Running Away

11 Capítulo 10 - Love to destroy us


Notas iniciais
Hello, it's me! Confessem, atualizei muito antes do que imaginavam! =D Primeiro, esse capítulo é especial para a Vick Queen que fez uma recomendação muito linda e fofa para a fic! Fiquei muito feliz com todo o carinho que você tem por essa história, muito obrigada de coração! E concordo com você Vick, com um policial como Oliver Queen eu também iria querer ser uma criminosa... Amei cada comentário, e agradeço pelos favoritos! Espero que gostem desse capítulo, porque é um daqueles em que fiquei um pouco insegura :/ Boa leitura!

She planned ahead for a year, he said, "Let's play it by ear"

She didn't want him to run, he didn't want her to fear

Nobody said it'd be easy, they knew it was rough

But, tough luck

I fell in love today, there aren't any words that you can say

That could ever get my mind to change

She's enough for me, she's in love with me

You're a doll, you are flawless

But I just can't wait for love to destroy us

I just can't wait for love

The only flaw, you are flawless

But I just can't wait for love to destroy us

I just can't wait for love

(Flaweless — The neighbourhood)

Felicity Smoak

Ele se importava comigo.

Ele não queria que eu fosse embora.

Eu não tive tempo para divagar acerca do real significado por trás das palavras, até porque Oliver era muito mais do tipo que se fazia entender por meio de ações. Ele se aproveitou dos poucos segundos em que fui surpreendida por sua declaração, para me puxar pela cintura com sua mão livre, fazendo meu corpo moldar-se ao dele com uma familiaridade que me deixava envergonhada. A distância entre nós era tão pequena agora, que eu era capaz de sentir o gosto da sua respiração alterada batendo contra o meu rosto, me vi inclinando em direção a ele, desejando provar seu gosto e encontrar meu fim em seus lábios.

— Oliver...? — Abri minha boca dizendo seu nome num sussurro, desejando lhe fazer tantas perguntas, mas que desapareceram no instante em que a boca dele venceu a curta distância entre nós e encontrou seu caminho para a minha. Seus lábios eram macios, sua boca tinha um gosto refrescante de menta, que eu já reconhecia e com o qual estava ficando viciada.

Eu me vi sendo completamente arruinada, desfeita por seu beijo arrebatador, sendo sugada por aquela áurea de desejo e prazer que apenas o seu beijo tinha. Seus lábios macios sugavam os meus com deleite e vontade, enquanto sua língua lentamente acariciava a minha, provando-a sem pressa, e se deliciando com cada uma das sensações, quase como se degustasse de um vinho raro. Seu beijo, dessa vez não era marcado pelo desespero da atração igual aos outros que compartilhamos, embora ainda assim aquela apreciação lenta fosse absurdamente sexy e deixasse cada parte do meu corpo em alerta.

Seu beijo convencia-me de suas palavras.

Oliver se importava. Oliver me queria aqui, tão perto dele quanto fosse possível. Apoiei uma de minhas mãos em seu peitoral enquanto enlacei seu pescoço com a outra e correspondi seu beijo me entregando completamente.

Fiz isso simplesmente porque... Eu me importava com ele também.

E eu queria ficar aqui, em seus braços, sentindo o calor do seu corpo e o sabor viciante de seu beijo.

Mesmo sabendo que essa decisão implicava em muitos mais perigos do que eu gostaria de analisar nesse momento. Por esse curto espaço de tempo, enquanto eu estivesse com Oliver, me deliciando com tantas novas sensações que apenas ele era capaz de me provocar, eu iria apenas me permitir sentir e viver aquilo, como nunca me permiti antes. Eu esqueceria de todo o resto e fingiria que não havia nada ameaçando qualquer possibilidade minha de ser feliz.

Beijei Oliver com uma paixão que nem mesmo eu sabia que era capaz, senti seus dedos se afundarem entre meus cabelos e coordenarem o movimento do beijo, mas sempre mantendo minha boca intimamente unida a dele, um ato desnecessário já que não havia em mim vontade alguma de me distanciar da sua boca, nem mesmo para respirar. A outra mão de Oliver passou por dentro do tecido da minha blusa, e acariciava a minha pele seguindo a linha da coluna. Arfei, mordendo o lábio inferior dele quando num movimento inesperado sua mão deixou minhas costas, e acompanhado a limite do sutiã passou a acariciar um dos meus seios.

Abri meus olhos quando nossas bocas separaram em busca de ar, e aproveitei para encarar os olhos de Oliver. Eles queimavam em mim, refletindo o mesmo desejo que havia nos meus.

Isso não era normal. Querer alguém tanto assim.

Mas eu não ia recuar.

Eu estava farta de recuar. De abrir mão do que eu queria, simplesmente porque eu estava com medo das consequências. Eu queria o controle da minha vida de volta, eu não queria não ter mais que fugir, ao menos dessa vez eu iria tomar o que queria para mim.

Oliver pareceu ver a determinação em meus olhos, porque quando voltou a me beijar, seu beijo foi ainda mais intenso e marcado de sensualidade. Seus pés movimentavam empurrando meu corpo até a parede do beco, me pressionando ali. Senti sua ereção prensar a minha virilha, e um gemido frustrado saiu de meus lábios. Eu queria que não houvesse roupas me impedindo de senti-lo da forma que eu queria.

