Notas iniciais
Antes que me crucifiquem, vou avisar que estava sem pc! (trágico) Fiz alguns capítulos manuscritos mesmo ;-; agora estou passando pro pc, não ficaram grandes, pois escrevendo manualmente não tenho a minima ideia do tamanho final dos capítulos XD Até ai tudo bem, mas outra má noticia.. vou começar a trabalhar essa semana, ou seja, não vou ter muito tempo pra escrever, então não vou prometer dia ou quantidade de postagens por semana, mas vou tentar postar ao menos 1 capitulo. Desculpe pelos dias ausente, e ai está mais um capitulo, ta bem chatinho mais ta ai :v

A manhã estava nublada, a pequena figura observou o tempo pela janela. Voltando sua atenção para a agua que fervia intensamente. Com agilidade terminou de preparar o café voltando para a sala colocando o forte liquido e alguns pães, sobre a pequena mesa. Ficando por um instante observando o homem que estava distraído com a criança ao seu lado. Sorriu com ternura, antes de pegar uma xicara servindo o liquido escuro colocando a frente do homem.

“Rukia, acho que esse gigai não esta fazendo bem a ela” disse olhando a pequena mulher que se sentou ao seu lado. Rukia olhou para dentro do carrinho rapidamente observando a criança, enquanto acompanhava os movimentos que o pai fazia com o coelho de pelúcia.

“Oh, ela parece tão bem” disse se aproximando. “A cada dia está mais esperta, e crescendo rápido”

“Ela já está esperta, já começou a seguir os brinquedos com o olhar, às vezes até da pequenos sorrisos” disse orgulhoso. “mas isso seria normal para crianças humanas, o gigai esta fazendo com que ela se desenvolva rápido como um ser humano normal, isso não e saudável para uma filha de shingamis.” Disse voltando a olhar o bebê, colocando o brinquedo ao lado da criança.

“Ok, não há pelo que se preocupar em breve voltaremos a soul society. Sem mais gigais” disse serena enquanto colocava café em sua xicara. Byakuya olhou intrigado para a xicara a sua frente.

“Isso é café, é bem comum no mundo humano. Bem eu não tive tempo pra fazer um café da manhã tradicional igual ao da mansão” disse olhando para Byakuya que ainda olhava desconfiado para o liquido preto. “Não é ruim, você vai gostar” disse cortando uma fatia de pão passando geleia de morango.

“Tudo bem, é bom provar algo diferente às vezes” Byakuya pegou a xicara e hesitantemente levou a boca, tomando um gole da estranha substancia. Franziu o cenho imediatamente, ao sentir o gosto. “é amargo” disse tentando não deixar transparecer a sensação terrível que sentiu ao tomar aquela coisa amarga, sentiu saudades do seu bom e velho chá verde. Foi tirado de seus pensamentos ao ouvir Rukia rindo ao seu lado.

“Acho que essa vai ser uma exceção” disse colocando um pouco de açúcar na xicara do homem, mexendo bem antes de voltar a entregar na mão do homem. “Sei que você não gosta de coisas doces, por isso coloquei só um pouco para tirar o gosto amargo”

Ele provou o café novamente com receio, mas agora o sabor era bem mais agradável.

“O gosto melhorou” concluiu.

“Bem se você quiser posso fazer um chá” falou a pequena comendo sua fatia de pão.

“Não precisa, realmente gostei” disse pegando o pão, ainda era estranho. Como humanos comiam esse tipo de coisas no seu café da manhã? Mas ele estava faminto, qualquer coisa comestível seria bem vinda. Não pode negar que era muito saboroso, talvez devesse adicionar isso ao cardápio da mansão às vezes.

“Podemos conversar sobre aquele assunto agora” perguntou enquanto passava mais geleia na fatia de pão. Byakuya a olhou de soslaio, ele definitivamente não queria tocar nesse assunto, pois nem ele tinha uma ideia do que queria fazer sobre isso agora.

“Depois que você terminar de comer” disse usando a refeição como desculpa. A jovem o encarou olhando com cara descrença.

“Eu já terminei” disse soltando a fatia de pão. Ele não conseguia esconder, estava realmente preocupada com o tema, e a segurança de sua família.

