Runaways

4 Capítulo 3 - Erro na sinapse


John já havia acordado. Sim, mesmo depois de uma festa e mesmo terminando a noite acompanhado, ele já estava de pé. Isso porque Jonathan Collins sempre fazia a mesma coisa. Quase um ritual. Depois de transar com uma garota, ele saía do apartamento e ficava andando pela praia sozinho, até seu irmão ligar dizendo que a dita cuja já tinha ido embora. Um tanto quanto cafajeste, mas aguentar ladainha de: “Você vai me ligar no dia seguinte?” pela manhã, é um saco.

A música Figuredyou out do Nickelback começou a tocar, e Jonathan atendeu seu celular.

– Ela já foi. E vem logo pra casa porque eu já comecei a empacotar, e se você pensa que eu vou fazer tudo isso sozinho...

John desligou e deu risada. Jeremy era extremamente chato pelas manhãs. E hoje, ele devia estar o dobro da chatisse. Isso porque os gêmeos iriam se mudar para um novo prédio. O prédio de Jack e Ben, que, consequentemente, era ao lado do condomínio dos novos amigos de ontem a noite.

– Jonathan, é bom você já ter metade das suas coisas empacotadas. E da próxima vez que desligar na minha cara, eu te mato!

Assim que o Collins número dois pisou no futuro ex-apartamento, Jaime começou a gritar.

– Acho que alguém tá precisando dar umazinha, hein...

– Eu não vou gastar minhas patadas geniais com você quando não tem mais ninguém aqui pra rir da sua cara!

Jaime saiu da sala e voltou para o seu quarto. Apesar de ser muito difícil, Jeremy não ia se deixar levar pelas palavras escrotas do irmão, ou seja, não iria se irritar. O apartamento já estava quase completamente “limpo”. A maioria das coisas já tinha sido organizada para serem levadas ao novo apartamento. Só faltavam os quartos serem esvaziados.

– Já terminei de arrumar minhas coisas! – John gritou na porta do quarto do irmão. – Vou ligar pro Ben e pro Jack virem nos ajudar a colocar tudo no caminhão!

– Beleza.

Jaime continuou arrumando suas coisas. Não demorou muito tempo pra ele colocar seus bonecos de ação na caixa, e descolar os pôsteres de ‘O Senhor dos anéis’, ‘O Hobbit’, ‘O clube da luta’, ‘Os Vingadores’, ‘X-men’, e por fim uma foto da Megan Fox sentada em uma moto, da parede. O problema real seriam os livros. Eles não tinham carro, e de jeito nenhum, Jeremy deixaria que sua caixa de livros, junto com seus dvd’s e cd’s favoritos fosse no caminhão de mudança. Felizmente, ele se lembrou de uma pessoa que tinha um carro, e que talvez pudesse ajudar...

~*~*~*~*~*~*~

– Bom dia. – Lily disse assim que viu Sebastian entrar na cozinha. – Café?

– Pode ser. – Sebastian respondeu mole enquanto coçava a nuca. Ele não se lembrava de já ter sentido tanta dor de cabeça na vida.

Lily pegou a cafeteira e colocou um pouco da bebida quente numa xícara.

– Ressaca? – Ela perguntou com um sorriso de canto.

– Eu nunca mais vou ficar bêbado. – Ele respondeu e Lily deu risada.

– Eu nunca mais vou ficar bêbada!

Emma entrou no apartamento de Sebastian e Lily de repente. Ela ainda estava de pijama, e com uma cara nada boa.

– O que aconteceu com o seu rosto? – Sebastian perguntou a analisando.

– Nada. Eu só to sem maquiagem.

– Credo. – Ele disse e fez uma careta, fazendo Lily rir baixo. – Cadê a Cabeça de fósforo?

– Tá dormindo ainda. Eu nem a vi chegando ontem a noite. Aliás, eu nem me vi chegando em casa ontem a noite.

