Só o tempo talvez possa curar
31 Mau presságio
Notas iniciais
Os vidros embaçados pelo vapor, ela conteve um gemido quando sentiu seu corpo sendo pressionado contra a parede de azulejo frio. Antes que ela pudesse soltar qualquer som teve, sua boca silenciada por um beijo apaixonado.
O assunto que eles estavam conversando estava sendo esquecido a cada toque ardente que recebia. A mulher se contorceu saindo do beijo tentando recobrar a consciência, e retornar o assunto... alias o que eles estavam falando mesmo? Seu monologo interno foi interrompido ao sentir uma mão deslizar em suas coxas parando entre elas, tocando seu ponto sensível a fazendo perder o raciocínio definitivamente.
“Bya..” sua tentativa de comunicação foi interrompida ao sentir-lo deslizar dentro de dela em um só impulso, ofegou cravando as unhas nas costas do marido, que mordiscou sua orelha satisfeito. Ao menos por hora a discussão foi esquecida.
Ele começou a se mover lentamente, mas logo foi aumentando o ritmo, sentindo pequenas mãos passando por as costas. Algumas vezes o arranhando, ele procurou sua boca com desespero de sentir seus lábios quentes sobre os dele, seus lábios o deixavam mais excitado, ele sentia como se pudesse ficar horas e horas fazendo amor com ela, e mesmo assim não se cansaria, e era o que ele pretendia fazer por toda essa noite, era incrível o efeito que aquele pequena mulher tinha sobre ele.
Ela mordiscava sua pele passando os dentes sobre seu peitoral, passando a língua sensualmente sobre as gotas de água que escoriam por ele. Voltando a beijá-lo rapidamente, sentindo uma onda de prazer percorrer seu corpo, arqueou as costas sentindo como se fosse perder seus sentidos por tal sensação, sensação que só ele tinha o poder de causar nela. No mesmo instante ele também chegou ao seu prazer. Permaneceram em silencio por alguns instantes, ainda recobrando o fôlego.
Rukia sorriu docilmente antes de dar um leve beijo no homem a sua frente, mordiscou seu lábio inferior antes de se afastar. Mas ele estava longe de se sentir satisfeito, abaixou a mulher para dentro da banheira, a virando de costas para si, antes de voltar a pousar beijos molhados na pela suave de suas costas. Enquanto espalhava caricias pelo pequeno e tentador corpo. Ainda com a respiração pesada e o rosto ruborizado, ela não pode evitar emitir gemidos com as caricias do marido. Era incrível como ele já estava queimando de desejo por fazê-la sua outra vez, e ela não ficava atrás.
“Nós poderíamos terminar isso na nossa cama, ou por aqui mesmo” disse pousando um beijo sobre o ombro da pequena, que não conseguiu formar palavras ou pensamentos para responder ao marido. “eu não me importo” ao terminar de falar desceu sua mão ate o meio das pernas da esposa, acariciando o centro de sua intimidade ainda sensível, fazendo arquear as costas contra seu peito, dizendo seu nome em quase um grito, enquanto ele aproveitava para devorar a pele saborosa do pescoço da mulher.
De súbito Rukia saiu do seu estado de luxuria e desejo, ao ouvir o choro do bebê. Byakuya a liberou de seus braços com a respiração ainda pesada, se amaldiçoando por ter aceitado o tal aparato que Ichigo o deu, ‘baba eletrônica, vai ser útil’ ele disse. Viu a pequena figura se levantar para sair da banheira, esticou a mão para segura-la junto a si. A Rukia o olhou, já sem nenhum vestígio da paixão de segundos atrás, e sim certa preocupação.
“Eu sinto muito, tenho que ir vê-la” disse pegando o roupão. “Você não vem?” perguntou olhando para o esposo desanimado, tentando esconder sua excitação e frustração.
“hm, só vou tomar uma ducha de água fria antes” disse saindo da banheira abrindo a ducha fria, que não parecia estar suficientemente fria pra acalmar seus ânimos. Ela deu uma ultima olhada no marido antes de sair rapidamente para se trocar.
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Minutos depois, apos finalmente ter ‘acalmado seus ânimos’, Byakuya saiu do banheiro terminando de amarrar o obi de seu kimono de noite. E notou Rukia sobre o futon com uma expressão incomoda, enquanto amamentava a filha.
“Algum problema?” perguntou se aproximando.
“Ela parece estar um pouco febril” disse com a mão na cabeça da criança. Byakuya se aproximou se sentando ao lado da esposa observando a filha.
“Mesmo que esteja, é normal” franziu o cenho levemente “é efeito da vacina, Unohana disse que isso iria acontecer, amanhã esses efeitos já terão passado” disse sua voz soou indiferente.
“Eu sei, mas... não gosto de vê-la assim...” disse olhando triste para a menina, que franziu o cenho largando o seio da mãe começando a chorar se mexendo impaciente no colo da shinigami. “Nem se alimentando direito ela está, depois dessa bendita vacina” disse se levantando angustiada embalando Hikari na tentativa de acalmá-la.
“Rukia, antes que o dia amanheça essa ‘suposta febre’ já terá passado” falou mais uma vez em seu tom indiferente, que irritou a jovem. Rukia franziu o cenho pelas palavras dele, e se virou para retrucá-lo, por tal indiferença a situação.
“Como você pod...” mas desistiu ao ver na face do marido o mesmo olhar angustiado que ela.
“Deixe-me ver” disse pegando a criança dos braços da mulher, envolvendo-a cuidadosamente em seus braços, pousando seus lábios sobre a frente da cabeça da menina, medindo sua temperatura.
