Só mais um clichê

1 Prólogo- Best Friend's Brother


Notas iniciais
Oee gente!
Essa é minha primeira história. Eu espero que vocês gostem, ela estava a muito tempo na minha mente, mas eu só tive coragem de postar agora huehue.
Bom, espero que gostem!
Obrigada pela atenção e boa leitura!

PS: Desculpe qualquer erro.

Prológo

As pessoas pensam que todo romance tem que ser clichê, bom, eu digo que não, nem sempre gostamos daquela melação, onde tem o bad boy e a moçinha que de um modo totalmente impossível consegue ter todos os defeitos e medos das mulheres. Bom, eu particularmente tinha um pouco – na verdade muito – nojo de relacionamentos assim. Mas como todo bom clichê, eu caí na desgraça dele, tornando minha vida em só mais um clichê.

Cap 1

Como toda boa garota “perfeitinha’’ que fazia parte das líderes de torcida, que tinha uma voz incrível a que todos do colegial amavam, que tinha o corpo perfeito, feito de curvas bem localizadas, que era a mais popular do colegial por ser namorada do capitão do time de futebol e SUPER “gostosa’’ e claro tirava ótimas notas, por ser um puro talento.... Essa não era eu!

Eu estava mais pra aquela que se vestia totalmente simples, meus “melhores amigos” eram minhas calças jeans, meus amaveis “All Stars” e meus suéteres e moletons. Não era muito bonita, tinha cabelos ondulados cor de ouro com várias mexas em azul espalhadas pelas pontas dele, meus olhos eram violeta esverdeados, meu corpo era meio cheio, mas não o suficiente para ter apelidos idiotas feito pelas líderes de torcida.

Eu até que tinha uma vida socialmente “boa”. Meu “grupo” se resumia em: Lena, Tate, Emily, Sophie e Henrique. Minha melhor amiga era Lena Montgomery, ela era morena, seus cabelos eram perfeitamente encaracolados, seus olhos eram castanhos azulados, seu corpo era feito de curvas muito bem localizadas e escolhidas com gosto, sua altura deixava-a parecendo uma anã, o que era bem fofo nela, e por coincidência ou não, meu melhor amigo, Tate Langdoon, era seu namorado. Tate era louro, porte físico médio, seus olhos eram castanhos cor de mel e ele era incrivelmente alto, o que o fazia ter levantar Lena para ter que beija-la.

Meus pais eram separados, e eu morava com meu pai, eu tinha um irmão mais velho, Luke, a quem depois de um tempo comecei a odiar, e acho que também me odeia, ele me excluiu da vida dele quando eu tinha 13 anos e ele tinha 16 anos. Eu acho que ele passou a me odiar porque enquanto ele era motivo de piada para meus amigos, eu era motivo de admiração dos amigos dele, eu nunca entendi muito bem, mas sempre que tinha um amigo idiota dele em casa ele nem falava comigo, me evitando pela casa e me ignorando, mas o amigo ficava me “caçando”, não parava de oferecer ajuda e me elogiar.

Luke era alto, tinha cabelos louros assim como os meus, seu porte físico era incrível, seus olhos eram verdes claros e “incrivelmente atraentes”. Ele era o típico bad boy, que se achava o máximo mas não era tudo isso, ele conseguia qualquer uma, desde que use todo seu “charme de bom moço”. Ele costuma ser meu melhor amigo, a quem eu contava tudo e ele era o único fora da família que eu deixava me ver chorar, ele era a pessoa mais importante para mim, até eu pegar ele e Lena se agarrando, não que ela não tivesse culpa, mas na hora fiquei com tanta raiva que descontei tudo nele, e eu me afastei dele e dela e assim parei de ser a menina certinha, estudiosa, gorducha e que não liga para existência dos garotos.

Eu comecei a sair com uma das líderes de torcida, e apesar de ela ser bem legal, ela vivia me humilhando, até que um dia ela entrou em meu quarto sem bater e me pegou comendo bolo, e eu comecei a chorar.

- Você não tem porque chorar, se conseguir comer e depois aliviar sua culpa. – ela me disse que não era culpa minha eu querer comer, e sim deixar aquilo no meu estomago.

Então eu comecei a colocar tudo pra fora, sempre. E eu fui ficando com medo de comer e por tudo pra fora e alguém me pegar, então parava de comer por 12 dias. Com o tempo eu fui perdendo cada vez mais peso, e então meus pais descobriram, eles me pegaram vomitando toda a ceia de Natal, e então eu comecei a fazer o tratamento, no começo eu o odiei, estava apavorada, nervosa e me sentia acuada. Mas depois fui aceitando a mim e meu “novo” corpo, que antes estava esquelético e agora estava rechonchudo.

Quando voltei ao colégio, depois de 1 ano, todos me olhavam diferente, não era como se todos soubessem da minha antiga doença, mas como se passassem a me notar, os caras do time, as vacas de torcidas, as “apenas” populares, mas quem eu queria nem tinha me olhado.

No final do dia eu já estava com o discurso pronto para pedir a meu pai para deixar eu voltar a fazer aulas particulares, foi quando aconteceu, um ser de cabelos morenos parou em minha frente com uma enorme carranca no rosto.

