Notas iniciais
Depois de seculos estou aqui.... Desculpem pela demora. Não vou mentir não tenho tido muito tempo, e o meu pc não está me ajudando muito, em menos de 20 dias foi 2 vezes pro conserto... então não prometo mais nada sobre dia das postagens, apena que a historia está chegando ao fim. Ah, Feliz aniversario atrasado Jenny, tentei terminar ontem, mas não deu... Esse capitulo dedico pra você pra você! Parabéns

“Parece que estava a séculos longe de casa” disse a ruiva escorada, sobre o berço “mal ganhei uma afilhada e vocês já vão embora amanhã” falou com a voz manhosa, o que fez Rukia rir da amiga. Byakuya as observou por um instante, e se levantou.

“Vocês devem ter muitas coisa para conversar, vou deixá-las à vontade” Byakuya disse em seu tom indiferente saindo do quarto. No mesmo instante o olhar curioso de Inoue caiu sobre Rukia.

“Como estão às coisas entre vocês?” perguntou curiosa, se sentando ao lado da amiga.

“Melhor impossível” sussurrou desviando o olhar, tentando disfarçar o imenso rubor em seu rosto.

“Isso quer disse que você e Kuchiki taichou estão juntos? Estão namorando?” disse com os olhos brilhando, não escondendo a felicidade de saber que sua amiga estava feliz. Realmente foi uma ótima idéia chamar Byakuya para ficar em sua casa enquanto estava fora.

“Na verdade não estamos namorando” disse. A ruiva a olhou confusa.

“Como assim?”

“Na verdade estamos casados” disse sem jeito.

“O que?” perguntou surpresa.

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Ichigo estava deitado em sua cama, ainda digerindo as lembranças de horas atrás. Virou-se para a janela dando um longo suspiro.

A porta é aberta, ele olhou para homem a sua frente. Mesmo tendo sido quase morto mantinha sua postura seria e indiferente, exalando nobreza. Não era possível que Rukia estava mesmo gostando dele, e se estivesse não era possível que ele gostasse dela, afinal Kuchiki Byakuya não tinha sentimentos. Sim, ele estava enganado, afinal como Rukia iria gostar desse cara frio.

“Entre” disse dando passagem para o jovem shinigami substituto. O som daquela voz indiferentemente fria tirou o rapaz de seus pensamentos. Sem demora ele entra esperando Byakuya fechar a porta. O encarando por alguns instantes.

“Que bom que você está bem” disse serio com uma carranca no rosto, olhando para Byakuya que voltava a se sentar preenchendo papeis ao lado do carrinho da filha. “Rukia está aqui?”

O taichou levantou um pouco a visão para fitar o garoto, podia se perceber certo desagrado em sua face sem quase indiferente.

“Ela saiu para treinar” Ichigo franziu o cenho e continuou a encarar o Kuchiki.

“Não me olhe assim” disse ao sentir o olhar reprovador sobre si. “Também não queria que ela tivesse ido, mas você sabe como ela pode ser teimosa” disse afagando a cabeça do bebê que olhava com olhos curiosos wakami taishi suspenso sobre o carrinho.

Ichigo bufou virando a cabeça de lado. “sim eu sei” disse voltando a observar Byakuya olhando para a filha, ao menos um bom pai ele era. Bem o contrario do que ele tinha imaginado que seria.

“Você a ama?” perguntou voltando a ficar serio. Com sua pergunta não ganhou a atenção que esperava.

“Ela é minha filha, é obvio que a amo” disse sem expressão, voltando a dar atenção para os papeis. Ichigo balançou a cabeça negativamente.

“Isso eu sei, é obvio.” Falou ríspido, mas mesmo assim sendo ignorado pelo Kuchiki. “Você ama a Rukia?” dessa vez ele conseguiu uma reação do homem, que o olhou interrogativo.

“Que pergunta é essa Kurosaki?” falou com a voz um pouco carregada.

