Notas iniciais
Boa noite!!! Adiantei o capítulo de amanhã. Próximo no domingo. Amo vocês!!!

Ethan

Elas parecem fazer questão de me ridicularizar, eu vou manter a calma, sei exatamente o que Savannah deve estar sentindo. O que Tom fez foi realmente feio, não que eu deva pagar por isso, mas entendo sua magoa e posso dar a ela um tempo para resolver isso.

Acho que quando o choque passar ela vai acabar indo embora, no fim, será melhor, não sei se podemos nos entender. Realmente não parece nada fácil conviver com ela.

A namorada também está irritada comigo, por que diabos não comprou o bar para ela? Pelas roupas e o champanhe, ela deve ser rica. Não é da minha conta, não mesmo. Vou me concentrar em trabalhar.

O bar parece bem vazio, espero que seja o meio de semana, quem sabe no fim de semana as coisas melhoram? Tom não parecia muito disposto a modernizar o lugar, os drinks no menu lembram os anos trinta, os nomes, o formato, tudo aqui parece ter ficado igual desde a inauguração.

A mesa das garotas parece animada, ainda que Savannah parece realmente aérea e triste, eu posso ver o esforço do resto do grupo em faze-la se sentir melhor.

Além delas, mais cinco ou seis clientes espalhados pelo salão. Um desperdício de luz e salário.

As onze, as amigas de Savannah se despedem, a irmã mais nova, vai com as outras duas, elas se abraçam na porta, espero que a garotinha não tome por habito frequentar o bar, uma menor de idade no ressinto não parece bom para os negócios.

Savannah volta para dentro, sem me dirigir um único olhar, limpa a mesa em que estavam, pega umas notas e coloca no caixa, ao menos elas pagam as bebidas. Tanto melhor.

Ainda me ignorando, anda pelo salão, volta a cada mesa, anota pedidos, sorri, troca algumas palavras com todos que atende, dois caras em uma mesa parecem ter bebido além da conta, vejo que olham para ela cheios de cobiça, percebo como com eles ela impõe um tom frio e distante.

Deixa alguns papéis sobre o balcão. Olho para os nomes dos drinks, por que foi mesmo que comprei um bar? Não sei preparar nada disso, inconscientemente eu achava que era só pegar a garrafa na prateleira e derramar o liquido em um copo, talvez abrir garrafas de cerveja. Todo mundo devia tomar uísque, e toma-lo sempre puro.

— Os clientes estão esperando, ficar olhado fixamente as comandas não faz aparecer drinks.

— Como sabe? Já tentou esse método? – Pergunto a ela, merecia ao menos um sorriso amarelo, mas não recebo nada. – Certo, pode preparar os drinks e sirvo as mesas?

— Claro. – Ela dá a volta ao balcão, eu sinto o tom irônico na simples palavra, mantenho a compostura, se ela não sair eu realmente não tenho ideia em como será a relação. Passei os últimos dez anos em um trabalho cheio de rudeza, ninguém estava muito interessado em paciência e gentileza quando se tem um cadáver e alguém reclamando por justiça.

Não leva mais que uns minutos para ela preparar os drinks e coloca-los sobre a bandeja, o sorriso embora a deixa linda, não é nada honesto.

Demoro mais para descobrir os donos dos drinks do que ela demorou preparando todos.

O jogo é o mesmo, uns minutos depois sou chamado para anotar mais pedidos na mesa dos caras bêbados.

— Cadê a loira?

— Trabalhando, o que querem?

— A conta, já passamos do limite. – Um deles avisa e gostaria de concordar, mas apenas meneio a cabeça e me afasto.

— Eles querem a conta, pode me ajudar com isso? – Savannah afirma, leva apenas uns minutos e está tudo certo.

Logo os outros clientes começam a partir e as duas da manhã restamos apenas eu e Savannah, ela junta copos, enche um balde com água e desinfetante, começa a colocar as cadeiras para cima.

—Isso não pode ficar para amanhã?

—Em Nova York? – Ela ri. – Os ratos agradeceriam, mas não, ou deixamos tudo impecável ou logo teremos uma infestação desses serezinhos nojentos.