“Eu sei que você ainda não terminou” disse a olhando sério “termine de comer, você tem que se alimentar bem, ainda está comendo praticamente por dois” disse olhando para o carinho. “podemos conversar enquanto comemos” disse se rendendo.

“Bem, eu não sei se aqui é um lugar seguro para ficarmos.” disse preocupada tocando no assunto que mais lhe perturbava. “Se ele aparecer outra vez? E se não conseguirmos escapar? Tenho medo até de levar Hikari para passear, se algo ocorre a vocês já nem sei oque faria”

Byakuya suspirou internamente, ele tinha razão esse era um medo que assombraria qualquer um.

“Não acredito que ele volte a atacar tão rápido, e nem que volte a atacar aqui. Seu próximo local pode ser qualquer parte em todo esse mundo.” Fez uma leve pausa ”ou ate mesmo na sereitei. Seja como for iremos retornar o mais breve possível para casa, só quero recuperar meus poderes antes” disse com o olhar vago, para um shinigami era realmente desconfortável se sentir tão fraco.

Rukia olhou para o homem a sua frente, e tocou a sua face fazendo com que ele a olhasse.

“Eu sei como você se sente, é péssimo não ter nossos poderes” disse olhando com compreensão. Terminando sua refeição.

“Só mais uma semana, acho que é tempo que preciso” completou.

“Ok” disse sorrindo levemente, antes de pousar seus lábios suavemente sobre os dele. Levantou-se. “Vou tomar um banho e colocar uma roupa minha” disse enrolando a manga da camisa que usava “não posso usar sua camisa pra sempre” disse se virando.

“Eu realmente não me importaria, você fica deslumbrante nela” disse a olhando de cima em baixo. Rukia olhou para ele e sorriu um pouco corada.

“Ah, e depois chega alguém aqui e me pega vestida assim?” ele franziu o cenho ao pensar na possibilidade.

“Realmente não é uma boa ideia” disse serio. Afinal só ele tinha esse privilégio.

“Já avisei o pessoal que você já acordou, Yoruichi-san, Urahara e até o Ichigo. Eles pareciam estar muito preocupados com você”

Byakuya colocou sua xicara sobre a mesa e olhou para Rukia, escondendo sua surpresa.

“Kurosaki Ichigo?” perguntou. A jovem o olhou pensativa.

“Sim ele esteve aqui, pediu para ver como você estava. Não ficou muito tempo, mas ele ficou claramente preocupado” Byakuya franziu o cenho olhando para a mesa.

“Ele ficou sozinho no quarto?” perguntou serio.

“Sim, foi rápido. Desci para ver Hikari e quando voltei, ele já estava indo embora” olhou interrogativa para Byakuya que ainda não estava a olhando. “Algum problema?” perguntou seria, o homem se virou para ela olhando normalmente.

“Não, só estava curioso” disse calmo.

“Eu não demoro” disse subindo as escadas. Byakuya colocou a mão no queixo, e ficou pensativo.

“Então, não foi um sonho” falou para si mesmo.

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“Recebi informação do mundo dos vivos, Byakuya-sama está bem” disse o ancião calmamente se sentando.

“O que fizemos de errado para termos um líder tão difícil de lidar?” disse Kazumi irritado. “Quase que ele morreu tudo por teimosia!” colocou a mão sobre a cabeça tentando se acalmar. “Não quero nem imaginar oque ocorreria se ele tivesse morrido nessa luta”

“Simples” disse Seiji serenamente ”a criança que vocês tentaram matar a todo custo seria nomeada líder do clã” Fuyiki direcionou um olhar gélido para o homem que permanecia calmo.

“É inevitável, essa criança será o herdeiro... ou herdeira do clã” disse a mulher escondendo o desagrado. “Mas todos nos concordamos que está na hora de comunicar a decisão de todo conselho ao nosso líder” disse um pouco mais calma.

“Não creio que Byakuya-sama ira gostar dessa ordem” disse Seiji.

“Não a oque ele fazer, foi uma decisão de todo o conselho. Ou ele faz isso ou renega o clã” Kazumi disse frio. “Ainda tenho esperança de que ele nos de um herdeiro legitimo, duvido que esse bebê tenha força e estrutura para ser nosso líder” disse com desprezo.