“Ela está um pouco quente, mas não chega a ser uma febre” disse colocando a menina sobre seu peito apoiando a cabeça da pequena sobre a curva do seu pescoço, esfregando a costinhas da criança que foi diminuindo o choro “ela só está impaciente, é normal, o melhor agora é que ela durma... tenho certeza que essa irritação vai passar” olhou para sua esposa que permanecia o olhando fixamente. Se sentou sobre o futon, e com um gesto com a mão, chamou Rukia junto dele, lhe entregando a criança.
“Você tem razão, eu estou exagerando... desculpe-me, eu só“ falou sem olhá-lo.
“Tudo bem” disse acariciando levemente a frente da cabeça da filha, que voltou a ficar calma nos braços da mãe.
“Ela dormiu” falou segurando a mãozinha da pequena. “Acho que tenho que colocá-la no berço agora” falou triste.
“Não” falou rápido “eu sei que... não é nada importante,mas é bom ela fica aqui conosco essa noite... quero dizer, se isso piorar... não que vá piorar, mas só pra garantir” falou sem jeito, tentando parecer indiferente, mas quando o assunto era a filha ele quase sempre falhava miseravelmente em esconder suas emoções.
“Aah” sorriu ao ver o marido sem jeito,e deu um beijo no rosto do homem ”provavelmente eu iria acabar dormindo em volta daquele berço se a levasse pra lá” sorriu levemente se deitando com a filha recostada sobre si ”e iria acordar toda entrevada para ir a missão dos novos recrutas” Byakuya se deitou ao lado da esposa.
“Bom, já que você não pode ficar o dia livre amanha não há por que...” ao ouvir essas palavras ela recordou a discussão de antes, a ida a Karakura.
“Você vai à Karakura no meu lugar” falou determinada.
“Rukia” disse tentando protestar. ”não há necessidade que nenhum de nos vá lá, eles vão vir à noite de qualquer forma” argumentou impaciente.
“Combinamos que iríamos passar o dia com eles no mundo dos vivos, e depois todos nos reuniríamos aqui em casa para o jantar” disse se deitando sobre o peito do marido que a envolveu em seus braços. “Você sabe que não posso ir com você, e as meninas devem querer ver Hikari... você também sabe que as irmãs do Ichigo não podem vir a sereitei... alias, elas mal sabem sobre isso tudo”
“Mais um motivo para eu não ir e levar Hikari, como iríamos explicar o crescimento demorado de nossa filha, para as meninas e seus amigos humanos” argumentou com esperanças de conseguir se livrar do ‘passeio’ do dia seguinte.
“Ichigo já conversou com elas sobre isso, e quanto aos amigos humanos” fez uma pausa fechando os olhos por um instante “eles sabem de tudo sobre a soul society, eles estavam lá quando Aizen atacou Karakura” olhou para Byakuya que estava pensativo “ou seja não tem desculpas,você vai amanhã no mundo dos vivos”
Ele permaneceu em silencio, Rukia o encarou por um instante percebendo um vazio em seu olhar.
“Byakuya? Está tudo bem?” perguntou preocupada.
“Hum” a apertou mais sobre seu peito “sim, vamos seguir o exemplo dela e ir dormir também” disse colocando o dedo sobre a palma da mão da criança, que mesmo dormindo fechou a mão sobre o dedo do pai, que sorriu levemente olhando a menina. Rukia olhou serena para a cena e fechou os olhos. Seu coração se apertou por um segundo. Um mau pressentimento inexplicado, que tirou sua paz por um momento.
“Byakuya” falou seria, atraindo a atenção do homem “se um dia eu não estiver mais aqui, você me promete que cuidara da nossa filha da mesma forma que cuida dela agora” Byakuya abriu seus olhos em choque e a soltou a encarando com certo espanto.
“Que conversa é essa Rukia?” falou ríspido, apenas pensar nessa possibilidade o assombrava. “você sempre estará aqui, ao nosso lado”
“Apenas prometa” falou ainda seria “prometa que não será rígido com ela, que não a verá apenas como sua sucessão no clã... que continuara a sorrir, que a protegerá e nunca a deixará” ele franziu o cenho, e conteve um suspiro.
“Se isso te faz feliz e te convencer a ir dormir agora, eu prometo” ele a abraçou mais forte, pousando um beijo no topo de sua cabeça. “mas você não ira a lugar algum, você sempre estará conosco. Eu nunca irei permitir que você me deixe, ...você sabe o quão possessivo eu sou” ela riu e murmurou sobre seu peito.
“Eu te amo tanto” falou com sua voz embargada pelo sono “Tenho tanto medo de perder vocês, de não poder estar com vocês” falou perdendo a consciência pelo sono.
Byakuya olhou para o rosto da pequena shinigami, que tinha adormecido. Ele acariciou o rosto da jovem.
“Você não vai nos perder” sussurrou abraçando mais perto. “Eu não posso te perder”
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Ichigo olhou para a pequena bagunça que se formava, todos seus amigos da escola estavam presente, ou melhor, seus amigos que tinham reiatsu suficiente para ver os shinigamis. Alem do pessoal da escola ainda estavam Urahara e Yoruichi. Soltou um suspiro entediado só estavam faltando os Kuchikis.
“Ei Ichigo!” chamou Yoruichi com um sorriso no rosto “Ontem fui a soul society e adivinha quem eu trouxe comigo?” disse escondendo uma mochila atrás das costas.
Ichigo olhou espantado, logo olhando para a bolsa que começou a se mexer abrindo sem aviso prévio.
“Kon?” falou surpreso.
“Ichigo!!! Você não sabe como sofri longe desta casa! Estou morrendo de saudades do colo da nee-san” disse choroso pulando em cima de Ichigo que olhou abismado para a pelúcia.
