Ruptura Mental
3 Peregrino
Notas iniciais
Se você está lendo até aqui, gostou dos 3 capítulos já postados, favorite a história e continue a ler. Eu demoro um pouco para digitá-la, mas sempre lanço um capítulo novo.
Respondi-lhe com receio na fala, voltando realmente a ser aquela criança que esvai medo de suas entranhas pela abertura obscura do seu armário. Eu estava congelado sobre 1) O que eu faria ao sair do país e 2) Como eu iria viver sozinho, literalmente sozinho. Mas minha escolha foi súbita, sem muito o que pensar, preferia passar o resto da minha medíocre vida num país desconhecido, vivendo sem ninguém ao meu lado, do que passar um maldito período atrás das grades e taxado de assassino por todos que me conhecem. Sobre as duas maneiras eu iria sofrer, só que fugindo, apenas psicologicamente.
Retomei meu posto, que merecidamente devia aceitar, ser firme, aguentar as consequências, apenas disse:– Quero ir à outro país, sumir. — Assumindo a culpa em minha voz, demonstrando ao mesmo tempo o patamar elevado de vergonha em cada palavra pronunciada. Fugir, que ato embaraçoso, feitio de um hipócrita. Mas ele apenas assentiu, saiu do sofá onde estava sentado indo diretamente de joelhos ao chão, logo a minha frente, e disse:– Lembre-se: Estou sempre do seu lado — Com o tom mais grave de seriedade desta vez, mas não perdendo o ninho que abria-se ao falar, havia me esquecido de como era aconchegante dialogar com meu pai, mesmo em momentos de confusão.
Notas finais
Escrevi esta história em um notebook alheio, deve ter ficado com diversos erros de gramática, peço-lhes perdão e alguns reviews para este autor encarecido. Obrigado desde já, Pragae.
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