Ryudan - a História de Um Herói

4 Capítulo 4 - Morrer Para Renascer


- Punho Supremo de Asura!!!

Um estrondo, e um monstro vai ao chão.

- Parabéns, Ryudan! Este é seu quinto MvP só hoje!

- Mas não me sinto mais forte. Ainda não está na hora de renascer.

- É melhor você ir com calma, campeão... É normal que demore.

- Você tá certo, Yuki. Preciso descansar. Himi, à tarde a gente tenta outro?

- O sexto MvP no dia?

A Caçadora havia treinado. Não era mais a princesinha que só caçava nos arredores de Prontera. Agora se envolvia mais ativamente na batalha contra os monstros. Estava mais forte.

O Sacerdote, igualmente. Não ficava só atrás de Himitsu. Ele conseguia matar todos os tipos de monstros sozinho, e seu sonho de virar um Sumo-Sacerdote estava perto de se realizar.

Depois de se separar de Kenri, que foi se tornar um Bruxo, Ryudan procurou Himitsu e Yuki Yue para acompanhá-los nas missões. Eles agora andavam em grupo sempre, ganhando experiência e fama por onde passavam.

Desfrutaram de um suculento almoço. Comeram carnes até se sentirem completamente revitalizados. Após um rápido descanso, resolveram voltar ao treinamento.

- Acho que dá pra arriscar o Bafomé. — Disse o Sacerdote.

- Melhor outro dia... Estamos todos cansados. Vamos para o Hati. — Concluiu o Monge, recebendo aprovação da Caçadora.

Chegando em Lutie, Ryudan viu toda a confecção natalina, e lembrou-se dos natais passados em que estivera com a família... Com a namorada... Sentiu aquele aperto no coração. Decidido, escolheu:

- Edga. Vamos para Payon.

Adentrando a Grande Floresta:

- Mas por quê o Edga? Ele é não é lá um MvP tão forte comparado aos que derrotamos hoje... — Falou a Caçadora.

- Tenho um assuntos para resolver na cidade. Vocês podiam tentar vender nossas conquistas, e depois procuramos pelo Edga. Daqui, partiremos para o sul, pra enfrentar o Freeoni.

- Ah, o Freeoni também não é nenhum desafio, mas eu gosto. Dizem que ele possui coisas valiosíssimas. — Comentou Yuki.

- Então está combinado. Encontro vocês não raiar do s... Encontro vocês daqui alguns minutos.

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A lança estava pesada demais. O cavalo estava lento demais. O deus estava velho demais. Odin nunca foi um bom combatente, apesar de apreciado pelos vikings, e agora a situação ficava complicada.

Fenrir estava cara a cara com o deus. O lobo se libertou juntamente com seu pai, Loki, quando o Sol e a Lua foram devorados. E agora o lobo estava lá, para cumprir seu destino como carrasco do mundo. Aquele que traria a destruição.

Quando tiveram oportunidade, os deus resolveram não matar Fenrir. \"O que tiver de ser, será\". Se não são os deuses que controlam o destino dos Universo, quem será? Quem é essa força superior que já se mostrou presente? Isso nem a sabedoria de Odin, resultante do sacrifício de seu olho, poderia dizer. E agora o grande deus se encontrava cara a cara com Fenrir. Cara a cara com a morte.

Fenrir deu o bote. Odin desviou com sua lança, e chamou seu cavalo de oito patas para a esquerda. Fenrir, que era maior que o cavalo, deu uma patada no flanco direito do animal, derrubando-o. Odin enfincou sua lança no músculo da pata dianteira de Fenrir, mas este não hesitou, e devorou o deus. Esse foi o fim de Odin. O início concreto do Ragnarök.

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- Mãe, Pai, Irmão! — Ryudan gritava, emocionado.

Da janela, sua mãe saiu e avistou o filho.

- Ryu chegou!

O jovem, que agora ja era um adulto, após anos de treinamento longe da família, chorou ao receber um abraço caloroso da mãe. Se arrependeu de ter saído daquele jeito, sem avisar. Foi devido à raiva do \"esquecimento\" do seu aniversário. Mas ele deixava de lado, o importante era estar com a família.

O pai, que nada tinha de rígido e severo, abraçou o filho e chorou também. Nenhum pai gosta de se separar do filho. Ryudan estava muito contente em rever sua família, mas sentiu falta de uma coisinha. Seu irmão mais novo.

- Onde está o Chen?

- Seu irmão já passou dos 15 anos, querido. Ele está no treinamento. Mas diferente do senhor, ele manda mensagens pela Kafra todos os dias. Ele se tornou um espadachim. Então você já é um monge? Meu filho, que sábia escolha! — Resumiu a mãe.