“É... você está voltando pra ficar?” perguntou preocupado.
“Por enquanto sim, vou aproveitar meus dias de liberdade longe daquele cientista maluco” disse saindo de cima de Ichigo olhando para as pessoas presentes, que não se assustaram com presença do leão de pelúcia falando... com exceção de Yuzu, mas logo se lembrou da conversa que teve com irmão e voltou a organizar a mesa.
“A nee-san está no seu quarto?” perguntou olhando para as escadas, se movendo para ir ao local. Ichigo segurou a pelúcia, que ia saltando escada à cima.
“Rukia tem sua própria casa e família, é obvio que ela não está no meu quarto!” a pelúcia olhou enfurecida para o rapaz.
“Eu vim aqui especialmente para ver minha amada nee-san, e você diz que ela não está” disse se esperneando tentando de soltar das mãos do rapaz, que o solta no chão com expressão entediada.
“Ela deve estar chegando” disse com uma gota na cabeça, o alaranjado ficou pensativo por um instante antes de olhar para Yoruichi. “Você contou a ele?” perguntou entediado.
“Não” respondeu com um sorriso maléfico no rosto.
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Byakuya estava parado de frente para o sojun de seu quarto, observando o seu jardim. Sua atenção foi chamada para um pequeno botão de do pessegueiro, que estava começando a desabrochar. Seu olhar ficou fixo no botão. ‘O mesmo dia, a mesma cena’
“Pronto, arrumei tudo nessa bolsa” disse a pequena shinigami entrando no quarto com uma bolsa chappy pendurada no ombro e a pequena criança em seus braços. “Hikari acordou ótima hoje, nem um sinal daquela irritação de ontem” comentou feliz.
A voz de Rukia o tirou de seu transe, ele olhou para traz tendo a visão de sua esposa que o encarava um pouco preocupada.
“Hm, isso é bom” falou sem expressão.
“Está tudo bem?” perguntou seria, Byakuya suspirou levemente e se aproximou dela pegando a bolsa e colocando sobre seu ombro.
“Tirando o fato que esse dia vai ser cansativo” Rukia sorriu.
“Ah você vai se sair bem cuidando sozinho dela” disse entregando a menina ao pai.
“Você sabe que o problema não é cuidar da minha filha” disse entediado “alias cuidar dela é um prazer, amo poder estar com ela” falou olhando a menina em seus braços. Rukia riu, ela sabia que ele estava entediado com a idéia de visitar os Kurosakis sem sua presença. “sem falar que tirando os seus amigos mais próximos, todos acham que eu sou um impulsivo e irresponsável” falou irritado. Fazendo com que a pequena risse.
“A historia que Seiji-dono inventou não é tão rim assim” falou ainda rindo do marido.
O ancião Seiji decidiu que a historia do hollow não viesse a tona, não era saudável para Hikari crescer escutando essa verdade. Felizmente apenas as pessoas de confiança sabiam da verdade, então foi fácil fazer todos os demais acreditarem na versão criada pelo ancião. E incrivelmente todos acreditaram, ‘que em impulso’ eles acabaram tendo uma noite, que ambos decidiram que devia ser esquecida, porém e essa noite teve conseqüências. Ambos ficaram chocados sem saber como proceder com a descoberta gravidez, e Rukia acabou fugindo por medo.
E com a distancia ambos perceberam o que sentiam, e que não foi só um impulso carnal. E enfim estavam juntos... Byakuya não gostou da historia, era como se ele fosse um sedutor barato e irresponsável, que não assumia suas responsabilidades... Mas no fim era melhor que a verdade, pois tirando a primeira parte da historia inventada, o resto tinha certa verdade.
“Você acha isso, por que não é quem é taxado de sedutor cafajeste” falou com desgosto, ele só tinha tido duas mulheres em toda sua vida, essa rotulo foi a mais injusta possível “Eu realmente não quero ficar no meio daqueles humanos, sem a sua presença...”
“Oh meu amor” disse tocando o rosto do homem “eu queria ir com vocês, você sabe disso. Como eu não posso ir... ao menos vocês devem ir representando os Kuchikis, afinal nos prometemos” disse pousando seus lábios sobre os deles levemente “um Kuchiki sempre cumpre sua promessa” falou sorrindo, enquanto se afastava um pouco.
“Péssima hora para Ukitake ficar doente” murmurou. Se Ukitake estivesse bem, ele não teria que enfrentar ‘a família humana de Rukia’ sozinho.
“Ah, não fique assim não vai ser tão ruim. Pense no picante Curry da Yuzu! Você adora ele!” ele a fitou com certa incredulidade em seus olhos.
“Você não vai me alegrar me lembrando de comida” falou gélido.
“No fim das contas quem está com o coração apertado aqui, sou eu.” Suspirando em frustração.
Byakuya a olhou e levantou uma sobrancelha em sinal de interrogação.
“As duas pessoas que mais amo nesse mundo, estão saindo para ficar praticamente um dia todo longe de mim” falou emburrada, afagando a cabeça da menina antes de pousar um beijo cuidadoso na face da criança. ”se cuidem, e se Hikari parecer não estar bem, fale com Isshin, e me avise.” Byakuya a puxou pela cintura e a beijou cuidadosamente, era um beijo diferente. Ela não sabia o que era, mas parecia conter certa angustia nele, ele estava preocupado com algo, ela só não sabia dizer com o que. “Eu te amo” sussurrou a mulher ao encerrar o beijo.
“Hm, eu também. Estarei de volta o mais rápido possível” disse abraçando, inalando o aroma de seus cabelos.
“Hai, mande lembrança a todos por mim” ele se afastou abrindo o portal, parando antes de entrar olhou para traz.
