Ryudan - a História de Um Herói

3 Capítulo 3 - O Monge Faz o Hábito


- Então... Tudo que precisamos fazer é treinar mais um pouco e passar no teste?

- O teste é um pouco complicado... Requer resistência física e mental — Disse o Monge na Abadia de Santa Capitolina.

- Sem problemas... Obrigado!

E assim Ryudan e Kenri partiram rumo a terras desconhecidas. Exploraram o Deserto Sograt, aprenderam a trabalhar em equipe. Ryudan tinha uma particularidade incomum nos Noviços: era forte (geralmente os Noviços se comprometem apenas a dar suporte). Ele chamava a atenção dos monstros e utilizava a habilidade \"Curar\", enquanto Kenri conjurava suas fatais porém demoradas magias.

O grupo foi treinando junto. Ryudan estava definitivamente mais forte. Kenri também. O Mago tinha juntado Zenys para comprar vários equipamentos místicos.

Um dia, esgueirando-se entre as secas areias do Deserto, eles avistaram uma manada de Peco Pecos. Mas eles estavam inquietos. Havia alguma coisa errada.

Um barulho estranho soou. Parecia um leve e longo gemido de uma alma punida sem piedade. Depois os barulhos se multiplicaram. Um vulto branco surgiu no meio da manada, e isso afugentou os Peco Pecos. Atrás do vulto branco, surgiram outros maiores. Era um Sussuro e seus Cochichos, monstros extremamente perigosos para aquela área. Subitamente, o olhar vazio do monstro mirou Ryudan e Kenri, a criatura veio em sua marcha leve, sossegada, ao encontro dos dois. Eles tentaram correr, e aparentemente tinha escapado. Mas quando olharam para frente, uns 5 metros adiante, lá estava o grupo macabro.

- Vamos ter que enfrentar eles! — Disse o destemido Kenri.

- Infelizmente... Venha, eu te dou cobertura! — Respondeu Ryudan.

A marcha lenta dos seres fantasmagóricos continuou. Quando parecia que eles ainda demorariam alguns segundos, o Sussurro atacou numa velocidade surpreendende. Foi quase fatal para Kenri.

- Curar! — Ajudou Ryudan.

- Ah, essa doeu. — Soltou Kenri.

- Acho melhor buscarmos ajuda... — Ponderou o Noviço.

- Rajada de Flechas!

Uma caçadora, de corpo magnífico, esbelta, passando a todos uma impressão de graça e perigo ao mesmo tempo, havia se oposot à ameaça sombria. Ela repetiu a habilidade algumas vezes, com toda a sutileza que seu arco de prata permitia. Seus dedos conduzim as flechas como uma velocidade estupenda, e ela eliminou os monstros rapidamente.

Atrás dela surgiu um Sacerdote ofegante, que disse:

- Princesa Himitsu, não faça mais isso! Esses monstros invocados são perigosos! Você podia ter...

- Ah, Yuki, relaxe. Eu me saí bem, não acha? E você nem aumentou minha agilidade...

- Desculpe, mas quem são vocês? — Interrompeu Ryudan.

- Sou o Sacerdote Real Yuki Yue, e esta é a Princesa Himitsu, filha do Rei Tristan III.

- Mas que princesa gatinha... fortinha! — Atrapalhou-se Kenri.

- Obrigado, mas dispenso os elogios. Yuki, tenho hora marcada com os Anubis hoje, não posso perder o treinamento.

- Sim, sim... Bom, vamos... Desculpem estragar a caçada de vocês!

- Nós o agradecemos! — Encerrou Ryudan.

- Ama, que horas são? — Perguntou o Sacerdote.

- Pela posição do sol...

Não havia sol. Havia um eclipse solar completo. Skoll devorara o Sol. Iniciou-se o Ragnarök.

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- Tem certeza de que é o que diz a profecia?

- Sim, meu pai.

Duas figuras grotescas articulavam uma trama. Uma na forma humana, e outra na forma de um lobo. Eram, respectivamente, Loki e Fenrir. Eles foram liberados após o cataclismo irrompido da destruição do Sol e da Lua, pelos lobos místicos Skoll e Hati. Eles e todo o exército de monstros.

- Enfim, nossa hora chegou. Vamos montar o exército. Dessa vez, será diferente.

E soltou uma gargalhada estridente, como o barulho de mil grilos frenéticos.

