Só Que Não

17 O que faz com... ele?


Notas iniciais
Oi, galera! Beleza? Não tenho muito o que dizer. Bem, espero que gostem!! Boa Leitura!

Acordei em meu quarto. Finalmente, pensei, após acordar em vários lugares diferentes, acordei num lugar que era mais... normal, digamos assim.

Parecia que eu tinha acabado de chorar. Meus olhos ardiam e meu nariz estava entupido. Peguei em minha garganta e estava com febre.

Droga, eu estava gripada!

Eu também estava fraca e com calor. Olhei para cima e vi que a central estava ligada. Olhei para a janela ao meu lado e vi que fazia um sol escaldante lá fora.

Por que raios eu estava toda enrolada em lençóis, só sentindo mais calor ainda?

Tirei meus lençóis e olhei ao redor. Kioko e Larissa dormiam profundamente.

Isso, eu ficaria sozinha e doente. Tem coisa pior? Olhei no relógio e vi que eram 8h da manhã.

Que. Ótimo.

Levantei, com o nariz escorrendo, e peguei minha toalha, decidida a tomar um banho.

A água foi uma salvação! Tirou parte do meu calor. Esse foi o melhor banho da minha vida.

Mas depois eu tive que sair de debaixo do chuveiro, infelizmente. Saí do banheiro e vesti a roupa que mais me pareceu adequada.

Um bíquini. É, eu vesti um short por cima, também.

Eu iria tomar um banho na piscina. Ué, para melhorar meu calor.

Peguei meu protetor solar e um óculos e saí daquele quarto. Eu estava com um pouco de fome também, então decidi ir tomar um café da manhã primeiro. Fui até o salão e a maior parte da escola estava ali. Alguns garotos saidinhos assobiaram para mim. Ignorei e me sentei na mesa.

Uma pessoa se sentou do meu lado, e percebi que era Charlie.

– Bom dia, musa. — disse ele.

– Hm, boa dia. — murmurei. — Vou pra piscina, você quer ir?

Ele pensou por um momento e disse:

– Tá, eu topo. Me espera aqui que eu vou trocar de roupa.

Comi um pão e um copo gelado de suco de laranja. Charlie veio pouco tempo depois, com um protetor solar nas mãos. Depois dele terminar de comer, nós passamos o protetor solar e fomos para a piscina.

– Você parece meio vermelha. — disse ele.

– Estranho. — murmurei, pondo o óculos no rosto.

O sol estava realmente escaldante. Vários alunos estavam lá fora. Tirei meu short com uma pressa descomunal e pulei na piscina. Charlie tirou sua blusa e pulou na piscina também.

Charlie não era definido, mas muito bonito. Seus braços não eram do tipo musculoso mas tinham alguns pequenos músculos, sim.

Odeio molhar meu cabelo em água de piscina, mas molhei mesmo assim. Tinha tirado o óculos mesmo.

Foi quando Leandro saiu de sei lá onde. Ele estava sem camisa, com um óculos... resumindo, ele estava mais lindo que o normal. Fiquei paralisada.

Os sintomas normais apareceram: mãos frias, coração martelando...

– Quem é esse cara? — perguntou Charlie, percebendo meu olhar paralisado em Leandro.

Virei minha cabeça e olhei para ele.

– O quê? — perguntei.

– Quem é esse cara? — perguntou ele.

Olhei para os lados e depois o olhei, falando:

– Ninguém.

E mergulhei. A sensação foi muito boa, já que havia suor na minha testa.

Charlie mergulhou comigo.

Alguns dias depois...

Eu já tinha me recuperado da gripe. Aquele mergulho de piscina piorou tudo, mas consegui me recuperar.

Charlie está sendo um bom amigo, juntamente com Kioko e Larissa. Elas acabaram conhecendo ele e gostam dele. Ele é legal com elas e comigo. Hoje iríamos voltar para a escola.

Mas aconteceu uma coisa ontem...

Eu acordei toda feliz e serelepe, pois estava finalmente livre daquela gripe dos infernos. Acordei Larissa e Kioko com um grito feliz enquanto as mesmas resmungavam.

– MINHA VOZ VOLTOU, E A FEBRE E A GRIPE SE FORAM! ESTOU LIVRE! LIVRE! — gritei, batendo os braços pelo o quarto como se pudesse voar.

– Ai, Senhor... — disse Larissa baixinho.

– Me proteja... — completou Kioko.

Parei de "voar" pelo quarto e peguei minha toalha, dizendo com um sorriso:

– Vou tomar banho primeiro!!!

O banho foi bom e relaxante.

– BRANCA, SAI LOGO DESSE BANHEIRO! — ouvi Larissa berrar.

– Ai, tá bom, tá bom. — resmunguei, me enrolando na toalha e saindo.

Vesti um short e uma blusa preta de mangas. Depois das meninas se arrumarem, descemos para tomar café da manhã. Leandro estava me ignorando, como de costume.

