Ryudan - a História de Um Herói
7 Capítulo 7 - O Herói
Notas iniciais
- Parabéns pelo sucesso, meus amigos! Eu lhes chamaria para um brinde, mas creio que todos temos coisas para resolver. O que quero dizer é: vão treinar!
- Ele tá bravo por causa do Leo. Relaxa. Mas, se eu fosse você, iria treinar. Você é quase um transclasse! — Disse Akira, o Cavaleiro mais rápido de todo o The Legend. Diziam que as asas de seu Peco Peco realmente serviam para voar, e ele vencia o aeroplano de Izlude numa corrida justa. Os que tinham a desventura de provar a velocidade de sua lança não sobreviviam para descrever. Os que tinha dextreza suficiente para seguir seu ritmo, se deparavam com uma vitalidade inacabável.
- Ah... Eu tive muita ajuda de um amigo Mago quando era Noviço... Vai ser difícil ir sozinho...
- Pff. Você acha que esse "L" que você carrega só serve pra entrar no castelo e guerrear? Somos uma família! Vamos para os Orcs!
- Vou com vocês, gatinhos!
Os dois se viraram e viram Nami, a Suma-Sacerdotisa, chegando perto deles. O coração de ambos pulsou forte. Ela era linda.
- Você é muito forte, Akira...
O Cavaleiro ficou com uma coloração rubra no rosto.
- Mas um amontoado de Orcs maus pode matar você. Vou garantir que vocês fiquem sempre curados e dar uma melhoradinha nos atributos. Algum problema?
- Não! — Em um único balbucio monossilábico
Resolveram ir a pé. A viagem até a Vila dos Orcs seria um pouco demorada, e mataram o tempo conversando. Ryudan puxou a conversa:
- Não acredito que deixei de ver minha amada...
- Ah, e eu que não vejo meu marido faz séculos? — Respondeu a Suma-Sacerdotisa.
- Marido? — Parece que os homens combinaram em falar juntos perto da belíssima transclasse.
- Ah... Vocês já devem ter ouvido falar nele... Tristan III...
- Você é casada com o rei? — Ambos, novamente.
- Longa história...
- E o que você faz no meio de guerras e na caçada aos monstros? — Dessa vez foi só Akira.
- Ah, meu marido é um bom homem... Não me prendeu a ele... Ele me respeita e me ama... Apesar de não ter muita saudade, eu gostaria de vê-lo às vezes... Ele fez a mesma coisa com Himitsu, minha filha.
- Entendo como é... — Disse Ryudan.
- Ele deve ser um ótimo rei, não é? Tá uns 30 ou 40 anos governando... — Soltou Akira.
- Mudando de assunto... Namizinha, por que não nos conta mais sobre como você entrou no clã?
- Na verdade, eu fundei o clã.
- Hãn? — A mania do uníssono voltou.
- Drekan e Baka não tinham dinheiro para o Emperium. Em lhes dei um. Claro, não gastei dinheiro. Eu mesma fui atrás de uma bela quantidade. Em sua emotividade, Baka sugeriu e fez questão que Drekan se apresentasse como líder. E assim foi. E assim é.
- E como o clã se tornou tão forte?
- Não sei. Alguns dizem que, antes de recrutar, Drekan fica dias espionando a pessoa. Ninguém que "pediu" para ser recrutado entrou para o clã. Drekan quem convidava os guerreiros.
- Menos você e o Baka.
- Muito pelo contrário. Ele espionou a gente durante quase dois anos.
- DOIS ANOS? — Não é preciso dizer que foi em uníssono.
- Sim... Bem, já imaginou se as pessoas mais íntimas dele fossem agentes duplos com a intenção de matá-lo?
- Ah... — Disse Ryudan.
- E o Baka já tentou matá-lo uma vez...
- Como assim?
- Foi na primera Guerra em que participamos. A amada de Baka era líder de um clã feminino, então ele não pode entrar...
Os rapazes prestavam atenção na Suma Sacerdotisa, e ela baixou os olhos para contar o acontecido.
- Nós conquistamos um castelo. Skoegul. Um castelo magnífico. O mais lindo, na minha opinião. E o clã da esposa do Lorde entrou. Tentaram invadir nosso castelo.
Ryudan e Akira já supunham o que tinha acontecido. Contestaram a raiva de Drekan contra Leo, líder dos Guerreiros de Payon.
- A invasão foi um fiasco, mas não levamos a vida de ninguém. Foi perto de Prontera. Um pequeno grupo de mulheres ameaçava de morte quem passasse. Drekan já tinha raiva daquele clã, mas tentou controlar o sentimento. Agora, quando foi ameaçado...
Todos já sabiam o que viria.
- Drekan matou o pequeno grupo sem dó. Não sei dos detalhes do combate. Sei que Baka havia combinado de encontrar a esposa naquele lugar, e chegou a tempo de ver ela sendo degolada. Ele me contou que tem pesadelos até hoje com a imagem da amada perdendo a cabeça. Ele chegou no local marcado com flores e um sorriso. Quando percebeu movimentação atrás de uma árvore. Rapidamente, ele sacou sua espada e foi verificar.
A atenção se mostrava imensa nos olhos dos dois ouvintes.
- Ele olhou nos olhos dela. Ela abriu a boca para dizer algo. E a boca se fechou. Os olhos se fecharam.
E prossegui:
- Quando o algoz se virou e se revelou um Desordeiro, ou melhor, se revelou Drekan, Baka não hesitou, e pulou para cima do amigo.
- O que resultou desse combate?
