Só Mais Uma História De Amor
36 Sou uma garota má!
Notas iniciais
Aquilo me paralisou, o que? Ela se foi? O que ela quis dizer com isso?
– O que quer dizer com “Ela se foi”? – Perguntei aflita.
– Eu estava andando pela mata, tentando ficar um pouco longe daquele tumulto, quando escutei o grito da Esther, mas quando eu cheguei ao lugar que ela estava não havia ninguém! Havia somente marcas de pneus na terra. – Explicou. – Ela foi embora! — Disse Isobel.
– Que estranho, como assim ela foi embora? De uma hora para outra!? – Perguntei desconfiada.
– Isso é normal Ali, a Esther é um pouco bipolar demais! – Falou Debbie. – Bom vou avisar o Tito e a Carina, quem sabe a louca da Esther não ligou para ela? – E assim Debbie voltou quase correndo para a casa.
– Ainda acho essa história um pouco estranha. – Murmurei.
– Deixe isso para lá Alice, você não ouviu o que a Debbie disse? Que a Esther é louca? Então! – Falou Isobel, olhei para ela e notei que estava toda suja de terra.
– Porque está toda suja? – Perguntei levantando a sobrancelha.
Ela hesitou em falar, e eu percebi que estava usando um casaco, provavelmente de Diego.
– Hã... Eu caí! É! Eu caí, como a terra estava molhada pela chuva de mais cedo, acabei escorregando e caindo! – Se explicou.
Aquela história estava mal contada, e eu iria descobri o que realmente estava acontecendo.
– Alice! – Gritou alguém, eu me virei e dei de cara com Mel. – Você sumiu! Venha tenho que falar com você! – Falou me puxando para dentro da casa.
– O que foi? – Falei assim que ela parou de andar.
– Eu beijei o seu irmão! – Ela falou devagar e depois deu um grito de alegria.
– Ah! Que legal amiga! Mas sério que você me puxou até aqui só pra falar isso? – Choraminguei.
– Poxa amiga! Pensei que se ia ficar feliz por mim! Sou apaixonada pelo seu irmão dês da segunda série! – Reclamou, seu sorriso virou um bico de decepção.
– Ah! Desculpa Mel! – Falei abraçando ela. – Eu estou feliz por vocês!
– Aé? Mas não parece! – Falou se separando de mim. – O que foi? É o Diego? Não pense que não vi vocês dois no maior Love! – Falou sorrindo novamente.
– Ah amiga! Quase rolou um beijo! – Falei sorrindo abobada. – Mas não, não é isso que ta me incomodado! – Disse olhando para os lados.
– Então me diz o que ta acontecendo! – Me pressionou.
– Não é nada amiga! – Falei tentando não colocar ela na confusão.
– Ok então, se não quiser falar! Mas sabia que eu to aqui! – Falou Mel.
[...]
Depois de se divertir, resolvemos ir descansar um pouco. Os meninos ficaram com o quarto dos pais da Carina, e nós ficamos com o dela e da irmã.
Por mais que eu tentasse, não conseguia dormir! Aquela confusão toda da Esther sumir ainda estava na minha cabeça. Carina tentou ligar para a irmã, mas o celular dela só dava fora de área, tentou ligar para os pais, mas achou melhor não, porque não queria os preocupar com as loucuras da Esther.
O Calor estava insuportável naquele quarto, sem energia, um monte de menina num lugar só e algumas velas acesas, estava me dando um faniquito!
Resolvi sair dali, peguei a blusa do meu irmão, que a Mel tinha deixado tacado no chão junto com nossas coisas, e a coloquei.
Eu parecia um fantasma andando pela casa, me lembrei que havia um banco do lado de fora da casa, peguei uma vela e fui para lá.
– Hey! – Falou alguém, e eu pulei de susto.
– Ai que susto filho de uma...! – Falei, percebi que era Diego. – Ah Diego! – Disse dando um tapa em seu braço.
– Ai! Hey! Calma! – Falou rindo, sua voz estava um pouco mais rouca que o normal.
– Nunca chegue de fininho no escuro! Isso não é legal! – Reclamei me sentando no banco de madeira, ele se sentou ao meu lado.
– Foi mal! É que eu te vi vagando pela casa... – Diego explicava até eu o interromper.
– E resolveu me perseguir? Pelo menos, é o que parece! – Falei.
– Perseguir é uma palavra muito forte! – Falou se defendendo. – Eu chamaria de correr atrás dos meus sonhos! – Disse.
– Não me chamaria de sonho! To mais para um pesadelo! – Disse o fazendo rir. – Está rindo de mim senhor “atrevido”? – Perguntei cruzando os braços.
– Não! Eu não faria isso senhora “adoro pegar as roupas do meu irmão”! – Falou com ironia.
Notei que ele olhou atentamente para mim, eu correspondi, e só agora percebi que ele estava apenas de cueca boxer.
– Acho que me encontro numa situação constrangedora! – Pensei alto.
– Esqueceu que eu tenho uma irmã? – Falou rindo, me tirando dos pensamentos e me fazendo perceber que eu pensei alto (ALTO DEMAIS).
– E eu sou como uma irmã para você? – Provoquei.
– Não, porque eu não posso beijar a minha irmã né? – Perguntou chegando pergunto.
– Acho que não... – Eu falava até ele selar nossos lábios.
Ele estava me beijando, OH MY GOD! VOU TER UM HEART ATTACK AQUI! Eu correspondi, era um beijo lento, bom, gostoso, delicioso e (N/A: ALICE! TODO MUNDO JÁ ENTENDEU!) (Ta! Sua chata u-u) (N/A: OLHA QUE EU FAÇO TUDO DAR ERRADO COM UM ESTALAR DE DEDOS U-U) (Ta bom, me desculpa, agora podemos voltar? Ainda to no maior Love!) (N/A: Ta bom¬¬).
Voltando, sua língua pediu passagem e eu dei, e nossas línguas ficaram dançando, até nos separarmos em busca de ar.
– Uau! – Murmurou Diego quase sem fôlego.
– Oh my God! – Falei mordendo o lábio inferior.
– Não faça isso! – Pediu Diego.
– O que? – Perguntei.
– Morder seus lábios, isso me provoca de uma maneira... – Ele explicou.
– Ah! Você quer dizer, assim? – Falei mordendo os lábios, ele riu.
– Você ama me provocar, né? – Perguntou.
– Talvez! – Falei brincando com meus dedos.
– Você é uma garota má Alice! – Falou e eu olhei para seus olhos. – E eu amo isso em você! – Falou, procurei qualquer vestígio de ironia em seu olhar, mas não, era ele estava sendo sincero.
Ele me puxou para seu colo e me beijou novamente, só que dessa vez mais selvagem, minhas mãos começaram a brincar com seu cabelo, e suas mãos estavam em minha cintura me puxando para mais perto.
Aquilo era realidade? Se for sonho? Por favor, que a Mel não me acorde, se não eu vou ter que matá-la u-u!
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