“Tome cuidado” disse entrando no portal ”por favor” ele sussurrou após o senkaimon fechar.
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“Ichigo seu incompetente! Nem para convencer a nee-san a ficar morando aqui” choramingava o leão de pelúcia enquanto Ichigo o afastava a pontapés.
“Cala a boca, você já está me irritando!” falou pisoteando kon. A campainha tocou e Isshin foi alegremente abrir a porta.
“Ah vocês chegaram!” disse explosivo. Olhando Byakuya que permanecia indiferente segurando o bebê conforto como se fosse uma cesta “meu segundo filho e minha primeira netinha kawai!” disse esmagando Byakuya em um abraço. O Kuchiki suspirou mentalmente, apesar de fazer alguns meses que ele havia ganhado esse ‘titulo’, ainda não tinha se acostumado a ser chamado e tratado assim. “Rukia-chan não vem?” perguntou triste, recebendo apenas uma confirmação negativa do ‘genro’
O patriarca dos Kurosakis soltou Byakuya que permaneceu imóvel, e pegou o bebê conforto se virando em direção ao quadro de Masaki.
“Olha como nossa família está crescendo” disse choramingando frente ao quadro de sua falecida esposa.
“Cala a boca, velho!” falou Karin irritada. Yuzu se aproximou e o Kuchiki apenas acenou com a cabeça para as jovens em sinal de saudação.
“Byakuya-kun, Rukia-chan não veio?” falou confusa olhando para o homem.
“Rukia está ocupada com o trabalho, ela pediu desculpas por não poder vir” disse com os olhos fechados, tentando recobrar a calma, enquanto Isshin se afastava alegremente com Hikari em direção aos outros amigos humanos de Rukia. Era extremamente estranho ser tratado assim. Sem duvidas eles eram parentes de Kurosaki Ichigo. Sua tentativa de ficar calmo foi em vão, sua concentração foi tirada por uma voz irritante.
“Ei, o que o irmão mal encarado da nee-san ta fazendo aqui?” disse saltando nos ombros de Yuzu “e onde está minha amada nee-san?” Byakuya encarou a criatura por um instante ‘a alma modifica incomoda’ pensou. Olhou de soslaio e percebeu a bakeneko olhando a cena com ar de divertimento, ele não tinha duvidas. Ela tinha se encarregado de trazer aquele ser ate lá, com o propósito de irritá-lo.
“Cala boca Kon” disse Ichigo esbofeteando o leão para longe. “Ei Byakuya, algum problema na soul society?” perguntou serio.
“Missão com recrutas, nada serio. Ela teve que ficar no lugar de Ukitake, ele está mais uma vez doente” disse indiferente.
“Ah” disse olhando para traz, kon vinha cambaleando em sua direção. “Ei Kon, faz tempo que você não vem aqui. Então vou te esclarecer algumas coisas” disse pegando o leão pela cabeça e virando-o em direção a Inoue, Ishida, chad e os outros que estavam paparicando a pequena Kuchiki junto ao patriarca dos Kurosakis.
“Aquela bebe é Kuchiki Hikari, filha da Rukia” disse emburrado, sem muita paciência para explicar. kon ficou paralisado de boca aberta.
“Nee-san teve um bebê... Como? isso é mentira!” disse virando o rosto de lado ignorando a informação. Byakuya observou a conversa dos dois e saiu em direção a sua filha que estava cercada por seres barulhentos.
“Por que eu iria inventar isso? Che, e você não quer que eu diga como bebes são feitos” disse sarcástico.
“Não pode ser minha amada nee-san” disse com os olhos lacrimejantes “como alguém ousou fazer isso com minha nee-san! Quem foi o maldito? Nee-san é minha!” disse esperneando, apesar do escândalo ninguém estava prestando atenção neles, todos estavam concentrados nas comidas e na recém chegada criança e nas piadinhas que Yoruichi estava fazendo com Byakuya, que lutava com todas suas forças para não explodir o local com senbonzakura. “foi você! Seu maldito!” disse tentando acertar o garoto, que o jogou no chão pisando nele.
“Claro que não, o pai da filha da Rukia e o Byakuya” disse ainda irritado com a pelúcia. Kon ficou chocado com a notícia, e olhou enfurecido para o Kuchiki que estava entediado observando a bagunça em sua volta.
“Que raio de irmão é você seu maldito” disse saltando em direção a Byakuya, que ficou imóvel pensando se Rukia ficaria brava se ele retalhasse aquele bicho irritante. Antes que kon chegasse até ele, foi derrubado no chão por Ichigo.
“É, faz quase três anos desde que você não vê a gente, algumas coisas mudaram” disse jogando kon no chão “eles não são irmãos, são casados. Então fica quieto que eu te levo hoje a noite pra sereitei, pra você ver a Rukia” jogou kon no chão que ficou paralisado ainda traumatizado com a informação. Ichigo foi junto aos outros que conversavam animadamente.
“Kurosaki-kun parece que Kon não aceitou muito bem as noticias” disse sorrindo. Observando enquanto Byakuya pegava (tomava) a filha dos braços de Isshin e ia se sentar um pouco longe do tumulto.
“A logo ele se recupera” disse com descaso. “Ei Ishida o que é isso” disse apontando para uma sacola do lado do rapaz.
“A é um kimono que eu mesmo fiz para a Hikari” disse com os olhos brilhando, tirando o pequeno kimono da sacola, Ichigo olhou para a peça que continha a cruz quincy gravada.
“Ah acho que vai demorar pra que isso sirva na Hikari... e... os pais dela são shinigamis, não sei se o Byakuya vai deixar que coloquem uma roupa com símbolos quincys na filha dele. E não era pra você ter certa rivalidade com shinigamis?” perguntou confuso. Ishida arrumou os óculos.