—Bom saber. – Me ponho a trabalhar a seu lado, varro, passo pano, ela lava a louça, limpa as mesas, desce as cadeiras assim que termino de limpar o chão. As duas e meia da manhã o salão e a cozinha estão impecáveis e ela deixa um saco com o lixo do lado de fora.

— Amanhã as dez da manhã o fornecedor deve passar para entregar as bebidas que encomendei e receber.

—Receber? Como assim?

—O mecanismo é simples, você compra bebida, eles entregam e você paga por elas, achou que produziam bebidas a partir do ar? Elas esvaziam, vai descobrir que isso é bem rápido.

—Eu entendi, apenas... não esperava por essa despesa logo no primeiro dia, não tenho dinheiro para pagar fornecedores.

Savannah me olha longamente e sinto sua decepção com tudo, vai além de mim, se minha vida não estivesse toda empregada aqui, eu deixaria o bar.

— Nunca pensei que o Tom pudesse ser tão covarde. Eu o amava... ainda amo. – Ela respira para controlar a emoção, da a volta em torno do balcão e me encara um momento. – Quando ele te mostrou o salão não te disse onde guardava o dinheiro? Comprou sem saber o funcionamento do lugar?

— Ele contava com você para me ensinar, acho que foi isso. – Digo a ela. Savannah empurra um tonel vazio sob o balcão, puxa de um tipo de fundo falso uma caixa preta e simples, abre e vejo notas arrumadas umas sobre as outras.

– Tom deixa essa parte do dinheiro aqui, primeiro sempre as contas, só as sobras ele levava para sua conta bancaria, pode usar outro método, eu usaria o banco, mas o bar é seu, você decide, de qualquer modo, aí tem o dinheiro de pagar os fornecedores.

—Obrigado, Savannah. – Ela dá de ombros, deve ser o cansado, ou a tristeza, talvez a raiva esteja indo embora e não sei se é boa ideia, é como se a tristeza estivesse tomando conta de Savannah.

—Está tudo certo, agora é só fechar a porta e ir para sua casa, abrir as dez para receber a bebida.

Eu guardo a caixa de volta no mesmo lugar, empurro o tonel e acho que não é má ideia levar o dinheiro para o banco.

— Realmente obrigado pela ajuda. – Ela balança a cabeça, depois caminha para porta. São quase três da manhã.

—Ei! – Ela se volta. – Onde está indo?

—Pode até achar que a garçonete é parte da mobília, mas está enganado, se o Tom fez parecer que sim ele te enganou, então se me dá licença, vou para casa.

—Tudo tem que ter ironia? – Não sou de ferro, ela é irritante.

—Bom dia, Ethan. – Savannah continua a caminhar.

—Não pode ir sozinha. São três da manhã.

— Moro a uma quadra, sempre vou sozinha. – Eu a sigo até a porta.

—Começo a concordar com você, o Tom era mesmo péssimo, ele te deixava ir embora todos os dias a essa hora sozinha?

— Ele não tinha que deixar. – Ela diz já na calçada.

—Vou levar você.

—Que ideia. Moro ali. – Ela aponta a esquina, logo depois do cruzamento, a rua está completamente morta e ela talvez não desconfie dos perigos que corre, mas eu sei exatamente todos os riscos.

—Sabe quantas garotas somem por ano nas esquinas de suas casas? No caminho para o trabalho, na volta do curso noturno, saindo de um bar...

—Dane-se você e essas suas estatísticas de policial, eu sei bem que pouco se importam com essas garotas que desaparecem, pouco se importam com o que quer que seja que uma garota assustada relate. Vá para o inferno e me deixe ir para casa.

Eu nem precisava ser um detetive acostumado a tomar depoimentos para saber que tem muito escondido nesse rancor generalizado.

Savannah começa a andar e eu simplesmente começo a segui-la. Dez passos e ela se volta irritada.

—O que está fazendo?

—Te acompanhando.

—Não. Está me seguindo, é diferente.

