S Project
2 Ruivos sensacionais
"Agora vista a merda de um tênis pois tem pessoas lá fora querendo me furar com bala, pare de ser mimada, algo que você nunca foi, pois sempre viveu na merda de um hospital, da pra entender agora? Não temos tempo!"
???
Quando senti o calor em meu corpo, quando senti a água escorrendo por meu rosto, me senti viva, como se nada importasse além de aproveitar a natureza, queria ter a sorte de aproveitar mais da natureza, tudo que ela pudesse me proporcionar... Mas fiquei dentro de um carro, fraca, deitada no peito de um garoto fraco, seu braço esta por cima de mim apoiando a mão em minha cintura, notei como é fino, a pior parte era que por mais fraco que fosse, era aconchegante, ele esta com um buraco de bala em seu ombro esquerdo, tão molhado quanto eu, um pouco, fiquei admirando o negro de seu cabelo, a luz atravessava a janela e fazia seus olhos ficarem castanho escuro; Ele me salvou de algo que ainda não sei, para fazer aquela confusão toda apenas para me tirar de lá? Preciso entender. Ele movendo os lábios rapidamente, parecia estar gritando com alguém, por mais que eu quisesse ouvir, estava drogada demais para isso, as coisas aconteciam meio lentamente, apenas segurei sua mão e me ajeitei em seu peito. Depois de alguns minutos observando o para brisa do carro, paramos em frente a um sobrado, a porta da garagem se abriu mas ele me tirou de cavalinho do carro antes de entrarmos. Ao lado dele estava uma menina, um pouco menor que ele, mas maior que eu com certeza, o cabelo dela era castanho claro, seu olho era verde, eu até teria inveja dela se meu olho não fosse azul, pena. Quando entramos na casa ele me levou até o quarto dele, desconfiei de abuso quando ele me deitou na cama, mas ele me cobriu e tirou o sapato que eu era obrigada a usar no hospital, meus pés estavam frios e ele fez o favor de colocar meias no meu pé, quem é ele? Pare de ser tão gentil. Dormi era de dia, acordei no final da tarde com a mesma menina sentada numa cadeira que gira mexendo no celular, olhei para ela e ela percebeu e começou a me encarar. Sentei na cama, olhei fixamente e quebrei o clima tenso.
– Olá?
Ela me olhou com indiferença e saiu do quarto e escutei ela falando "acordou", ela não precisava ter sido rude, mas todos tem seu jeito. O mesmo garoto que vestiu meias em mim entrou no quarto com uma postura séria, fiquei com medo dele me repreender de alguma forma, ele fechou a porta, sentou na mesma cadeira, se aproximou de mim e segurou minha mão enquanto passava a outra no meu rosto.
– Você esta bem? Esta com fome?
Acho que um pimentão seria pouco para meu rosto naquele momento, ele parecia um cavaleiro encantado, eu gaguejei no momento e nada saiu da minha boca, então ele sorriu.
– Deve estar, vou buscar algo para você comer. Deite-se.
Ele me empurrou suavemente de volta para as cobertas e saiu do quarto, alguns minutos depois ele voltou com uma bandeja, a fumaça emanava do prato, haviam fios amarelos e algo vermelho por cima e duas bolas no canto do prato.
– Eu... Fiz agora pouco para nós jantarmos, quase comeram tudo, fiz questão de guardar um pouco para você, guardei apenas duas almôndegas pois você é bem magra... Da a impressão de quem não come muito.
Eu não fazia ideia do que era aquilo mas meu estomago aparentava guardar um dinossauro esperando por algo decente para comer. Ele colocou a bandeja a minha frente e haviam duas peças reluzentes ao lado do prato.
– O que é isso?
Segurei no alto, haviam dentes, continuei encarando. Ele segurou em minha mão, desceu o garfo e fincou dentro e fez movimentos giratórios enrolando os fios, depois levantou e aproximou de minha boca enquanto deixava uma mão em baixo do garfo para não cair.
– Vamos, abra a boca, é apenas macarrão.