“Hikari é diferente, vou ensiná-la tudo sobre os quincys, ela vai ser a primeira criança shinigami a usar arco e flecha e roupas brancas” disse com os olhos brilhantes.
“Eu acho difícil que os pais dela permitam isso, mas tudo bem” disse com uma gota na cabeça. Virou-se para seus amigos que encaravam sua afilhada ainda estranhando o tamanho da criança.
“é impressão minha ou essa menina não cresce” perguntou Keigo olhando a menina que agora estava com Byakuya, que estava tentando manter a menina longe dos loucos presentes, mas Isshin parecia um carrapato e já estava perto do seu ‘segundo filho e genro’.
“Esqueceu do que o Ichigo disse, Hikari e filha da Rukia, e nos sabemos eles são diferentes de nos. Pertencem a outro mundo, o desenvolvimento deles é mais lento que o nosso” disse olhando para criança que estava lutando contra o sono tentando olhar as pessoas a sua volta.
Apesar da menina já ter seis meses de vida não aparentava ter mais que dois meses, o desenvolvimento de uma criança na soul society é bem lento e diferente de um humano normal, apesar de estranho a menina deveria ser menor do é, de certa forma seu crescimento foi adiantado pelo uso do gigai, mas felizmente após a volta a soul society foi normalizado.
“Apesar de estar caindo de sono ela simplesmente esta resistindo bem” disse Inoue, enquanto se levantava se aproximando de Byakuya e Isshin.
“Ah, ela pode ser a cara do Byakuya mais é teimosa igual à mãe” disse Ichigo risonho.
“Tudo é muito novo pra ela, é um lugar diferente é normal que ela fique atenta a tudo, principalmente com essa bagunça. Kuchiki taichou talvez devêssemos levá-la para dormir lá em cima” Byakuya conteve um suspiro frustrado e apenas concordou com a cabeça, entregando a menina à madrinha.
“Inoue-Chan eu já deixei a cestinha que era das meninas preparada no quarto do Ichigo, pode leva a neném pra lá” disse sorridente.
“Hai! É uma pena Kuchiki-san não ter vindo, fiz a torta de atum mel e pêssegos que ela adorou quando veio pra cá” disse desanimada, indo em direção ao quarto.
“Não acredito que a Kuchiki conseguiu comer isso sem ficar doente” resmungou Chad enquanto Inoue subia escada à cima.
“Ela estava grávida, mulheres nesse estado tem desejos estranhos” disse Ishida ajeitando seus óculos.
“isso explica” disseram juntos, assumindo um tom esverdeado.
“Não deixa de ser perigoso” murmurou Byakuya, Rukia poderia ter sido envenenada pela comida estranha, daquela menina.
“Tenho que concordar com você, Byakuya. Aquilo é quase veneno” falou Ichigo se lembrando de quando ficou a noite toda passando mal.
“Vocês disseram alguma coisa?” perguntou Inoue voltando.
“Só que você pode levar um pedaço pra ela a noite” disse Ishida rapidamente, disfarçando. “então vamos comer logo ou não vai sobrar nada para nós” disse arrastando os amigos para a mesa. Deixando o Kuchiki sozinho, para seu alivio.
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Uma criatura saiu correndo de dentro da floresta, um grupo de jovens shinigamis saiu em disparada em sua perseguição, ate encurralar o monstro conta a parede. Um jovem sorriu vitorioso.
O pequeno hollow de repente se começou a se contorcer fazendo com que vários membros crescerem em seu corpo. Os shinigamis olharam assustados, o até então pequeno e fraco hollow tinha se revelado mais forte do que eles poderiam imaginar. Com um movimento rápido o hollow arremessou todos shinigamis para longe, se aproximando de um rapaz, o pegando e levando em direção a sua boca, o shinigami se contorceu ao ver as enormes presas em sua direção mais já era tarde, ele não podia fazer nada, apenas esperar sua morte.
“Hadou nº1 byakurai” disse uma voz seria, o feixe de luz atravessou a cabeça do monstro se desintegrou imediatamente.
“Kuchiki fukutaichou” disse o homem se levantando do chão “me desculpe fukutaichou eu falhei” disse abaixando a cabeça.
“Você esta bem?” o homem olhou para a jovem tenente, e apenas acenou.“Vamos continuar” deu um leve sorriso para o shinigami que estava triste. ”Nunca subestime um inimigo, mas cuidado da com o próximo. Agora vamos, há mais hollows nessa área”
Disse seguindo em frente, o jovem sorriu. “Hai!” e seguiu sua fukutaichou.
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“Parece preocupado Byakuya-boo” disse Yoruichi se sentando ao lado do homem. Para a infelicidade do mesmo.
“Esse lugar me incomoda, todos são muito barulhentos. Acho que vou ver como Hikari está” falou serio.
“Não seja tão neurótico e protetor, ela está lá em cima e segura. Afinal é impossível uma criança dormir no meio dessa bagunça” disse olhando para os jovens que conversavam alegremente.
“Hum” fechou os olhos permanecendo serio. A morena o observou e notou que ainda estava incomodado com algo, porém decidiu não perguntar.
“Sabe eu nunca te imaginei com uma família, e muito menos tão atencioso” disse debochada.
“Você fala isso porque achou que eu iria parar minha vida, após a quebra de compromisso entre nossos clãs?” perguntou indiferente.