—Chame como quiser, não vou permitir que vá sozinha, nem essa noite e nem qualquer outra. – Meu tom não deixa espaço para recusa ou reclamação. Seu olhar cintila de irritação, ela cruza os braços no peito, bate o pé no chão, o sapato faz eco pela noite silenciosa.

—Não trancou seu bar, senhor perseguidor.

—Se for assaltado a culpa é sua. Vai me esperar fechar ou deixo aberto enquanto a acompanho, afinal é na esquina, se está segura para ir sozinha o bar está seguro para ficar destrancado.

—Ah, por favor, é o Paradise! Não pode coloca-lo em risco! – Ela se aproxima com passos duros, passa por mim, volta até o bar, eu a vejo abrir a porta só encostada, baixar as cortinas, pegas as chaves pelo lado de dentro, apagar as luzes, digitar algo no alarme e que bom que ela está fazendo isso, eu não saberia o código. Depois ela sai, tranca, me atira as chaves que pego no ar, passa por mim com seu andar firme de quem está prestes a explodir e sigo Savannah.

—Vi que sua namorada estava de carro, ela devia ter te esperado! – Savannah explode em uma gargalhada que se expande pela madrugada silenciosa. – Qual a graça?

—Dominique não é minha namorada. Você é ridículo!

—Não? – Eu não tenho certeza se gosto dessa informação, estava bastante conformado com a ideia e me sentindo bem seguro em estar perto dela, agora que sei disso a coisa fica diferente. – Mas ela disse.

—É a Dominique, ninguém leva a sério o que ela diz, ela nunca diz nada sério. Namorada, você é mesmo muito... você!

— Parece que ser eu é quase um defeito.

— É um defeito. – Ela diz parando na frente de um prédio baixo com uma porta de madeira e uma dúzia de interfones no batente. – Segundo andar, apartamento vinte e dois, caso tenha uma emergência. Boa noite. Não vou agradecer a companhia porque não pedi por ela.

— De nada, mesmo assim. Que horas chega amanhã?

—Você que tem que dizer.

—Moça, você é intratável!

—Pode ser. – Ela dá de ombros.

— Chegue a hora de sempre. – Ela sabe que essa eu venci, meneia a cabeça com a chave na mão. – Se não entrar eu não vou embora.

Com um revirar de olhos e um torcer de nariz ela coloca a chave na fechadura e fica tão bonita fazendo isso. Não namora a ruiva, péssima notícia, ótima notícia, não sei, ainda preciso decidir.

Ela só não esmaga a porta em meu rosto por respeito a porta, sinto isso quando sem um único aceno ela bate a porta e até posso sorrir.

Caminho de volta pela noite fria. Admiro seu esforço, é tarde, ela esteve sobre saltos altos servindo e limpando, Savannah merece respeito pelo trabalho e prometo a mim mesmo ser paciente por mais alguns dias.

Entro pela lateral, acho a casa meio grande para quem sempre viveu em um mínimo e funcional apartamento próximo ao distrito.

A cozinha fica ligada ao bar, a sala é confortável, tem todas aquelas delicadezas femininas de enfeitinhos e toalhinhas, Penso em mudar as coisas um pouco, mas no fundo sei que nunca vou tirar nada do lugar porque vou passar o resto da vida adiando as mudanças.

Subo as escadas para os quartos. São dois quartos confortáveis e uma saleta que pode ser um escritório ou quem sabe um outro quarto, mas agora é uma confortável sala de televisão.

O quarto maior é uma suíte e tem a cama de casal que Tome Helen dividiram por anos, parece estranho estar nesse lugar, vai ser difícil me acostumar e prefiro dormir no quarto menor.

As quatro da manhã estou finalmente na cama e quando penso em dormir, Savannah me toma a mente, ela podia ser menos interessante, gosto do tom mordaz em cada frase, mas qualquer coisa me diz que ela não é assim. Fecho os olhos, me viro na cama, eu não quero que essa garota me tire o sono, que invada meus pensamentos, mas tudo foi tão intenso e difícil que é impossível não terminar a noite analisando Savannah.