Quando mastiguei aquilo que ele chamou de "Macarrão" senti uma explosão de sabores dentro da minha boca e mastiguei devagar enquanto apreciava aquela delicia. Depois ele pegou na minha mão novamente e segurou na outra peça.
– Essa é perigosa, tome cuidado. Ah, quase me esqueci, esse se chama Garfo e esse Faca.
Ele fincou o garfo na bola e fez movimentos para frente e para trás com a faca e cortou-a ao meio, era consistente e cheirava bom. Eu parecia uma criança com ele dando comida na minha boca e me ensinando a usar peças para comer. Na terceira vez consegui pegar o jeito do garfo, ele soltou minha mão e quase fingi não saber usar outra vez, apenas por puro prazer. Enquanto eu mastigava, ele me olhou e abriu a boca.
– Você se importa de eu fazer algumas perguntas?
Eu havia acabado de colocar comida na boca. — Não!
– Não, não pode falar de boca cheia. — Ele hesitou. — Ainda não sei seu nome
– Ah! Meu nome é... Meu nome... É...
– Não sabe, não é? — Ele riu.
Eu balancei a cabeça de forma negativa e soou o tilintar de alguma coisa, no momento achei que fosse eu chocando aquelas duas coisas, mas ele colocou a mão sobre meu ombro e tirou o cabelo de meu pescoço e ele puxou uma corrente com uma placa. Ele leu, girou-a e leu novamente.
– O que é isso?
– É uma dog tag, usada pra fornecer informações sobre a pessoa, normalmente usam no exército.
– Legal... O que esta ai?
– Só um nome, Scarlet.
– Sc o que?
– Scarlet.
– Meu nome é Sparlet?
– Com C.
– Scarlet.
– Que nome mais estranho.
– Tem um P antes do seu nome, deve significar algum nome. Mesmo assim, acostume-se com o nome, e descanse pois amanhã o dia vai ser longo.
Dito isso olhei para fora e já estava de noite. Agradeci pela comida, elogiei e ele saiu do quarto, deitei a cabeça no travesseiro outra vez e milhões de ideias passaram pela minha cabeça, a maioria com ele junto. Eu já havia dormido bastante, fiquei olhando para o teto enquanto escutava o barulho lá de baixo, primeiro foram vozes, depois discussões, depois alguém gritou, uma porta bateu. Eu queria conseguir conversar melhor com ele, fugiu de mim muito depressa e estou com medo de sair do quarto, vou continuar deitada que talvez tudo se resolva.
Ninguém subiu no quarto onde eu estava, olhei para o relógio eu já estava a mais de horas deitada ali, a casa toda estava escura, não se ouvia mais nada, mas eu vi algo, e foi ali que tudo mudou, da janela minúscula acima da cama eu vi luzes vermelha e azul rodando, me levantei e fiquei de pé na cama, quando olhei para fora estavam quatro carros pretos com luzes piscando e um camburão com pessoas de colete e armas de médio porte. Do carro preto na frente, saiu um senhor, barba e cabelos grisalhos, ele tinha uma cicatriz no olho esquerdo e um tapa-olho, dois homens também saíram do carro e ambos recarregando suas armas, ele foi em direção a porta e antes que chegasse, o menino abriu a porta do meu quarto repentinamente.
– Se arrume, vamos sair.
– Para onde?
Ele pegou uma mochila no chão, jogou todo material dentro no chão e abriu uma gaveta e começou a colocar roupas intimas e roupas normais.
– O que esta acontecendo?
Ele me ignorou outra vez, sentou-se na cama e colocou um tênis, olhou para o espelho e arrumou o cabelo, colocou a mochila nas costas e olhou pra mim indignado.
– Ainda não esta pronta?
Levantei da cama, olhei para meus pés descalços, olhei para ele.
– Primeiro me explique o que esta acontecendo.
– Depois eu explico, por favor se arrume que não temos tempo.
A campainha soou.
– DEPRESSA!
Ele subiu na cama e olhou pela janela.
– Eles ainda não se mexeram, Scarlet vista um calçado e vamos logo, por favor.
– Não saio daqui! Não vou mover um músculo enquanto não me explicar!