“Apenas me responda sim ou não! Posso estar louco, mas acho que ela gosta de você... gosta mais do que um irmão, se bem que vocês nunca devem ter se visto como irmãos.” Falou virando as costas. “Se ela gostar de você...” fez uma pausa fechado os olhos tentando reunir as palavras que usaria a seguir.

“Eu a amo mais que minha própria vida” falou frio, não deixando o garoto terminar sua pergunta. “mais que a honra do meu clã, e nunca mais irei fazê-la sofrer. Afinal ela me deu o bem mais valioso, e me devolveu a vida” o rapaz olha surpreso para o moreno. “ensinou-me a me sentir vivo novamente. Você tem minha palavra que não a farei sofrer” disse e simplesmente voltou a dar atenção aos documentos. O jovem cerrou os dentes e apertou os punhos.

“E ela... Rukia, ela sente o mesmo por você? Ou você a está obrigando a corresponder esses sentimentos?” Byakuya olhou para o menino fechou os olhos por um instante. Voltando a olhar os papeis em suas mãos.

“Isso só ela poderá te responder”

Suas recordações foram interrompidas pelas batidas na porta do seu quarto.

“Entre” olhou para o seu pai que entrou o encarando, porem não disse uma sequer palavra. “Eles estão juntos” disse quebrando o silencio. “Eles se amam, por mais estranho que isso pareça”

“Eu desconfiava disso” falou se sentando na cadeira ao lado da cama do filho “Como você está?”

“É estranho, mas estou bem” disse olhando para o teto “estou feliz por ela, ele realmente gosta dela, e ela dele. Eles vão ser felizes juntos”

“Eu disse que ele não era tão ruim assim” falou em um tom brincalhão tentando animar o filho, que sorri fracamente e o olha.

“Eu acho que confundi meus sentimentos. Não é?” perguntou olhando para o pai.

“Talvez” falou sorridente “mas é uma pena, queria minha neta crescendo aqui”

“Ah, não se preocupe” disse voltando a olhar pela janela “vou dar um jeito daqueles dois trazerem minha afilhada sempre aqui” disse voltando a olhar para o seu pai que estava confuso.

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“Vocês tem certeza que não querem ficar só mais alguns dias?” perguntou Inoue tristonha “tantos meses aqui já me acostumei com sua companhia Kuchiki-san, vou sentir tanto sua falta essa casa vai ficar tão vazia sem vocês aqui” disse abraçando a amiga, que lutava para não ser sufocada pelo peitos da ruiva.

“Nos sempre estaremos por perto Inoue” disse se soltando do abraço respirando aliviada.

“Não vou nem desarrumar seu quarto, caso você queira vir pra cá vai ficar tudo do mesmo jeito incluindo o berço da Kari-chan.” Olhou para a criança que estava nos braços de Ichigo “ah, vou sentir tanta falta dessa coisa fofa”

Rukia desviou o olhar da amiga que ainda se lamentava, ao perceber Byakuya saindo da casa carregando algumas malas.

“Já esta tudo pronto, pode abrir a senkaimon” falou indiferente. “Obrigado pela hospitalidade Inoue Orihime” disse fitando a jovem, que apenas sorriu sinceramente para o Kuchiki que olhava o portal se abrindo.

“Nós temos que ir agora” disse olhando para Ichigo que se aproximava entregando Hikari nos braços da pequena shinigami. “Parece que isso é um adeus” disse sorrindo para os amigos. “Vocês sabem que são bem vindos na sereitei sempre, não deixem de nos visitar disse dando um abraço em cada um dos presentes. Caminhou até o portal parando ao lado de Byakuya. “não temos mais como fugir disso não é mesmo?” ele apenas lhe direcionou um olhar rápido antes de entrar, um olhar rápido, porém que passava o conforto e segurança que ela precisava. Sem mais demoras ela entrou no portal junto a ele.

