Runaways
7 Capítulo 6 - The mess
Notas iniciais
– Eu não acredito no que estou ouvindo!
Lily ria deliberadamente dentro do Johnny’s Bar. Emma estava contando a história do luau que elas foram na praia.
– Você pulou do píer? – Evans perguntou novamente.
– Foi o que o que ele me disse. – Emma deu de ombros.
– Você é mais maluca do que o meu bom senso pode aguentar.
Lily disse e Emma deu risada, a respondendo:
– Mas ainda assim, você me ama.
– É, pode se dizer que sim.
– Você só tá falando isso porque está levemente alterada pelo álcool.
– É, pode se dizer que sim. Mas é sério, você é maluca.
– E você é minha melhor amiga.
Lily sorriu e encarou a amiga que estava com os olhos cheios de lágrimas. Sim, Emma se emocionava muito fácil, ainda mais com a ajuda da cerveja.
– Isso não fez sentido. — Evans começou a rir. — Mas é, você também é minha melhor amiga.
Lily e Emma trocaram um sorriso e deram mais um gole em suas bebidas.
– Aaaaaawwwnnnn! Como vocês são fofas! Só faltou um abraço! – Jack chegou rindo e estragando o momento delas.
– Ai, por favor me diz que seu primo não ta com você! – Emma falou rapidamente e Jack riu.
– Não, sou só eu.
– Que legal. – Lily disse ironicamente.
– Ei, qual é a sua? — Jack perguntou. — Pensei que tínhamos combinado de sermos amigos, mas amigos não se tratam desse jeito.
Emma adorava ver Lily sem graça perto da única pessoa que conseguia a deixar sem graça. Pra ela, só faltava a pipoca pra assistir a cena perfeitamente.
– Ok, me desculpa. – Lily falou e olhou para o chão. Antes o chão do que as covinhas.
– Odeio quando você fala desculpa pensando que vai resolver tudo! – Jack quase gritou. – Olha pra mim!
Não era um pedido, era uma ordem. Ela levantou a cabeça e continuou séria. Inabalável…
Por fora, porque por dentro… Parecia que Lily tinha engolido milhões de fogos de artifício, e que todos eles escolheram disparar ao mesmo tempo.
– Odeio quando você vem me procurar só pra me confrontar, brigar ou discutir por alguma coisa!
Uma rachadura.
Ninguém é de ferro. Jack percebeu que ela não era totalmente indiferente à ele como estava tentando demonstrar. E perceber que ele valia algum esforço de Lily Evans, o deixou animado.
– Então estamos quites? – Jack sorriu e Lily foi obrigada a sorrir também. – Nós dois odiamos algumas coisas… Acontece em toda a amizade.
Ele explicou, mas não havia necessidade, Lily já tinha entendido a mensagem. Ela sempre adorou como Bower se dava bem com as palavras. Sempre as palavras certas nas horas erradas. Sempre as palavras erradas nas horas certas.
– Trégua? – Lily lhe ofereceu a mão.
Jack sorriu, pegou a mão dela e a beijou.
– Bem mais do que só trégua.
Os dois continuaram sorrindo e Emma bufou.
– Só isso? Estão se retraindo por que eu to aqui? Qual é, eu queria ver uma briga de verdade!
– Emma, cala a boca. – Lily disse e a amiga deu risada.
– Ok, vou deixar vocês sozinhos porque não gosto de ficar de vela.
Antes que Evans pudesse contestar, Emma já havia começado a andar para longe do “casal”. Ela estava entediada. MUITO entediada. Foi então que ela viu o rapaz de cabelo azul de novo. Agora ele estava acompanhado por uma garota baixinha e loira. O tédio era tanto que ela estava reparando em um cara de cabelo azul. Que merda.
Emma foi ao banheiro, se olhou no espelho, e retocou a maquiagem. Não que precisasse, mas mulheres são assim mesmo. Quando ela estava se preparando para sair, uma ruiva baixinha e sorridente entrou no toalete.