Ele arregalou os olhos e abriu um sorriso assustador.
– Claro... Claro... Vou te explicar com palavras simples... Eles querem me prender para me matar. Agora da pra entender? Não? Vou explicar outra vez... ELES QUEREM ME MATAR! Agora vista a merda de um tênis pois tem pessoas lá fora querendo me furar com balas, pare de ser mimada, algo que você nunca foi, pois sempre viveu na merda de um hospital, da pra entender agora? Não temos tempo!
Eu fui de cabeça baixa até o canto do quarto onde estava alguns tênis, ele me magoou de verdade... Mas a culpa foi minha, quem em sã consciência atrasa a fuga de alguém que agora vai ser morto por que lhe salvou? Espero que ele me perdoe... Ele saiu do quarto enquanto eu estava calçando o tênis, mas eu não contava que não sabia amarrar.
– Menino...?
Ninguém respondeu, eu sai do quarto e soou a campainha outra vez, ele apareceu no pé da escada e fez sinal para eu descer, quando estávamos na cozinha, ele fez sinal de positivo para a mãe dele que atendeu a porta. Ele pegou o celular e colocou no viva-voz mas diminuiu o volume, estávamos escutando o que falavam lá dentro. A voz do homem tinha um tom rude e era grossa.
" Onde ele esta?" "Você sabe que abrigar um fugitivo da lei causa problemas apenas a você." "Pare de fingir que ele não esta aqui." "Você esta acobertando a fuga de um psicopata assassino de dezesseis anos e uma doente que estava em observação."
A ligação caiu do nada e ele não arriscou olhar pela janela, se alguém o visse, seria o fim. Fomos em direção ao fundo do quintal e pulamos o muro, nos esgueiramos para conseguirmos visão da entrada e na porta estava dois agentes na porta, o homem grisalho saiu da casa, conversou por alguns segundos... Sacou uma arma apontando para a mãe do garoto. Ela se ajoelhou a frente do homem, o garoto se mexeu para ir lá para-lo, eu o segurei e um dos agentes do esquadrão que estava no camburão olhou em nossa direção, mas não nos viu, fiz um gesto de silencio com o dedo em meu lábio e apertei forte sua mão, ele olhou nos meus olhos mordendo os lábios fechou os olhos e escutou o barulho do disparo. Ele tremeu o corpo todo, lagrimas escorreram por seu rosto enquanto soluçava tentando fazer silêncio para não gritar de ódio. Me abraçou forte e soluçava em meu ombro, levantei com ele e começamos a andar na direção oposta a casa, quando estávamos longe soltei ele e no mesmo momento ele cedeu, caiu de joelhos no chão e começou a socar a grama no jardim da casa onde estávamos na frente.
– Tente não gritar... Se possível.
Ele levantou-se e segurou na minha mão me puxando.
– Vamos encontrar um lugar para passar a noite, de manhã precisamos de algum destino, ou algum motivo para nos mantermos vivos, pois não tenho mais nenhum...
– Aquela menina não pode ajudar?
– June? Não quero perturba-la. Não com esse tipo de coisa.
Depois disso não dissemos mais nada, após alguns minutos andando encontramos um beco onde não havia nada alem de escuridão. Deitamos ali, ele pegou uma blusa em sua mochila, colocou sobre mim e me abraçou... Ali dormimos.
Pela manhã, ele me acordou com um leve toque escorrendo por meu rosto e disse "vamos...".
Entramos em um restaurante que servia café da manhã, sentamos na mesa, ele abriu a mochila e viu se havia dinheiro.
– Esta com muita fome?
Eu estava morrendo, comeria um boi se possível. — Não... Vamos comer algo simples.
Ele foi até o balcão e fez um gesto de dois com os dedos e apontou para a televisão. O balconista ligou a TV e o jornal da manhã estava relatando o assassinato de "Patricia Freitas", bom, pelo menos descobri que o sobrenome dele é Freitas.