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O silencio reinou durante todo o percurso até a mansão, ao chegar foram recebidos pelos servos que rapidamente pegaram as malas indo acomodar as coisas em seus devidos lugares. Os servos se curvaram respeitosamente perante eles, lhes dirigindo um tímido ‘bem vindos’ que Byakuya respondia apenas com um leve aceno de cabeça, ouvindo Rukia responde um tímido ‘arigato’. Ele a olhou de soslaio e sem mais demora entrou na mansão indo a rumo ao seu quarto. Com os olhos levemente cerrados, parou por um instante para sentir o local que estava repleto de reishi, nada melhor do que estar em casa.

Abriu um pouco os olhos ao ver apequena mulher passar por ele indo em direção ao seu quarto, puxando a porta do sojun.

“Aonde você vai?” perguntou calmo. Rukia parou de abrir a porta e olhou para Byakuya, que falou pela primeira vez desde que deixaram o mundo dos vivos.

“Acho que os servos trouxeram minhas coisas pro meu quarto, vou colocar Hikari no carrinho” disse olhando a criança sonolenta “acho que ela está estranhando um pouco todo esse reishi”

“Rukia, ela tem um quarto próprio. Esperando por ela, mesmo antes que ela nascesse” ela franziu o cenho enquanto olhava o homem a sua frente.

“Pensei que tinha parado com os preparativos assim que eu fui embora...”

“Fiz questão de terminar de organizar com minhas próprias mãos” disse deslizando o sojun, parando gente a porta para que shinigami entrasse.

“Oh, ficou lindo” disse sorrindo enquanto olhava cada parte do local, parando perto ao berço tocou o móbile de flocos de neve cristalinos. Ao colocar a menina dentro do berço olhou intrigada para as pelúcias. Um Wakami taishi e... chappy? Seu chappy. tocou o coelho e olhou para Byakuya, que permanecia parado ao seu lado.

“Eu trouxe acidentalmente pra cá, no dia que arrumei o quarto” disse com os olhos fechados “ele tem seu cheiro” disse se aproximando. A abraçando por traz lhe dando um beijo no pescoço. “Esse cheiro inebriante e tão reconfortante, acho que ela reconhece o seu cheiro e fica mais calma” Rukia colocou o brinquedo ao lado da filha.

“Oh, parece que você ganhou o chappy da mamãe” disse sorrindo “O quarto ficou lindo” se virou pousando a cabeça sobre o peito do homem “o ótimo que ele fica perto do meu quarto”

“Do seu antigo quarto, mas não fica tão longe do nosso quarto” Rukia o olhou e depois riu de si mesma.

“Às vezes eu esqueço, que estamos casados” disse o enlaçando pelo pescoço, tocando seus narizes por alguns instantes antes de sentir seus lábios serem tomados por um beijo gentil e amoroso. Ela não podia negar, amava como suas mãos a seguravam pela cintura, como a acariciavam tão delicadamente, porém com a capacidade de deixar sua pele queimando sobre o toque de suas mãos hábeis.

Uma tímida batida foi ouvida, fazendo com que os dois se afastassem um pouco. Dando permissão para o servo entrar.

“Byakuya-sama, os anciões do clã chegaram e desejam vê-lo” anunciou Kazuo dando passagem aos velhos que entraram no local. O Kuchiki serrou os punhos ao ver os homens entrando, Rukia os olhou com certo medo, afinal eles a fizeram viver um inferno nos últimos meses, ou melhor, durante toda sua vida como uma Kuchiki.

“O que vocês querem aqui?” perguntou ríspido “Nos mal chegamos e vocês já estão aqui”

“Temos assuntos pendentes, você sabe” disse Kazumi frio. “E também viemos conhecer o herdeiro, faz parte da tradição” Rukia não conseguia olhar no rosto dos velhos, se curvou em uma saudação respeitosa antes de deixar o local, não sabia por que, mas mal conseguia respirar sob a presença dessas pessoas. Byakuya a observou saindo, não a culpava, ele também não suportava essa situação.