Seus lábios começaram a beijar minha orelha mordendo-a de leve e lançando um arrepio prazeroso por todo o meu corpo. Depois desceram por toda a extensão do pescoço e clavícula e por fim voltaram a minha boca, onde tomaram o último resquício da minha sanidade. Arfei no instante em que uma de suas mãos desceu por minha barriga e desabotoou o meu jeans com destreza. Senti seus dedos atrevidos se insinuarem pelo elástico da calcinha e um arrepio de ansiedade percorreu a minha espinha.

Isso estava indo rápido.

— Peça-me para parar, Felicity. — Oliver pediu ao separar nossas bocas por meros centímetros me fazendo inclinar para ele, sua mão ainda estava lá, esperando que eu recobrasse meu senso e a afastasse, esperando que eu fosse racional e parasse aquela loucura.

Mas eu não conseguia ser racional.

Eu sabia que deveria dizer pare. Estávamos em um beco escuro nos fundos de uma boate, eu não deveria pensar em ter sexo com Oliver assim tão desleixado, por mais que eu quisesse isso desesperadamente e soubesse que Oliver não decepcionaria, não importava o lugar. E eu também estava mais do que excitada com a situação inusitada... Mas havia outras coisas a se pensar, meus problemas que eu intencionalmente ignorava.

Foda-se! Eu ia ter o que eu queria, aqui e agora!

Me inclinei ainda mais para Oliver, tomando minha decisão, a disse contra seus lábios, antes de tomá-los para mim e exigir um daqueles beijos que apenas Oliver era capaz de me dar.

— Mas eu não quero que você pare. — Minhas palavras foram o incentivo necessário para a sua mão deslizar para dentro da minha calça, acariciando-me por cima da calcinha.

Gemi com a carícia sensual de seus dedos em meu sexo excitado, remexendo-me contra sua mão, lamentei muito não estar usando uma saia, o que tornaria tudo muito mais prático. Com os dedos Oliver afastava a minha calcinha e eu me preparava ansiosa para sentir seu toque sem nenhuma barreira.

Eu não estava sendo muito justa com Oliver, ele merecia prazer também. Busquei seu cinto, e o desatei me sentindo uma menina má ao desabotoar a sua calça, e pensar na ideia de sentir seu pênis pulsando em minhas mãos. Acariciei o membro endurecido ainda por cima da cueca me sentindo curiosa e satisfeita ao notar o tamanho dele, minha mão se colocou ao redor da cabeça, onde realizei pequenos e suaves movimentos circulares. Oliver grunhiu rudemente prendendo meu lábio inferior entre seus dentes e colocando um dos dedos dentro de mim, me fazendo arfar e gemer ao sentir ele se movimentar ali dentro.

Eu queria que aquele momento não acabasse nunca, mas a vida tem um cruel senso de humor comigo.

O som alto de um celular tocando começou a soar. Oliver suspirou contra meus lábios e aos poucos foi suavizando o beijo, e para minha completa frustração sua mão deixou o meio de minhas pernas e ele se afastou ajeitando as próprias calças.

— Inferno! — xingou, evidentemente irritado — Sinto muito, eu realmente preciso atender essa. — Disse parecendo frustrado após retirar o celular do bolso e olhar para a tela, deu-me as costas e caminhou para fora do beco. Como eu fui de “eu me importo com você” à quase fazer sexo casual num beco escuro e em seguida ser trocada por um telefonema?

Eu continuava presa àquela parede, apenas tentando respirar calmamente e afastar inutilmente as sensações que Oliver provocara em meu corpo. Eu ainda sentia o calor onde ele me tocara, sentia a necessidade que meu corpo tinha do dele. Era estupidez minha continuar a lutar contra aquilo, não importa o quanto eu tentasse me afastar de Oliver, eu nunca conseguiria me livrar do imensurável desejo que eu sentia por ele. Eu sequer queria isso. Mas às vezes parecia tão complicado acertar essa situação.

Quando Oliver retornou ele parecia diferente, havia algo de conflituoso nele, uma mistura de medo e desejo. Ele não se aproximou muito de mim, embora seus olhos não desviassem do meu rosto nem mesmo por um segundo me mantendo presa em toda aquela tensão que ainda vibrava entre nós.

— O que há de errado? — perguntei ao perceber seu silêncio e sua falta de proximidade. Finalmente me desencostei da parede e dei passos hesitantes, ao notar a forma estranha que Oliver olhava para mim.

— Eu preciso te levar para casa. — simplesmente anunciou, sua postura rígida, suas mãos apertadas em punhos, sua respiração alterada denunciavam que algo estava muito errado e Oliver não iria me levar para casa para terminarmos o que começamos nesse beco.

— Apenas isso? — perguntei irritada, dando mais um passo e diminuindo a distância entre nós. Como ele podia agir assim? Ele havia dito que se importava, ele havia me beijado e se aquele maldito telefone não tivesse tocado certamente nós teríamos ido muito mais além. Mas agora ele voltava a agir como se nada disso tivesse significado? — Oliver...?

— Me dê apenas um minuto, eu preciso me acalmar. — franzi o cenho inspecionando sua face, Oliver fechou os olhos e respirava fundo várias vezes até que seu semblante pareceu um pouco menos carregado.

— Se acalmar?

