Runaway

17 Surprise


Notas iniciais
Olá querdidx! Desculpem pela demora! Fui pra chácara nesse carnaval e estava sem internet! Espero que gostem desse capítulo! Beijos e até o próximo! ♥

Tris

Acordei com o som do pequeno despertador de Tobias tocando insistentemente. Eu não acreditava que já era hora de levantar. Parecia que eu tinha acabado de fechar os olhos. Eu dormia sobre o peito de Tobias, com as mãos em seu tórax e ele me abraçava. Nossas pernas estavam emboladas junto com as cobertas.

— Esse negócio não para de tocar nunca? — Eu resmungo e ele tenta desligar o alarme.

— Parece que eu acabei de dormir — Ela também resmunga, alcançando o despertador e usando mais força do que o necessário para desligá-lo.

Nós nos encaramos por alguns segundos e depois começamos a rir. Nós dois tínhamos acordado de mau humor hoje. Talvez por causa da falta de tempo pra dormir mais ou no meu caso, fome.

— Bom dia — Ele diz, baixinho, beijando a minha testa.

— Bom dia — Eu respondo, dando um beijo em seu pescoço.

— Não estou preparado para sair da cama — Ele diz — Eu to com sono. Poderia ficar aqui com você pra sempre.

— Eu também poderia ficar aqui com você pra sempre — Eu digo, dando um beijo nele — Mas por mais sono que eu esteja sentindo, estou prestes a sair correndo daqui — Faço uma pausa — Meu estômago não aguenta mais dez minutos sem comida — Tobias começa a rir. Eu amava escutar a risada dele, principalmente pela manhã.

Ele sai da cama, me arrastando junto e depois me dando um beijo. Eu vou para o banheiro enquanto ele se dirige ao guarda roupas do canto.

— Tem escova de dentes extra no armário — Ele grita pra mim — Pegue uma pra você. Tenho a impressão que vamos passar um bom tempo assim, dormindo um no quarto do outro.

Eu escovo os dentes e depois saio do banheiro, indo em direção a ele.

— Sabe, eu meio que me acostumei a dormir do seu lado, encostada em seu peito — Eu dou um beijo nele — Você não vai se livrar de mim tão fácil.

— Me livrar de você não está nem perto dos meus planos — Ele me dá um beijo e depois vai para o banheiro para escovar os dentes — O que você vai fazer agora pela manhã?

— Tomar café e ir trabalhar — Eu respondo — E vou ver se consigo entrar na sala de Max também. Se não der certo, tento a tarde novamente.

— Você ainda tem a chave mestra que eu lhe dei, certo?

— Tenho — Eu respondo, me aproximando por trás dele e dando um beijo em seu ombro. Ele mantinha os olhos em mim através do espelho que estava a nossa frente — E você, o que vai fazer?

— Conversar com algumas pessoas e quem sabe te visitar no trabalho — Ele se vira para me encarar de frente.

— Seria ótimo — Eu respondo, sorrindo. Ele me puxa para mais perto e me beija — A minha sala não é muito grande, mas eu adoraria dividí-la com você — Ele me dá um olhar safado e nós deixamos o quarto em seguida.

Nós chegamos juntos no refeitório, mas seguimos caminhos diferentes e nos sentamos em mesas separadas. Nós achávamos que por enquanto era melhor assim, embora fosse difícil esconder. Nós sabíamos que quando assumíssemos o namoro, atrairíamos a atenção das pessoas e nós estávamos tentando não chamar a atenção, principalmente agora, com o que estávamos organizando.

Christina sorriu quando me viu e continuou me encarando até eu me aproximar mais da mesa. Eu só esperava que ela não tivesse contado nada pra ninguém. Ela agora sorria descaradamente e eu não estava entendendo mais nada.

— Bom dia pra vocês — Eu digo, cumprimentando o pessoal que conversava animadamente. Arrasto a minha cadeira e me sento.

— Bom dia, Tris — Eles respondem.

— Onde está Al? — Eu pergunto. A cadeira que ele geralmente ocupava estava vaga.

— Não sabemos — Will diz — Ele não estava no quarto dele quando passamos lá mais cedo. Deve estar bêbado por aí — Ele dá de ombros.