Isso me deixava triste, mas não era minha culpa. Eu até tentei falar com ele, mas ele não quis, então eu não posso fazer nada.

Me sentei à mesa e comtemplei a mesa farta. Ataquei a comida até ouvir Kioko dizer:

– Calma, Branca, a comida não vai fugir.

Comi com mais calma e depois de terminarmos, Larissa foi até o Pedro, que era seu namorado — risos — e Kioko me acompanhou.

– Oi! Musas! — disse uma voz atrás de nós.

Eu já sabia quem era pelo tom de voz e pelo "musas".

– Oi, Charlie. — cumprimentamos.

Charlie sorria, feliz.

– Ei, Charlie, eu melhorei! Eu estou... — começei, com animação.

– Livre. — completou Kioko. — Foi assim que ela nos acordou. Berrando que estava "Livre!".

Charlie riu.

– Então... Branca, você pode vir comigo por um instante?

Fiquei confusa, mas o segui, dando um breve aceno em direção a Kioko.

Ele me conduziu até uma parte reservada de um lugar perto às árvores. O encarei, desconfiada e curiosa.

– Então? — perguntei.

Ele me fitou por alguns minutos, sem dizer nada. Então simplesmente me pegou pelo pescoço e me beijou.

Ele. Me. Beijou. Vou repetir: Ele me beijou.

Dá pra acreditar?

O beijo foi intenso da parte dele. Mas não era igual ao que eu estava acostumada. Não tinha paixão.

Foi quando ouvimos uma voz, ou melhor, um berro:

– O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?

Era ele. Leandro.

Meu coração começou a martelar e eu me separei de supetão de Charlie, com uma cara de culpada.

– Le-Leandro? — gaguejei.

– Eu mesmo! — berrou ele. — O que você está fazendo com esse filho da pu...

– Olha a boca, cara! — berrou Charlie.

– Eu falo o que eu quiser! — berrou Leandro. — Agora eu sei porque você não quis ficar comigo... — sussurrou ele para mim.

– Leandro, não é nada disso! — gritei, desesperada.

– Não minta para mim, sua vadia! — gritou ele.

– NÃO A CHAME DE VADIA! — berrou Charlie, exaltado, se levantando.

– JÁ CHEGA! — berrei, já prevendo o que iria acontecer. — LEANDRO, VAI EMBORA AGORA!

– Com todo prazer. — falou ele, virando as costas para mim e indo.

Me virei para Charlie e ele tinha uma cara triste e culpada.

– Desculpa, eu não sabia... — ele começou a dizer.

– Acho melhor a gente ficar separado. — cortei-o, séria.

Meu coração doía, meus olhos ardiam com as lágrimas e eu queria mais que tudo ficar sozinha.

– Tudo bem.

Saí andando rápido e já longe da vista de Charlie, comecei a correr e as lágrimas começaram a cair.

Eu não estava acreditando! Eu tinha acordado feliz! E agora, poucos minutos depois, cá estou eu.

"Não minta para mim, sua vadia!".

Era isso que ele tinha dito. Era isso que ele acha de mim. Uma vadia, que não servia para nada, que o fazia de trouxa.

Involuntariamente, fui para longe do jardim, que provavelmente estava cheio de alunos, e fui para meu quarto.

Lá não tinha ninguém.

Me joguei em minha cama. Estava frio, então me enrolei num lençol e fiquei pensando na vida, enquanto as lágrimas caíam constantemente.

No final acabei adormecendo.

Quando já era final de tarde, acordei e vi um bilhete na minha cabeceira, junto com uma bandeja com comida. Era um bilhete de Kioko.

"Quando você acordar, uma bandeja com comida está a sua disposição. Por favor, não fique mais desaparecida, garota! Fiquei preocupada. E só não estou aí para te consolar porque fui procurada pelo diretor e provavelmente estou lá até agora. Não fique preocupada, só vou resolver umas coisas da viagem lá para você e Larissa. Tem uns filmes aí que deixei. Aliás, vá arrumar suas malas.

Beijos,

Kioko"

Suspirei, me levantando. Peguei minhas roupas e coloquei-as na minha mala, não antes de dobrá-las. Arrumei tudo e só deixei de fora as coisas que eu ainda precisaria, como escova de dentes, perfumes e essas coisas.

Assisti dois filmes e na metade do segundo eu dormi e acordei só hoje.

Alguém me pôs na cama, porque pelo o que eu tenha lembrado, dormi no chão.

Tomei um banho longo assim que acordei e coloquei uma camisa preta, um moletom, uma calça e tênis. Estava frio. Coloquei as coisas que faltavam dentro de minha mala e segui para o ônibus, junto com as garotas.

Ao embarcarmos no ônibus, a professora que comandava disse que voltaríamos a escola e depois todos fomos dormir.

Notas finais
Comentários, please!!