- Olha aqui, Lílian Lewis, se você continuar com essa criancice eu juro, mas eu juro de pé junto, que te encho de bofetada, até você parar com isso! – Lena me com um sorriso cínico nos lábios já sabendo que minha resposta seria atravessada.

E foi assim que eu caí na realidade, e nós voltamos a ser melhores amigas.

Lena era toda certinha, enquanto eu, era toda “errada”, eu adorava sair para festas cheias de álcool, enquanto Lena adorava ficar em casa e ler um bom livro. Não que ela fizesse isso quando eu colocava na cabeça que iria em uma festa, ela sempre me acompanhava, “para garantir que eu ficasse sóbria”, o que na maioria das vezes não acontecia por dois motivos: 1º eu vivia fugindo dela; 2º ela também não conseguia ficar sóbria.

Quando voltei, a maioria das vacas de torcidas me queriam no time, ou as populares queriam que eu sentasse com elas. Mas eu as odiava desde sempre! Então apenas ignorava- as. Tarefa fácil vinda de mim.

No meu quarto mês de colegial, eu já estava de volta a todo o vapor com meus antigos amigos, era como se nunca tivéssemos nos separado, o que era muito bom, porque assim eu não me sentia excluída.

Hoje, era Sexta-Feira, e como toda boa Sexta já tinha vária festas marcadas para ela, eu estava terminando de pagar meu almoço, quando ouço meu celular apitar, mais uma festa de última hora, Haha’ coitado de quem fez essa desgraça, duvido que vá alguém além de alguns nerds. Pego meu celular e quando vejo quem deu, fico boquiaberta, pego minha bandeja indo em direção a minha mesa, ainda olhando para o celular chocada, como se fosse mudar a merda já feita, quando sinto alguém trombando em mim, e acabo soltando um pequeno grito e caindo direto no chão, não antes de derrubar minha pizza e minha Coca-Cola no coitado que colidiu comigo.

- AIIIII!! –Choraminguei assim que bati minhas costas no chão com força.

Olhei para cima e o idiota havia caído em cima de mim. Ai meu Deus, acho que perdi o ar! O cara era bonito pelo menos, não ele era um Deus grego!

- Ai nossa, me desculpa! Eu não te vi estava olhando meu celular e... Você está bem, Lilys? –Perguntou preocupado.

- Te conheço, Deus.... Amigo? –Bosta agora é aquela hora que os jogos começam, e o gatinho que você acabou de ficar a fim, vai ter um fim.

- Sou Antonny, amigo do Luke. –Ele respondeu meio indiferente. Faço careta ao ouvir o nome de Luke.

- Ah claro! –Murmuro fingindo me lembrar. Pigarreio. — Será que você pode sair de cima de mim, estou com um pouco de falta de ar.

- Desculpe!

Ele se levanta e logo depois estende a mão para mim, aceito e ele me ajuda a levantar, quando já estou de pé, ouço a voz de Luke furiosa, mesmo ele me odiando ele me protegia como um cão louco.

- TONNY! –Grita Luke.

Todos estavam em silêncio, observando a cena do Luke. Luke começa a falar coisas sem sentido e começa a avançar na direção de Tonny com os pulsos serrados. Percebo que Tonny não teria nenhuma chance se Luke realmente fosse bater nele, e me coloco em sua frente.

-Luke, para de ser idiota! Fui eu quem trombou nele, eu estava com a cara no celular e não o vi na frente, ele devia estar do mesmo jeito, por isso não me viu. –Tomei fôlego e continuei. – Além do mais a culpa em parte é sua, foi você que mandou esse convite de festa para todo mundo!

Nisso sinto as mãos de Lena no meu braço, ela me olha com preocupação, e me puxa, a olho como se ela tivesse fumado.

- Vamos sair daqui, deixe eles se entenderem... –Lena pede baixinho.

- Não!

- Lily sai daqui, meu problema e com ele não com você! –Luke manda, sempre tão carinhoso.

Sinto o sangue subir minha cabeça, e ponho o dedo na cara de Luke.

- 1º SÓ MEUS AMIGOS ME CHAMAM DE LILY OU LILYS! VOCÊ CERTAMENTE NÃO É MEU AMIGO, COISA INSUPORTAVEL! 2º O PROBLEMA É COMIGO TAMBÉM, QUEM FOI DE BUNDA NO CHÃO? 3º ENCOSTA NELE E VOCÊ VAI SABER O QUE É ENDOIDAR! –Explodi e logo que terminei recuperei o fôlego e suspirei.

Luke me olhava surpreso e irritado, Lena estava paralisada, e Tonny puxava meu braço para o mais longe possível. Todos estavam surpresos com meu pequeno grande surto.

- PERDERAM ALGUMA COISA? –Gritei irritada e todo mundo voltou a conversar.

Notas finais
Então? Gostaram? Amaram? Odiaram?
Deixem seus comentários por favor, para que eu possa saber se a historia terá continuação ou não :D
Obrigada por ler! Desculpe qualquer erro.
Amo vocês, até o próximo!