“Herdeira” corrigiu com expressão seria, observando a velha Fuyuki se aproximando do berço, olhando o conteúdo com certa surpresa.

“Esse reiatsu... ela tem um incrível reiatsu, provavelmente será o membro mais forte do nosso clã, quem sabe de toda soul society” disse com um ar de satisfação, que também contagiou Kazumi, afinal um herdeiro com tal força só fortaleceria ainda mais o clã.

Seiji apenas observou a criança por alguns instantes, antes de se afastar em direção a Byakuya que estava saindo do quarto.

“Ela é idêntica a você quando pequeno, assim como você era idêntico ao seu pai” disse fazendo Byakuya parar.

“Estarei esperando vocês em meu escritório” falou sem olhar para o homem.

“Qual o problema?” perguntou calmo, Seiji sempre foi calmo talvez o único dos anciões que Byakuya realmente respeitava.

“Isso é hipocrisia. Há alguns meses vocês queriam matar essa criança a todo custo, e agora ficam deslumbrados como se ela fosse o bebê mais desejado pelo clã”

“Você está sendo duro. Você sabe que eu nunca fui a favor de interromper a gravidez de Rukia” Byakuya o olhou de soslaio, ele estava certo.

“Eu sei, mas eles...”

“Seria pior se a rejeitassem agora também”

Byakuya tomou uma respiração e olhou para o homem mais uma vez antes de sair.

“Vou estar no escritório” olhou para seu servo que estava parado do lado de fora da sala “Fique de olho neles” ordenou sério.

Antes de ir para o local, sai para o jardim. Ela estava lá como ele havia imaginado, em pé ao lado ao lago de carpas.

“Você devia vir comigo” a jovem o olho ele podia ver toda a insegurança nos olhos de Rukia. “vou contar a eles”

“Eu...”

“Não importa o que elas digam, vou continuar com você” disse lhe estendendo a mão, que Rukia segura hesitante “Nem que tenhamos que sumir daqui para nunca mais voltar, confie em mim”

Rukia sorriu e se aproximou de Byakuya.

“Hay, eu confio em você com minha própria vida” tomou a frente em direção a casa “vamos”

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Ao entrarem o escritório os olhares caíram sobre Rukia que permanecia sentada em seu zabuton sem esboçar nenhuma emoção. Os olhos de Fuyuki caíram sobre Byakuya.

“Essa é uma reunião só nossa não vejo o porquê dessa menina estar presente” falou severa.

“A reunião é de interesse dela também, é sobre o futuro do clã Kuchiki” disse indiferente “afinal ela é uma Kuchiki, e a mãe da herdeira do clã” falou fazendo a velha não tentar usar mais nenhum argumento.

“Que seja” disse Kazumi “Byakuya-sama seu tempo acabou, e pelo tempo que você ficou no mundo dos vivos, se recuperando de seus ferimentos, provavelmente não teve tempo de escolher uma esposa” disse frio, mas se podia notar um tom de satisfação escondido em sua voz. “Sendo assim você ira se casar com a nobre que nos esco..”

“Eu já escolhi” disse simplesmente fazendo os três anciões olharem para ele com surpresa. “Rukia” disse fechando os olhos para ouvir os protestos dos anciões.

Fuyuki e Kazumi abriram os orbes com surpresa, enquanto Seiji apenas olhou para o casal.

“Isso é inaceitável!” falou Fuyuki com tom visivelmente alterado “Nos deixamos claro! Uma nobre, essa menina não é nobre! Assim como a Irmã dela ela veio dos mais baixos bairros da soul society!”

“E não nos venha dizer que ela nobre por carregar o nome Kuchiki, isso seria incesto! Legalmente vocês são irmãos” disse se levantando do zabuton “não tente nos enganar outra vez Byakuya-sama, você ira se casar com a jovem Yamaguchi já está decido!”