— Felicity, você fez um belo de um estrago em mim. — sorriu de canto — Mais alguns segundos sendo envolvido por seus dedos mágicos e eu explodiria. — Engoli em seco ao escutar suas palavras sentindo meu rosto corar num misto de vergonha e satisfação enquanto o observava fechar seus olhos e respirar fundo algumas vezes.

— Já teve seu minuto? Agora me explique o que está acontecendo! Por que num momento eu estava me perdendo em seus braços, certa de que teríamos uma boa dose de bom sexo bem aqui e agora...

— Você queria ter sexo aqui? — perguntou parecendo surpreso com minha declaração, um dos cantos dos lábios dele se ergueu quase formando um sorriso.

— Eu não estava exatamente recuando. — assumi.

— Eu percebi. — Oliver se aproximou de mim, estávamos a centímetros um do outro novamente, com toda aquela tensão sexual pairando em volta de nós — Mas você está errada, não seria apenas bom sexo, seria excelente, excitante e...

— Esse não é o ponto. — falei, mas sabendo que Oliver estava certo.

— É um ponto muito importante para mim. Apenas assuma que seria muito mais do que meramente bom! — Em outra época eu teria revirado os olhos para sua necessidade de defender a sua proficiência sexual.

— Eu não tenho como dizer, já que paramos num momento crítico... — provoquei.

— Felicity... Não brinque comigo. — Seu tom foi rouco e carregado em desejo.

— Eu não estou brincando, Oliver, eu cansei de joguinhos, eu cansei de fugir do que eu quero. — admiti, finalmente disposta a dar aquele passo.

— E o que você quer? — Oliver havia se aproximado ainda mais, seus olhos azuis pareciam mais escuros diante da névoa de desejo que os cobria.

O que eu queria?

— Você. Eu quero você, Oliver Queen. — confessei com todas as letras.

Ele engoliu em seco, sua respiração tornando-se ainda mais alterada, aquele brilho de puro fogo ardendo em suas pupilas mais uma vez. Mas quando eu pensei que ele tornaria a me empurrar contra a parede e tomaria o que eu lhe oferecia Oliver deu um passo para trás se afastando meneando a cabeça.

— Inferno, Felicity! — praguejou — Você vai me mandar direto para o sanatório um dia desses. — franzi o cenho não entendendo o que ele queria dizer com aquilo — Eu não posso agora. — explicou, parecendo frustrado consigo mesmo.

— Parece que é você quem está fazendo joguinhos. — revidei ofendida com sua recusa.

— Eu não estou. — negou com veemência — Eu quero você, Felicity. Desde o primeiro dia em que a vi batendo a porta do meu apartamento, minha mente não teve descanso e minhas fantasias não tiveram fim. Eu quero beijar cada parte do seu corpo e sentir seu gosto doce, quero fazê-la chegar ao orgasmo de todas as maneiras que conheço. Quero a sua boca carnuda e tentadora ao redor do meu pênis, fazendo-me refém dela. Eu quero sentir seu corpo nu embaixo do meu, quero você gemendo o meu nome enquanto eu entro tão profundamente dentro de você quanto é humanamente possível. Eu quero fodê-la duramente, e eu quero amá-la de forma lenta e suave. Então não, eu com toda a certeza não estou fazendo joguinhos com você. — falou honestamente.

Segurei o fôlego. Por que ele tinha que ser tão gráfico? Agora eu também queria todas as coisas que ele havia dito também, eu já me imaginava fazendo-as.

— Então se você quer tudo isso, por que está recuando agora? — perguntei, sem conseguir me livrar das imagens mentais que Oliver havia colocado em minha mente.

— Porque eu preciso. — Falou frustrado com a própria situação. — Venha comigo, eu te levarei de volta para o apartamento e explicarei tudo no caminho. — ofereceu, estendendo a mão para mim.

***

Eu aceitei a mão de Oliver, que entrelaçou na minha enquanto ele me guiava para fora do beco. Era uma sensação estranha, estar com nossas mãos entrelaçadas daquela forma após termos admitido o que queríamos um do outro. Era ainda mais estranho porque eu não sabia em que ponto isso nos deixava. O que isso significava? Que espécie de relacionamento estávamos dispostos a ter? Seríamos amigos de fodas que dividem o mesmo apartamento? Ou algo mais, já que Oliver havia dito que se importava comigo?

— Você só pode estar de brincadeira! Você veio me buscar com a viatura da polícia? — exclamei ao observar Oliver abrir a porta do veículo para mim. Ele sorriu.

— Eu estava disposto a algemá-la para garantir que iria embora comigo, também. — Brincou, e de repente a imagem de Oliver colocando algemas ao redor dos meus pulsos parecia algo tentador. Tentei banir os pensamentos sexuais da minha cabeça e me concentrar em outra coisa enquanto Oliver dirigia de volta para o apartamento. Oliver havia me levara ao limite da excitação e depois recuara, eu precisava me recompor, ou ao menos abrandar aquele desejo.

— Como você descobriu onde eu estava?

— Estive no bar. — respondeu — Era o único lugar que eu sabia que você poderia ter fugido. — percebi pelo seu tom que ele não parecia contente com a minha fuga e estava segurando uma repreensão pelo meu ato. — O irmão de Helena me contou que vocês beberam um pouco e decidiram ir para uma boate. — Lançou seu olhar de censura para mim o qual ignorei com louvor.

— Eu não bebi... — ele ergueu as sobrancelhas. — ...Quase nada.