“Não, definitivamente você deve ter agradecido por eu ter ido embora não é?” disse com um sorriso fraco “eu só não conseguia imaginar você crescendo se tornando tão maduro. E depois que te encontrei após 100 anos, era como se você não tivesse mais um coração, me senti culpada” olhou para o homem que agora a fitava de soslaio “felizmente eu estava errada, foi muito bom eu ter ido embora” disse desviando o olhar ficando seria. “eu não acho que conseguiria te fazer feliz, a quebra daquele compromisso absurdo foi o melhor”
“Compromisso?” perguntou Ichigo se aproximando dos dois, com um copo de suco na mão.
“Quando eu era criança o clã Kuchiki e o shihōin fizeram um acordo, assim que eu estivesse fisicamente igual Yoruichi, iríamos nos casar” Ichigo cuspiu o suco que bebia se engasgando ‘o que diabos ele disse?’
“Não morra engasgado Ichigo!” disse yoruichi dando tapinhas nas costas do rapaz.
“Como? E você é bem mais velha que ele! Isso era quase pedofilia” a morena direcionou um olhar mortal para o rapaz que engoliu seco “quer dizer hoje vocês parecem ter a mesma idade... mas você já era adulta quando ele era um menino ainda... foi o que eu ouvi dizer”
“As grandes casas nobres estavam em falta com seus herdeiros, a esperança era que o segundo herdeiro do meu clã fosse outra menina para se casar com Byakuya, porém quando meu irmão nasceu os anciões decidiram que para manter os 2 clãs fortes, fosse selado um compromisso.” Ichigo ainda estava pasmado com a historia.
“Isso é estranho.. nunca ouvi falar sobre isso”
“Assim que fugi da soul society o compromisso foi desfeito, bem acho que nunca levei muito a serio. Afinal Byakuya-boo sempre foi como um irmãozinho para mim”
“Isso nunca daria certo, era uma idéia estúpida” falou indiferente.
“Aah, mas até que seria legal! Eu teria sido sempre superior a você em tudo” disse debochada “quando você nem tinha shinkai eu já era capitã, acho que seria divertido” Byakuya a olhou com seu mais poderoso olhar mortal, para sua infelicidade esses olhares nunca funcionaram com a morena. ‘só mais umas horas’ pensou entediado.
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Kon ainda andava deprimido, a pelúcia ainda não tinha se conformado. Sua amada nee-san, casada com o arrogante Kuchiki que era seu irmão há algum tempo atrás, e pior eles tinha uma filha! Era demais para a alma modificada.
Kon entrou no quarto de Ichigo de cabeça baixa, o pequeno realmente estava deprimido, ao subir na cama se deparou com um tipo de cesto, ao ver seu conteúdo percebeu que era um tipo de berço. Franziu o cenho ao ver a criança.
“Che, não posso acreditar que nee-san fez isso” disse olhando irritado para a criança que o olhou curiosa. “Francamente você nem se parece com minha nee-san, é a cara daquele maldito bastardo” se aproximou examinado a menina que o encarava sonolenta. “deixe me ver, você não tem dentes, seu cabelo parece mais ser pelos de tão curtos... é só uma maquina de choro ambulante! Como todos podem gostar tanto de uma coisinha assim” disse com seu jeito rabugento.
A menina esticou a mão para o leão tentando pegar a mão que ele estava apontando para ela, e conseguiu com sucesso. A pelúcia olhou para a menina que segurava sua pata.
“Você está achando que eu sou o que? um brinquedo?” a menina sorriu levemente para ele. Kon puxou a mão com irritação, a criança se assustou e começou a contorcer sua alegre expressão em choro. O leão desesperado pegou a chupeta e colocou na boca do bebê, tentando fazê-la parar de chorar. Se alguém o visse ali o mataria. A menina se acalmou instantaneamente ao ver o leão desesperado chacoalhando os brinquedos em sua volta. A criança sorriu sonolenta, chamando a atenção da pequena pelúcia.
“Você tem o sorriso da nee-san” sentiu sua pata ser segurada firmemente pela pequena mãozinha, mas ele não a afastou dessa vez. Voltou a olhar para a face da menina que enfim dormia. O leão sorriu bobo, ela realmente é adorável. “você não é tão ruim assim, acho que vai até ser divertido tem uma criança por perto“ se sentou ao lado da menina “Kuchiki Hikari, eu sou o seu grande tio Kon-sama! E por mais que sua mãe tenha escolhido um arrogante pra se casar, ela vai ser sempre minha amada nee-san”
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A pequena shinigami caminhava lentamente pelo campo verde que ficava próximo ao seu esquadrão. Olhou para o céu, o dia logo iria acabar. “o pessoal já deve estar chegando” falou sozinha. Olhou para traz ao ouvir os recrutas conversando entre si.
O dia tinha sido cansativo, mas muito produtivo. Os novatos eram dedicados, era estranho, mas ela podia ver que elas a admiravam. A pequena olhou para o céu mais uma vez, e suspirou. Assim como ela admirava Kaien-dono, será que ela merecia tal honra, de ser tratada igual ao seu mentor? Não sabia, mas ela faria de tudo para honrar esse lugar, em memória dele.
Ela foi tirada de seus pensamentos ao ouvir gritos dos jovens shinigamis que estavam no campo. Rapidamente ela correu para o local. Seu coração parou, seu corpo ficou paralisado e gelado seu sangue parou de circular, a criatura de capuz marrom tinha acabado de matar quatro de seus recrutas.
Rukia segurou firmemente o punho de sua zanpakutou e olhou com desprezo para o ser.
“Maldito! O que você está fazendo aqui?” o homem tirou o capuz deixando amostra sua face coberta por longos fios de cabelos arroxeados, seus traços eram sombrios e causava um mal estar a qualquer um que o olhasse.
“Como eu previa você estava aqui” disse com seu tom sarcástico.
“O que você quer aqui?” perguntou na defensiva.
“Eu já disso que não tenho objetivo. Rukia não é? Pode me chamar de Apocalypsis ou Apocaly se preferir” disse com tom amargo.