– Que beleza, hein. – Lily disse ironicamente enquanto tomava um gole do seu café e fazia seu criptogama.

– Pelo jeito você ainda não transou, porque o mau humor ainda reina. – Emma disse rindo e Lily a lançou um olhar mortal. – Você vai ficar com teias de aranha na periquita, Lily, to falando sério.

– Eu já disse que posso te ajudar com isso. – Sebastian falou sorrindo maliciosamente.

– E eu já disse pra parar de pensar que todas as garotas querem conhecer esse seu pinto rodado.

Ela disse calmamente e voltou pro seu quarto. Sebastian se ofendeu e olhou para Emma em busca de consolo.

– Seu pinto é lindo, meu amor! – Ela disse mandando um beijo pra ele, o fazendo sorrir como uma criança. – Tem comida aqui?

– Você pode ser a minha comida nesta manhã... O que acha? – Sebastian disse rindo e arqueando as sobrancelhas.

– Eu acho que você não consegue ficar menos de três minutos sem falar uma frase que não seja um convite ao coito. – Emma disse rápido. — Tem pão integral e patê de ervas finas?

– Ervas finas é uma palavra broxante e de mulherzinha.

– Na verdade, “ervas finas” são duas palavras, e ela é mulherzinha, Sebastian.

Uma voz grave e não tão familiar veio da porta. Emma olhou e encontrou um par de olhos azuis com um sorriso desdenhoso estampado no rosto.

– Pelo jeito você é o Jeremy. – Sebastian falou animado. – Entra ai. Já tomou café da manhã?

Jaime entrou sorrindo e Emma se lembrou de quem ele era e deu um sorrisinho falso, indo até a geladeira pra tentar achar seu patê.

– Já sim. Você sabe onde a Erika mora?

– Ficou gamado, é? HAHAHAHA.

Sebastian ria alto enquanto Emma revirava os olhos. Era só o que faltava... O clone começar a namorar sua colega de quarto. PS: O clone que ela não suporta.

– Não... É que... Eu preciso de um favor.

– Já sei! Quer uma mãozinha, né, seu bosta? HAHAHAHA.

Sebastian continuava rindo, Emma continuava emburrada e Jaime sentia-se extremamente constrangido.

– Por que nenhum de vocês responde a pergunta dele? – Lily, que estava na sala faz um tempo, se intrometeu. – Ela mora no apartamento da frente, Jaime.

– Valeu. – O gêmeo respondeu sorrindo e depois olhou para as mãos da garota. Ela segurava um criptogama nível avançado. Os olhos dele brilharam. – Cara, você faz criptogama?

O entusiasmo dele fez Lily rir.

– Qual o problema de vocês homens? Por que ficam me chamando de “cara”? E sim, adoro fazer criptogama... Mesmo sendo coisa de gente velha.

– Quando um cara te chama de “cara” é porque ele não te acha atraente. – Emma respondeu dando uma mordida no seu pão com patê. – E eu achei a minha comida de mulherzinha. – Ela sorriu vitoriosa e Sebastian mostrou a língua.

– Isso não é verdade. Eu a acho extremamente atraente. – Jaime disse apontando para Lily. – Eu só te chamei de “cara” porque fiquei animado. Foi um erro na sinapse.

– Você deve sentir prazer em discordar de mim, não é? – Emma falou enquanto fulminava o Collins com o olhar. – Só pra você saber, Jeremy... – Ela falou o nome completo porque ela percebera que ele não gostava. – Eu não gosto de você!

– Ótimo! Porque eu não gosto de você!

– Ai meu deus, to me sentindo na sexta série. – Lily disse e Sebastian deu risada.

– Cala a boca. – Emma falou para a amiga. – E você, clone de quinta categoria... – Ela se voltou para Jaime. – Está proibido de entrar no meu apartamento!

Miller disse e saiu de lá com seu pão por terminar em uma mão, e seu suco de laranja na outra. Sebastian riu do jeito dela e Lily revirou os olhos. Rainha do drama? Presente.