“Vocês não entenderam, Rukia não e mais minha irmã” disse abrindo os olhos olhando friamente para os anciões alterados. “Ukitake a adotou como filha dias atrás, o clã Ukitake não é um dos maiores, mas é nobre. Ele não tem herdeiros devido a sua frágil saúde, então decidiu ter Rukia como sua herdeira, já que ele gosta muito dela ”

“Nós não iremos permitir isso Byakuya-sama!” disse Kazumi visivelmente alterado.

“Não há o que fazer legalmente eu já estou casado com Rukia” falou se preparando para mais uma explosão dos anciões. Os dois velhos começaram a esbravejar com fúria, falando que iriam cancelar a união entre outras ameaças.

“Sua astucia me surpreendeu Byakuya-sama” falou Seiji calmamente. “bom, acho que está tudo resolvido afinal”

“O que? Como assim resolvido” esbravejou Kazumi.

“Acho que essa foi a melhor solução, nossa herdeira crescera em uma família estruturada” Rukia olhou para o homem com surpresa. “Porém devemos fazer a cerimônia de casamento e apresentação de nossa herdeira o mais breve, nos próximos dias de preferência.” Falou se levantando deixando os outros anciões estáticos “Afinal devemos evitar mais fofocas. E a historia do hollow deve ser esquecida, desmintam isso, apenas digam que tiveram medo de assumir, que foi um impulso, mas agora vocês descobriram que se gostam de verdade. Não seria saudável que essa historia viesse à tona, e caísse no ouvido da filha de vocês quando ela crescer”

“Você vai concordar com esse absurdo?” perguntou Fuyuki.

“Desde que essa historia começou, eu sempre achei que essa seria a melhor opção. Apesar de não achar provável que aconteceria, mas agora estou satisfeito” disse sorrindo para o casal que agora o olhava “vamos embora” disse deixando a sala.

Rukia olhou os anciãos indo embora, ainda sem acreditar no que tinha acontecido.

“Eles realmente vão nos deixar em paz” falou petrificada.

“Eu não pensei que seria tão fácil” disse olhando a pequena figura ao seu lado.

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Era impressionante como a influencia e poder do clã Kuchiki era enorme, em menos de dois dias tudo estava pronto. A grande cerimônia para toda a sociedade nobre, Rukia estava nervosa, porém disse a Byakuya que não iria se opor a cerimônia tradicional. No fundo ela estava ansiosa por isso.

Tudo ocorreu normalmente, disfarçando todo seu nervosismo e ansiedade. Entrou no templo trajando seu kimono branco de seda, olhando discretamente seu noivo a esperando no altar. Kimono e hakama negros, ele estava trajando um haori branco quase igual ao que estava usando quando foi à academia shinigami a adotar, a única diferença era a gola que era igual à de seu haori de taichou. E por ultimo ela notou que ele estava usando seu kenseikan, objeto que demonstrava sua nobreza.

Não parecia, mas ele estava tão ou até mais nervoso que ela. Ele sentiu seu coração bater mais forte, ela estava linda, era como um anjo vindo em sua direção.

A cerimônia ocorreu calma, Rukia tentou tomar o menos possível de sake nos três goles. Mesmo assim Byakuya pode perceber que a jovem estava um pouco corada, definitivamente ela não tinha costume de beber álcool. Era oficial, eles estavam casados diante de toda soul society.

A recepção foi luxuosa como esperada dos kuchikis, todos os amigos estavam presentes até mesmo os humanos. De tradicional a cerimônia foi a extrema barulheira e até brigas, com Kenpachi perseguindo Ichigo para uma luta. Normalmente o chefe do clã ficaria bravo, mas era um dia muito especial para ele se irritar. E amanhã seria tudo de novo, os anciões marcaram as duas cerimônias seguidas.

Para alivio do casal a recepção acabou, apesar do tempo frio a lua estava linda. Ao entrar na câmara nupcial, Byakuya teve a visão de Rukia usando um kimono floral de seda, ela observava a lua distraidamente. Ele a abraçou por trás e se juntou a ela em observar o belo luar.