Oliver meneou a cabeça, ao escutar a minha resposta, ainda incomodado, mas novamente nada me disse sobre isso, apenas mudou a linha do assunto.

— Eu sinto muito que eu tenha que te deixar no apartamento quando temos tanto a... conversar. — segurei o riso, nós tínhamos mais coisas a fazer — Mas há uma chamada da polícia que eu não posso demorar mais para atender. — Oliver começou a dizer, com o olhar desnecessariamente concentrado no trânsito.

— Eu entendo, Oliver. — respondi, eu realmente entendia. O trabalho dele era importante. — Eu morei com tio Gordon tempo o suficiente para saber como a vida de um policial é — Oliver pareceu satisfeito ao escutar aquilo.

O caminho até o apartamento de Oliver foi rápido, muito mais rápido do que eu gostaria. Logo que nos vimos na sua sala, eu me senti estranha. Eu saí do apartamento porque precisava ficar longe de Oliver, longe das imagens de nós dois em seu sofá, mas agora eu também podia acrescentar a visão de nós dois em um beco escuro para atormentar a minha mente.

— Eu não fui completamente honesto com você. — Oliver confessou tão logo fechou a porta atrás de si, virei-me para ele, me assustando com o temor e seriedade que vi em seu olhar — Você sabe que eu sou um policial, e como tal minha profissão está constantemente me sujeitando a riscos. — Começou a dizer enquanto me guiava para o sofá para que eu me sentasse, enquanto ele se sentava ao meu lado virando-se de frente para mim.

— Do que está falando, Oliver?

— Existe alguém que eu prendi há pouco tempo atrás. — começou a explicar — Ele fugiu, mas não sem antes fazer algumas ameaças preocupantes a mim. A ligação que eu recebi hoje quando estávamos... — Quase tirando nossas roupas e transando num beco escuro? Tive vontade de completar ao perceber que Oliver não estava encontrando a definição correta — ...aproveitando muito bem o momento. — compartilhamos um sorriso — Era Sara me informando sobre algumas pistas. Eu nem deveria estar aqui agora, eu deveria estar lá garantindo que esse filho da puta tenha o que merece. Mas para fazer isso, eu preciso estar com a cabeça na missão e não preocupado com você.

— Oh, eu sinto muito se eu te distraí do seu trabalho. Mas não havia motivos para se preocupar comigo Oliver, eu sou uma mulher adulta e capaz de cuidar de mim mesmo. — Devolvi demonstrando certo incomodo — Você não precisava ter ido até mim.

— Você nunca vai ser apenas uma distração. — disse me fitando, parecendo perder o foco por um momento — E eu precisava sim ir até você, porque apesar de você dizer que pode se cuidar sozinha esse homem, ele não me ameaçou, Felicity, se fosse apenas isso seria muito mais simples. Ele ameaçou cada pessoa com a qual eu me importo. — disse, seus olhos me fitando como se não soubessem como dizer algo. — E eu não tenho muitas delas.

Pisquei confusa, a compreensão demorou um pouco para me atingir.

Oliver se importava comigo.

Ele já havia me dito, mas sentir isso era diferente.

Não consegui conter o pequeno sorriso. Sua tentativa de me controlar, suas ordens exageradas, sua negativa em me deixar colocar os pés para fora do apartamento. Tudo isso era apenas porque ele se importava comigo, e estava preocupado com minha segurança e bem estar. Ele agiu como um idiota comigo, mas ainda assim um idiota com boas intenções.

Meu sorriso desapareceu ao perceber que se Oliver soubesse do passado que insistia em me perseguir, sua reação poderia ser infinitamente muito pior.

— É pedir muito para que, enquanto eu resolvo esse problema, você fique aqui? Segura? — pediu, num tom tão suave que me desarmou — Eu só preciso que apenas por enquanto você não se comporte como a garota que tem prazer em me desobedecer, Felicity. — Sua última sentença tinha uma nota leve de humor, embora não influísse na seriedade de seu pedido.

— Eu posso tentar. — respondi, arrancando-lhe um sorriso aliviado — Apenas por enquanto. — Ressaltei, fazendo-o sorrir. Seu rosto se aproximou do meu e instintivamente fechei meus olhos, esperando. Me surpreendi ao sentir seus lábios tocarem suavemente em minha testa, e logo em seguida ele se afastou caminhando em direção a porta do apartamento.

— Oliver... — chamei — O que nós estamos fazendo? — questionei, eu não conseguia compreender todos os sinais confusos que ele me lançava, uma hora ele era sensual e na outra doce.

— Eu não sei, mas gosto da ideia de descobrirmos isso. Juntos.

***

Tomei um banho rápido, apenas para tentar acalmar meu corpo que ainda não havia se esquecido dos toques ousados de Oliver mais cedo naquela noite. E eu não queria passar o restante da noite pensando nisso, primeiro porque aparentemente Oliver e eu havíamos chegado num consenso, mas eu ainda não sabia onde isso nos deixava. E segundo, se eu continuasse a pensar nisso, as chances de eu atacar Oliver tão logo ele voltasse para o apartamento eram grandes. E eu não queria parecer desesperada. Por mais que eu estivesse desesperada.