– Ai meu Deus! Emma Miller! – A ruiva gritou e Emma até deu um pulinho, se assustando.
– Taylor Fitz!
As duas se abraçaram e gritaram juntas. Emma já tinha morado em Huntington Beach e Taylor, a baixista ruiva e animada do The Lobsters, fora sua amiga de infância.
– Você é a baixista! – Emma disse animadamente.
– Sou!
– Nossa, eu não tinha reparado. Pensei que era alguém muito parecida contigo porque você era tão tímida quando criança.
– E você era gordinha, mas olha só pra você!
– Pois é, ainda bem que as coisas mudam! – Emma deu mais um abraço em Taylor. – Ainda bem que eu te encontrei. Eu to SUPER entediada, será que dá pra você me ajudar com isso?!
A ruivinha riu e disse:
– Claro! – Ela deu um pulinho e pegou Emma pela mão. – Vem! – E a puxou para fora do banheiro.
~*~*~*~*~*~*~
– Eu to muito bêbado! – John disse enquanto o irmão beijava uma garota do seu lado. – Jeremy, me da atenção! – Ele empurrava o ombro de Jaime, que nada fazia além de continuar beijando a garota.
– Olá, cópias! – Ben chegou com um copo de chopp na mão.
– Você ta andando muito com a Emma. Ta falando como ela. – Jaime falou e voltou a beijar a menina.
– Ok. – Ben deu um gole em seu copo, ignorando o comentário do Collins número 1. – Vamos surfar amanhã?
– Se eu não estiver de ressaca… – John respondeu e pegou o copo de Bem, virando o resto da bebida na boca.
– Então, você deveria parar de beber!
Depois de mais meia hora de conversa, o loiro conseguiu convencer o Collins número 2 a parar de beber… Naquela noite, claro.
– Cadê todo mundo? – John perguntou. – Erika, Lily, Sebastian, Jack, sua querida Emma…?
– Não sei, acho que a maioria foi embora.
– A Erika não ia te dar carona?
– Pois é. Azar o meu.
Ben riu sem humor e sentou em uma cadeira perto do bar, carregando Jonathan consigo. Eles decidiram deixar o Jaime curtir um momento sozinho, sem nenhum irmão bêbado atrapalhando seus “pegas”.
John estava, realmente, muito bêbado. Ele mal conseguia ficar em pé. Ben odiava cuidar de gente bêbada, mas ele era a única companhia disponível, e ele mesmo estava meio alterado pelo álcool, então… o loiro não tinha muita escolha.
– Oi, Jonathan. – Os dois se viraram rapidamente e deram de cara com Tony. – Gostaram do show? – O sarcasmo exalava de Jarvis, e nenhum deles o respondeu. – Cadê aquela sua amiga… Como é o nome dela mesmo? Sou péssimo com nomes. Você deve entender não é, Jonathan?
– Emma. O nome dela é Emma. – Foi Ben que o respondeu. O loiro ficou de pé e deixou o Collins número 2 atrás de si. – Olha, Tony, nós estamos aqui nos divertindo, e eu sei que o Jonathan fez merda, mas não queremos confusão.
– Acredite, Ben, nem eu. Só estou atrás da sua amiga. Pode me passar o número do celular dela?
– Não. – O loiro respondeu seco e John fez uma careta. Ia dar merda.
– Não?
– Não, não dá porque eu não tenho o número dela.
– Hm. Interessante. Pensei que fossem amigos.
– Pois é, mas não somos. Ela só é uma vizinha chata que conhece os meus amigos.
– Vizinha chata?
– Vai repetir tudo o que eu digo?
Tony riu e deu um passo em direção à Ben. Ele não recuou e continuou firme e sério.
– Pra alguém que não está querendo arrumar confusão, você age de forma bem agressiva. – Jarvis disse e o loiro riu.