Ele estava tremendo enquanto olhava a TV, assustou-se quando o celular em seu bolso tocou, olhou para e saiu da mesa para atende-lo. Continuei assistindo a TV e a garçonete chegou com dois pães com manteigas que estavam quentes, claramente o pão dele era maior, ele estava de costas então troquei. Depois de algumas mordidas notei que ele havia sumido, não me preocupei, devia estar discutindo com a tal June, então olhei fixamente para o lado de fora enquanto comia, apostando comigo mesma de que lado ele apareceria, o que apareceu foi um carro preto... Acho que eram os policiais outra vez, olhei para trás e um senhor de idade estava usando um cachecol, cutuquei-o.
– Com licença, poderia me emprestar seu cachecol, por favor?
Ele sorriu e tirou o cachecol e entregou a mim. Enrolei na cabeça e continuei comendo. Não eram policiais, eram irmãos, um ruivo alto, olhos azuis, camiseta colada no corpo, que ruivo sensacional... A outra era uma ruiva qualquer. Olhei nos olhos dele sem querer e ele me encarou por alguns segundos, abaixei a cabeça e continuei comendo, eles foram até o balcão e mostraram o celular para a atendente que apontou para o lado de fora, e fez gesto de que não sabia, quando passaram por mim novamente, e dessa vez a menina me encarou. Eles aparentavam ter seus vinte anos.
– Minha doce jovem, pode devolver meu cachecol, estou com frio já.
– Claro... Agradeço e peço desculpas pelo inconveniente.
Os dois pararam antes de saírem, acho que me viram pelo reflexo do vidro... Quando estava lentamente levantando da cadeira, o garoto apareceu correndo e arremessou uma pedra no vidro da lanchonete e continuou a correr. Como assim? Uma pedra. Os dois saíram da lanchonete e o ruivo me viu em pé assustada, apontou para mim e a ruiva também me viu.
O senhor puxou minha camiseta, olhei para trás e ele apontou com os olhos para uma porta, fui correndo e quando passei pela porta senti o zunido de uma bala em meu ouvido. Comecei a tremer e ajoelhei no chão em estado de choque com medo de que ela me acertasse. Ela entrou pela mesma porta e me agarrou pelos cabelos puxando com força para trás e me arrastando em direção a fora do restaurante, suas únicas palavras foram "Stupid bitch", não entendi, aquilo não fazia parte da nossa língua, mas estava mais preocupada com meu coro cabeludo pois estava realmente machucando. Quando estávamos saindo do restaurante, o celular dela tocou, ela me soltou e colocou seu pé em minha cabeça, forçando contra o chão. Quando tentei me soltar ela apontou a arma para minha cabeça, olhei com o canto do olho e voltei a ficar quieta beijando o asfalto. Alguns minutos depois o ruivo sensacional voltou de mãos abanando. A menina deu um tapa na testa e olhou para ele com tom de reprovação, eles começaram a conversar uma língua estranha e repentinamente ele apontou para mim e a empurrou. Eu senti que o desenho da sola do pé dela estava marcado em meu rosto. Ele me olhou nos olhos e passou a mão sobre meu rosto, acho que devia estar com sujeira, ele continuou a passar a mão, ela era macia. Ele não parou de passar e tirou a camiseta na minha frente, aquele momento eu quase morri do coração, ele limpando meu rosto com sua camiseta enquanto eu estava ajoelhada no chão e aquela barriga definida estava me fazendo querer grudar nele, tentei não reparar e olhei pro lado mas a irmã dele estava olhando pra mim com expressão de ódio, decidi voltar a olhar o tanquinho.
– Are you okay?
( Você esta bem? )
Não, fale minha língua, eu não entendo você! — Oi...
A irmã dele cruzou os braços, olhou pro lado. — She doesn't speak english, stupid, we are in Brazil. She tries run from me! I should have shot on her head! Wait, where's the boy?
( Ela não fala inglês, idiota, estamos no Brasil! Ela tentou correr de mim! Eu devia ter atirado na cabeça dela! Calma, cadê o garoto?)
Eles conversaram mais alguns minutos na língua deles e depois me levaram pra dentro. O ruivo estava inquieto, batia os dedos na mesa, depois começou a bater os pés. Até que a irmã dele se pronunciou.
– We are waiting for them. Stop the noise.