Deitei na minha cama e tentei dormir, mas por alguma razão eu não conseguia fazer minha mente descansar. Só então me lembrei de que eu havia deixado a boate com Oliver e sequer avisei a ninguém. Procurei por meu celular, me assustando com a quantidade de ligações perdidas e mensagens de Selina que havia ali. Comecei a ler as mensagens conforme a hora de envio.

(23:15) Selina Kyle: ONDE VOCÊ ESTÁ?

(23:17) Selina Kyle: Estou preocupada. Você foi embora?

(23:18) Selina Kyle: Felicity Smoak! Como se atreve a me abandonar assim?

A última mensagem vinha acompanhada de um grupo de emojis com a carinha irritada. Digitei uma resposta rápida e cliquei em enviar:

(00:38) Felicity Smoak: Estou bem. Oliver veio me buscar, me desculpe.

Poucos minutos depois recebi outra mensagem de Selina:

(00:42) Selina Kyle: Hey, uma pena você ter saído mais cedo! Eu te perdoo, apenas porque você está com o cara que é o responsável pelo melhor orgasmo da sua vida. Não encontrei sua amiga Helena, mas pelo menos o cara que ficou te observando mais cedo está me pagando bebidas!

Me senti nauseada por um momento ao pensar no misterioso homem que Selina vira me encarando. Não era ele. Eu disse a mim mesma, me convencendo de que eu estava apenas sendo paranoica como sempre. Selina estava bem, não havia um meio do meu perseguidor me encontrar aqui em Starling City tão rápido, ele levara um ano para me encontrar em Gotham e eu estava aqui a pouco mais de um mês. Era impossível. Me convenci disso e fechei meus olhos, aos poucos senti o meu corpo relaxar e minha mente adormecer rapidamente.

***

Acordei pouco tempo depois escutando vozes abafadas vindas através da parede do quarto ao lado. Me levantei indo até o corredor, parei antes de chegar a porta do quarto de Oliver que estava aberta e tentei assimilar o que estava acontecendo. Eu consegui identificar a voz de Oliver e uma segunda que parecia ser feminina.

Fique quieto enquanto eu faço o trabalho, Oliver. — censurou a voz feminina.

— Dá para ao menos ser mais delicada e ir um pouco mais devagar? Suas unhas estão arrancando a minha pele! — Oh, então ele não gostava das agressivas?

— Oh, sinto muito se você não sabe lidar com um pouco de dor. — A voz feminina disse displicente e em seguida escutei um urro de Oliver. Eu estava irritada, com ciúmes e desejando matar alguém, mas ao mesmo tempo me questionei o que essa mulher estava fazendo com ele. Dentro do quarto dele. Lembrei-me de Helena e sua menção ao sadomasoquismo. Será que Oliver...?

Não importa.

Aquele filho da mãe estava transando com outra aqui no apartamento? O pensamento me deixou furiosa! Nós dois podíamos não ter nada ainda, e eu não tinha direitos de agir como a namorada traída, mas ele havia dito que se importava comigo! Isso deveria contar para algo. E eu também não ia aceitar que ele trouxesse mulheres para fodê-las bem no quarto ao lado ao meu. Onde estava o respeito?

Eu entrei no quarto de Oliver num rompante de fúria, eu não sabia ao certo o que iria dizer ou fazer. Meus atos foram puramente movidos por uma parte irracional do meu cérebro.

— Oh. — foi tudo o que eu disse ao ver a cena a minha frente.

— Felicity! — Sara virou-se para mim com um sorriso. — Sinto muito se fizemos barulho, Oliver disse que você estava dormindo e que não queria acordá-la. Mas aparentemente ele não lida muito bem com a dor. — comentou, enquanto com uma das mãos tirava um caco de vidro que estava enfiado no braço esquerdo de Oliver, pressionando uma gaze no local logo em seguida — Esse foi o último, o bebê chorão pode ir se limpar. — Avisou ao Oliver, que olhou para mim com um semblante estranho, antes de sumir dentro do banheiro do seu quarto e ligar o chuveiro.

— O que aconteceu? — Direcionei minha pergunta a Sara, que juntava algumas gazes sujas de sangue, e alguns cacos de vidros em um saco de lixo.

— O idiota atravessou uma janela enquanto perseguia o conde Vertigo — contou parecendo irritada com a estupidez de Oliver — Sorte dele não ter quebrado nada, a não ser um pouco do orgulho próprio.

— Eu não sabia que ele era assim tão displicente. — Tio Gordon não confiava em qualquer um, e para ele ter Oliver em tão alta conta, eu sempre imaginei que ele deveria ser um policial muito acima da média.

— Ele não é, Felicity. — Sara negou — Ollie é um dos melhores, e normalmente é um policial cauteloso, mas dessa vez parecia pessoal demais. — Seu olhar se demorou em mim, deixando-me um pouco constrangida. — O importante é que ele pegou o cara mau, e ao menos isso não vai mais ficar entre vocês dois. — concluiu.

— Como é? — Perguntei e Sara apenas sorriu sem me responder.

— Eu vou indo, pode fazer os curativos que Ollie precisar? — Solicitou, se levantando e levando o lixo com ela.

— É claro. — concordei.

— Estou contando com você para cuidar dele direitinho. — piscou para mim antes de sair do quarto, eu senti meu rosto arder, por que eu tinha impressão que Sara não estava se referindo a cuidados médicos?