- Monge? O que você faz? Fica na capela o dia todo? — Resmungou o pai, que apesar de ser fazendeiro, sempre sonhou em se tornar um Cavaleiro.

Nessa hora, um grito ecoou. Era Himitsu.

- Ryu, eu pensei que segurava ele sozinha! O Edga está entrando na cidade! O Yuki sofreu um ferimento grave, por isso ele passou. Tente ajudar ele!

Ryudan correu para a área indicada, procurar o Sacerdote. Achou o corpo de Yuki Yue caído, numa clareira. Ryudan se concentrou:

- Curar!

Não foi suficiente.

- Curar!

O Sacerdote não reagia, apesar de parecer menos dolorido, mas não se levantava. Ele havia sido amaldiçoado.

Aí Ryudan teve a ideia:

- Curar! Curar! Curar! Bênção!

Os olhos de Yuki tremeram. Lentamente, ele levantou uma pálpebra. A luz da clareira era demais, então ele fechou novamente.

- Só preciso descansar, vá ajudar a Himi!

Graças à sua agilidade, Himitsu estava se desviando dos ataques ligeiros do MvP. Mas logo ele começaria a acertar. Ryudan não perdeu tempo:

- Invocar Esfera Espiritual! — E, uma a uma, cinco esferas apareceram em volta do Monge.

Mas o monstro acertou Himitsu, que caiu violentamente no chão. Ele precisaria ganhar tempo.

- Droga... Disparo de Esferas Espirituais!

As cinco esferas saíram em uma linha e se chocaram contra o MvP, que foi para a frente bruscamente. Edga virou-se para o atacante, e partiu para cima. Ryudan conseguiu invocar suas esferas novamente, mas o monstro já estava muito em cima para um disparo. A saída foi:

- Corpo Fechado!

Uma aura de faíscas azuis envolveu o Monge. Edga tentava acertá-lo, mas como mágica, ele se desviava. O monstro-tigre parecia querer errar os ataques. E nesse tempo que aconteceu:

- Rajada de Flechas!

- Nevasca!

- Rajada de Flechas!

Após essa combinação, o MvP caiu, morto.

Ryudan, primeiramente, olhou para Himitsu. Ela havia disparado as rajadas. Mas quem soltara a Nevasca?

- Bem na hora, Kenri.

O Bruxo estava azulado, envolvido em sua capa e escondido sob seu chapéu e seu Proteção Arcana. Mas percebeu-se um sorriso:

- Você ainda não sabe se cuidar sozinho...

E os amigos saíram para comemorar, num bar da cidade. O pai e a mãe foram juntos. O pai, impressionado com as habilidades do filho, estava escrevendo uma carta, com ínicio:

\"Chen,

Seu irmão finalmente nos visitou. Ele está forte. Virou um Monge. Você precisava ver como ele e os amigos derrotaram o temido Edga hoje. Ok, sem blábláblá, eu exijo que você pare com o treinamento de espadachim e siga rumo à Abadia de San...\"

Depois dessa parte, a mãe havia rasgado a carta e feito o marido prometer de que não a escreveria novamente.

Após algumas bebidas refrescantes, Ryudan decidiu algo mais forte. Quando foi fazer o pedido de um Sograt Tropical, uma mão enfaixada segurou seu ombro. Ele se virou, e uma Mestra Taekwon estava de frente pra ele, com uma cara feia. Era Nya Kiru, sua namorada. Ela havia mudado. Havia entrado para o mundo de derrotador monstros. Isso surpreendeu Ryudan. Sua namorada era um Mestra Taekwon forte. Nada demais, mas ele foi pego desprevinido.

- Que saudade. — Ele disse por fim.

- Você nem imagina.

E eles se beijaram, esquecendo tudo em volta, pois eles eram o que mais importava no momento.

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- Preciso partir.

- Não vá, meu Ryu. Não aguentarei perdê-lo novamente!

- Ainda não cumpri meu destino. Preciso me tornar um Transcedental. Preciso renascer. E precisarei fazer alguns sacrifícios para isso.

Uma lágrima escorreu do olho esquerdo da amada. Ela sabia que tinha que ser feito, confiava no amado, mas sentia muita tristeza naquela hora.

- Não esqueça do nosso casamento. Não se esqueça do filhos que teremos.

- Nunca me esquecerei de nada que envolva você, Nya. Eu te amo.

Assim os dois amantes se beijaram pela última vez. Pela última vez.

Notas finais
Não sei se a leitura desses textos está atraindo a atenção de vocês, leitores, mas certamente me deixou muito animado. A cada capítulo, sinto uma vontade enorme de escrever o próximo, e escrevo. Não sei se ficam bons ou ruins com esse pressa, mas é tudo muito natural... Faço porque dá vontade xD