– Acho que você está meio equivocado. – Ben coçou a nuca e riu de uma forma debochada, como Tony havia feito uns minutos antes. — Não estou agindo agressivamente, só perguntei se você vai repetir tudo o que eu digo.
– Entendi. Bom, então eu acho que vou ter que encontrar a moça sozinho, eu suponho.
– É, é o que parece. Até porque, você não chegou a pedir minha ajuda pra isso.
– Tem razão. – Jarvis disse e soltou a fumaça de seu cigarro no rosto de Ben.
– Uma dica sobre a moça em questão: Ela é bem difícil.
John assistia toda a cena quieto e cauteloso. Sua cabeça rodava e ele não conseguia entender o motivo de Ben estar agindo tão na defensiva em relação a Emma.
– Não pra mim. – Tony o respondeu. – Nenhuma é.
– Ela será. – Ben sussurrou, mas o guitarrista pôde escutar.
– Será que dá pra você calar essa maldita boca e deixar o cara ir atrás da Emma? – John disse, impaciente.
– Você devia escutar seu amigo. – Jarvis respondeu ao comentário do Collins.
– Eu não confio nele. – Ben disse para John. – A Emma já foi embora. – O loiro se virou, falando para o guitarrista.
– Não fui, não. Eu estou bem aqui! – Emma apareceu do nada, com Taylor em seu encalço. – O que está acontecendo? – Ben revirou os olhos.
– Seu amigo aqui está mentindo pra mim. – Jarvis respondeu sorrindo.
– Eu não estou mentindo. – O loiro tentava manter a voz calma, mas estava difícil. — Eu realmente pensei que ela tinha ido embora.
Ben odiava dar explicação às pessoas, mas não era ele dizendo essas coisas, e sim, o álcool.
– Não, ainda não. Estou bem aqui! E acabei de reencontrar minha amiga de infância. Essa é a Taylor!
– Eu sei quem ela é. – Ben respondeu sem paciência.
– Oi Tay. – Jonathan disse, dando um tchauzinho para a ruiva.
– Não fale com ela. – Jarvis disse dando de ombros. – Lembra o que aconteceu da outra vez?
– Tony! – Taylor foi para o lado do amigo e segurou seu braço. – Vamos lá pra fora.
– Eu não quero ir lá pra fora. – Ele respondeu e a ruiva arrancou os óculos de sol que ele usava, e pegou seu cigarro, o jogando no chão. – Você ficou maluca?
– Não. Agora vamos lá pra fora!
A baixista mantinha a voz calma, mas suas mãos a traíam. Ela estava tremendo. A ruiva já sabia como as coisas funcionavam e queria evitar uma briga.
– Eu não quero!
– Eu não to pedindo Tony, eu to mandando!
Jarvis segurou fortemente no braço de Taylor e Emma suspirou assustada. Ele sussurrou algo no ouvido da ruiva e seus olhos começaram a lacrimejar.
– Ei, solta ela. – Emma disse, sem pensar. – Solta! – Ela foi até eles e tirou a mão de Jarvis do braço da amiga. A mão do rapaz havia ficado marcada ali. – Você é doido?
– Quer que eu te mostre?
Tony sorriu maliciosamente e foi pra cima de Emma. Ben se colocou entre os dois e riu.
– Eu só estava esperando um bom motivo pra fazer isso. Agora você me deu.
Ben deu um soco no rosto do guitarrista e Taylor gritou. A garota caminhou até o amigo e o colocou de pé. Tony cuspiu um pouco de sangue e se soltou dos braços da ruiva.
– Eu vou acabar com a sua raça. — Quando Jarvis ia dar um soco em Ben, Emma entrou em sua frente e ele quase a acertou. – Você enlouqueceu? Saí da frente!
– Eu não acho que seja inteligente da sua parte brigar com ele. – Emma apontou para o loiro atrás de si e Ben revirou os olhos. – Sério, você é magrelo e baixinho, não teria chance contra ele. É uma questão de observação! – Ela terminou a frase sorrindo e Ben deu risada.