– Por que eu iria querer entrar no apartamento dela? – Jaime disse com desdém.

– Porque ela mora com a Erika. – Lily disse e Jaime fez uma careta. – Mas, me diga o que você quer e eu posso te ajudar. A Emma exagera ás vezes.

– Ás vezes? – Sebastian disse rindo. – E por que você ta sendo legal com ele? Você não é legal com ninguém!

Lily sorriu cinicamente para o colega de quarto e olhou para Jaime, dizendo:

– A sinapse do Sebastian não funciona quase nunca. — Jeremy deu risada e O’Brien encarou os dois bravo. – Qual é? Você nem Sabe o que é sinapse, portanto, não tem o direito de se fingir insultado!

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– Cadê seu irmão? – Ben perguntou enquanto ajudava John e Jack a levarem todas as caixas para o caminhão.

– Foi na casa da ruiva pedir o carro emprestado. Ele não quer que sua caixa de livros vá no caminhão. – John respondeu com desdém.

– Seu irmão é um ser humano intrigante que muito me intriga. – Jack disse sorrindo. – Como dois nerds conseguem ficar com tantas garotas? – Ele se referia a Ben e Jaime.

– O Jeremy teve a sorte de nascer com essa beleza inigualável, né? – John disse apontando pra si mesmo.

– Cara, não tem nenhuma garota aqui pra você ficar se gabando. – Jack disse e Ben deu risada. – E você até agora não me contou quem roubou sua camiseta ontem.

– Foi a maluca da Emma. – Ben o respondeu rispidamente.

– Ah, cara! – John disse com um falso tom melancólico. – Ela é muito gata.

– Não adiante ela ser gata e não saber usar o cérebro.

– Pra mim, ela só precisa saber usar outra coisa...

– Você é nojento, Jonathan. Mas me orgulho por você pensar como eu. – Jack respondeu rindo e John se juntou a ele.

– Vocês dois só pensam em sexo... Por isso as garotas não namoram com vocês. – Ben falou e os dois amigos riram mais ainda. – O que?

– Quem te disse que nós queremos namorar? – Jack perguntou. – O amor é só uma teoria, uma hipótese, não existe de verdade.

– Você é patético, Jack. Não é porque o casamento dos seus pais não deu certo que suas “hipóteses” também não vão dar. – Ben o respondeu e o primo fez uma careta. – Eu acho que você se auto-sabota, sabia?

John percebeu que aquela seria uma conversa de sábado a noite a ser discutida durante uma festa de pijama de garotas e desceu com o máximo de caixas que pôde carregar para não ouvir o assunto.

– O que você quer dizer com isso?

– Quero dizer que você faz seus relacionamentos darem errado de propósito porque tem medo de se apaixonar por alguém de verdade. E é por isso que você foi tão babaca com a Lily na praia ontem.

Jack contou o que tinha acontecido no luau para o primo, mas a intenção era ser uma história engraçada e não uma lição de moral. Bower deu risada e falou:

– Você é um cara muito bitolado em pensar. – Jack sorria e Ben continuava sério. – Sabia que as garotas passam mais tempo pensando o que nós estamos pensando, do que nós pensando?

– Um dia você terá que deixar de achar que é tudo piada, primo.

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– O Jaime quer meu carro emprestado? De boa. – Erika respondeu enquanto tirava o pijama. – Porque ele não veio aqui me pedir? Porque ele mandou você?

A ruiva perguntava tudo rápido e Lily não gostava quando a amiga hiperventilava. Erika estava tirando a camiseta do pijama quando Sebastian entrou no quarto.

– SAAAAAAAAAAAÍ! – Ela gritou e Lily deu risada.

– Aff, para! Eu já vi seus peitos antes.

– SEBASTIAN, VAZA DAQUI, AGORA!

– Calma, Cabeça de fósforo. – Erika já tinha colocado a camiseta do pijama novamente. – Seu novo namorado não vai ficar com ciúmes, prometo.

