Só Mais Uma História
15 Surpresa!
Notas iniciais
Eu olhei no celular todos os dias da semana depois da viagem e ela não me mandou uma mensagem se quer. Desligo o celular novamente e dou um tapa na cabeça de Toni.
— Cara, to achando que alguém ta apaixonado.
— Cala boca, não sou que fui morara com a namorada três meses depois de conhecê-la — Digo já começando a ficar estressado por causa das gracinhas do Antônio.
— Calma aí guri. E melhora essa cara de merda porque você está indo conhecê-la.
O pior de tudo foi que ele conseguiu me arrastar pra casa da amiga da amiga dessa. O negócio nem é na casa dele.
— Relaxa bonequinha, Marcus vai estar lá e você vai gostar da surpresa. E só uma socialzinha, nada de mais.
As ruas vêm e vão, e eu me perco em pensamentos. Por que tem que ser tão complicada a vida? Ela não podia ser só um pouquinho, mas bem pouquinho mais fácil? Já não basta toda merda que passei?
Ligo o rádio e coloco no cd, no type começa a tocar, com a batida bolo um cigarro e acendo. Abro a janela, o dia nublado e frio me cumprimenta, solto a fumaça pela janela, inspirando profundamente.
— Seu filho da puta, não acenda essa merda no meu carro — Toni reclama comigo tentando apagar o cigarro — vai ficar fedendo aqui dentro!
— Relaxa aí cara.
Mais cinco minutos chegamos em frente a um prédio luxuoso. Da portaria se vê duas garotas andando em nossas direções. Ta de brincadeira comigo, né?
Linda se aproxima, e como tenho certeza que ela não namora meu amigo. Cumprimento a garota do lado.
— Boa Tarde pra você também Gabriel. — Linda fala com desdenho — Até parece que você não está indo na cada da minha amiga. Ou já se esqueceu da Jesse?
— Como assim na casa dela? Antônio você não me disse nada disso, gostaria de esclarecer?
— Mano a Marina apenas me chamou. Pera, Jesse a menina da viagem? Aquela Jesse?
— É retardado, aquela.
Pelo menos eu iria ver ela mais uma vez, já que não apareceu mais na academia. Acabo sentando atrás junto dessa ruiva escrota, já que o Toni e a namoradinha tinham que ir de mãos dadas. No meio do caminho Linda me olha desconfortavelmente.
— Algo me diz que Jesse te contou do passado dela, ela só chegou a me falar que o padrasto de uma ex amiga dela vinha, assim a mãe dela está dando uma festa de boas vindas, mas ela ta estranha com isso. Se não for ajudar é melhor nem ir! To falando sério Gabriel, ela ta muito mal.
Eu apenas concordo com a cabeça. Será que é o padrasto da Vic? Pelo menos verei ela novamente. Enquanto penso nos nossos momento o carro para e a menina ao meu lado avisa que chegamos.
Observo a casa, realmente é perto da casa de Marcus, bem bonita, grande. Entramos tem um jardim. Quando Marina toca o interfone e a porta se abre:
— Marina oii — Jesse dá um abraço nela — Oi, Antônio, certo?! Linda, preciso de ajuda — Algo em seu sorriso não está certo, ta falso. Parece medo o que ela está sentindo.
Então como se ela levasse um banho de água fria, ela me vê. Sua expressão muda para surpresa e medo? Ela abre a boca duas vezes, mas volta a fechar sem falar nada.
— Oi morena — sorrio e dou um beijo em sua testa. — Surpresa!
— Biel? — Ela balança a cabeça em descrença, mas me abraça e quando me beija, em vez de ser no rosto eu viro a cabeça sem querer e seus lábios tocam os meus. — Desculpa, eu estive muito ocupada. Entrem, fiquem a vontade!
Enquanto caminhamos pela casa, até o jardim no fundo, observo os retratos, a vejo em alguns, com uma mulher que imagino ser a mãe e uma pequenina. Antes de passar para fora Jessica me puxa para um banheiro.
— O que você tá fazendo aqui?
— Hey calminha aí boneca, sou inocente. Apenas me arrastaram pra conhecer a Marina, já que ela é a namorada do meu melhor amigo.
— Ai, você era o cara a mais. — Diz para sí mesma.
— Jessica — Pego o rosto em minhas mãos — Porque você não me respondeu mais, o que está acontecendo? Tem haver com esse cara da festa?
— É... hm... Só posso dizer que têm muita mais coisa do que as pessoas sabem. Ele não é bom. Tipo ele é realmente mal.
— Eu estou aqui — Começo beijar e ela corresponde com a mesma intensidade — Hey, olha para mim, confia. Se precisar de qualquer coisa eu to aqui. Ele já está aqui?
— Não, minha mãe foi buscá-lo.
— Quer que eu fique do seu lado?
Ela balança sua cabeça em confirmação e cola novamente seus lábios nos meus. Puxo sua cintura para mais perto. Levanto-a e coloco na pia atrás de nós, suas pernas estão cruzadas em volta do meu corpo e está tudo perfeito até sua mãe chamá-la:
— Jessicaa! Venha, chegamos.
Ela endurece debaixo de mim. Desce da pia e se ajeita, pego em sua mão e saímos do banheiro dando de cara com a mulher da foto e um homem.
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