Só Um Amor

1 Capítulo 1 - Um dia talvez entenderei


Notas iniciais
Aqui vai o primeiro ato, não tenho muito o que dizer a respeito mas espero mesmo que gostem. Eu irei deixar nas notas finais de todos os capítulos uma música na qual eu goste, ela não terá relação com a história mas é só algo que eu decidi fazer, mas vai de vocês se vão ouvir ou não, mas, modéstia parte, tenho bom gosto ♥

É isso, vamo lá ?!

Quantas vezes eu não perdi horas do meu relógio biológico só pensando em hipóteses, motivos e conclusões do porque as coisas ainda não deram certo. Costumam dizer “Tudo tem sua hora” mas porque a hora não pode ser agora ? Porque esperamos tanto para finalmente algo de bom e significante acontecer ? Porque nós aos 15, 16 ou 17 anos, no meio da adolescência, não podemos ter acesso a essa felicidade que dizem acontecer quando se chega na vida adulta ? Só porque somos confusos, se achamos donos da razão, temos nossas certezas e uma delas é que nossas opiniões nunca mudarão ?

Sim, estou me referindo a um relacionamento, a outra pessoa, aquela coisa do namoro, abraços, beijos, troca de afeto e tudo mais. Talvez soe meio clichê na sua mente, mas calma, não vou relatar nenhum romance nesse texto. Nessa fase é onde isso mais acontece, tem gente que namora sério, tem gente que é só ficante e tem outros que já pensam em casar com o primeiro cara ou primeira guria que demonstrou gostar um pouco mais. Tem uns que são o número oito, o famoso “Te conheci ontem, beijei hoje e deixarei amanhã.” já alguns são o oitenta, “Te conheci hoje, talvez te chame para conversar amanhã e quem sabe você não me deixa?”

É isso que os adultos não tem, essa opção de oito, oitenta e quem sabe dezoito. Eles estão sempre no máximo, no limite, tem uns que chegam até a oitocentos. Se veio falar comigo é porque vai me pedir em casamento daqui um ano ou quem sabe antes. Se interferiu na minha vida é porque vai ficar nela até não dar mais. Se está aqui saiba que sou séria, elegante, comprometida com o comprometimento então se for para beijar e ir embora, eu recuso o beijo e fico só com a gentileza. E é assim que a cabeça dos adultos funcionam, sempre chata, cheias de regras e mimimi , daquela velha história de que se sou adulto tenho que agir como tal. Vamos concordar que cada fase exige maturidade ou a falta dela mas pra quê se regrar tanto, pra que endeusar um advogado que é centrado ou uma médica decidia se você pode se achar o próprio Deus e construir seus trilhos conforme sua vontade ?

Um dia talvez entenderei essa contradição, mas até lá, vamos se focar na época das complicações e revelações.

Por mais que eu ache a adolescência a melhor fase existente e esteja bem no centro dela, ainda sim é uma das fases mais conturbadas. Você “não” pode brincar mas também “não” pode dirigir, “é” criança demais para falar isso mas também já “é” muito crescido para continuar falando aquilo. É tudo tão novo pra você, você fica bobinho, ama o mundo inteiro e acha que tudo o que sai da sua boca ou escapa do seu pensamento é o correto. Gosta de dizer não, de recusar, de ser contraditório com tudo o que os mais velhos dizem, mas na realidade você só está remetendo o que eles sempre fazem: te falam para tomar um rumo mas quando você o faz eles te puxam pelo pé e dizem: NÃO, NÃO, NÃO!

O pior de tudo é que nós, seres inteligentes, capazes de confrontar barreiras, criar vida onde não há, aqueles que pensam de forma profunda, são tocantes, extraordinários, obras divinas e o caralho á quatro, não conseguimos nem ir na padaria e conferir o troco porque estamos sob pressão do caixa. Se somos assim num ambiente onde todos que estão ali presentes nunca mais vão te ver na vida novamente imagina com alguém que você está afim, gostando, tendo um affair, crush e assim vai ? Ah meu amigo, é uma confusão que nem psicólogo consegue explicar. Você coloca alguém que nunca conheceu num patamar alto pra caramba e quando “consegue falar” com aquele alguém nenhuma palavra sai da sua boca por medo daquela pessoa te julgar tanto quanto você mesmo se julga. É um inferno. Usando a palavra anterior, você endeusa aquela pessoa, acha que o cara é o rei das piadas, extrovertido, cheio de assuntos, a pessoa mais interessante do planeta e que possui o sorriso mais bonito que uma aurora boreal, enquanto você, mero mortal, é só um peso morto na terra que mal sabe ler Hamlet.

Mas porque isso ocorre, porque somos tão negativos e pessimistas conosco e porque nós mesmos nos torturamos sendo que á séculos atrás era da tortura que fugíamos ? Ah, deixo essa para o próximo capítulo.

Só quero terminar fazendo algumas perguntas á você: Conseguiu se encontrar, nem que por um breve momento, nesse texto ? Conseguiu em alguma parte ler e pensar “ Haha, é assim mesmo.” ? Bom, responda para si essas questões, meu objetivo aqui é só mostrar conforme a jornada de toda essa história que nós, potinhos de testosterona e estrogênio, somos muito iguais mesmo sendo tão diferentes. Que mesmo sendo tão complexos são coisas simples que nos trás calma e que a gente pede Só Um Amor ao nosso lado que nos faça compreender todas as vertentes da vida e dúvidas do universo. Que nos dê a dádiva de conhecer a paixão que nessa idade a gente sempre diz ser inexistente e imprevisível. Não importa se isso será um alguém ou vários alguéns, não importa como venha e da onde venha, na intensidade que vier e na rapidez que irá.

Nós só queremos, assim como uma criança, atenção, e assim como um adulto, respeito.

Aliás, meu nome é Justine, muito prazer, mas pode me chamar de Incerteza.

Notas finais
Música: Twenty one pilots: Fairly Local
Link: https://www.youtube.com/watch?v=HDI9inno86U

Au revoir (づ ̄ ³ ̄)づ
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.