“Apocaly... se você não tem objetivos... Então por quê?” perguntou mais irritada ainda. O homem deu um sorriso amargo.
“Você sabe por que eu não tenho objetivo, porque não tenho ninguém?” falou puxando uma lancha de ferro de sua mão. “Porque os que me criaram, foram destruídos antes que eu pudesse ter minha missão” Rukia deu um passo atrás sem tirar os olhos de cima dele.
“Isso significa que você não precisa ser mau, você não tem motivos pra isso!” disse firme. “Você realmente quer fazer tudo isso de ruim sem ao menos ter motivo? Ainda é tempo de você ter uma vida normal, se tornar uma pessoa boa!”
“Cale a boca!” disse ele nervoso jogando a lança de ferro em sua direção, mas ela desvia “você acha que eu não pensei sobre isso? Foi o que mais fiz nesses últimos meses” disse cerrando os dentes. “e sabe tudo que pude sentir foi ódio, ódio de vocês!” Rukia o olhou confusa.
“Por quê? Nos nunca te fizemos nada, nem a quem te criou! Alias nem sabemos que te criou!”
“Você não sabe por que eu os odeio? Eu os odeio pelos laços que vocês têm! eu posso ler o coração de vocês, e eu nunca me esqueci de vocês, daquele sentimento que vinha de vocês. Eu odeio, odeio esses laços!” disse cerrando os punhos ”Só em pensar em destruir eles eu me sinto bem! Então eu decidi que isso é o que me faz bem. Eu vou matar cada um de vocês” disse com um sorriso amarelado arrepiante.
“Você vai matar as pessoas apenas para satisfazer sua sede de sangue, eu desprezo criaturas como você” apertou ainda mais o cabo de sua zanpakutou.
“Eu só quero que as pessoas se sintam como eu me sinto, e cada vez que eu fizer isso a alguém, vou me sentir cada vez melhor! Você não sabe minha satisfação ao te ver desesperada ao lado daquele homem quando eu quase o matei” disse em seu tom de deboche.
“Cale a boca! Eu... eu vou te destruir!” disse em fúria. O homem sombrio lançou vários cabos de aço sob a terra pretendendo repetir o mesmo ataque que usou em Byakuya.
Rukia estreitou os olhos ao perceber a intenção do homem.
“Mae sode no shirayuki” disse seria enquanto se formava uma nevoa em sua volta, o semblante do homem ficou serio seu ataque sorrateiro nunca veio.
“O que?” falou confuso, mas sem deixar sua expressão demoníaca sair do rosto.
“O chão está congelado, com um gelo impregnado de reishi, um gelo inquebrável. Seus truques não vão funcionar comigo” disse seria.
“Maldita” disse serio.
“Você vai pagar por ter matado meus oficiais, por ter ferido Byakuya aquele dia” disse exalando uma aura branca poderosa. Em um flash apareceu atrás do homem, voltando a manter a distancia novamente tudo em milésimos de segundo.
“O ...que?” disse ao ver sua mão cortada cortado caindo no chão. “sua maldita, eu ia te dar uma morte rápida, mas agora eu vou fazer você sofrer o Maximo possível.” Exclamou enquanto substituía sua mão por um emaranhado de cordas de aço que se trançaram ate formar uma mão metálica. “eu não vou te matar” falou atirando os cabos em direção a shinigami, que habilidosamente desviava dos ataques usando o shunpo. Porém os cabos eram muitos, desviar apenas não funcionaria.
Com movimentos rápidos ela desviava e cortava os cabos, que ao entrarem em contato com sua zanpakutou congelavam e se quebravam em minúsculos pedaços. Pareceria que quanto mais ela cortava mais cabos eram lançados em sua direção.
Em um descuido um cabo a atingiu no ombro o atravessando. Rukia abriu seus olhos em choque, ao se lembrar do que aqueles cabos eram capazes de fazer. Antes que o monstro pudesse fazer algo ela cortou o cabo imediatamente. Graças a sua temperatura o ferimento quase não sangrou.
A pequena nem teve tempo para pensar direito quando uma leva de cabos a atingiu, batendo nela como chicotes os ataques eram tão rápidos que ela não conseguia ter reação para sair da mira do inimigo ou revidar.
Seu corpo doía, ela tentou se mexer, mas um poderoso ataque a jogou contra o chão. Com os cabos que formavam sua mão provisória ele criou um tipo de corda grossa, com a qual tinha batido na shinigami, com essa mesma corda ele a suspendeu no ar. E riu olhando para a jovem que já estava sem forças.
Era esse o fim? Todo seu treino foi em vão, no final das contas ela iria morrer sem conseguir vingar, nem proteger ninguém.
“Eu poderia te matar aqui, mas só isso não me satisfaz” de repente Rukia abriu os olhos em espanto. “você já notou não é? As ferramentas para o seu desespero estão chegando. Que tal eu brincar um pouco com eles também, enquanto você assiste impotente”
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“Que nostálgico essa reunião na Kuchiki mansão depois de todos esses anos” falou Yoruichi com seu sorriso debochado.
“Não me lembro de ter te chamado” falou Byakuya em seu tom frio, mas para sua infelicidade isso não funcionava com a bakeneko, nunca funcionou.
“Ah, Byakuya-boo você não muda nunca não é mesmo” disse rindo.
“Depois daquele portal eu vou poder ver minha nee-san!” disse Kon emocionado.
“Cale a boca ou eu te jogo no chão” disse Ichigo ameaçando o leão que estava em seu ombro.
Byakuya olhou para a pelúcia e logo após para todos a seu redor, Ishida, Chad, Ichigo, Yoruichi e Inoue que carregava Hikari nos braços.