Ela não confia na policia e é bastante óbvio que teve uma experiencia ruim. Não sei o que e nem o quão traumático foi, mas vou descobrir. No fim, ela me intriga e já que vai ficar, vamos ver se não desvendo todos os mistérios de Savannah.

Apago assim que consigo limpar minha mente, amanhã é um novo dia e vou aprender sobre ser o dono de um bar.

Quando o relógio desperta as nove e meia, eu salto da cama para uma chuveirada e quando chego ao bar, pela passagem entre as cozinhas, são cinco para as dez.

Pego o dinheiro, a nota com o pedido e fico a espera do fornecedor. Eles chegam dez minutos atrasados, mas depois de deixarem as garrafas eu os acompanho e então é hora do dono do bar trabalhar.

Não tenho dúvidas que Savannah faria o trabalho na metade do tempo, mas consigo organizar tudo. São quase uma da tarde e preparo um sanduiche, enquanto como, procuro vídeos de drinks e bares, é um mundo totalmente novo, mas cheio de possibilidades.

O lugar é ótimo, cheio de executivos dispostos a umas horas de diversão, podemos concentrar os esforços no “Happy hour” servir drinks diferentes, colocar alguma música, oferecer petiscos, sinto que pode ser um ótimo lugar, que pode crescer e nem é sobre enriquecer, apenas viver com algum conforto.

O bar está pronto para abrir, apesar de algum receio eu decido que nunca fui covarde e inteligência não me falta, só tem uma maneira de aprender e é fazendo, seria muito melhor se Savannah estivesse disposta a me ajudar, mas duvido que faça isso.

A garota está mais interessada em me ver pelas costas e isso é algo que ela nem mesmo esconde. Passo os olhos pelo salão, acho que tudo está nos conformes e posso virar a placa para aberto.

Antes que possa me mover a sineta anuncia a entrada de alguém e lá está Savannah ainda mais bonita que ontem e ela não é mais a namorada da ruiva, isso vai mal, eu não tinha que estar pensando em algo assim, ela é infernalmente irritante.

— Por quase dez anos, o Paradise foi meu sonho, meu porto-seguro e minha casa, eu lutei por esse lugar, eu sou grata a ele, deixei o Arizona e até conseguir um lugar aqui passei por terríveis momentos, aqui consegui estabilidade para mim e para minha irmã, não vou deixar que estrague tudo, não vou abandonar meu sonho, esse lugar, ou um lugar como esse ainda será meu e por isso estou decidida a não abandonar o barco.

Ela despeja tudo antes mesmo de um cumprimento, fico um momento pensando no que responder, abro a boca, mas antes que consiga dizer qualquer coisa, Savannah continua.

—Comprou um bar, Ethan. Ele é seu, vai ter que aprender sobre ele, sobre como cuidar dele, eu podia me sentar e assistir sua queda, podia mesmo rir disso e quem sabe, daqui um ano, comprar o Paradise pela metade do que vale, talvez menos, mas então eu não seria digna do Paradise.

Ela é tão firme e decidida, Savannah parece tão dura, ao mesmo tempo é tão frágil, enquanto me ameaça em tom de ordem, os olhos estão tristes e cheios de dor, ela esconde a magoa, para poder seguir em frente, isso parece me atingir em cheio e de tanto me culpar, ela está quase conseguindo me convencer de que a culpa é mesmo minha. Tento começar a falar, mas abro a boca e lá está ela despejando suas verdades.

—Não sei quanto pagou por esse lugar, mas saiba que ele vale muito, porque tem muito potencial, Tom era velho, estava cansado e tinha suas manias, odiava mudanças, mas você precisa entender que do jeito que está, esse lugar não tem mais que uns meses de sobrevida, então vai ter que se conformar com mudanças, vai ter que se abrir para elas, é daqui que sai o meu sustento e o da minha irmã. Não tente me convencer do contrário, não vai conseguir.

— Em algum momento vai me deixar falar? Por que isso está parecendo um tipo de discurso desses com moral da história, do tipo que te faz ter vontade de vencer.