– Então, você quer apanhar por ele? – Emma engoliu em seco e Ben voltou a ficar sério.
– Saí daqui. – O loiro sussurrou para a garota, mas ela não moveu um músculo.
– Não. – Emma respondeu tanto Tony quanto Ben. – Ao invés de brigar com ele, acho que você deveria ir para um lugar mais reservado e conversar comigo.
– O que? – Ben quase gritou e Jarvis sorriu.
– Eu gostei da sua ideia.
– Eu sabia que ia gostar. – Emma respondeu sorrindo. – Posso te pagar aquele cigarro.
A cena toda era bem ridícula. Por que essa maníaca tinha que se meter no meio?
– Gostei mais ainda. – Tony ofereceu o braço a garota e ela o aceitou sorrindo. – Mas eu não gosto de fazer papel de otário apanhando de um cara que não vale merda nenhuma.
E foi então que o guitarrista deu um soco na cara de Ben. Os dois começaram a rolar no chão e Taylor não parava de gritar. Emma estava estática, mas depois de um tempo foi procurar ajuda. Uma rodinha de pessoas estava em volta deles, mas ninguém fazia nada. John tentou levantar da cadeira, mas estava tão bêbado, que acabou cambaleando e caindo no chão. Grande ajuda.
Tony estava evidentemente em desvantagem. Ben estava por cima e depositava soco atrás de soco no rosto do guitarrista. Taylor pedia incessantemente para ele parar, e quando o loiro parou, Tony aproveitou o momento de distração e deu uma cotovelada nas costelas de Ben, que caiu de lado com as mãos na barriga. Jarvis se levantou com dificuldade e deu mais um golpe no local já dolorido do rapaz. Dessa vez, um chute. Ben estava com um grito de dor entalado na garganta, mas seu orgulho era maior, e nenhum som saiu de sua boca.
– EI, JÁ CHEGA!
Uma voz grave entrou no meio da roda e segurou Tony por trás, dando a oportunidade para Ben se levantar e depositar mais um soco no rosto do guitarrista.
– PARA, BEN! ACABOU! – O loiro se virou e reconheceu a voz de Emma. Ele cambaleou até ela, e se apoiou em seus ombros. – Obrigada pela ajuda… Carinha do cabelo azul.
O dono da voz grave, que segurou Tony, era o rapaz de cabelo azul que havia chamado a atenção de todos.
– De nada, loirinha do cabelo amarelo. – O garoto respondeu e largou o guitarrista, que logo foi amparado por Taylor. – Até mais, e cuide melhor dos seus homens!
O garoto foi embora, e a ruiva começou a levar Jarvis para longe do “inimigo” enquanto Emma amparava Ben em seus braços.
– Não existe alguém menos cavalheiro que você, sabia?
– Fica quieta porque eu acabei de levar uma surra por sua causa.
– A culpa não foi minha! Não fui eu que fiz você enfiar a mão na cara do Tony!
– Mas o motivo foi você.
– Supostamente. — Emma deu um passo pra frente e o loiro gemeu de dor. – Você tá legal?
Ben a encarou com uma cara que dizia: “Sério que você tá perguntando isso?”.
– A gente precisa chamar o Jonathan pra ir embora. – Ben falou, ignorando a pergunta de Emma.
– Ele se vira. Você veio de carro?
– Não, eu vim com você.
– Você tem dinheiro?
– Gastei tudo com as prostitutas da esquina. – Emma fez uma careta e Ben riu. – É mentira, gastei com álcool.
– Ótimo! São mais de dois quarteirões até sua casa! Não temos dinheiro, e eu te carregar até lá não é uma opção!
– Vamos pra praia.
– Pra praia?- Emma gritou e Ben colocou uma mão em sua orelha.
– É. Só pra eu poder sentir um cheiro que não seja de cigarro.