Suspirou internamente pelo menos ele estaria em casa, ao lado de sua amada esposa. Foi o primeiro a pular do portal.
Seus inexpressivos e semicerrados olhos, se alargaram em choque. Foi como se o mundo tremesse a sua volta, e se o ar estive o esmagando, em um flash ele desapareceu com shunpo.
“Byakuya espere!” gritou Yoruichi.
“Esse reiatsu é o da Rukia... e esse outro...”
“O outro e do cara que quase matou o Byakuya” falou seria “vamos Ichigo” o rapaz tirou Kon do seu ombro o atirando no chão e partiu.
“Nós vamos também” disse Chad sendo seguido pelos amigos.
“Você não Inoue, leve Hikari para a mansão em segurança, Kon vá com ela” falou a morena dirigindo um olhar serio a jovem.
“Hai” disse obediente correndo para a mansão, enquanto os demais seguiam em direção a batalha.
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A mesma sensação nostálgica de 50 anos atrás, no dia do aniversario de morte de Hisana. Até mesmo o dia clima parecia igual, não sabia por que, mas aquilo lhe incomodava... Angustiava. Por um momento pensou que fosse culpa, culpa por seguir em frente, estar junto à irmã de sua falecida esposa, a quem deveria ter adotado e cuidado como sua própria Irmã. Não era culpa ou paranóia, o pesadelo estava se repetindo, ele não podia permitir que acontecesse outra vez... Não suportaria.
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“Você sente não é? Eles estão aqui! Estão vindo pra cá... ou melhor ele está vindo” Rukia tentou se soltar em vão do aperto das cordas ao ouvir o que o homem disse. “Oh pequena mulher, eu quero ver seu desespero, sua dor transbordando”
“Desgraçado” rosnou entre os dentes, Apocaly apertou ainda mais as cordas no corpo da pequena causando um grunhido de dor.
“Vou acabar com todos seus entes queridos, e você só vai observar impotente” disse levantando a face da jovem com a ponta da corda.
“Deixe-os fora disso! Seu monstro” esbravejou.
“E qual seria a graça?” disse sarcástico “vou acabar com seus amigos, aquele homem que você ama, hum qual mesmo o nome dele? Ah Byakuya!” os orbes violáceos o encararam em desespero ao ouvir o plano do maldito monstro.
“...” sua voz estava presa na garganta, não conseguia sequer falar mais. Ela estava com medo.
“E por ultimo, aquela criaturinha” os olhos de Rukia se alargaram em uma mistura de choque e terror, por mais vil e imundo que ele seja, não poderia estar se referindo a ela, estaria? “Isso mesmo, por ultimo eu vou matar sua pequena e preciosa filha” falou com sua voz macabra.
Uma luz inundou o local, e com um único toque de sua mão Rukia congelou os cabos que a prendiam, que se partiram instantaneamente em pequenos pedaços.
Era como se ela não tivesse mais ferimentos, seu reiatsu explodia dentro de si, as feridas ainda estavam lá, mas ela não sentia mais nada. Uma aura branca de poder a envolvia, sua expressão era de puro ódio. ‘ Rukia-sama onegai, não faça isso’ falou a voz em sua cabeça ‘você não está pronta’
“Nunca mais repita isso, nunca mais ameace minha família, meus amigos” falou alto e firme. Seu corpo sendo inundado por mais poder a cada instante ‘ Rukia-sama seu corpo não será capaz de suportar isso... não por muito tempo, você esta ferida’
(“Eu não me importo” falou para sode no shirayuki
“é perigoso você pode não resistir...”
“quando minha filha nasceu eu te procurei assim que pude, você se lembra?” perguntou seria a sua zanpakutou” hesitante a mulher apenas afirmou.
“hai”
“Eu pedi pra ficar mais forte para protegê-la, pra proteger todos que amo... do que adiantaria ter feito aquela promessa, se eu não posso cumprir. Mesmo que isso me mate eu não importo, desde que quem é importante pra mim viva”
“Entendo Rukia-sama, você não terá muito tempo, acabe com isso rápido” )
“De onde raios você tirou esse poder? O que é isso?” disse o homem se afastando confuso.
“Bankai” um pilar de luz branca se formou ligando o céu e a terra, seguido por uma explosão de poder.
A nevoa se dissipou, apocaly olhou chocado para a shinigami a sua frente.
Sua roupa no mais puro branco e beleza, seus cabelos negros agora estavam brancos como o luar, enfeitados com uma bela coroa de gelo. A mais bela zanpakutou, conhecida pelo puro branco desde o punho a lamina, agora tinha a lamina transparente. Sem duvida o mais belo bankai existente.
“Hakka no togame” disse com firmeza. Esse era seu bankai.
Com um movimento ela apareceu perto do homem e voltou a recuar.
“O que?” disse chocado ao ver seu braço caindo no chão se transformando em pó. “como?”
“Você nunca mais vai ferir ninguém” tenho que ser rápida, pensou. Logo ela estaria em seu limite, seu corpo estava desgastado demais para suportar tal poder por muito tempo.
Vendo que sua derrota seria iminente o homem abriu o dangai em uma tentativa de fugir, pulou dentro do portal, seus planos poderiam esperar. Porém Rukia surgiu em sua frente, cravando sua zanpakutou em seu peito.
“Você não vai fugir” falou entre os dentes.
“Eu perdi...” disse inconformado, enquanto seu corpo era congelado “mas... v-você vem comigo” disse segurando o braço da pequena, fechando o dangai com sua ultimas forças, antes de seu corpo se quebrar se transformando em pó...
“RUKIA!” gritou Byakuya desesperado vendo o portal se fechando.
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