“É desnecessário estarmos aqui” disse serio, ganhando um olhar interrogativo de sua esposa, ‘esposa’ ele adorava pensar assim. “Essa câmara é especial para os recém casados produzirem um herdeiro o mais rápido possível, e nos já temos nossa herdeira dormindo a alguns quarto daqui” Rukia se virou e o olhou incrédula. Ele abaixou a cabeça deixando um leve sorriso brotar em seus lábios. “Eu estava brincando” Rukia o olhou mais incrédula que antes uma pequena gota se formou em sua cabeça.

“Brincando?” sorriu e voltou a olhar o luar “Eu já disse que te amo?” perguntou voltando a se virar de frente para ele.

“Não hoje” disse se aproximando colocando uma mecha de cabelo atrás de sua orelha, acariciando o lado de sua face. Ela se aproximou dos seus lábios, e a centímetros antes de selar seus lábios sussurrou sobre eles.

“Eu te amo” e a beijou ternamente

“Eu também te amo, lady kuchiki” disse voltando a beijá-la, Rukia quebrou o beijo e o olhou antes de tocar em seu kenseikan.

“Posso?” perguntou, ele apenas se sentou sobre o futon. Rukia habilidosamente foi retirando o adorno de sua cabeça. “Ah, bem melhor assim” disse ao terminar de tirar.

“Também prefiro” disse passando a mão nos cabelos livres “prometo não usar mais, mas em troca eu quero uma coisa” falou serio.

“O que?” perguntou curiosa.

“Quero todos seus beijos, todos seus doces beijos só pra mim” disse com a voz rouca.

“Baka” disse cruzando os braços, fazendo Byakuya arquear uma sombrancelha a olhando intrigado, ela o chamou de baka outra vez.. e que reação foi essa? Era bom ou ruim? “Essa é uma troca sem sentido” falou calma, o enlaçando pelo pescoço se sentando sobre seu colo “Todos meus beijos já são seus, eu sou sua e nunca serie de mais ninguém, por que você é o homem da minha vida” disse o beijando.

Ele aprofundou o beijo, passando a mão sobre a beira do kimono o empurrando deixando os ombros dela amostra.

“Ei, pela tradição não sou eu quem deve lhe despir primeiro” perguntou com um sorriso sapeca.

“E quem liga pra tradições” falou mordiscando seu lábio, Rukia sorriu e pousou um beijo em seu peito exposto pela abertura do kimono. Movendo a mão para a faixa obi desfazendo-a, retirando o kimono o deixando apenas de hakama.

“Eu não ligo, mas gosto de sentir sua pele” disse pousando leves beijos em seu abdômen, fazendo uma trilha até seu peito. Suas ações foram paradas ao sentir ele tocando seu queixo e tomando seus lábios. Seu beijo era embriagante igual ao sake, ela simplesmente na podia conter seu desejo de estar com ele. Suas mãos calorosas passeando por seu corpo, a sensação de sua pele sobre o toque de suas pequenas mão.

Ela não sabia quando foi que ele tinha desfeito seu obi, apenas sentiu o fino tecido de seda desliza por seu corpo.

Ele beijou seu pequeno seio, e voltou a reivindicar seus lábios a trazendo para junto de si, sentindo a suave pele nua em contato com seu corpo.

“Eu também gosto de sentir sua pele” falou voltando a beijar com paixão, se deitando sobre o futon com ela sobre ele. Seus corpos banhados pela luz do luar, suas mãos percorriam todo o corpo da mulher, com toques suaves mais que queimavam de paixão. Ela também tocava cada parte dele, apreciando a sensação de seus músculos sobre a palma de suas mãos, já não havia nenhum constrangimento ou hesitação. Ambos apenas queriam explorar e descobrir o máximo sobre o outro.