—Por que acha que pode ser cínico comigo? – Ela diz brava, já chegou brigando comigo e acho até engraçado, porque não corresponder a sua ira está deixando Savannah maluca.

—Por que é cínica comigo o tempo todo. – Respondo de modo simples.

—Natural eu estar magoada, não acha? Espera que eu não tenha sentimentos?

— No momento só estou esperando mesmo a chance de virar a plaquinha para aberto. – Ela me fuzila, anda pelo salão até a porta, vira a placa, ergue uma sobrancelha em desafio e então caminha de volta.

— Mãos a obra, Ethan, não está de férias e isso não é a droga de um distrito policial, aqui é trabalho sério.

— Pode não ser um distrito policial, mas você grita mais que o capitão Marshall. – Ela prefere me ignorar, só vem até mim do lado de dentro do balcão e abre o cardápio.

—Vai começar aprendendo a preparar todos os drinks que temos aqui.

Acho mesmo boa ideia, ela deve ter algum dia de folga e é bem possível que eu fecha o lugar apavorado nesse dia.

Por duas horas ficamos treinando receitas de drinks, um cliente ou outro entra no bar, alguns apenas para ficar uns minutos tomando um café com uísque para se aquecer, ou ler um jornal, usar o celular em paz, as seis da tarde o movimento está fraco ainda.

Dakota entra com uniforme escolar e uma mochila nas costas, os olhos vermelhos pelas lágrimas que acho que derramou tem pouco tempo.

—Posso ficar aqui? – Ela pede a irmã.

— Brigou de novo com o namorado? – Savannah questiona. Ela dá de ombros.

—Não queria ficar sozinha, fico sob o balcão estudando, ninguém vai me ver, prometo. – Savannah abraça a irmã, beija seu rosto e ajeita os fios dourados que escapam do rabo de cavalo.

—As coisas mudaram, sinto muito. – Vejo como machuca Savannah dizer não a irmã que parece tão triste.

—Ei, garotinha. – Empurro a chave da minha casa pelo balcão de madeira, o molho de chaves corre pela lustrosa madeira até as irmãs. – Fica na minha casa, sua irmã vai te ver de vez em quando. Liga a televisão.

— Posso? – Dakota pede ansiosa.

— Não, sozinha na casa dele? Claro que não.

— Você tem razão, Savannah. Não me conhece, não pode confiar em mim, mas estou aqui, não vou até lá, se precisar ir, você vai na frente e manda Dakota vir ficar com você.

— Por favor! – A irmã insiste. – A Serena está em Jersey com o Andy, Dominique está em daqueles dias de Spa e eu... não quero ficar sozinha.

— Tudo bem, pode ir, não mecha em nada, não é mais a casa do Tom e da Helen, então se comporta. – Dakota a abraça apertado, fica aliviada, tão jovem para ter um namorado, mais ainda para ficar tão afetada por uma briga.

—Obrigada. – Ela diz a irmã, então pega as chaves e me sorri. – Obrigada, Ethan.

— Tem suco na geladeira e sorvete no frízer.

Dakota corre para os fundos, sobramos eu e Savannah, além de uns poucos fregueses bebendo alheios a todas as questões.

—Quer parar de ser legal com ela! – Savannah exige. – Odeio que seja assim gentil com minha irmã. Isso vai contra tudo que acredito.

— Que drama! – Ela me faz rir. – Queria que eu a maltratasse?

— Não se atreveria a fazer isso. – Ela diz ainda brava. Só consegue me provocar mais riso. – Não é engraçado.

—É um pouco, na verdade, é muito engraçado. Agora parece que eu tenho um novo cliente, se me dá licença, vou atender a mesa. Por que não escolhe uma música mais alegre e aumenta um pouco o som, é um bar, lugar de diversão, não um funeral.

—Aumentar a música? – Ela parece surpresa. Balanço a cabeça afirmando. – O Tom... eu faço isso. – Ela muda o rumo do pensamento e quando me dá as costas eu sorrio, assim que a fúria passar, vou tomar as rédeas da situação. Algo me diz que ele lugar ainda será o número um de Manhattan.

Notas finais
BEIJOSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!