminal enorme que foi quitada com dinheiro.
Falo me aproximando dela.
Ela parou na minha frente, cruzando os braços e me olhando de forma diferente.
raivosa.
Ponho as mãos sobre os dois coldres e olho nos olhos dela.
—Eu sei muito bem quem morre e quem deixa de morrer na minha cidade. Então respondendo a tua pergunta...eu que mando aqui, você foi mandada pra cá e você provavelmente não tem idade o suficiente para bater de frente comigo.
Falo e vejo seu rosto ficando vermelho de ódio.
— A sua equipe vai fazer o que eu tô mandando. Procurem sobre Sophia Pheobe. Esse é o comando, agente.
Mando a olhando e ela negou fraco.
—Sem Tática… Sem ética.
A olho e sorrio fraco.
—Sem maturidade.
A mesma abre a boca, extremamente irritada. Sorrio fraco e bato a mão levemente no ombro dela.
—Abaixa esse ego pra falar comigo...eu sou diferente.- Digo e estalo o pescoço, a deixando sozinha ali.
Foi a coisa mais maluca que eu fiz durante três meses.
Eu mereço mesmo, criança querendo mandar em mim.
Cada uma que me aparece.
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