- Baka só parou quando Drekan disse, com as adagas no pescoço do Lorde:
- Se quiser se juntar a ela, me avise logo.
- Eles acabaram fazendo as pazes. Bom, não saiam espalhando isso. Ainda é um episódio negro para ambos. Mas eles são muito amigos hoje em dia! Baka percebeu a ingenuidade da esposa... Drekan pediu desculpas... Enfim...
Depois daquela descrição, a viagem se seguiu se seguiu sem falatório.
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- Meu filho, por favor, traga esse homem para o reino da mamãe... Seu tio não conseguiu... Mas seus dentinhos são mais bem afiados... — Disse Hel.
O lobo Garm assentiu.
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Tyr estava dando sua caminhada matinal. Sabia da proximidade do Ragnarök.
Odin está morto. Morto por Fenrir. Dessa vez será diferente. - Pensou ele.
O deus achou uma gruta.
É aqui.
- Fenrir!
Depois de alguns segundos, o lobo apareceu. Tyr mal teve tempo de visualizar, e o monstro salto sobre ele. O deus tinha ido batalhar contra o lobo de mão limpa, então o agarrou e rolou para o chão.
- Olá, deus maneta.
- Eu perdi minha mão. Hoje você perde sua vida.
Tyr, abraçado ao monstro, tentou socá-lo com o cotoco de braço, o lobo arranhou o flanco do deus e se levantou. A luta seria difícil. Tyr estava sangrando.
- Um deus com duas mão dificilmente ganhar de mim num combate armado. Qual chance você tem?
- Essa.
Tyr correu ao encontro do lobo, levantou a perna direita e desferiu um soco com a mão esquerda, confundindo o lobo. Fenrir espirrou uma, duas, três vezes. Nesse tempo, Tyr viu uma brecha no canto direito, e deu um chute com a perna direita. O animal rosnou. Tyr repetiu o ataque. Numa terceira tentativa, Fenrir deu um bote na perna esquerda do deus, que estava sendo seu apoio. O oponente caiu, e, indefesa, tomou uma patada no resto. A visão de Tyr ficara turva. Ele sangrava muito, mas não desistiu. O lobo tentou morder o pescoço do deus, mas foi desviado, levando um soco no focinho.
Num movimento rápido, Tyr virou o monstro, que estava em cima dele, e começou a enforcá-lo. Minutos depois, Fenrir parou de se debater, morto.
Vitorioso, o deus se levantou, satisfeito. De repente, ele ouviu um galho se quebrando. Ao longe, percebeu movimentação. Definitivamente, ele não estava em estado para outro combate. Mas era um combate que o esperava.
- Garm.
- Você derroutou Fenrir? Hehe... Matando ele, acabou de se matar!
E o lobo pulou para cima do deus, que não reagiu. Sua morte era iminente, e ele estava cansado e sangrando.
Assim morreu o mais audaz dos deuses.
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- Os exércitos estão prontos, Heimdall.
- Logo logo estará na hora de recrutarmos os humanos...
- A ajuda deles será mesmo suficiente?
- Só o tempo dirá.
- Mas por que queremos mudar o Ragnarök? Será tudo como sempre... O Universo é destruído e depois recriado...
- Odin achava que não era certo a humanidade passar por tal desventura. Ele nunca descordou do destino, mas a aparição dessa força maior lhe deixou intrigado. Não é justo, simplesmente.
- Que a última vontade de Odin seja feita.
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- MORRA, MALDITO ORC!
Os rapazes ficaram assutados com a brutalidade de Nami. Ela era, sem dúvidas, uma bela Suma-Sacerdotisa. Inteligente, doce, sutil, mas não imaginavam que era tão... guerreira.
- Ah... Nami... Acho que você podia deixar uns Orcs pra mim... Ainda não aprendi como eles lutam... Sou eu quem deveria ganhar experiência...
- Desculpe, gatinho... Foi a excitação... Não vejo esses Grand Orcs desde que era uma Sacerdotisa...
- Sem problemas... Akira, vamos para aquele grupo ali... Eles estão olhando de cara feia, logo vem pro ataque.
- Vamos!
E assim os dias se seguiram... Ficaram um bom tempo na Vila dos Orcs. Muitos humanos estavam lá, então não foi difícil de arranjar comida. Eles se revezam nos turnos de vigília, mas não tiveram problemas durante aquela noite. Aquela noite.
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- Senhor, muitos invasor. Vamo por trás. Matar todos. Raiva dele todos temo. Não temo temor, temos que fazer logo.
- Paciência, meu general. Falou com seu Senhor?
- Não, Senhor dos Orcs estar com Senhoras Orc na barraca. Desde última lua cheia.
- Não há problemas. Avançaremos amanhã à noite. Reuniu o exército?
- Sim, senho.
- Os arqueiros estão prontos?
Um grupo de Orcs Arqueiros surgiu das sombras de uma árvore.
- Sim, Herói.
- Esplêndido. Agora descansem. A luta vai ser difícil amanhã. Ah, General...
- Sim, meus mestre, diga-mi que você querer.
- Acho frutífero que você improve as qualidades do dialeto humano. Não é nada agradável conversar com um idiota que não pronunciar direito.
- Me desculpa, Héroi. Vu melhorar. Prometote.
- Não, não vai. Você é incapaz, e provavelmente está fadado à morte amanhã, durante nosso ataque às forças humanas que invadem nossos domínios.
- Obrigade, mestro.
- Ah, por que perco meu tempo?
E o Orc Herói se virou e foi embora, deixando o sombrio recinto...
Notas finais
Obs: Quem será que é a força superior aos deuses? :O
Não se esqueçam dela...
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