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- Pai, aconteceu.

- Sim, meu filho... É chegada a hora.

Odin ponderava. Chegara a hora de montar o exército dos Aesir, dos Vanas e dos Einhejar, para lutar contra as forças do mal. As maiores aberrações maléficas do Universo, vagavam soltas. E o pior, articulavam planos.

- Thor, mande aos exércitos que se preparem. Mas dessa vez será diferente. Temos a profecia.

- Pai, o senhor acredita mesmo que será diferente? Como pode?

- Espere e o tempo nos dirá, filho.

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- Sim, você só deve passar nos testes. Já está altamente qualificado para se tornar um Monge.

Ryudan chamou Kenri para conversar:

- Não sei se é o que quero... Meu propósito é ajudar as pessoas! O poder divino me concedeu isso! Foi o que vi no meu sonho! Meu destino era me juntar aos deuses... Acho que a melhor opção é virar um Sacerdote.

- Punho Supremo de Asura!!!

Ao longe, fora da Abadia, os dois percebem uma cena um tanto quanto inusitada: Um Mestre lutando mano a mano contra um Orc Herói. Depois da fatal habilidade, o Orc caiu, só restando seu Elmo. O Mestre o pegou e colocou, testando. Ficou bom, mas cheirava mal, então o vencedos do combate apenas o descarou ao chão.

- O que foi isso? — Pergunou o Noviço.

O Mestre não se virou. O Noviço chegou perto e repetiu a pergunta, mostrando muito interesse:

- Ah, você estava me chamando? Foi só uma habilidade dos Mestres... Ela é cansativa, mas a recompensa é boa. Consegui matar esse Orc Herói sozinho.

- Eu vi! Como você fez isso? É muito fod...

- Ei, cuidado com a boca, amiguinho...

- Ah, sim. Desculpe. Então, você é um Mestre?

- Sim. Transcedental de Monge. Você pretende se tornar um Monge?

- Ah... Não sei... Eu quero ajudar as pessoas... Sabe, aquela coisa... O poder divino é o mais importante...

- Você ainda tem muito o que aprender, meu caro Noviço. Faça o teste de Monge, se não gostar, vire um Sacerdote. Preciso ir. Meu clã me espera e estou atrasado para a Guerra do Emperium. Pode ser a última...

E o Mestre apontou ao céu, onde deveria estar o Sol, mas apenas se encontravam uma bola preta e poucos raios solares fugitivos.

- A propósito, meu nome é Damien. Me procure no futuro, Ryudan.

- Claro.

Após o Mestre ir, Kenri perguntou:

- Como ele sabia seu nome?

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- Meus parabéns, você completou os testes em tempo recorde! Principalmente a maratona, superou seus limites físicos!

- Muito obrigado, Muhae.

- Uma coisa que me intriga, Ryudan. Você dizia que a maior fonte de poder é o poder divino. Ainda mantém esse pensamento?

- Não, senhor. A maio fonte de poder é o poder interior, presente dentro de cada um de nós. É a nossa determinação, aplicação, força de vontade e nossas atitudes.

- Parabéns, meu pupilo. Você está evoluindo. Mas ainda tem muito o que aprender.

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- Acho que é aqui que nos separmos... — Lamentou Kenri.

- Você passará no teste de Bruxo. Se tonará o melhor Bruxo de Midgard.

- Obrigado, parceiro.

- Até o futuro.

- Até.

E assim os amigos se despediram. Ryudan tinha que se tornar um Transcedental. Era sua busca. Não sabia com que finalidade. Vingar as injustiças sofridas por sua família? Não, não foi nada demais... Qual era seu objetivo? Qual era seu destino? Não sabia, mas ele tinha certeza de que esse era o caminho certo.

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Na escuridão, Hel sorriu.

- Bravo guerreiro. Mal sabe o que o aguarda. Vou reservar-lhe um local especial em meus domínios. Lutarás em vão. As estrelas cairão perante sua cabeça.

Notas finais
A "profecia" se refera ao sonho de Ryudan. Os deuses não estavam envolvidos no sonho, mas tomaram conhecimento dele e tratam-o como sendo uma mensagem. Algo superior aos deuses existe? Esse ser que causará a diferença no Ragnarök desta vez? Próximo capítulo amanhã, se minha ansiedade permitir xD