Ai sim ele saiu do quarto. Lily continuava rindo e Erika estava mais vermelha do que o próprio cabelo.

– ELE NÃO É MEU NAMORADO! – A ruiva gritou e Evans tampou as orelhas com as mãos.

– ELE JÁ FOI EMBORA! – Emma gritou de volta.

Erika voltou a se vestir e calou a boca. Dando, finalmente, a chance de Lily responder suas perguntas.

– Sua colega de quarto o proibiu de entrar aqui... Por isso, eu vim no lugar dele.

– Ela fez o que? – Erika deu risada. – A Emma é muito idiota.

– Concordo.

– Falando mal de mim pelas costas, suas vacas?

– Falamos mal de você desde o primeiro colegial, Emma. – Lily respondeu e as três deram risada.

Elas ficaram enrolando no quarto e conversando sobre os novos garotos.

– Eu fiquei com o Jaime ontem!

– É, o Sebastian deixou meio claro hoje de manhã! – Emma respondeu. – Mas não era ciúmes, Erika, por isso, nem pergunte. – A ruiva deu de ombros e Emma se virou para Lily. — E você e o Jack? Matou a saudade?

– Ele quase me matou de tédio, isso sim. Ele se transformou em um grande babaca.

– Deve ser a convivência com aqueles gêmeos indecentes. – Emma falou e até remexeu o corpo, como se estivesse se livrando de algo ruim na pele. – E o que é sinapse?

Antes que Lily pudesse responder a amiga, uma voz grave disse:

– É umaregião de contato entre a extremidade do axônio de um neurônio e a superfície de outras células. É a propagação de impulso nervoso entre neurônios vizinhos. — Elas olharam para a porta e um loiro de bermuda jeans e camiseta branca as encarava.

– É uma região de “contato”. – Jaime complementou e parou ao lado do amigo. – Não que você vá entender o que nós estamos dizendo, mas não custa tentar...

O comentário do Collins número 1 fez Ben dar risada, o que incomodou ainda mais Emma. Ela odiava fazer papel de idiota, e era só isso que ela tinha feito desde que encontrara o loiro gato que perdeu o celular.

– Eu pensei que tivesse dito que você estava proibido de entrar aqui! – Emma se virou para Jaime.

– Você é muito mimada. – Ben disse e Emma se acuou. – E eu quero minha camiseta de volta.

Um clima tenso começou a tomar conta do quarto, mas Ben não estava incomodado, muito pelo contrário. Ele estava é gostando de ver que Emma estava sentindo-se inconfortável. Ele queria mostrar que ela não era a dona da verdade e muito menos a pessoa mais incrível e simpática que alguém poderia conhecer. Ben estava sentindo a extrema necessidade de colocá-la em seu próprio lugar. Um sorriso meio maligno se formou em seu rosto e Lily franziu o cenho.

– Cara, seu sorriso ta mais assustador do que o do Coringa. – Jack disse enquanto abraçava o amigo e ninguém riu ou falou nada, nem mesmo Erika. – Que climão aqui, hein! Credo!

– Jaime, você quer o meu carro emprestado, né? – A ruiva disse, de repente, para tentar quebrar a tensão no quarto.

– É, você pode me emprestar?

– Claro, vamos lá!

Erika saiu do quarto praticamente correndo e levando Jeremy consigo. Lily logo se apressou em também sair dali. Ela não disse nada, só se levantou da cama que estava sentada e saiu. Jack a seguiu, ele queria pedir desculpas por ter sido tão idiota na noite passada. Emma e Ben continuaram no quarto, e o loiro ainda a encarava de forma perturbadora.

– O que aconteceu ontem? – Ela perguntou baixo, e Ben deu risada.

– Você ta de brincadeira com a minha cara, não é? Você não se lembra de nada? – Emma negou com a cabeça e ele bufou. – Permita-me refrescar sua memória... – Ben disse enquanto entrava no quarto e fechava a porta.