Poucos minutos depois Oliver saía em meio ao vapor do banheiro com apenas uma toalha enrolada ao redor da cintura. Seus cabelos estavam molhados, e o torso coberto por pequenas gotas de água as quais eu sentia uma necessidade irracional de lamber.

Aquilo era um teste com a minha libido?

— Onde está Sara? — Oliver me perguntou com o cenho franzido e demorei um pouco para responder, já que minha mente estava concentrada demais na visão de seu corpo usando nada mais do que uma toalha.

— Ela se foi. — informei — Pediu que eu cuidasse dos seus ferimentos. — Falei, enquanto pegava a maleta com gazes, esparadrapos e soro fisiológico e colocava sobre a cama. — Sente-se. — Ordenei, e para a minha surpresa Oliver me obedeceu.

Cuidei com deliberado cuidado do ferimento no braço, que de longe era o mais profundo, fazendo um curativo firme o restante eram apenas arranhões e alguns hematomas que só precisavam de um pouquinho de álcool para não infeccionarem. Mas era uma tarefa difícil, a todo o momento eu me via sendo distraída pela respiração pesada de Oliver tão próxima ao meu ouvido, pelo calor que parecia emanar de sua pele toda vez que eu o tocava. E era ainda mais impossível, de controlar meus dedos que pareciam ter vontade própria e se viam deslizando sobre os músculos de Oliver.

— Há algum outro ferimento? — perguntei, após ter terminado de limpar os cortes mais superficiais.

— Há um na coxa esquerda. — Oliver disse, abaixei-me em sua frente ficando de joelhos enquanto com muito cuidado movia a toalha um pouco mais para cima, tocando sua coxa musculosa com receio — Oh merda, isso não vai dar certo. — Ele resmungou mau humorado.

— Por quê? — Pisquei meus olhos, mirando seguramente para seu rosto. Eu estava com medo de olhar em direção para a maldita toalha, e não conseguir me controlar.

— Por que estamos brincando de médico no meu quarto e você está ajoelhada na minha frente. Não há uma maldita maneira de fazer a minha mente não ter todos os tipos mais pecaminosos de pensamentos, Felicity. — Seu tom era malicioso, sua respiração pesada e seu olhar queimava sobre o meu.

— Oliver... — eu disse seu nome apenas porque gostava do som dele em minha boca, eu não tinha nada para acrescentar ao seu raciocínio, uma vez que eu estava completamente de acordo com ele.

No instante seguinte as mãos de Oliver estavam ao redor dos meus braços, fazendo com que eu me levantasse. Segundos depois as mesmas mãos me agarravam pela cintura, puxando o meu corpo para si, e colocando-me sentada de pernas abertas sobre o seu colo.

Seus lábios roçaram os meus lentamente fazendo-me estremecer. Eram apenas lábios se esbarrando num primeiro momento, respirações ofegantes se mesclando, línguas que apenas se insinuavam a provar o gosto da outra. Eu nunca tinha sido beijada de forma tão provocativa e sensual, mas isso era insanamente delicioso. As mãos de Oliver apertaram ao redor minha cintura com uma urgência que contrastava com a lentidão quase erótica daquele beijo. Suas mãos me puxavam para baixo fazendo com que meu corpo pressionasse contra sua evidente ereção, remexi meus quadris rebolando sobre ele e arrancando um grunhido de sua boca, o que o fez morder meu lábio inferior de forma mais faminta.

Suas mãos não esperaram mais, e num movimento desesperado eu me vi livre da camiseta que eu usava e também do meu sutiã. Oliver demorou alguns momentos parecendo apreciar a minha semi nudez. Por mais ansiosa que eu estivesse para sentir mais do seu toque eu lhe concedi esse momento, eu era ciente do fetiche masculino com seios.

— Seus seios são perfeitos. — elogiou, segurando um deles em sua mão — feitos sob medida para a minha boca. — ressaltou, e então os reclamou como seus.

Sua língua traçou o bico do meu seio direito de uma forma erótica, circundando-o por um tempo até que estivesse túrgido, para depois abocanhá-lo com a sua boca sugando-o de uma forma quase injusta. Joguei minha cabeça para trás me insinuando ainda mais para Oliver enquanto rebolava sobre ele.

Oliver passou para o outro seio, dando-lhe o mesmo tratamento que o primeiro, mas dessa vez parecia ainda mais desesperado ao sugá-lo, tanto que não resistiu a prender parte da pele entre seus dentes, fazendo emitir um pequeno grito de dor para logo depois fazer-me arfar em prazer ao sentir sua língua quente e úmida sobre a marca, aliviando-a.

Seus olhos se ergueram buscando pelos os meus, e encontrando nada mais do que puro desejo ardendo neles. Sua boca voltou a me beijar, sem a lentidão sensual de antes, mas sim com tanta intensidade que parecia que aquele beijo iria me consumir de dentro para fora.

Senti meu corpo ser girado para a cama e me regozijei ao sentir a pressão do corpo de Oliver sobre mim. Seus lábios deixaram a minha boca e passaram a se concentrar em uma parte atrás da minha orelha que fazia cada pelo do meu corpo se arrepiar. Desci minhas mãos por suas costas largas até encontrar a toalha que cobria a parte inferior do corpo, tentando inutilmente me livrar do tecido. Parecendo notar minha intenção Oliver se afastou, suas carícias descendo entre os seios, passando pela barriga e parando assim que chegaram ao cós do short simples de dormir que eu usava. Seus dedos se encaixaram nas laterais da roupa e a puxaram para baixo.