Toda vez que eles faziam amor era como a primeira, ao terminar ele sempre a abraçava lhe dando leves beijos e caricias e ficava a observando, zelando por ela ate adormecer, mas só se permitia dormir após ela. Ele adorava ver sua expressão suave e tranquila,ela era tão serena quando dormia. Será que finalmente eles estariam livres para serem felizes juntos?

No dia seguinte mais uma cerimônia cansativa, mas especial. Pela manhã uma cerimônia inédita em toda a soul society, um batismo católico. Ele realmente cumpriu sua palavra de fazer Ichigo e Inoue padrinhos da pequena Hikari. Mesmo que eles tiveram que procurar por toda soul society por um padre para fazer a pequena cerimônia. E não foi fácil achar um, mas valeu a pena os humanos estava felizes com a cerimônia inusitada, os pais orgulhosos também estavam. A única que não gostou muito foi a pequena Kuchiki que chorou ao ter água derramada sobre a sua cabeça.

A menina também não gostou muito do ubugui kimono de seda vermelha estampado próprio para o cerimonial do omiyamairi. As cerimônias do dia tinham acabado. Finalmente tudo parecia que estava feito, nada poderia mais atrapalhar suas vidas.

O único que incomodava Rukia era ver a recuperação lenta de Byakuya, perante os outros ele não demonstrava nada, ele era genial em esconder emoções e dor. Mas quando ele dormia, ela podia ver às vezes sua expressão de desconforto, ou sentir quando ele estava febril. Essas crises não duravam muito, mas ela nunca mais queria o ver passar por isso outra vez.

Ela já tinha perguntado a Urahara, e até mesmo a Unohana, mas ambos disseram que era normal ter esses sintomas, afinal ele havia perdido muito reiatsu e ao se recuperar seu corpo ia sofrer um pouco para se readaptar com tal força. Felizmente ela já tinha 80% de seu reiatsu de volta e logo isso iria acabar.

Depois da aceitação do clã, os dias foram calmos. Mesmo contra a vontade de Byakuya, Rukia voltou a fazer relatórios e outras tarefas que não tomavam muito tempo, às vezes levava um pouco de trabalho para casa. No começo Ukitake também queria que ela esperasse mais para voltar ao trabalho. Mas logo cedeu ao ver Rukia levando Hikari junto às vezes, sim Ukitake tinha virado um avo babão, para a derrota de Byakuya que tinha perdido um aliado para tentar convencer Rukia a esperar mais antes de voltar a trabalhar. O capitão Kuchiki também tinha voltado ao seu trabalho, mas não tanto como antes. Ele agora sempre tentava terminar rápido para voltar para sua família.

Para todos, ele era o mesmo homem frio e sem nenhuma emoção. As pessoas ainda não entendiam como Rukia gostava dele, ele era autoritário e severo. Não tinha mudado em nada. Era isso que os outros viam.

Rukia apenas sorria ao ouvir essas fofocas, ela era uma das poucas pessoas a presenciar ele em momentos íntimos. Como seus passeios noturnos, nos quais ela o acompanhava agora, sua admiração por flores de cerejeira ou sua paixão por arte. Eles desenhavam juntos, suas obras primas. Por algum motivo sua obra não era compreendida. ‘ele não tem refinamento suficiente para apreciar sua arte’ Byakuya sempre dizia isso quando ela reclamava de Ichigo por falar mal de seus desenhos.

Ele não era frio, apenas reservado. Ela se encantava por poder passar tempo com ele, cada dia conhecia mais sobre ele. Ele era carinhoso e atencioso, como ela nunca imaginou que nenhum homem poderia ser. Fazer amor com ele era como ir às nuvens, poder deitar sobre seu peito e sentir seu cheiro ate adormecer, ou simplesmente o observar em momentos inéditos que talvez jamais sejam vistos por outros, como ver Kuchiki Byakuya tão humano mimando e brincando com a filha, apenas como um pai normal. Tudo era tão perfeito, ela não acreditava que isso era real.

A primavera estava chegando, e com ela o fim dos dias calmos...