Emma pensou em mil coisas naquele momento. A primeira foi que ele tinha um olhar de caçador assustadoramente sexy. A segunda foi a de que ele poderia, realmente, matá-la. Afinal, já tinha ficado claro que Ben não morria de amores por ela. E a terceira foi a de que ele iria agarrá-la e beijá-la loucamente até ambos estarem sedentos por ar...

Nenhum dos pensamentos de Emma estava correto. Ben só sentou ao seu lado e começou a contar o que aconteceu.

– Você subiu no píer e disse que iria pular na água pra ver se achava meu celular.

– Eu fiz isso? – Ela perguntou um pouco chocada. Emma sóbria jamais cogitaria em fazer algo desse tipo.

– Fez. – Ben respondeu calmamente. – E essa é só a primeira parte, porque você fez muito pior.

– Ai meu senhor! – Ela colocou uma mão na boca e Ben deu risada. – Fala logo!

Ele arqueou as sobrancelhas e assumiu seu ar sério e mal humorado novamente.

– Você pulou do píer.

– EU PULEI?

– Pulou... E eu tive que pular atrás pra você não se afogar.

Emma sorriu. Ben não carregava nenhum tipo de romantismo no seu tom de voz, mas assim que ela escutou essas palavras, uma lembrança de um dos seus filmes favoritos veio a sua mente: Titanic. “Você pula, eu pulo. Lembra?”

– Ta me escutando? – Ben perguntou e Emma parou de sonhar acordada.

– Sim, sim! Eu pulo, você pula.

– Quê? – Ele perguntou confuso.

– Nada. – Emma falou rapidamente. – E como sua camiseta veio parar em mim?

Ben suspirou alto e voltou a falar:

– Eu tirei a camiseta antes de pular do píer pra te “salvar”. – Ele fez aspas com os dedos. – Quando a gente saiu do mar você tava morrendo de frio e ficou pedindo a minha camiseta... Você nem esperou eu oferecer.

– Você ia oferecer?

– Não.

Silêncio constrangedor.

– Eu também tava com frio. – Ben disse e Emma fez uma careta.

– Mas você é homem!

– Bem observado... E homens também sentem frio. – Ele sorriu vitorioso e Emma revirou os olhos.

– Foi só isso?

– Não... Você também ficou passando a mão na minha barriga e ficou dizendo que podia lavar roupa no meu “tanquinho” a vida inteira, sem reclamar.

Emma arregalou os olhos e Ben começou a rir. Isso soou exatamente como algo que ela diria.

– Eu pensei que eu só tivesse pensado isso, e não dito em voz alta.

– Então é verdade?

– O quê?

– Que você gosta do meu corpo, ué.

Aquela conversa estava tomando um rumo que Emma não estava gostando... Ou que estava gostando até demais... Ela levantou da cama e pegou a camiseta masculina que estava em sua cômoda.

– Já chega. – Ela disse firme e Ben a encarou surpreso. — Agora vai embora. E aqui está sua camiseta!

Ela a jogou em seu peito e Ben sorriu de lado. Ele estava achando extremamente engraçado perturbar a patricinha desse jeito.

– Você devia agradecer o cara que salvou sua vida de outro jeito, sabia?

A únicas primeiras palavras que vieram em sua mente foram: Favores sexuais.

– Não faz essa cara como se eu fosse abusar de você em uma esquina qualquer. – Ben disse ainda sorrindo. — Há outras formar de se pagar uma dívida... Tipo... Dinheiro. – O loiro disse com um sorriso nos lábios.

– Você quer dinheiro?

– Não sei ainda. – Ele coçou a barba mal feita, e Emma acompanhou o movimento com o olhar. Era bem complicado ficar confortável perto de alguém tão bonito. — Vou pensar com carinho na situação em que a senhorita se encontra para com a minha pessoa.

Ben se aproximou da porta do quarto e saiu com um sorriso vitorioso estampado no rosto.