Oliver despiu-me de meu short e calcinha sem em nenhum momento desviar os olhos do meu. E então se livrou da própria toalha.

Nós dois estávamos despidos.

Não apenas de nossas roupas, mas também de nossas desculpas.

Oliver voltou, pairando seu corpo sobre o meu.

— Você está tão pronta para mim. — disse enquanto seus dedos deslizavam sobre meu sexo, me testando. Eu acho que nunca estive tão excitada em toda a minha vida, e seus dedos me acariciando deixavam-me ainda mais molhada.

— Eu posso dizer o mesmo de você. — falei observando a potente ereção de Oliver com água na boca. Seu membro túrgido e completamente ereto convidava-me a prová-lo. Encostei minhas mãos sobre o seu peitoral, fazendo com que Oliver girasse, ficando de costas sobre o colchão — Você disse ter fantasiado algo sobre meus lábios ao redor do seu pênis? — Provoquei, mordendo meu lábio inferior e lhe lançando um olhar lascivo.

— Oh merda! — praguejou no instante em que me sentei e coloquei minhas mãos ao redor de seu pênis ereto.

— O quê foi? — perguntei, imaginando se eu havia feito algo de errado.

— Não posso ter sua boca em meu pau, ainda não ou vou vergonhosamente vir como a porra de um adolescente virgem. — sua confissão me fez sorrir — Estou falando sério, Felicity. Melhor deixarmos para quando eu estiver mais controlado. — determinou, não parecendo muito contente com a própria decisão.

— Você sabe que eu gosto de ser uma garota desobediente. — Provoquei com um sorriso antes de abaixar minha cabeça e tomá-lo em minha boca com vontade.

Um gemido alto e rouco saiu do fundo de sua garganta, suas mãos se colocaram em meus cabelos acariciando-os com uma delicadeza que me pegou desprevenida. Mas continuei a trabalhar nele, minhas mãos em volta da sua extensão realizavam movimentos de subida e descida enquanto eu provocava a parte superior com minha língua. Oliver já não controlava seus gemidos.

— Oh Felicity... — meu nome eu seus lábios saiu como um rosnado desesperado — Eu realmente preciso estar dentro de você agora. — Falou enquanto suavemente me afastava de seu pênis. Fiz menção de montar sobre ele, mas Oliver negou. — Hoje eu quero você por baixo. — Deixou claro.

— É sério isso? — questionei um pouco incrédula.

— Não se preocupe, teremos tempo para testar todas as outras posições. Há algumas que estou particularmente animado... — Me distraí com as promessas pecaminosas de sua boca, mal percebi o momento que Oliver girou seu corpo sobre o meu me colocando por baixo. Sua boca atacou a minha com voracidade, seu corpo se colocou sobre o meu, e com sua mão ele afastou minhas pernas roçando o seu sexo contra o meu.

Em uníssono soltamos um gemido de satisfação quando o membro de Oliver escorregou para dentro de mim. A sensação de estar preenchida por ele dominava cada parte do meu corpo, o calor do meu sexo abraçava o dele, e tudo parecia queimar dentro de mim, era fácil demais perder minha cabeça naquela sensação tão prazerosa. Ficamos assim por um tempo, ambos deslumbrados demais com o deleite de estarmos cheios um do outro.

— Estar dentro de você é ainda melhor do que eu imaginava, mas eu preciso me mover ou vou vergonhosamente explodir agora. — Oliver comunicou, e eu assenti efusivamente.

— Oh Deus! — Exclamei, quando com uma só estocada Oliver atingiu um ponto sensível que fizera meu sangue correr ainda mais rápido em minhas veias e meu corpo quase convulsionar. Apertei minhas unhas ao redor de seus braços, me esquecendo de que ele estava machucado, mas Oliver não parecia se importar com aquilo.

— Deus não, meu nome é Oliver. — disse, seus olhos cravaram-se nos meus desejosos e divertidos — E eu quero ouvir você gritando ele. — Mordi o lábio inferior com certa força, eu não queria dar a Oliver esse prazer, mas tão pouco eu me considerava forte o suficiente para segurar isso. — Sem mais joguinhos, Felicity. — Oliver lembrou passando a língua suavemente no lugar onde a pouco eu mordera.

— Sem mais joguinhos. — confirmei. E então Oliver finalmente começou a se mover mais rápido, entrando duramente fazendo-me sentir toda a extensão do seu pênis batendo dentro de mim, e depois ele saía apenas para voltar a investir ainda mais forte.

Eu movia meus quadris também, seguindo o mesmo ritmo de suas estocadas, fazendo com que ele fosse ainda mais fundo dentro de mim. Por um momento tudo o que se escutava era o som dos nossos corpos suados batendo um contra o outro, nossas respirações ofegantes e nossos beijos e gemidos de prazer.

Era o som de sexo. Puro, passional e intenso.

E viciante.

Nós mal havíamos começado e eu já desejava ter mais disso.

Mais do seu corpo investindo deliciosamente contra o meu, mais de suas mãos deslizando em minhas coxas apertando-as, mais do gosto mentolado que sua boca havia deixado na minha, mais do rastro dos seus lábios em minha pele, sugando-a, marcando-a e me fazendo sentir coisas que eu nunca tinha sentido antes.