( Estamos esperando por eles. Pare com o barulho.)
Após alguns minutos sentados em silêncio, o celular dela tocou novamente e ela se retirou da mesa, a TV continuou ligada e passei a escuta-la.
"Fugitivo Damon Freitas acusado de múltiplo homicídio incluindo sua própria mãe, a que ponto chegamos não? Antes dos múltiplos homicídios ele saiu de um hospital com uma paciente em estado grave, que tipo de doença é essa? Psicopata é pouco."
Olhei para frente e o ruivo continuava olhando para mim, fixamente. Comecei a me assustar, acho que ele percebeu e começou a mexer no celular. A irmã dele havia sumido, olhei para trás e ela havia sumido mesmo.
– Agora consegue me entender?
Olhei para o ruivo, ele olhou para mim sorridente.
– Me entende agora?
– Como assim?
Ele balançou o celular. — O chip, ele consegue instalar uma língua no seu cérebro, apenas baixando. O chip que seu corpo recusou...
– Recusou? Não lembro disso.
– Acho que não esclareceram as coisas pra você, seu corpo refuta qualquer tipo de organismo estranho diretamente implantado ou injetado, e como você recusou-se a participar da pesquisa, querem te matar, mas por algum motivo mandaram esperar aqui.
Na mesma sala onde fui baleada vi Damon olhando pela janela da porta. Ele estava bem, graças aos céus, ele sumiu outra vez... Continuei a olhar o ruivo, imaginando seu tanquinho outra vez, enquanto ele falava.
– Entendeu?
– Ah, sim claro. Chip... Me matar... Qual seu nome?
Damon saiu de dentro da sala e foi até o balcão e se escondeu ali. Ele trama algo.
– Oliver, minha irmã se chama Victoria.
– Meu nome por enquanto é Scarlet... Prazer.
Ele sorriu. — Um nome lindo.
Foi a coisa mais clichê da minha vida mas eu fiquei tão vermelha quanto o ruivo dele. — Obrigada...
– Vou lá fora ver o que esta acontecendo, preciso que venha comigo. — Ele segurou em minha mão, eu estava suando frio, minhas pernas tremiam, não conseguia parar de pensar nele sem camiseta cuidando de mim.
Oliver continuou olhando para mim, acho que tinha algo no meu dente, ou a marca do sapato de Victoria permanecia em minha face, ele continuou distraído e sua guarda estava totalmente baixa, ele parecia apaixonado a primeira vista, mas não fazia o menor sentido. E foi quando Damon pulou do balcão com uma garrafa de vidro e quebrou na cara de Oliver, que caiu inconsciente e bateu com a cabeça na mesa. No momento eu quis socar Damon, mas depois de raciocinar direito, aquela era a hora de nós fugirmos, antes de ir Damon pegou a carteira de Oliver e puxou dinheiro de dentro, alguns minutos depois de corrermos bastante, duas vans passaram por nós e uma ambulância também. Acho que foi grave... Continuei a andar e não percebi que Damon havia sentado no pé de uma arvore, em um parquinho de crianças do qual estávamos perto. Ele estava ofegando, devia ter corrido bastante para despistar dois assassinos internacionais. Ele olhou pra mim e sorriu, não foi um sorriso mais sedutor que o de Oliver, mas a sinceridade foi reconfortante. Sentei junto com ele para descansarmos, ainda era cedo, estava frio, mas a adrenalina fez meu corpo esquentar.
Escutamos um carro ao fundo, cantando pneu, vindo na rua da qual estávamos paralelos, o carro invadiu a calçada e veio em nossa direção, Damon me empurrou e pulou para fora, a porta do carro abriu e Victoria estava com um revólver, apontou para Damon.
– So you like breaking glass bottles in people's faces?
(Então você gosta de quebrar garrafas de vidro na cara das pessoas?)
– If you want, I can do the same with you, but would be a waste...
(Se você quiser, posso fazer o mesmo com você, mas seria um desperdício...)
Depois da troca de palavras, escutei um disparo... Olhei para ver o estrago... Damon estava correndo, depois houve mais dois disparos... Damon caiu...
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