Série Pacto - Conspiração

1 Lua alta no céu (Jacques DCrécy)


Notas iniciais
LIVRO I - CERCO

“ Yo no creo en las brujas, pero que las hay, las hay ”
Cervantes

P.S: NÃO RESISTI BRUNA, ;)

O celular dela simplesmente não respondia. Das vinte vezes que eu já havia ligado a caixa postal me atendia: “Não posso atender agora, espere o sinal e deixe o recado, beijo da Lisa!”.

Era só a voz simpática e radiante que eu ouvia.

E ela não viera pra faculdade, estava certo porque a tinha procurado em toda parte.

Não que ela fosse querer me ver, tinha certeza de que a magoara, mas era justamente por isso que precisava vê-la, queria me desculpar, embora não entendesse pelo quê.

Não acho que algum dia o ser humano tenha tido controle sobre o coração, e eu não era exceção. Mesmo assim, eu gostava de Elisabete, e gostava de ultrapassar os limites com ela, podíamos entrar num acordo, talvez fosse egoísta da minha parte, mas o que eu podia fazer? Eu amara Anne por um longo tempo, e provavelmente amaria pra sempre, mesmo com tudo que aconteceu. Embora às vezes uma pontada de ressentimento ainda me pinicasse como uma cota de malha incômoda.

Eu teria ido pra fogueira por ela, mas ela não o fizera por mim, e depois do discurso de Amelie esse detalhe ficou um pouco maior do que costumava ser.

Disquei o número mais uma vez. De novo a caixa postal.

Dei um esgar exasperado, assustando uma garota que passava pela porta principal de entrada, onde eu estava encostado.

Que fosse pro inferno, eu não estava no humor pra desculpas.

Digitei uma mensagem:

poderia me ligar depois de terminar seja o que for que estiver fazendo?

estou começando a ficar preocupado.

Depois da aparição de Jean, eu tremia só de imaginar... Ah, inferno!!!

Jean!

Ele disse que a veria em breve, o monte de estrume! Filho de uma cadela!

Aproveitei que não tinha ninguém no pátio e corri, parando ao lado da minha moto no estacionamento pontualmente em um segundo.

Não sabia o que ele poderia dizer à ela que nos comprometesse, a não ser...

Não. Isso não. Tínhamos que ser cautelosos com aquela parte da história. Claro que éramos culpados, mas só contaríamos quando Silvia estivesse presente.

Eu sabia que ela estava exausta e que estaria disposta a por um ponto final em toda a perseguição à sua família. Mesmo depois dos assassinatos à sangue frio.

Uma coisa da qual eu e minha família se arrependia mortalmente de ter feito.

Acelerei a moto.

Sabia onde Jean estaria, ele tinha tanto dinheiro quanto minha família, e gostava de ostentar seu poder aquisitivo.

Voei pela noite, a lua alta no céu me observando.

Esperava chegar à tempo de conter o estrago que ele causaria.

Porque Jean, ao contrário de nós, não tinha nada a perder.

Notas finais
Reviews???? ;)