Eu nunca tinha sido o tipo de pessoa que grita durante o sexo, pelo menos não antes de Oliver. Mas com ele eu simplesmente não conseguia me conter, a cada estocada, cada vez que eu o sentia ir mais fundo dentro de mim era um novo gemido alto de prazer que escorregava de meus lábios. E quando finalmente meu corpo encontrou a satisfação em um orgasmo forte e intenso, minhas coxas se apertaram ao redor de seu quadril, minhas unhas cravaram-se com tanta força em suas costas que eu tinha certeza que aquilo deixaria marcas profundas. E no fim, para a satisfação de Oliver eu gemi um vergonhoso e languido “Oh Oliver” enquanto meu sexo se apertava ao redor do dele e todo o meu corpo estremecia em puro deleite e prazer. Seus lábios se curvaram em um sorriso sacana e convencido antes de se esconderem na curva do meu pescoço sugando a pele exposta com ainda mais vontade. Suas mãos se agarraram com força ao redor da minha cintura, e ele continuou empurrando fundo, investindo com certa selvageria mais uma e outra vez até que sua respiração se torna ainda mais pesada e irregular, o vejo se contorcer, ele geme e, seu sexo pulsa dentro de mim quando ele chega ao seu próprio ápice.

— Felicity! — sorri, ao perceber que ele também havia gritado o meu nome enquanto se derramava dentro de mim e eu me vi sendo arrebatada por um novo orgasmo, quando eu mal havia me recuperado do primeiro.

Ficamos assim por um tempo, ainda cheios um do outro. Até que nossos tremores diminuíram, nossas respirações se normalizaram, nossos batimentos cardíacos se acalmaram e aquela letargia pós sexo foi se apoderando de nós. Eu senti Oliver se deslizar para fora de mim, e fui tomada por uma súbita sensação de vazio. Seu corpo permaneceu sobre o meu, seus olhos me encaravam querendo dizer algo, mas nada saiu de sua boca.

Para minha completa surpresa, uma de suas mãos envolveu o meu rosto afastando algumas mechas de cabelo que estavam grudadas ali, graças ao suor da nossa pequena travessura. Oliver sorriu, seus olhos brilhavam quando olhava nos meus, parecendo verdadeiramente contentes. Sua boca desceu novamente investindo na minha, seus lábios tocaram os meus e eu me inclinei ainda mais para ele, ansiosa por sentir aquele gosto tão viciante. Mas dessa vez o beijo foi diferente.

Não foi um beijo sexual, embora houvesse desejo nele. Foi lento, intenso e suave. E repleto de emoções as quais eu me recusava a analisar naquele momento. Oliver se levantou e se afastou vagarosamente de mim. Me virei sobre a cama e observei um Oliver nu caminhando até o banheiro, a visão de certa parte da sua anatomia masculina me deixando envergonhada e ao mesmo tempo excitada de novo.

Permaneci deitada, ainda exausta demais com o sexo que havíamos feito e pensando no que eu deveria fazer agora. Me vestir e ir para o meu quarto? Parecia o mais certo. Sentei sobre a cama, e inspecionei o lugar a procura de minhas roupas. Tentei não encarar Oliver quando ele voltava do banheiro e deitava-se sobre a cama. Me surpreendi quando senti seus braços se apertarem em minha cintura me puxando para ele.

— Aonde você pensa que vai? — sussurrou em meu ouvido, fazendo um arrepio gostoso descer por minha espinha.

— Hummm... — Murmurei girando-me entre seus braços, sem saber o que deveria dizer ou fazer, eu não era boa nessa coisa de sexo por sexo, eu nunca tinha feito isso antes e não conhecia nenhuma das regras — Você não está cansado? — perguntei, imaginando se ele havia me puxado para seus braços porque desejava começar tudo outra vez.

— Eu estou morto, — confessou — mas ainda quero sentir o calor do seu corpo junto ao meu enquanto dormimos. — Tentei não sorrir muito com sua resposta e me deixei acomodar em seu corpo. Oliver esticou o braço, apagou a luz e nos cobriu com o lençol, depois disso senti uma de suas mãos me puxar pela cintura apertando ainda mais nossos corpos, enquanto a outra afagava meus cabelos de forma delicada.

Seu corpo era quente e macio, eu não esperava seu carinho depois de termos feito sexo tão passional, mas ainda assim ele me dá. Eu não queria pensar no que tínhamos feito essa noite, eu deixaria os julgamentos para a manhã seguinte, por enquanto eu estava apenas contente em encostar minha cabeça na curva de seu pescoço, respirar seu perfume almiscarado e me deixar ser abraçada por seus braços fortes.

Só por essa noite, eu não iria pensar que lá fora existia um maníaco me procurando. Eu não queria pensar que talvez eu estivesse me envolvendo com Oliver muito mais do que eu deveria. Mas eu não me importava.

Porque eu nunca me senti mais viva do que em seus braços.

E eu não estava disposta a abrir mão disso.

Por nada.

Ou por ninguém.

Notas finais
Finalmente! E aí o que acharam? Me digam, não me deixem surtando e roendo as unhas! Uma explicação: Eu quis adiantar um pouco os capítulos, mas daqui para frente vou estar enrolada, então sem prazo para a próxima atualização, ok? Como eu expliquei antes, vou apenas tentar e fazer o meu melhor, espero que compreendam :)