— Bom — Christina assume a fala, mal se contendo. O sorriso dela continuava aberto — Eu ia esperar que todos chegassem, mas não acho que Al venha, então… — Ela faz uma pausa e olha para todos. Will segurava um sorriso. — EU E WILL ESTAMOS NAMORANDO — Ela grita e gritinhos se espalham pela mesa.

— Awn, parabéns — Eu digo, rindo — Até que enfim!

— Um a zero pra garanhão — Uriah brinca, rindo.

— Céus, como isso aconteceu? — Lynn pergunta.

— Tá, vou contar — Christina diz, interrompendo nossas falas de parabéns — Ontem, depois que conversamos com Tris, eu fiquei pensando que sempre é preciso que nós, uma hora ou outra, sejamos justos com as pessoas que amamos — Uma pausa — Então, ao invés de ir para o meu quarto, fui procurar Will e nós nos acertamos.

Eu sorri. Finalmente eles tinham se acertado, depois de dois anos de muita enrolação, trocas de olhares e de encher nossa paciência com as implicâncias de um com o outro.

— Tava na hora hein? — Eu digo, olhando para Christina em seguida — Então quer dizer que você descontraiu bastante essa noite né?

Ela pareceu corar e o resto da galera não pareceu entender a brincadeira.

— Sim, e você, descontraiu muito? — Ela sorri maliciosamente.

— Dormi que nem uma pedra — Eu respondo.

— Sei, tô ligada — Ela diz — Você, cama e edredom apenas. Tá bom — Nós duas começamos a rir e o resto do pessoal continua sem entender.

Termino o meu café e depois converso rapidamente com Max. Ele me agradece por ter ajudado Quatro e me diz que eu podia voltar para meu cargo agora. Eu agradeço pela chance e acabo descobrindo que ele teria um dia agitado e que provavelmente não iria na sala dele.

Sigo para a minha sala pensando em como as coisas haviam sido interessantes nas últimas semanas.

— Olha só quem eu encontro por aqui — Uma voz chama a minha atenção — Quem é vivo sempre aparece, né Tris?

Eu encaro a pessoa que falava comigo.

— Peter, que desprazer — Eu digo, séria.

— Como vai, Tris? — Ele pergunta.

— Melhor do que nunca, e você? — Eu pergunto, pensando o que ele queria com essa conversinha fiada. Ele estava parado no meio de um grupinho que sempre o acompanhava.

— Estou bem — Ele diz, sorrindo — Você sumiu.

— Estava ocupada com outras coisas — Eu digo, dando de ombros.

— Fiquei sabendo mesmo. Como estão os iniciados esse ano?

— São bons — Eu digo, pensando em seguir meu caminho.

— Muitos parecidos comigo? — Ele pergunta, me fazendo revirar os olhos.

— Felizmente não temos nenhum covarde mal caráter no grupo esse ano — Eu digo cruelmente.

— Tris, Tris, você sabe do que eu sou capaz não sabe? — Ele se aproxima de mim.

— Sei — Eu respondo, sem recuar — E você sabe do que eu sou capaz? — Pergunto e ele me olha. Ele faz um movimento tentando tocar meu rosto. Eu seguro a mão dele com firmeza — Não encoste em mim.

— Isso não foi elegante, Tris.

— Não pretendi ser — Eu repondo.

— Uma pena. Nós poderíamos ir longe juntos.

Eu reviro os olhos e depois saio de perto dele, seguindo meu caminho. Peter nunca fazia nada sem intenção nenhuma. Era melhor eu tomar cuidado. Isso provavelmente significava que ele estava de olho em mim.

Entro na minha sala e fico lá por um bom tempo, colocando meu trabalho em dia. Era bastante coisa, mas o resto do pessoal tinham feito um bom trabalho.

Era onze horas quando eu saio da minha sala e me dirijo para a sala de Max. Abro a porta rapidamente e entro. Eu quase dou uma gargalhada. Tinha sido fácil demais.

Pego as coisas onde Tobias tinha escondido e volto o armário para o lugar. Me sento rapidamente na cadeira, para conferir que tudo estava lá mesmo, só por precaução.

Foi quando alguém abriu a porta. Eu me xingo mentalmente, por ter esquecido de trancá-la depois que entrei. Eu me encosto mais ainda contra a grande cadeira de Max, que ela maior do que eu e daria para me esconder por uns minutos.

— Max, eu preciso falar com você — Eu congelo, mal acreditando que estava ouvindo essa voz.

Notas finais
Quem vocês acham que é?