“Se assim que vocês querem irei começar os preparativos para nos comunicarmos com Byakuya-sama” Seiji se afastou dos outros dois que se olharam com um sorriso vitorioso.

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Urahara permanecia trancado em seu quarto mexendo trabalhando em um objeto parecido a um computador, sua concentração só foi quebrada pela a porta sendo aberta, ou melhor, quase derrubada.

“Alguma novidade Kisuke?” perguntou a morena impaciente andando pelo quarto.

“Sim” disse sério, atraindo um olhar expectante sobre si.

“O que é? Descobriu onde está aquele bakemono? Ou suas técnicas?” perguntou impaciente.

“Yoruichi-san, eu descobri onde ele se esconde, quer dizer onde vive” a morena sorriu vitoriosa.

“Ha Kisuke! Vamos acabar com ele!” disse confiante.

“Não é tão simples assim, ele está vivendo no dangai” falou abaixando a cabeça “eu achei estranho ele sumir de uma hora para outra aquele dia, e investiguei. Nunca imaginei que alguém poderia viver lá dentro, mas ele de alguma forma consegue entrar e sair à hora que quiser”

“Isso quer dizer que ele poderia usar essa técnica para fuzir de nos quando quisesse...” disse estreitando os olhos.

“Sim, e se ele usar dessa técnica... só há um jeito de lutar contra ele e destruí-lo” falou abaixando seu chapéu sobre os olhos.

“Não, Kisuke... qualquer um que fizer isso que você está sugerindo, provavelmente...”

“Ficaria preso ou morreria” disse olhando para a morena.

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“Isso não está dando certo” murmurou Byakuya tentando acertar a ordem dos botões do macacão de Hikari. Por que essas roupas tem que ser tão complicadas? A porta do quarto é aberta e ele pode sentir a pequena mulher se aproximando, o abraçando por traz. Encostando a cabeça em seu ombro.

“Está tendo dificuldades?” perguntou risonha se sentando ao lado de Byakuya, tomando as rédeas da situação. “Pronto, você estava começando pelo lado errado” disse terminado de fechar o macacão, pegando a filha no colo indo em direção ao berço.

“Essas roupas de bebê são muito complicadas” disse franzindo o cenho, voltando a olhar Rukia. “Você vai sair?” olhou interrogativo. Ganhando como resposta um olhar serio.

“Eu vou treinar um pouco, apenas umas duas horas no máximo” falou sem hesitar.

“Rukia, não sei se é seguro...”

“Preciso ficar forte, e você mesmo disse que ele não ira voltar tão cedo” ele a olhou e suprimiu um suspiro. Ela estava se sentindo responsável pela segurança deles. Ele estava se sentindo igual a um fardo, incapaz de protege-la e passar segurança, nesse estado desprezível que se encontrava.

“Você promete que vai se cuidar” disse com os olhos fechados, tentando não transparecer seu desgosto com a situação.

“E sempre sai pra treinar, e esse tempo frio vai ser perfeito” falou distante olhando pela janela, olhou mais uma vez para a criança em seus braços e pouso um beijo no topo da cabeça da pequena antes de coloca-la no conforto do berço. “Eu não queria deixar vocês sozinhos aqui... mas eu sinto que preciso do meu bankai mais que nunca, já não treinei ontem, sode no shirayuki vai dificultar mais se eu não me empenhar” disse com o olhar vago.

Byakuya se levantou indo em direção à pequena mulher, e a envolveu nos braços dando um beijo sobre o topo de sua cabeça.

“Tudo bem, vou estar te esperando” disse tocando seu queixo gentilmente unindo seus lábios suavemente sobre os dela. Rukia o abraçou mais forte, o toque quente e gentil de seus lábios sobre os dela, a fazia sentir seu corpo começar a ficar sem forças. Era impressionando o poder que ele tinha sobre ela.

Byakuya se afastou olhando para a jovem corada que estava recobrando o ar.

“Assim você vai acabar me fazendo desistir” disse encostando sobre seu peito inalando seu cheiro viciante.

“isso não seria má ideia” disse em seu tom calmo. Rukia se afastou olhando para ele, e dando uma ultima olhada para o berço.