Emma sorriu com a resposta e o carregou até a praia, que não era longe. Na verdade, era só atravessar a rua do Johnny’s Bar para chegar ao mar. Emma sentou-se na areia e Ben se deitou, fechando os olhos. O silêncio permaneceu por uns trinta minutos, até o loiro se pronunciar:
– Dívida paga.
– O quê?
Estava quase amanhecendo, e Emma havia se distraído observando a praia. Era tudo tão lindo… O céu, o mar, o cheiro do sal, o quase nascer do sol…
– Eu disse que você não me deve mais nada por ter salvado sua vida… Você meio que salvou a minha hoje.
Emma riu e começou a fazer carinho na areia.
– Eu fiz bem mais do que isso. – Ela falou e Ben abriu um dos olhos. – Talvez agora você me deva alguma coisa.
– Talvez. – Ele sorriu e voltou a fechar os olhos. – O que você vai querer?
– Ainda não sei… Vou pensar com carinho na situação que o senhor se encontra para com a minha pessoa.
Ben sorriu e cochilou ali mesmo, pensando que Emma não era uma cabeça de vento no fim das contas.
~*~*~*~*~*~*~
– Eu não vou transar com você.
Erika estava em seu apartamento, deitada em sua cama, com Sebastian deitado ao seu lado. Eles estavam de frente um para o outro enquanto O’Brien acariciava o rosto da amiga.
– Eu não quero transar com você.
A ruiva arqueou as sobrancelhas, e se afastou de seu toque.
– Por que não?!
– Foi você que disse que não queria transar! – Sebastian disse, dando de ombros.
– Você também disse! – Erika já tinha começado a gritar.
– Eu disse porque você disse! – Ele gritou de volta.
– Se eu não tivesse dito que não queria você também não ia dizer? – Erika estava pronta para tacar o travesseiro na cara do amigo.
– Não! Lógico que não! – Sebastian disse rápido e tirando “a arma” das mãos da ruiva. – Desde quando eu nego sexo?
– Ah, então de boa. – Erika disse e deu um selinho nele.
– Sua maluca!
Sebastian nunca foi bom em pensar. E por mais que ele não quisesse pensar na situação atual, algo o impulsionava a pensar no que ele estava fazendo com Erika. Aqui vai a verdade: Por que ele estava agindo como um filho da puta com ela? Sebastian continuava com essa pergunta martelando em sua mente.
Ele não gostava dela daquela forma, mas obviamente havia química entre eles. Ele não tinha ciúmes dela, mas sempre achou que a ruiva combinava mais com ele do que com qualquer outro. E é por causa desse maldito “mas” que era complicado se afastar. Ainda mais, porque Erika beijava bem e era muito bonita. Ajudaria se ela fosse feia.
– Você sabe que eu não quero te dar a impressão errada, né? – Sebastian perguntou e o sorriso de Erika morreu.
– Tarde de mais pra isso.
– Eu sei. Eu fui burro ontem. Não devia ter te beijado, e eu com certeza não devia estar aqui, deitado na sua cama e fazendo cafuné na sua cabeça ferrugem.
Ela riu um pouco e Sebastian esboçou um sorriso.
– Então por que você está aqui? – Erika perguntou serenamente.
Desde que O’Brien havia retomado o diálogo, ele estava aguardando o momento e que a Cabeça de Fósforo começasse a lhe tacar coisas e a gritar.
– Eu não sei.
– Eu acho que você sabe, mas tem medo da resposta.
– E eu acho que você quer que eu saiba e tenha medo da resposta pra situação ser favorável pra você! – Sebastian riu e Erika também. – Essa foi a coisa mais inteligente que eu já disse na minha vida!
– Concordo!
E foi tão simples continuar ali, fazendo carinho nos cabelos da ruiva e conversas sobre coisas estranhas. A fuga do assunto serviu como a brecha perfeita pra eles esquecerem o real problema ali e as consequências que o beijo da noite passada traria.
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