“Eu tenho que ir, prometo que em menos de 2 horas estou de volta” disse dando um beijo rápido sobre os lábios do homem antes de sair.

Byakuya ficou parado por um instante, ele também iria treinar se não fosse por sua recuperação. Mal teve tempo para pensar e seu denreishinki tocou, rapidamente pegou o aparelho não conseguindo evitar, um olhar de fúria ao ver do quem se tratava.

Ativou o aparelho, fazendo com que uma tela imensa aparece a sua frente. Olhou friamente para os três anciões.

“O que vocês querem?” falou em um tom ríspido.

“É bom ver que você está realmente bem” disse Seiji sereno. “E a jovem Rukia e o bebê como estão? Não temos nenhuma informação sobre o nosso pequeno herdeiro...” antes que Seiji terminasse de falar, ou Byakuya respondesse ao ancião pacifico Fuyiki o interrompe imediatamente.

“Vamos direto ao assunto Seiji, não há necessidade de tais informações” disse gélida.

“Qual o assunto tão urgente vocês tem para tratar?” perguntou os olhando com seu típico olhar de morte.

“Bem Byakuya-sama, você conseguiu oque queria, porém o conselho do clã está insatisfeito com seu estado civil” Byakuya estreitou os olhos imediatamente já adivinhando o assunto em questão. “Você nunca tomou uma nobre como esposa, não estamos exigindo herdeiros. Apenas que você enfim torne-se um homem de família”

“Já disse que isso está fora de questão, não irei me casar com nenhuma nobre. E já sou um homem se família” mais uma vez a velha o interrompeu.

“Como disse não fomos nós que decidimos isso, e sim todo o conselho. Se você se negar terá que renunciar a liderança do clã! Vai dar esse desgosto aos seus antepassados?” Byakuya franziu o cenho “Eles vão dar uma semana para você procurar por uma nobre do seu agrado, após esse período você estará sujeito a se casar com a jovem que nos escolhermos. E já está na hora de você parar de bancar o pai e irmão atencioso e cumprir com suas obrigações do clã!”

O Kuchiki fechou os olhos em sinal de tedio, tomando uma leve respiração antes de fazer uma pergunta obvia.

“Essa nobre seria a herdeira Yamaguchi, não é?” perguntou indiferente.

“Sim” respondeu Kazumi ainda emburrado sem olhar o líder do clã.

“Acho que não temos mais nada a conversar por enquanto” disse prestes a desligar o dispositivo.

“Nos ainda não terminamos...” Byakuya olhou gelidamente para o velho.

“Eu tenho uma semana para escolher qualquer nobre não é? Então não há oque falar por agora” disse desligando o aparelho, fazendo outra chamada rapidamente.

“Chegou a hora, preciso da sua ajuda, de preferencia ainda hoje” disse serio.

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Em meio a uma nuvem branca saltou uma jovem cansada, a mulher quebrou o gelo que estava cobrindo parte de sua face usando o cabo de sua zanpakutou. Um filete de sangue desceu por cima de seu rosto alvo.

Era possível ver a fumaça branca que saia da boca da mulher, visivelmente cansada lutando para não se congelar por completo. Agarrou firme sua zanpakutou e partiu para a bela mulher que a observava de longe.

Em um piscar de olhos a bela mulher estava fora de sua visão, Rukia arregalou seus imensos orbes violetas ao se dar conta que a mulher estava ao seu lado a segurando pelo braço.

“Você não está pronta para usar esse poder” disse com a voz calma perto do ouvido da pequena.

“Por quê?” perguntou fechando os olhos com angustia “por que você se recusa a me entregar esse poder?” a mulher abaixa a visão um pouco triste.

“É pelo seu bem, eu só quero te proteger” disse desfazendo a nevoa em sua volta “Por hoje terminamos, vou curar de seus ferimentos” disse tocando a cabeça da jovem curando os ferimentos causados pelo gelo. Rukia permanecia com expressão triste.

Não fazia sentido, não lhe dar o poder era para seu bem? Sua própria zanpakutou achava que ela era incapaz de controlar seu próprio poder?

Não importava, ela iria ficar forte a todo custo, ninguém mais iria machucar sua família. Não importa como, ela ira ficar forte!